3 DE ABRIL DE 1988

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cred88SÃO PAULO (e eu lá) – Minha pauta: Piquet e Gugelmin. Ótimo. Senna daria muito trabalho. Era sua estreia na McLaren, tinha feito a pole e provavelmente ganharia a corrida. Fazia um calor infernal e no corpo-a-corpo com os colegas e anexos que cercavam o piloto, eu perdia sempre. Era baixinho e frágil. Ainda sou baixinho e frágil.

3 de abril de 1988, 25 anos atrás. Meu primeiro GP. Trabalhando, claro. Porque antes disso eu tinha ido a vários, em Interlagos e Jacarepaguá, como torcedor de arquibancada. Eram mais divertidos, devo dizer.

Eu tinha voltado para a “Folha” algumas semanas antes, depois de um mês na (em) “Placar”. Uma das ferramentas de sedução do meu editor, Nilson Camargo, para me tirar da Abril foi essa: te mando para cobrir a F-1 no Rio.

Pô, cobrir F-1 no Rio era legal. Sol, mulherada, festas, vamos nessa.

Há 25 anos, não era fácil fazer cobertura fora de São Paulo, em lugar algum. Transmitir textos, só por telex. Havia poucas máquinas na sala de imprensa montada sob uma tenda no autódromo. Às vezes o jeito era bater na máquina de escrever e entregar as laudas a um motoqueiro do lado de fora do portão, que levava o material para a sucursal, no centro da cidade, onde cada texto era digitado e entrava no precário sistema de computadores do jornal — que na época era moderníssimo, com suas telas de letrinhas verdes.

Foto, então… Tínhamos dois fotógrafos, se não me engano, em Jacarepaguá: Juan Esteves e Jorge Araújo. Monstros, dois dos maiores do Brasil. De noite, no apartamentinho alugado na Barra onde nos hospedávamos, porque era mais barato que hotel e mais perto do autódromo, eu ficava com as poderosas lentes deles espiando as meninas se trocando pelas janelas dos enormes prédios do condomínio.

Para mandar fotos para São Paulo, o esquema era o seguinte: fazer uns dez ou 15 minutos do treino da manhã, sair correndo do autódromo e se instalar no motel Monza, que ficava na avenida do autódromo — existe ainda? O dono do motel havia sido fotógrafo e tinha um pequeno laboratório no prédio da administração, não muito longe dos quartos onde a moçada trepava à vontade.

Aí Juan e Jorge revelavam os filmes em meio aos gemidos dos quartos vizinhos, ampliavam as fotos, escolhiam três ou quatro e conectavam à linha telefônica um aparelho que consistia numa caixa metálica com um cilindro anexo, alguns botões e fios que seram ligados ao bocal do telefone.

Isso feito, conectada a máquina de telefoto ao telefone, discava-se para a redação em São Paulo. Quando a ligação era completada, o cilindro onde a foto escolhida tinha sido fixada com durex começava a girar, e um sensor ótico “lia” a imagem transformando os tons de cinza em pulsos elétricos, que “viajavam” pela linha telefônica e eram convertidos novamente em tons de cinza pela máquina que recebia a ligação, imprimindo a imagem original em papel fotográfico. Se vocês não estão entendendo nada, era isso aqui.

Cada foto levava 20 minutos para ser transmitida, isso se não houvesse nenhum ruído na linha. Mas sempre havia. Então, era preciso começar tudo de novo.

Enquanto os fotógrafos se viravam para mandar as imagens para São Paulo, a gente se virava para levantar informações na pista. Nossa equipe tinha Marcos Augusto Gonçalves, eu, Mario Andrada e Silva e Marcelo Fagá — o saudoso Fagá, brilhante repórter que morreu em 2003 aos 49 anos.

Lembro o básico daquela corrida. Assisti à largada de dentro da pista, atrás do guard-rail da curva 1. Senna empacou. Largaram de novo e ele pegou o carro-reserva, o que não podia. Acabou desclassificado depois de partir dos boxes e chegar à segunda colocação. Demoraram para decidir pela bandeira preta, o que para o público foi ótimo — pôde ver algumas voltas alucinantes do rapaz. Segundo o DataFolha (a gente encomendou uma pesquisa com a turma na arquibancada), 70% dos que estavam em Jacarepaguá torceram por Ayrton, contra 23% que queriam uma vitória de Piquet, estreando na Lotus, e 3% dos que esperavam um triunfo de Prost. Prost venceu.

