SANTA PISTA (4)

S

trapiste4SÃO PAULO (zzz) – A corrida de hoje na Bélgica foi tão boa, mas tão boa, que num dado momento o diretor de TV optou por mostrar, na íntegra, sem cortes, o stop & go de Pastor Maldonado. Faltavam menos de 10 voltas para acabar a prova. Maldonado foi punido por causar um acidente com Paul di Resta numa batalha sangrenta pelo… 14° lugar, no máximo?

E vou te dizer… Por pouco não mostraram replay em câmera lenta da parada de Maldonado, já que, na pista, a corrida de Spa dava sono.

“É o clima, seu estúpido”, diria aquele comentarista. Isso. Exatamente. O clima. Repetindo o que escrevi ontem, sobre uma possibilidade de Hamilton, o pole, vencer. “Não creio, se estiver seco e firme. Aí dá Red Bull, provavelmente com dobradinha. Aliás, Spa quando está seco e firme não tem graça nenhuma, já houve uma ou outra corrida lá chata pacas. Porque é uma pista completa, tem de tudo, subida, descida, curva lenta, rápida, de raio longo, retas enormes, retinhas curtas, chicanes. Em circuitos assim, o melhor carro ganha sempre. Se as condições forem normais, claro. Se o tempo estiver seco e firme”.

O tempo esteve seco e firme, para nossa desolação. Nem um pingo. Nem uma cuspida no asfalto. Zero de água. Agora, quando estou escrevendo, é possível que esteja nevando em Spa. Mas já não importa. As 44 voltas da corrida de hoje aconteceram sem uma gota d’água. E, assim, ela foi chata, previsível e sonolenta. Houve ultrapassagens, claro. Sempre há. E um ou outro bom momento. Mas, tirando Alonso, que saiu de nono no grid para segundo ao final, o resto foi burocrático e irrelevante.

Hamilton desistiu da vitória na primeira volta, quando Vettel passou por cima dele antes da primeira chicane lá no alto, a Les Combes. Passou, abriu e sumiu. Fez as duas paradas de praxe e só foi se preocupar com o lugar onde deveria parar o carro no Parque Fechado. Chegou a cinco vitórias no ano e 31 na carreira, igualando Mansell. Agora, só perde para Schumacher, Prost, Senna e Alonso. Este, com 32. Será ultrapassado ainda neste ano. Certeza. “Concerteza”. E tem 26 aninhos. Além de um cabelo pintado de gema de ovo. Pode pintar da cor que quiser. Guiando o que guia, com o que já conseguiu, pode pintar de azul e amarelo com estrelinhas vermelhas que ficará lindo. Galvão já pode gritar “é tetraaaaaa”. Abriu 46 pontos de Alonso. Como é que Alonso vai descontar 46 pontos?

Alonso. Foi o nome da corrida. Nono no grid, passou em quinto na primeira volta depois de uma largada esperta e precisa. Na quarta volta, passou Button e foi a quarto. Na sexta, levou Rosberguinho. Na 15ª depois do primeiro pit stop, jantou Hamilton. Ainda precisou passar Button de novo, após a parada — o inglês da McLaren iria parar um pouco depois, na volta 18.

Mas acabou a prova com a cara de quem tinha tomado uma caipirinha sem açúcar. Só foi relaxar um pouco no pódio. Deve ser mesmo uma agonia saber que é bom o bastante para vencer qualquer um, mas não conseguir, simplesmente, porque o carro não vai. A última do Domenicali, após o GP: “Precisamos melhorar em ritmo de corrida com pneus duros”. Até outro dia, era “precisamos melhorar em ritmo de classificação com pneus macios”. Se precisa dos dois, é porque está fodido, amigão.

