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Sunday, 23 de June de 2013 - 10:40Automobilismo internacional

O MAIS LONGO DOS DIAS (6)

vitoria12audiLE MANS (vidão) – 12 vitórias nas últimas 15 edições da corrida é o saldo da Audi em Le Mans. Corrida que Ingolstadt abraçou há pouco mais de uma década para ser dominante, e o domínio parece não ter fim. Se preferirem números redondos, são nove vitórias nas últimas dez provas. A derrota solitária, em 2009, para a Peugeot — que era para estar aqui, brigando junto com a Toyota, e a partir do ano que vem com a Porsche. Pena que os leõezinhos largaram mão.

Le Mans é um caso especial para a Audi, que toma conta do autódromo, da cidade e da paixão dos torcedores. Tem muita gente torcendo para a Audi aqui. Porque os pilotos são simpáticos, a marca é apaixonante e os carros… Bom, os carros são os mais espetaculares jamais construídos, com seu zumbido assustador a cada passagem movida pelo motor traseiro turbodiesel e pelo dianteiro elétrico.A turma das quatro argolas elegeu o circuito de Sarthe como sua casa para mostrar ao mundo do que é capaz. Nos anos 80, o rali foi seu palco. Às portas dos anos 90, a prioridade passou a ser a conquista da América, com os incríveis quattro do IMSA. Depois, tudo se transferiu para cá. Todos os esforços, toda a energia. Para uma corrida de 24 horas. Para um dia, o mais longo de todos.

A ausência de ronco pode parecer algo chato e moderno demais, mas no caso desses carros, como era nos 908, é apenas… assustadora. Eles surgem como fantasmas assobiando do meio do nada e rasgam retas e curvas como se fossem assombrações.

verticalzonaaudi

O barulhão de seu maior adversário de hoje, o Toyota igualmente híbrido, mas com um dos motores a gasolina, espalhafatoso e ruidoso, também é bacana. Tudo é bacana numa corrida com a de Le Mans. Do mais rápido ao mais lento, das equipes grandes às pequenas, dos protótipos mais espetaculares aos mais estapafúrdios. Em Le Mans, o público compreende tudo isso, é camarada com qualquer maluquice ou excentricidade que venha da pista, e não faz distinção entre ricos e pobres.

Isso aqui é uma aula de convívio, solidariedade e democracia, em resumo. São 24 horas de cumplicidade total entre todos que, por alguma razão, saíram de suas casas e vieram para a pequena vila de Le Mans para passar 24 horas aqui. Os que trabalham, os que pilotam, os que assistem, os que servem o os que são servidos.

E louve-se Tom Kristensen, um mito do esporte. Aos 45 anos, chegou à nona vitória em 17 participações na prova. Jacky Ickx, outra lenda, é o segundo maior vencedor com seis. O triunfo de agora há pouco foi especialmente emocionante para este dinamarquês de olhar tímido e sorriso idem. Afinal, pouco menos de 24 horas antes, com 10 minutos de corrida, perdera um amigo — o também dinamarquês Allan Simonsen, que morreu num acidente com o carro da Aston Martin.

Como encarar mais 23h50 de corrida depois de saber da morte de um colega? Pois Tom encarou e ganhou. Ganhou ao lado de Loïc Duval e Allan McNish no Audi R18 e-tron quattro #2, depois que o #1 teve problemas mecânicos na sétima hora da corrida e perdeu um tempão nos boxes. O #3, por conta de um pneu furado no início de uma volta, também ficou alijado da briga, mas foi buscar o terceiro lugar com Marc Gené, Lucas di Grassi e Oliver Jarvis.

Lucas guiou como um veterano. Colocou seu nome na história de Sarthe e terá uma longa carreira em Ingolstadt. Deixar a F-1 foi a melhor coisa que lhe aconteceu na vida. Ainda bem que no ano passado, quando teve de escolher um brasileiro para correr em Interlagos, a Audi optou por ele. As outras opções, que inclusive me apresentaram numa consulta informal, eram tenebrosas — se eu contassem quem chegaram a cogitar… Lucas teve meu voto no, digamos, escrutínio final. Não era o primeiro da lista que apresentei, no entanto. Meu nome era João Paulo de Oliveira. Que iria se dar bem do mesmo jeito.

