CURITIBA MORRE

SÃO PAULO(pff) – Se as notícias de Goiânia são boas, as de Curitiba são péssimas. A morte anunciada de seu autódromo, segundo Rodrigo Mattar, será confirmada em breve. Em 2015, o terreno do circuito vai virar condomínio.

Como gostam de dizer nestes tempos de internet, RIP.

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Comentários

  • Flávio, a triste notícia sobre a morte do autódromo internacional de Curitiba está se confirmando. Recebi notícia de um mecânico que trabalha no kartódromo de Pinhais, anexo ao autódromo, dizendo que o pessoal que tem ou usa os boxes do kartódromo está deixando o local. E o objetivo, dizem, realmente é a instalação de um condomínio residencial naquele ponto. Estamos perdendo não apenas o autódromo, mas também um kartódromo de nível internacional. Inacreditável e muito, muito triste.

  • Engraçado é que, fazem uns cinco anos atrás,ou seis, sete… A situação era inversa: Curitiba tava às mil maravilhas e Goiânia correndo o risco de ir pro vinagre.

  • Todos os anos a minha viagem é o Festival de Arrancadas em CTBA. sou de Fortaleza, corro na arrancada aqui pelo nordeste, quando fui a ctba pela primeira vez foi um choque ver os Dragsters, esporte pouco explorado aqui.. porem é um dos maiores do Brasil no automobilismo. Bom o fim do AIC é triste demais.. principalmente pros pilotos de arrancada.. muitos sonhos foram iniciados ali.. paixões pra vida inteira.. vai ser triste.. este ano estarei la para o ultimo festival.. uma pena não conseguir levar meu carro pra esta grande festa.. pois o custo está muito alto!

  • Pessoal, lembro do antigo administrador do autódromo contar que a revitalização do AIC foi feita com visão empresarial baseada em um plano de negócio para até 20 anos, já prevendo a expansão imobiliária naquela área e esse prazo está quase se completando, infelizmente. É um empreendimento particular de pleno direito e a organicidade das cidades gera tais situações, para nossa tristeza.

  • Quem foi no AIC vai ficar na memória. Memória da inauguração em 96 quando houve o desafio Brasil X Eua de arrancada. Memória da BRP quando Nelson Piquet andou aqui com aquela Mclaren F1 dos tempos da brilhantina do automobilismo GT. Quem viu viu as Ferrari F40 gritando na reta. Os anos consecutivos de muito WTCC e dois anos de IRC aqui. Quem viu e só vai ficar na memória. Quem viu os bólidos ex-soviéticos rasgando na reta do AIC viu só em 2009! Agora está as traças. Eu moro perto e sinto vergonha, pois não tem mais uma corrida legal. Pagar 30 pila pra ficar no sol para ver Formula Truck. 40 pila pra estoque? Realmente vai ficar para nossa lembrança.

  • Se for verdade mesmo, é lamentável.
    Mesmo porque, poderia ser criado projeto de um condomínio temático, que integrasse o autódromo, seria inédito no país! Temos ótimos arquitetos para um projeto desse tipo no país!
    Não faltaria interessados em comprar imóveis lá, garanto!
    Mas, conhecendo os paranaenses, é bem provável que construam outro autódromo em outro local próximo à capital.
    Curitiba é referência em automobilismo no país, e não é do tipo de cidade que fuja de desafios desse tipo.

  • O Autódromo de Curitiba é a minha segunda casa e, se confirmada a notícia, será uma lástima para os fãs de automobilismo da terra das araucárias. Espero que haja uma solução para salvar o AIC. Porém, se for pra depender do poder público, esqueçam. Nem os acessos para o autódromo conseguiram melhorar nos últimos 20 anos, quanto mais fazer algo em prol do esporte a motor. Lamentável!

  • Já sabia dessa notícia, mas de qualquer forma é muito triste.
    Passei grande parte de minha juventude dentro desse autodromo, principalmente nas provas de arrancada, na época muito amadoras e depois em outras competições de automobilismo, assistindo quase sempre e participando as vezes.
    Fico imaginando que se o autódromo fechar vai aumentar em muito os rachas de rua na cidade pois o povo de lá adora acelerar e sem autódromo vão continuar nas ruas e BR´s…

  • Eu sou curitibano e desde que o autódromo foi reinalgurado em 1989, estive em várias e várias provas, e ainda não acredito que isso vai acontecer.