O que mais dizer deste domingo seco de Spa? Que Massa largou mal, caiu de 10° para 12°, assim como Webber, como sempre, de terceiro para sexto. Que foram rigorosos demais nas punições a Pérez (acharam que jogou Grosjean para fora) e Gutierrez (teria levado vantagem numa manobra por fora do leito da pista). Que acertaram ao punir o desastrado Maldonado, que bateu em Di Resta numa disputa quádrupla. Que Raikkonen até que durou muito com os freios em frangalhos, abandonando depois de 27 provas seguidas nos pontos (a última zerada tinha sido na China no ano passado) e 38 consecutivas sem quebras ou acidentes (o último abandono acontecera na Alemanha em 2009, ainda pela Ferrari, antes de seus dois anos sabáticos). Que Sutil fez a mais bela ultrapassagem da prova, sobre Gutierrez, na Eau Rouge. Que Grosjean foi o único a optar por uma parada, na 23ª volta, e não deu muito certo, porque terminou em oitavo, uma posição atrás daquela em que largou.

nopodiorapel

Vettel, Alonso a quase 17s e Hamilton a quase 28s do vencedor, este foi o pódio belga, com um doido pendurado na cobertura da arquibancada tentando aparecer na TV. Ou tentando protestar contra algo, o Greenpeace estendeu uma faixa contra as atividades da Shell no Ártico, antes da prova.

Fecharam a zona de pontos, com a maior discrição possível, Rosberguinho, Webber, Button, Massa, Grosjean, Sutil e Ricciardo. Este, por ter largado em 19°, merece uma menção honrosa. Boas corridas do australiano apenas reforçam a disposição da Red Bull em promovê-lo a titular no ano que vem.

No campeonato, Vettel foi a 197 pontos. Alonso voltou à vice-liderança, 151. Hamilton tem 139 e Raikkonen caiu para quarto, 134. Sim, podem dar a taça para ele.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

227 Comentários

  • Dois banners automáticos movidos por controle remoto se desenrolaram diante do pódio do Grand Prix da Bélgica de Fórmula 1 momentos antes da entrega do troféu ao vencedor, o alemão Sebastien Vettel, causando constrangimento… ao executivos da Shell presentes no evento.

    Os banners foram instalados secretamente no local semanas atrás e continham a mensagem “Salvem o Ártico” junto de um logo modificado da empresa.

    Logo depois, dois escaladores conseguiram chegar ao pequeno telhado sobre o pódio e tentaram descer. Um deles era o brasileiro Ian Lima, de 22 anos, voluntário do Greenpeace. Ele foi detido pela polícia antes de conseguir a façanha.

    Já a outra ativista, a suíça Julia Ritschard, teve tempo de estender outro banner com a mensagem “Parabéns. Agora ajude-nos a salvar o Ártico”.

    O protesto do Greenpeace não é contra a Fórmula 1, mas contra a Shell, empresa que gastou milhões neste evento na esperança de surfar na glória dos pilotos e que finge ser uma empresa que merece um lugar ao pódio.

    Mas a Shell prova que está disposta a tudo, por mais arriscado que seja, para explorar as últimas gotas de óleo do planeta.

    Não podemos permitir que os magnatas do petróleo manchem de negro esse frágil e belo ecossistema. Junte-se a nós e ajude a proteger o Ártico.

  • Só sei que precisa ser muito macho, louco ou um grande piloto, para na descida para entrar na “Au Rouge”, com o pé “embaixo” ultrapassar um concorrente, tirar uma mão no volante e apontar para o adversário!

    Sutil sobre Gutierrez, se não me engano.

    Esse Sutil no lugar do Webber ou do Massa…

  • =Deve ser mesmo uma agonia saber que é bom o bastante para vencer qualquer um, mas não conseguir, simplesmente, porque o carro não vai.=

    Alonso brilhando de novo, pois é………Agonia é ter de aguentar aqui no blog um monte de pagapaus do Vettel se vangloriando. Fazer o que……? Todo mundo sabe que cocacola é porcaria, mas mesmo assim um monte de gente ainda bebe!