O #1 acabou em quinto, depois de despencar para lá de 20° na hora da quebra. E a Toyota, com seus Corollões, fez segundo e quarto. A turma do #8 (Buemi, Davidson e Sarrazin) foi impecável. Como se esperava, parou menos nos boxes que os Audi. Foram 30 pit stops, contra 34 dos vencedores. A chuva no final, que ameaçou embaralhar parte da corrida, acabou vitimando o #7, com Lapierre ao volante. O francês bateu forte, o time teve de trocar a frente toda do carro, e o pódio que era certo escorreu pelas alamedas de Le Mans. Nakajima e Wurz eram seus parceiros. Mas, batida à parte, fizeram um lindo trabalho. A pista estava um sabão naquela hora e Lapierre brigava ferozmente com o #3 da Audi pelo terceiro lugar.

Na LMP2, os dois Morgan-Nissan da OAK fizeram dobradinha, o que foi bem legal. Na GT Pro, a dobradinha foi da Porsche, com um Aston Martin em terceiro recebendo a bandeirada sob as lágrimas da equipe, que se manteve na prova a pedido da família de Simonsen. A Ferrari do Kobayashi ficou em quinto. E na GT Am, Porsche/Ferrari/Ferrari no pódio.

Acabou mais uma. Em 24 horas, muita coisa acontece no mundo. Aqui também. No microcosmo dos boxes, mais ainda. A maioria das histórias não será nunca conhecida. Morrem com seus protagonistas assim que as caixas de ferramentas são fechadas, os rádios desligados, os equipamentos embalados, as comidas empacotadas, as barracas recolhidas. Assim que os carros, também heróis, como não?, possam, finalmente, descansar da longa batalha. Em silêncio e sozinhos.

L

52 comentários

  1. Texto espetacular, senhor. Meus parabéns. Saudade de nossas Mil Milhas Brasileiras, sempre.

  2. Marcelo Pacheco #49 says:

    Estive presente em Sarthe com o amigo Ike Nodari. Chegamos na quarta feira com ingresso “pitwalk”, o melhor disponível, comprado aqui seis meses antes e retirado lá, sem qualquer problema, tudo estava pronto nos esperando e ainda ganhamos 2 porters do evento como cortesia.
    Vimos tidos de perto, inclusive a parada de pilotos de um ponto nobre, ficando a menos de um metro dos pilotos passando em seus calhambeques conversíveis. Este desfile, antes durante e depois. é um evento a parte, fantástico e muito animado, tudo fotografado e filmado.
    Na área da corrida, tudo é muito bem servido, todas as pessoas da organização ou de qualquer barraquinha de churrus falam pelo menos dois idiomas. Não existe policia lá dentro, nem seguranças brucutus empurrando as pessoas, as pessoas de colete amarelo são meninas novas, srs e rapazes de idades variadas, sempre muito educados, os estacionamentos lotados de carros comuns e super maquinas estão com seus sons desligados pois as pessoas que lá estão, foram para ver a corrida, não para ficar no estacionamento fazendo campeonato paralelo de som sem nem saber quem esta na pista.
    Os diversos camping são lotados de trailers e motorcasas e o que mais impressiona é que ao lados das inúmeras barracas, muitas Ferrari, Porsche, Corvette, Mercedes poderosas e por ai vai. Você imagina no brasil um camarada que tem um maquina dessa ficar numa barraca? Ainda nos camping carros da Alemanha, muitos da grã bretanha pasmem, até dos estados unidos, eu e mtas pessoas tiramos fotos de um Delorean, aquele mesmo do De Volta para o Futuro com placas da Califórnia, estacionado ao nosso lado.
    Não da pra dizer que os caras não bebem…viram 24 horas com copos de chopp na mão, montanhas de garrafinhas nos acampamentos, alguns estavam pra lá de bagdá mas náo ví NENHUMA, REPITO, NENHUMA briga, discusão ou qualquer situação de conflito e olha que andamos por todos o circuito durante todos os dias, vimos treinos e corrida de várias partes, tudo na mais perfeita ordem.
    Outra coisa interessante é a diversidade das idades mesmo durante a madrugada. Sras e sres, crianças, jovens e adultos de meia idade dividem espaço e vibram com os carros. Algo inimaginável aqui no Brasil.
    Por fim, dando uma de chepas de box consegui autografar as replicas do Porsche de 1998 do McNisch e do Audi de 2002 do Kristensen, que agora não tem preço de venda. Além de fotos com pilotos da Toyota, com as lendas Jaques Laffite e Henri Pescarollo sem contar que antes da prova fizemos fotos com o Sr Wolfgang Ulrich, chefão da Audi, muito atencioso e disse que adora o Brasil e gravamos um recado do di Grassi para o Brasil (abaixo).

    http://www.youtube.com/watch?v=vlSQulCw450

    Já montamos o projeto Le Mans 2016 pois vale e pena.
    Parabéns a todos que se envolvem e organizam, parabéns a quem participa de algum modo e a quem corre pois Le Mans, só para os fortes!
    Temos muito o que a aprender!

