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quarta-feira, 8 de maio de 2013 - 14:52Arquitetura & urbanismo

ENCHE O TANQUE

MilhoBombaSÃO PAULO (prefiro pamonha) – Na esteira da discussão sobre a adição de álcool à gasolina no Brasil já nos anos 30, recebo mensagem com foto do Jason Vôngoli, que informa:

Não era só o Brasil que abastecia carros com álcool antes da guerra. Essa foto tirada em Nebraska, no início dos anos 30, mostra duas bombas de gasolina pintadas como espigas de milho, num posto sem bandeira conhecida. O objetivo era incentivar o consumo de uma mistura de 10% de álcool de milho na gasolina, em benefício dos plantadores de milho do Meio Oeste estadunidense (conhecido como o “corn belt”). Os agricultores lutavam para sobreviver aos difíceis anos pós-depressão. Num cartaz, o slogan “Development Means Corn Belt Prosperity”.

Como sempre, bem informado meu amigo, que vende milho na praia e também fabrica curau.

10 comentários

  1. Mais uma vez somos americanizados. E quem diria, em algo que o mundo todo reconhece ser original do Brasil….

  2. PRNDSL disse:

    O próprio Henri Ford era a favor do uso do álcool etílico como combustível. Seus carros podiam quemar este combustível. Por falar em queimar, ele usou uns bons cobres na tentetiva de incenvivo do uso do álcool, tendo plantações imensas. Perdeu feio para a decoberta de petróleo (baratíssimo por sinal) no Oklahoma e Texas…

  3. Carlos Cwb disse:

    Quando americano mistura álcool na gasolina o povo aplaude porque é pra ajudar os plantadores.
    Aqui em Terra Brasilis, todo mundo cai de pau porque o “motorzão” vai perder desempenho e consumir mais…

  4. Minoru disse:

    O período pós depressão foi catastrófico ao Meio-Oeste americano que sem ter para quem vender, simplesmente deixaram pararam de plantar milho e largaram a terra nua o que criou um problema ecológico, o Dust Bowl, que com a terra erodida virando deserto e somado a fortes ventos e seca, se formaram tempestades de poeira tão grandes que algumas literalmente soterraram cidades inteiras e até chegaram a atingir cidades da costa Leste como New York e Washington.

    Daí o que era “apenas” um problema dos caipiras do meio-oeste se transformou em um problema nacional e que levou mais de 10 anos para se reverter, através de diversos programas governamentais de replantio de árvores e políticas de estímulo ao plantio e do uso de técnicas de anti-erosão.

    Por isso que, até hoje, a agricultura americana do meio-oeste baseada no milho é tão protegida e é um dos motivos das restrições às importações de etanol brasileiro pois eles estão numa situação onde se a terra ficar novamente descoberta eles já sabem o que virá depois.

  5. JOANNIS LYKOUROPOULOS disse:

    COMO NESTA ÉPOCA EXISTIA A LEI SECA,O JEITO ERA IR AO POSTO E TOMAR UMAS E OUTRAS.

  6. Lucas S.A. disse:

    Essa página é boa: http://en.wikipedia.org/wiki/Ethanol_fuel_in_the_United_States. Segundo ela, o Ford T já era Flex em 1908.

  7. Martim disse:

    Além da pamonha tem a polenta, a maior criação italiana de todos os tempos.

  8. Nelson Barreiros Neto disse:

    Meu amigo, se vc gosta de pamonha, quando vier pra Piracicaba te pago uma depois de comer um pintado na brasa (se vc gostar de peixe, o nosso, modestamente não tem igual).

    Mas aqui tá tudo tão entopetado de canavial, que até o carrinho com o alto-falante “pamonha, pamonha de Piracicaba, é o puro crime do milho” não escutamos mais infelizmente. Tempos felizes de uma infância que se foi…

    Valeu lembrar nos tags a minha cidade…

  9. Marcio Cowboy disse:

    Álcool de milho, pra mim, só Jack Daniel´s. Sem gelo, por favor.

  10. Alexandre - BH disse:

    Sonho de consumo (com álcool de milho, de cana, de beterraba, de qualquer coisa):
    http://flaviogomes.warmup.com.br/2012/04/fiat-ou-1800/

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