A pesquisa levantou mais dados interessantes: 58% acharam que Senna merecia ganhar, apenas 29% consideraram justa a vitória do francês e 59% apostavam que, mesmo tendo sido desclassificado da corrida no Rio, Ayrton seria o campeão naquele ano. Ayrton foi o campeão naquele ano. O público nas arquibancadas, de acordo com o instituto, era formado por 82% de homens e 18% de mulheres; 31% das pessoas eram de São Paulo; 29%, do Rio.

Não tenho fotos da gente trabalhando. Lembro de um cromo (para quem não tem ideia do que estou falando, é isso aqui) em que aparecemos eu e o Mario andando na frente dos boxes, debaixo de um sol catastrófico. Ficou um tempão jogado numa gaveta, mas nunca mais vi. Pode ser que encontre.

Mas guardei minha credencial, como todas as outras. É alguma coisa.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

62 Comentários

  • “Cada foto levava 20 minutos para ser transmitida, isso se não houvesse nenhum ruído na linha. Mas sempre havia. Então, era preciso começar tudo de novo.”

    HAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHHAHAHAHAHAHA QUE MEEEEEEEEEEERDA ERA HEIN! HAHAHAHHAHAHAHHA

    PS: tenho 25 anos.

      • Apenas imaginei vocês fazendo isso na época, e me imaginei utilizando esse aparelho que eu, mesmo gostando de coisas antigas, não havia ouvido falar e visto também.
        Se já é emputecedor, nos dias de hoje, você carregar uma foto na internet e no meio a net cair, ou cair a luz também. e ter que fazer tudo de novo. Imagina esse procedimento todo que você mencionou, naquela saudosa época, em que, não havia muitos aparelhos desse, as linhas de telefone tinham péssima qualidade, revelar uma foto não era tão simples e rápido, tendo um prazo curto e fazer isso o mais rápido possível. E ainda contar com a sorte de dar certo. NOSSA! rs. E você e seus amigos, depois de ralarem tanto nesse trabalho, com esses perrengues todo no trabalho, podiam se dizer uns aos outros: “Ah é foda, mas ainda vamos rir muito disso um dia” ou “Ganhamos pouco mas a gente se diverte.”. Também é engraçado pelo motivo de algo que é tão fácil hoje em dia, como transferir fotos, fosse tão complicado hà vinte e cinco anos atrás! E essa facilidade, disso que temos hoje, será também difícil de entender nos próximos 25 anos quem sabe, onde a tecnologia tornará as coisas mais simples e rápidas do que hoje. Aí, quem sabe, todos nos riremos quando lembraremos o quanto era “difícil e lento” enviar fotos para o pc e enviar pela a internet, ou compartilhar textos, enviar emails, carregar videos… Uma vez que estaremos em 2050 e estaríamos quem sabe, compartilhando videos, memórias, fotos, nossa visão em tempo real, entre nossas mentes, do tipo você olha e envia o que se está vendo ao vivo para a mente de outras pessoas olharam o que você está vendo, ou o que você viu, ouviu, sentiu, etc. Nisso, tudo o que foi difícil, complicado, lento ou até perigoso e que depois passa a não ser mais, acaba sendo engraçado e com aquele bom sentimento nostálgico. É fácil você ver pessoas, contando que chegaram lá e que venceram, que são isso ou aquilo. Mas, é mais interessante e difícil, ver pessoas que venceram de uma forma ou outra, contando seus perrengues, percalços, pequenas derrotas, que foram superadas no caminho até a vitória. É ai que você nota aquele riso e aquele olhar distante, e vê no rosto aquele: “Me fudi, Mas to aqui”. É inspirador.

  • 1988, eu era trainee na Volkswagen, setor de análise de preços. Éramos 16 técnicos numa sala, e para trabalhar nos revezávamos em 4 computadores de tela de fósforo verde na bancada no fundo da sala. A impressora era matricial… A diretoria da maior montadora do Brasil usava Santanas… Era época da Autolatina, e o carro dos sonhos era um Escort XR3 preto… Celular era uma ficção dos Jetsons… Na saída da fábrica em direção ao ônibus fretado tomava uma caninha pensando na chance do Lula ser presidente… Ayrton Senna morava na av. Nova Cantareira, Zona Norte, onde íamos recebê-lo com festa quando voltava das vitórias… Faz 25 anos! Saudades… Valeu FG!

  • Hoje as coisas são tão fáceis, que acabam sendo feitas de qualquer jeito! Em segundos textos e imagens estão disponíveis para todos e não há mais controle de qualidade do que será publicado. Admiro quem passou perrengue para fazer coberturas antigas!