    • Se uma equipe que gasta quase 300 milhoes de euros por ano no desenvolvimento do carro não consegue dar um carro competitivo para Alonso vencer, quem dará. A Red Bull, ou será que a Ferrari precisa gastar mais ainda.? Alonso vai quebrar a Ferrari desse jeito. A equipe precisa de alguém com capacidade de dar feedback técnico capaz de ajudar a desenvolver updates fiáveis. A desculpa do tunel de vento já não cola. Alonso pode ser um excelente piloto, mas falta capacidade de desenvolver carros, que tinha Senna, Schumacher e como tem Vettel.

      • Vettel desenvolvedor de carros?? pelo amor…………agora a questão da grana é fato. O problema, às vezes, não é grana, mas as pessoas que trabalham no desenvolvimento da Ferrari, pois a quatro anos não conseguem dar a Alonso um carro para disputar o campeonato. Isso a RBR já provou que tem de sobra para dar a Vettel……..gente boa que entende o que faz, sem falar no projetista que, pra mim, é 80% do sucesso da RedBull.

      • A idéia de que só Adrian Newey é que faz com que a RB tenha carros campeões é muito errada. E a idéia de que só Adrian Newey tem a genialidade ou a mão perfeita para criar carros campeões ainda é mais errada ainda. Muita gente torce pela Ferrari e por Alonso e como esta dupla nao funciona, mesmo com grandes quantidades de dinheiro, e com boas equipes técnicas, dizer que Newey é o gênio do pedaço e que é imbatível é uma fuga à realidade. A realidade é que Alonso é incapaz de unir estas equipes, incapaz de passar informaçõe fiáveis ao departamento técnico, e incapaz de conviver pacificamente com seus colegas de trabalho. Vettel por sua vez passa horas a fio na sede em Milton Keynes. Há informações claras na imprensa e nos blogs mais confiáveis de que Vettel é dos pilotos que mais tempo se dedica no trabalho de simuladores, em reuniões técnicas com os engenheiros e técnicos, dá dicas sobre o comportamento do carro em pista, recomenda mudanças, enfim tem a sensibilidade necessária para isso. E isso sim é ser um desenvolvedor de carros. Evidente que você não vai ver Vettel sentado desenhando carros, mas sua mão está claramente presente neste atual Red Bull, ao contrário do que acontece com o Ferrari de Alonso. Alonso nem sequer apareceu nos primeiros testes de inverno em Jerez. A falta de feedback de Alonso é clarissima. A Williams não apareceu nestes primeiros testes e é visível que isso atrasou o desenvolvimento do carro. De certa forma a Ferrari sentiu esse mesmo efeito da falta de Alonso nos primeiros testes de inverno e sua mania de estrela de cinema.
        A própria Nissan com sua divisão de carros de luxo, a Infiniti já deu valor a essa dedicação e habilidade de Vettel e o piloto já faz parte de uma equipe que fornece idéias e retorno técnico para desenvolver os carros da marca.
        Nem vou perder tempo respondendo a sua dúvida em relação a Airton Senna. Acho sinceramente ridículo achar que Senna não era um piloto que desenvolvia e evoluia os carros que pilotou. Nada a declarar em relação a essa matéria.
        Voltando a Newey. Sinceramente existem outros engenheiros capazes de criar carros campeões. Este endeusamento de Newey é exagerado. Uma desculpa perfeita para justificar a incompetência dos outros.

      • Vetel não desenvolve carro, pega pronto. O gênio é o projetista. Vetel desenvolve como qualquer garoto-piloto-de-vídeo-game, dê um carro ruim pra ele, coisa que ele nunca teve na vida… E Schumacher? Quem desenvolvia era o Rubinho, que não podia ganhar por contrato.