  3. Jader says:

    Esses alemón naum saum fázil, deuzulivre.

  4. Fernando Cruz says:

    Bruno Senna e outro grande piloto que merece um lugar numa equipa como a Audi. Veloz como Di Grassi, fez uma grande prova nos GTE mesmo depois do que aconteceu com Simonsen, num carro muito identico ao do dinamarques, portanto sem o mesmo elevado padrao de segurança dos LMP1. Numa classe em que as disputas foram constantes durante as 24 horas Bruno bem que merecia a vitoria na sua estreia em Le Mans com um GT. Num dos seus turnos recebeu o carro em terceiro e rapidamente chegou a primeiro com sucessivas ultrapassagens ao melhor Porsche e ao Aston Martin na altura pilotado pelo experiente Peter Dumbreck. O despiste de Makowiecki (talvez por falha mecanica) impediu-o de chegar a vitoria. Seria tambem a melhor forma de homenagear Allan Simonsen. Para o Bruno, como os pontos em Le Mans sao a dobrar, a desistencia foi o equivalente a perder duas vitorias praticamente certas. Ficaria com o campeonato praticamente na mao apenas com 3 provas disputadas. Mesmo assim ainda tem boas possibilidades de ser campeao, nao so pelo seu proprio valor mas tambem por partilhar o carro com Makowiecki, um dos mais rapidos e espetaculares pilotos de GT.

    • Fabio Bettega says:

      Já que o assunto é Aston GT: impressionante como a dinâmica da perda de controle dos dois Aston que bateram em LM é a mesma. Uma escapada leve de traseira e, de repente e fatal, chicoteada com a traseira para o outro lado. Parece que o carro tem natureza super arisca.

      • Fernando Cruz says:

        A maior diferença e que o Simonsen estava sobre um corretor liso, talvez mais molhado que a pista, enquanto o Makowiecki estava no asfalto. Mas no autosport portugues dizem que foi um ligeiro erro do piloto, que “deixou uma roda sair do asfalto a saida da chicane”. Ora se e verdade que todos nos vimos o Aston sair um pouco para la da linha delimitadora da pista, parece-me no entanto que esteve sempre sobre o asfalto. Quanto muito podera ter perdido aderencia ao passar sobre as linhas brancas…

    • vitão says:

      também acho que a causa foi mecanica, antes do carro dar a guinada para a esquerda aparece uma labareda embaixo d ocarro, típico de óleo sobre escape quente.

  5. Nelson says:

    Já escrevi a muito tempo: A F1 que se cuide, pois com tanta frescura e a endurance se fortalecendo como está, não sei não!
    Flavio de novo escrevendo um belo texto e como todo jornalista

  6. Ulisses says:

    Belíssimo texto Flávio!
    Le Mans é eterna!

    Quando você disse “do mais rápido ao mais lento, das equipes grandes às pequenas, dos protótipos mais espetaculares aos mais estapafúrdios” me lembrei das Mil Milhas, obviamente em um grau muuuuuuito menor que Le Mans, mas era muito gostoso ir ver protótipos estapafúrdios andando em Interlagos, saudade!

  7. A.Vandelay says:

    A Audi está atualmente para Le Mans, o que a Porsche foi para a CanAm.

  8. Alan Ruggero says:

    Falando especificamente do Di Grassi: sem dúvida um grande piloto, mas acho que existem outros pilotos no Brasil com velocidade semelhante e que mereciam um lugar numa equipe de ponta no WEC.

    Antonio Pizzonia é um deles. Andou muito bem nos testes em Paul Ricard, no inicio do ano, e vem mostrando ótimo rendimento guiando na classe LMP2.

    Jaime Melo Jr. é outro que tem um currículo invejável. Não fosse os problemas pessoais que vem enfrentando, deveria voltar a brigar por vitórias em Le Mans.

    Isso sem falar numa “mulekada” que é rápida, mas nao tem rumo certo na carreira, como o César Ramos, que está guiando no BES, com uma Ferrari 458 GT3. É muito veloz e faria muito bem o papel guiando por algum carro da LMP2 ou LMP1.