  • Incrivel como em pouco tempo as coisas se transformaram tanto e neste caso, para melhor. Ficou muito mais facil fazer uma cobertura desta, pois sobra muito mais tempo para o que realmente importa: pensar, ver , entrevistar e escrever. Flavio, infelizmente em materia de reporteres é que a coisa tá danada. Os bons antigos continuam, e são poucos(tá bom,voce incluso,rsrs) mas a mioria dos jovens são de dar dó ou sono!!!!!

  • O Motel Monza ainda existe.

    A nota: Cesar Maia fez um desinteressado “Rezoneamento de IPTU” e transforma, forçadamente, aquela área em Barra da Tijuca. Ai as contrutoras chegaram e vendem aptos mínimos como se fossem… Barra da Tijuca.

    Ai vc tem, Aeroporto Municipal de Jacarepaguá mais perto da praia que esses prédios.

    E as “Arenas do Pan” que ficam na Barra? Mas dentro do (ex) Autódromo de Jacarepaguá,

    Mas como o sonho de td suburbando é ir pra Barra, a área é um sucesso de vendas. Mesmo que esteja longe da praia…

  • Como diriam os mais experientes (“velhos não!”)
    Na minha epoca…

    Me impressiona essas historias sobre o jornalismo antigamente, tirar fotos,mandar o texto para a Folha…o que hj parece ser um negocio simples, antigamente era um “parto”!
    E mesmo assim,as noticias ja estavam no jornal do dia seguinte,sem atrasos.

  • Flávio, esse foi meu primeiro GP “ao vivo”. Saí de Santos, em um ônibus fretado. Fiquei na arquibancada, bem em frente à linha de largada. Uma curiosidade até agora não comentada: não me lembro exatamente se foi na primeira ou na segunda formação do grid, mas do “nada” surgiu o finado “Beijoqueiro”, correndo pela na pista e indo na direção dos carros da primeira com a intenção de beijar o Ayrtob, presumo eu, mas errou o alvo – pulou em cima do carro do Prost e, no meio de agarrões e empurrões, lascou um beijo em seu capacete. Depois a confusão de sempre pra tirar o português do grid.
    Abraço
    P.S.: sem querer ser anacrônico e fugir do assunto, mas sobre a polêmica da ultrapassagem do Vettel sobre o Webber na Malásia: tudo pode ser resolvido, toda a discussão pode ir por água abaixo com uma simples correcão: em vez de usarem o termo “jogo de equipe” – algo já digerido por muita gente – poderiam adotar o termo “jogo de pilotos”. Aí ninguém vai ter mais o que dizer. Funcionaria fácil! Hello, Bernie!!!

  • Talvez vc seja baixinho, não sei sua altura. Mas, definitivamente, vc não é frágil; é forte e fala muitas verdades que só um forte, livre, progressista, humano (no bom sentido…) falaria. Sucesso!!!

  • Por que raios todo mundo torcia pro Senna? Piquet era o atual campeão!

    Claro que Senna tinha muito mais chances de ganhar a corrida que o Piquet (equipamento), mas é no mínimo curioso que tanta gente assim já torcia pro Senna.

    • Senna vinha de boas temporadas com um carro inferior que era a Lotus,chegando a ganhar algumas corridas então era natural a torcida para ele por finalmente ter um carro de ponta,já Piquet ja era tricampeão e passou muitas vezes um jeito azedo nas entrevistas,principalmente quando ganhou o primeiro titulo da F1 em 1981 nos EUA, e logo depois ,acho em 1982 ele derrubou umas barras de ferros em reporteres que o seguiam quando do divorcio da primeira mulher.Acompanho a F1 desde 1980 e vejo qualidades e deficiências dos mesmos ,mas eram os Top-driver da época.

    • Simples, Piquet nunca manteve relações muuuito cordiais com a imprensa. E essa antipatia acabava repercutindo com o público. Por outro lado, Senna era o queridinho da Globo e seu estilo de pilotagem era mais agressivo, “espetaculoso”, por assim dizer; portanto, atraía a torcida. Era questão de tempo que Senna seria campeão e, depois disso então, virou deus.

    • Depois daquela corrida espetacular do “moleque” Senna pela Toleman em Mônaco e de ótimas corridas pela Lotus, o número de fãs dele aumentou muito, embora eu, pessoalmente, fosse torcedor do Piquet, mas já gostava bastante das corridas do Senna.