    O Brasil, é assim mesmo, enquanto tivemos Emerson, Piquet e Senna triunfando, o Brasil era o país do automobilismo e não mais o pais da bola, como havia numa propaganda da saudosa revista Grid dos anos 80.

    Mas, já faz alguns anos que o Brasil não é mais o pais do automobilismo, o que interessa agora são outros esportes, e aí, acontece isso.

    Infelizmente, aqui em nosso país, os que comandam tem o dom de esquecer rápido as glórias do passado, e aí, quem paga o preço caríssimo, somos nós, amantes do automobilismo.

    Abraço!

  • A área é particular,pertencia ao Flávio Chagas Lima construtor do autódromo, esta arrendada a mais de 20 anos, fala-se que seria, será ou foi parte de um processo na justiça do trabalho em ações de ex funcionários da empresa do Flávio, tudo de ouvi falar, sou contra, apesar de viver lá no kartódromo onde alugo um box, intervenção financeira do poder público, o que poderia acontecer é a Câmara Municipal de Pinhais mudar o zoneamento de modo a ficar mais interessante a manutenção do autódromo, sabem quando vereadores fariam isso?
    Caso vire um mega conjunto habitacional a região vira um mega caos, o sistema viário é o mesmo de quando só havia a pista.

  • O terreno não havia sido doado ao governo anos atrás para a prática do automobilismo e com a desativação do autodromo não deveria voltar aos herdeiros do doador?
    A culpa na verdade é da CBA que não faz política pelo automobilismo, Eduardo Paes no Rio de Janeiro garantiu com todas as letras que o autodromo só seria demolido com o outro pronto… Jacarepaguá já foi e nada de Deodoro, onde estão os dirigentes da CBA com os papéis de garantias que tanto falaram na época?
    Esta mais que na hora dos automobilistas mandarem a CBA pro espaço e criarem uma liga onde os pilotos, donos de equipes e proprietários de categorias votem e tomem para si o automobilismo, que peitem a CBA! Ela não é e nunca foi dona dos autodromos e apenas legisla de maneira totalmente errada.

  • É realmente uma pena, mas do jeito que o automobilismo vai, não daria para esperar outro fim.
    O problema é que é privado e sempre comprou briga com o interesse público, quem poderia salvá-lo. É o “Autódromo internacional de Curitiba” localizado no município de Pinhais, só que nunca fizeram menção alguma ao município, por isso não tem apoio local.
    Uma pena, hoje ando de bicicleta lá uma vez por semana, eu e mais uma centena de atletas (não é o meu caso) também perderão sua base de treinos, tendo de retornar às ruas e estradas tão perigosas.
    Lamentável.

  • O Parque do Beto Carreiro está perdendo tempo, aquela pista quem que ficar pronta no mais tardar em 2016. E nem falo pra F1, é pra esse monte de categoria que tem pelo Brasil e que precisa de asfalto pra correr.

  • o autodramo eo terreno são propriedade privada, se quiserem eles vendem mesmo. so que meter um caminhão de dinheiro ali, sendo que o mercado ta esfriando, tenho la minhas duvidas.
    moro nas proximidades, tenho muito ap que esta demorando para ser vendido, mas emfim, se acontecer e lamentavel.

  • O automobilismo brasileiro vai viver só de Interlagos daqui a alguns anos? Só de stock car televisionada? Ou Fórmula Truck?

    A base, os carrinhos de turismo 1.6, os pequenos monopostos… vão correr aonde? Como vamos formar novos talentos se não existirem mais pistas fora de São Paulo?

  • caramba, isso pq tinha um monte de eventos lá não?
    infelizmente o povo é imediatista hoje em dia! não pensam no futuro, planejar coisas bacanas pro autodromo etc…é mais facil pegar a grana logo e sair fora, e que se dane tudo

  • Nada mais brasileiro. Derrubar florestas, áreas verdes, autódromos e velódromos pra fazer prédio. Devia ter uma olimpíada só disso: construção de prédios. Acho que iríamos bem. Só se faz isso por aqui.

  • Penso que o raciocínio é que se a especulação imobiliária cria ou transforma bairros comuns (ou qualquer outra área) em bairros “de alto padrão”, com imóveis de milhões de reais, isto acabará se refletindo nas mudanças da planta genérica da cidade (interesse das prefeituras). Quem permanecer nestes bairros em sua humilde casinha terá que pagar um IPTU fora da sua realidade. Porque o interesse do proprietário da área, dos empreiteiros e das prefeituras fez a realidade do bairro mudar, e prefeituras sempre tentam arrecadar mais quando podem.