  • Depois de ler este seu post comecei a ter uma nova opinião a respeito de Fernando Alonso. Neste momento acho que Alonso é o 4º melhor piloto do pelotão, atrás de Vettel, Hamilton e Raikonnen, mas a partir de hoje tenho a clara sensação de que Alonso seja o piloto mais altruísta da história da Formula 1. Em nome da emoção e da qualidade das corridas, Alonso abriu mão de ser campeão nos últimos 7 anos. Não sei se é de propósito, mas Alonso traz muita emoção às corridas, e pelo que ando lendo aqui e ali só ele tem essa capacidade, quando larga de 10º e a partir daí passa um ou outro coitado com carros mal afinados, outros com desgaste de pneus acima da média, mais um que erra a largada, mais outro que tem o Mclaren pior da história e pronto, a corrida está mais feliz. Puro altruísmo de Alonso, que deve receber um prêmio de carreira das mãos de Bernie lá quando tiver uns 60 anos. Não teria emoção nenhuma a corrida se Alonso largasse da pole, abrisse 17s para o 2º lugar, ultrapassasse Hamilton, considerado o maior adversário de Vettel no momento, de forma brilhante, gerisse bem os pneus do Ferrari, escolhesse os momentos certos para pits, arriscasse abrir vantagem sem cometer erros numa pista relativamente difícil, fizesse a volta mais rápida da corrida, etc etc. Ainda bem que Alonso não foi por esse caminho, porque senão a Formula 1 seria muito mais monótona do que foi ontem. Alonso consegue eclipsar ultrapassagens fantásticas por parte de outros pilotos, como a de Raikonnen a Di Resta, outras menos fantásticas mas muito interessantes durante toda a corrida. Alonso consegue eclipsar o elevado potencial do RB, mas também consegue fazer com que não se repare nos detalhes técnicos dos outros, principalmente erros de setup, erros de timing de pits e de escolha de pneus, defeitos técnicos de corrida como o de Raikonnen, e consegue fazer-nos esquecer, principalmente, a incapacidade do próprio Alonso, desde que se tornou orfão de Briatore, de aglutinar, a sua volta, equipes técnicas de alto valor. Com o altruísmo de Alonso a Formula 1 parece até um episódio do Tooned da Mclaren. Para minha pessoa, Alonso trouxe um bem impagável, que foi gostar ainda mais de Airton Senna. Senna trouxe muita popularidade a Formula 1, mas trouxe muito interesse em assuntos técnicos do esporte como ninguém tinha feito até então, e de certa forma a paixão que os japoneses, um povo altamente sofisticado e muito bem informado das tecnologias, ainda tem por Senna prova isso mesmo. Alonso pelo menos trouxe uma fuga à realidade novamente. Alonso é como cachaça, whisky, tequila, vodka, ou será mesmo Sidra asturíana? Alonso faz esquecer o tédio das corridas de Formula 1. Ainda bem que não bebo nada que tenha mais do que 14% de alcool. Obrigado Alonso.

  • Eu tbm achei a corrida um pouco chata. E vou mais além, acho que em pistas com retas longas como Spa, Monza, Canadá, etc., a asa móvel deveria ser desativada. Talvez assim, as ultrapassagens necessitassem de mais combatividade dos pilotos.

  • ” A última do Domenicali, após o GP: “Precisamos melhorar em ritmo de corrida com pneus duros”. Até outro dia, era “precisamos melhorar em ritmo de classificação com pneus macios”. Se precisa dos dois, é porque está fodido, amigão.”

    Rsss…ri muito com essa!

    Bom, favas contadas – O Red Bull de Vettel é carro de outro planeta, e o piloto não perde uma chance de extrair o máximo do melhor…ao estilo Mansel em 1992.

  • Essa corrida mostrou bem a diferença de pilotos como Alonso e Raikkonen para Massa.

    Inclusive, para quem não simpatiza com Alonso…que embora Raikonen seja um grande piloto…Alonso é maior e melhor.

    No pódio os 3 que estão acima da média (que anda muito boa na F1 atual):

    Vettel, Hamilton e Alonso são os melhores. E ponto final.

    (Alguém mais ouviu no começo da transmissão, corrida rolando, o Galvão Bueno falando de Massa…e o chamou de “Rubinho”????? – detalhe: Barrichello ao lado do narrador na cabine!…Mas até que é um erro bem perdoável e compreensível do GB desta vez não? Quem não se confunde com estes dois? A Ferrari que o diga!…)

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Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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