    • ” 31% das pessoas eram de São Paulo; 29%, do Rio.”

      A rivalidade SP x RJ era evidente.
      Senna era paulista.
      Não houve nenhuma badalação global com os campeonatos que o Piquet ganhou. A globo, apesar de carioca, já considerava Senna um “produto” muito mais atraente em termos de audiência que o campeão Piquet, que não fazia nenhuma questão de ser simpático.

  • Interessante a pesquisa da Data Folha constatar que haviam mais paulistas do que cariocas nas arquibancadas, rs.

    Adorei essa máquina WirePhoto. Uma coisa que sinto muita saudade de quando era garoto eram esses vários aparelhos sensacionais que faziam coisas diversas e foram aposentados pela internet. Lembro de quando minha irmã comprou uma máquina de escrever elétrica. Toda preta, com luzes e barulhos, eu ficava babando, era a coisa mais tecnológicamente avançada que tinha visto.

    Adoro essas histórias das corridas do ponto de vista jornalístico. Escreva mais, Gomes!

    • Prezado Joannis, boa noite OU bom dia. Meu nome é Paulo McCoy Lava. Sou jornalista automotivo aqui no RGS; sou igualmente pesquisador sobre a historia do esporte no Brazil. Para resumir longo relato: tenho algumas duvidas sobre a categoria nacional HOT CAR; mais especificamente, a temporada 1984, na qual vc atuou de forma destacada.
      Por favor, preciso te contatar, via email. SE não tiver transtorno, gostaria que vc me passasse seu email (meu address: [email protected])
      Grato pela atenção.
      With kind regards,

      Paulo McCoy Lava

  • Belo relato! Em 1988, eu estava na oitava série do fundamental. Fora a TV, era difícil encontrar informações impressas sobre Fórmula 1. A Quatro Rodas fazia um especial, no começo do ano, e trazia alguma coisa nas edições mensais, com o Lemyr Martins, conterrâneo catarinense (ele é de Mafra-SC). Lembro que, nas bancas, aqui em Itajaí, era mais fácil encontrar o Estadão. Não sei o porquê, mas os jornaleiros diziam sempre que não recebiam a Folha nem O Globo…

  • Da matéria sobre a estréia do Senna, pela McLaren, no site do grande prêmio:

    “Além disso, Gomes também assistiu novamente à prova para fazer uma crítica da transmissão da TV Globo: “O editor de esportes, Nilson Camargo, queria que a gente fizesse as coisas pensando em como elas eram na TV, tanto é que a gente tinha que escrever o nome da equipe junto do nome do patrocinador, McLaren/Marlboro, que era como aparecia na TV. ‘É para o cara identificar de quem estamos falando!’”.

    Hoje, a Globo faz de tudo pra não falar o nome do patrocinador! Os tempos mudam…

    • Realmente Wesley, não sei a sua idade, mas a evolução tecnológica da época descrita pelo Flávio Gomes para hoje foi brutal, ainda fico perplexo quando me lembro disto. Nesta época eu tinha 20 anos de idade e achava o telex o máximo, hehehehe.

  • E eu estava nessa corrida! Presente de aniversario de 10 anos, fiquei na arquibancada no final do retão e nunca esquecerei como fiquei feliz quando a Williams-Judd do Nigel Mansell passou pela arquibancada no warm-up, a seqüência de ultrapassagens do Senna, cheiro de borracha queimada e o barulho dos motores turbo. Bons tempos, excelente clima dentro e fora do autodromo, uma F1 com grid cheio, grandes pilotos e com varias equipes estreando naquele ano: Rial, Eurobrun, Dallara.

  • Flávio, parabéns!

    Você é um cara privilegiado.
    Já parou para pensar nas historias que tem para contar aos seus filhos?
    Isso é o que existe de maior valor, a vida que foi vivida.
    Grande abraço!

  • Eu tinha 10 anos. E torcia para o Piquet. E, por idiota, mas justificadamente infantil consequência, contra o Senna.

    Vibrei quando desclassificaram o Senna. Lembro que Gugelmin abandonou na largada e Piquet foi terceiro. Mas dava pra ver que não teria como disputar muita coisa.

    Parabéns pelos 25 anos. Lendo – e lembrando – , parece que foi em outro planeta.

  • Estive com meu pai e meus tios neste GP de 1988 e também no de 1989.

    Tenho guardado até hoje o ingresso do de 1988, setor A.

    Tempos maravilhosos a F1 em plena era Turbo na pista carioca!

    Abraço!

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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