  • Não entendo porque destruir um autódromo, pais do futebol talvez que esqueça toda a tradição que temos com gerações de pilotos Brasileiros brilhantes.. O Brasil é tão imenso. e com poucos autódromos, menos ainda com o fim de jacarépaguá, como será possivel propiciar escola para que os jovens pilotos brasileiros possam nos propiciar o prazer de vê-los envergar as cores da Ferrari, Mc Laren no futuro etc.. uma excrescência o que os politicos fazem com o esporte. saude, economia etc..

    • Ridículo, seria como se os americanos desmontassem a estátua da liberdade, e fizessem no terreno um conjunto habitacional.. com tanto terreno disponível em tantos lugares do pais, foram escolher justo o terreno do autódromo… O Brasil é enorme Kct.. e Curitiba possui muitas locações disponíveis para empreendimentos deste nivel e porte.. mas politico é tudo igual.. é so verem as verdinhas dos construtores.., e aí o proveito próprio sempre fica acima dos interesses de um pais..

      Falei alguma mentira? me corrijam por favor e estiver errado..

  • É absurdo que se destruam boas praças de esporte, sejam elas de que esporte for.

    O automobilismo tem sido golpeado duramente nos ultimos anos: O Rio perdeu seu autódromo internacional por conta da falta de vergonha na cara de seus governantes em nome da insaciável e incontida voracidade imobiliaria, o incrivel traçado original de Interlagos foi mutilado em atenção a megalomania de Bernie e sem qualquer reação dos nossos fantásticos gestores, e outros diversos autodromos pra lá de razoáveis estão ai a merce da falta de verbas para manutenção adequada, ou da pessima administração do nosso automobilismo.

    Só nos resta dizer que é lamentável.

  • É uma pena. Já tive o prazer de assistir corridas no autódromo de Curitiba. O traçado é fantástico e a infraestrutura razoável… Assim fica difícil para o Brasil formar bons pilotos: sem autódromos, segurança precária, custos elevadíssimos, … Daqui alguns anos, infelizmente o RIP vai para o automobilismo brasileiro em geral…

  • Que mundo de bosta que a gente vive,este autódromo é muito legal.Fácil de chegar,tem uma reta que deve ser a melhor do país pra fazer arrancada,dá pra ver quase a pista inteira das arquibancadas.Como que vão acabar com ele?É muita ganância!
    O problema é que fica numa região que é bastante habitada e tem muita gente querendo ir morar lá.Fora que Curitiba deve ser a capital mais coxinha do país,falo isso sendo paranaense.

  • Se tinha uma pista no Brasil, nesses ultimos anos, tirando Interlagos, que eu achava que vivia uma certa prosperidade era o de Curitiba! A pista sempre pareceu bem cuidada, recebeu corridas importantes…uma pena.

  • essa pista é bem simples e divertida, já passaram vários eventos internacionais de bom nível por ali, também foi o único autódromo que visitei pessoalmente na minha vida (é o mais próxima, 200km), uma pena… mas não me surpreende mais… automobilismo no Brasil não tem força, não dá dinheiro, não ganha votos,

    • Thiago, ai em João Pessoa tinha um barrodromo, os únicos autódromos do N/NE são o de Fortaleza/Eusébio no Ceará desde 1969 e o de Caruaru-Pe um pouco mais recente, a 4 anos atrás tivemos noticia de um empresário que estaria com projeto de construir ( já estava até fazendo a terraplanagem) um perto de João Pessoa ,mas ate agora nada de concreto. se souber de algo fala aqui.

  • É uma somatória de coisas ruins que estão ocorrendo nesse pais que não da pra acreditar…não que a culpa seja apenas do governo atual, o problema é bem mais antigo e não vou entrar nessa questão mas que, muita coisa vai aparecer após esse eventos esportivos de grande porte que irão ocorrer podem ter certeza. Como diz seu colega de programa Sormani ” com um green Card.? Tchau Brasil”

      • E basta ver a foto do autódromo de Curitiba. A pressão imobiliária é muito grande. Em uma região que já foi campo aberto (cresci ali do lado) e que hoje é uma ilha em meio à cidade.

      • Flavio, isentei totalmente o governo pela sucessão de fatos negativos que estão ocorrendo em nosso pais no momento em que escrevo sobre o problema ser mais antigo, com certeza o post não era para levantar essa discussão, apenas informar a nós, apaixonados, sobre mais uma coisa ruim que irá ocorrer, agora com nosso esporte.