  9. Cristiano says:

    “Lucas guiou como um veterano. Colocou seu nome na história de Sarthe e terá uma longa carreira em Ingolstadt”. Bom saber, Gomes diretamente na fonte das 4 argolas. Dá uma boa notícia e distrai a galera com a lista bizarra que não foi adiante na equipe. Realmente fazer carreira na linha de frente de uma grande categoria não é para todo mundo. Faz muito bem o Di Grassi, comparando com muito colega dele que tem ideia fixa na Fórmula 1, que poderia ganhar muitos troféus em outras bandas mas fica insistindo em ser coadjuvante.

  10. Felipe Fugazi says:

    Agora que você acendeu a curiosidade da blogaiada fala gente, quem eram os “indicados” para as 6 Horas de Interlagos?
    Cacá Bueno?
    Rubens Barrichello?
    Thor Batista?

  11. Rubergil Jr says:

    Maravilhoso. Fiquei assistindo a corrida pela internet em alguns momentos, e uma hora eu peguei justo no amanhecer, a transição da noite para o dia e o início da “happy hour”. Coisa mais linda. E peguei as voltas finais também, muito emocionante. Espero um dia ver ao vivo.

  12. londrinense says:

    FG, morreu um piloto da moto 1000 gp em interlagos, voce ja esta sabendo?

  13. Francisco says:

    Que texto incrivel Flávio . Parabéns !

  14. David Mattos says:

    Amo automobilismo e em especial F1. Só não concordei com a organização de Le Mans continuar com a corrida depois de uma morte na pista. Não importa que foi no comecinho da mesma. Um piloto morreu.

    • A.Vandelay says:

      Não pararam nem quando morreram 80 pessoas. Le Mans é assim.

    • Nelson says:

      Se tivesse sido causado por algum problema sério da pista ou falta total de segurança por algum motivo, tudo bem, mas um se acidentou e não deu sorte. Quem corre sabe os riscos que existem. Não dá para acabar um evento desta magnitude por um infeliz incidente.Se cair um avião na amazonia ninguém vai parar o trafego aéreo do país.

    • Fabio Bettega says:

      Se eu morresse pilotando em Le Mans e parassem a corrida por causa disto, eu matava todo mundo!

  15. Celio Ferreira says:

    Essa corrida sempre será uma lenda, como Monza , Monaco s Spa, e Indianapolis!!!!

  16. Anderson says:

    Por favor, Flavio Gomes.

    Se possível passar o site ou o local aonde está vendendo ingressos para 6 horas de São Paulo.

    Pesquisei muito e não achei nada, acredito que já esteja a venda os ingressos, pois só falta praticamente um mês para o evento.

  17. nando figueiredo says:

    E digno de nota também a 99º e 100º vitorias da porsche, nas categorias GT Pro e GT Am.

    100 vitorias em 81 edições da Le Mans somado a vitoria da Audi faz a diretoria da Volks sorrir de orelha a orelha.

    E Flavio, conseguiu arrancar por ai alguma informação de qual será o motor da Porsche no LMP1 do ano que vem??

    Alguns dizem o motor eletrico será carregado por um 4 cilindros em linha ou 3 cilindros opostos.

    Só chegaram a conclusão que será com injeção direta com turbo.

  18. Paulo Cavassin says:

    Além do Bruno Senna, quem mais você vetaria da lista da Audi?

  19. Leonardo says:

    Não é um pouco estranho que no próximo ano Audi e Porsche irão gastar milhões para brigar entre si, sendo ambas do mesmo grupo VW? me parece um contra senso isso.

    • nando figueiredo says:

      Serão carros com desenvolvimento totalmente diferente um do outro.

      A Audi continuara com o projeto vencedor de motor diesel somado ao eletrico de recuperação de energia.

      Já o Porsche será um motor elétrico alimentado por um motor a gasolina turbinado.

      E pra quem duvida de um motor elétrico seja funcional, vejam que o X1 da Volks já é realidade.

      E a Nissan ira usar um Chassis de Delta Wing, na garagem 56, com motor elétrico com celulas de hidrogenio que tentara fazer as 24hs sem reabastecer.

      Detalhe os japoneses dizem que a criança alcançara nas retas 300Km/h.

    • Marcio says:

      Assim como de 2000 a 2003 correram Bentley e Audi.

    • Felipe says:

      A Porsche não faz parte do Grupo Vw como a Audi..A Porsche é uma acionista da VW, assim como a VW é também acionista da Porsche. A VW não se mete na parte técnica da Porsche (ainda bem). Mas uma coisa é certa, com a volta da Porsche para Le Mans, como equipe oficial, adeus Audi! Pelo menos aproveitaram a última corrida sem Porsche para vencê-la…

  20. Davi Bosco says:

    Parabéns pelas palavras Flávio. Um texto sensacional, para uma corrida incrível. Fiquei emocionado assistindo a corrida e agora ao ler seu texto. Grande abraço do seu fá aqui de SC.

  21. Nostradamus de Castro says:

    Bela prova este ano, cheia de imprevistos, pista seca, molhada, carro de segurança e infelizmente uma morte. Triste para todos, triste para a Aston Martin. Di Grassi fez um belo trabalho e vai firmando-se na Audi. Senna foi bem em todo o fim de semana, deu azar e não chegou ao fim e a uma provável vitória. A Porsche mandou bem, venceu na GT Pro e na GT Am.
    Parabéns e obrigado FOX pela transmissão da prova.
    Parabéns a você FG pelo belo texto.

    Ano que vem será sensacional, Porscha na LMP1 e a Nissan inovando com seu protótipo elétrico.

  22. Ricardo Bigliazzi says:

    Esse Toyota é bonito pacas…

    Volta par o Brasil… e escreva sobre o que o Povo esta sentindo… um revolucionário como Você é tudo o que precisamos…

    Imperador

  23. Autran Macedo says:

    Flávio, por que antes da bandeirada final, isto é, na última volta, os pilotos mantém a posição? Ou seja ninguém ultrapassa o concorrente. Quando liguei a TV, a última volta estava em curso e notei que o carro da Toyota ficou devargarzinho atrás do Audi.

    • Lucas Martin says:

      Duas razões simples e corriqueiras: Primeiramente para dar uma volta menos, poderiam estar enfrentando problemas… e outra bem provável que é para divulgar os patrocinadores, se ultrapassasse não teria a mesma exposição na tv.

      • Marcelo Pacheco #49 says:

        Segundo me disseram, é questão de respeito, perguntei lá na corrida pq sempre tive esta curiosidade. Ngm se ultrapassa qdo entra na reta final, ou a metros da chegada. Os ponteiros chegam nas posiçoes em que estão.

  24. FontesL93 says:

    Parabéns à DKW/Audi por mais uma vitória. Fiquei curioso com as opções “tenebrosas”…rs…

  25. Andre Lima says:

    Cara… agora fiquei muito curioso pra saber quem eram os brasileiros na lista da Audi no ano passado….

  26. vitão says:

    Bacana a chegada, naquilo que o ACO chama de ” stage ” – ensaio . Na transmissão da TV Le Mans deu para ouvir o Wolfang Ulrich dando ok para a montagem , assim tinha um Toyota, para homenagear os competidores ( afinal se ela sair o WEC perde a graça) e um Aston Martin para homenagear o Allan Simonsen. Bacana também o discruso do Icky com Richards da AM no podio. E eu pagaria um milhão para ouvir o comentário que o Ulrich fez quando os 3 pilotos estavam no teto do carro tirando fotos, e ele apontou a suspensão traseira, e o que ele falou para o Fassler quando o Audi 1 estava no box e ele mandou o piloto descer e ir se “refrescar” , dando um abraço paternal no menino, que deve se sentir culpado pela quebra do motor ( foi o sensor do virabrequim – eu não gostaria de ser o fornecedor desta peça na reunião de terça-feira com Herr Wolfang) . E a Lamborghini deve estar contente com o sucesso de sua subsidiária !

  27. Clésio Luiz says:

    Flávio, olha essa lambança na Ferrari:

    http://www.youtube.com/watch?v=GAKngBsjkWU&feature=player_embedded

    Parece comédia de circo.

  28. Carlos Pereira says:

    A melhor corrida do mundo. F1 não é nada comparada ao espetáculo de Le Mans. Assisti 20, das 24 horas, e devo dizer, foi melhor do que eu estava esperando. E fico imaginando como o Grande Graham Hill deve ter se sentido, o único, ao vencer as 3 maiores corridas do Automobilismo.
    Lucas fez um grande trabalho. Parabéns. Espero ve-lô por muito tempo aí, e ele que esqueça a porcaria da F1. Bruno Senna também foi muito competente no seus turnos pela Aston Martin.
    Ah, e um novo héroi do cinema nas 24 horas: Patrick Dempsey. Depois de Mcqueen, Newman, agora esse aí. Já temos por quem torcer !!!

  29. Marcio says:

    Em entrevista Kristensen também falou que queria vencer para homenagear seu pai que faleceu em março.
    Sempre torci contra a Audi, principalmente nos anos da batalha contra a Peugeot, mas este ano torci pela Audi, principalmente pela choradeira da Toyota para que a organização tirasse performance da Audi. Quem fez o melhor carro, mais resistente e veloz venceu. É assim o automobilismo e é assim que tem que ser.

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