      • É triste, mais uma evidência que o automobilismo brasileiro está em baixa, mas é uma opção lamentável e ao mesmo tempo legítima dos proprietários do Autódromo.
        Bem diferente do que aconteceu no Rio, onde uma área pública, o autódromo de Jacarepaguá, foi destruída e em seu lugar serão construídos condomínios que por um mês funcionarão como “Vila Olímpica”.
        Trambique total, roubo descarado do patrimônio púbico.

      • Ampliando a questão. não é uma questão de governo “neste” autódromo, mas porque não incentivar (o governo) este esporte, uma vez que há incentivos para tantos outros.

        Isso me leva a concluir que entre vários outros motivos, governos tem sim sua parcela de culpa pela eminente falência do nosso automobilismo (ex. Rio).

        E se há autódromos particulares que lucram pouco ou nem lucram mais, porque afinal seus proprietários não podem vendê-los ou dar alguma finalidade lucrativa (e gerar empregos) a eles? Porque chamar isso de ganância?

        Há um grande equívoco nesta forma de pensar. E eu não encontrei o nome Lula em nenhum lugar.

    • Adicione o fato do interesse e conivência das prefeituras. Em certos bairros de São Paulo, casas pequenas que estão nas famílias há várias gerações, não podem mais ser mantidas por incapacidade de pagamento de IPTU…

      • Você se importaria de dar algum exemplo?
        O último aumento acima da inflação, que eu saiba, foi em 2009/2010, quando, por exemplo, o meu IPTU (apto na Vila Mariana) subiu quase 30%.
        Os demais reajustes, tem sido dentro do INPC!!
        E ademais, existem diversos tipos de isenção, por exemplo, para aposentados. http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/financas/servicos/iptu/index.php?p=2462
        Por isso, para que eu aprenda, peço que desenvolva seu raciocínio, por favor.
        Grato
        Zécarlos

      • Nossa, que isenção para aposentados, uau…
        Desde que seu “Rendimento mensal que não ultrapasse 3 (três) salários mínimos no exercício a que se refere o pedido”. Podia aprender a ler o texto inteiro da lei.

      • Prezado
        Não sei se você tem procuração do Samuel para defende-lo, porém, continuo pedindo que, se você não se importar, ele ou você, mostre algum exemplo de que: “Em certos bairros de São Paulo, casas pequenas que estão nas famílias há várias gerações, não podem mais ser mantidas por incapacidade de pagamento de IPTU…”
        Quanto a essa isenção que eu citei, fi-lo por que deduzi que seriam casas “pequenas” de pessoas que teriam um rendimento próximo de R$ 2mil, o que as tornaria isentas.
        Porém, existem outras isenções, para imóveis de pequeno valor, de metragem reduzida, ou, no dizer do Samuel, “pequenas”.
        Enfim, achei que alguém me ensinaria alguma coisa, porém, só topei com alguém que não quer esclarecer nada.
        Pena!!!
        E.T. – continuo esperando o exemplo do relatado pelo Samuel

      • Não, ninguém tem procuração para me defender, e não vou criar uma polêmica vazia.

        Só que não posso abrir detalhes do caso que conheço, porque são pais de um amigo. Têm duas aposentadorias da iniciativa privada, que cobrem mal os custos de seus planos de saúde, e uma casa de cerca de 100 m num terreno de cerca de 250 m na região de moema. Patrimônio antigo da família, coisa de três gerações atrás, anterior à valorização da região nos últimos 30 anos. E sim, estão com dificuldade de pagar o IPTU.

        Não são pobres, não precisam de apoio financeiro externo, mas serão obrigados a sair de um lugar onde têm raízes e amigos. Nesse caso, mesmo que recebam um dinheiro razoável pelo imóvel, não considero que seja um final feliz para eles. E esse mesmo dinheiro não comprará um apartamento de 1 quarto na região.

        Ao contrário de você, reconheço não conhecer a legislação, mas entendo que não se aplica ao caso citado.

        Acho importante você fomentar o debate como o fez. Mas confie em mim, o problema é real.

      • Então, Samuel
        Acredito piamente em sua história e, da forma como você explicou, ficou claro que os proprietários desse imóvel sofrem do mal que assola boa parte dos brasileiros, que tem seus rendimentos corrigidos por indexadores diversos do de suas despesas. Porém, creio tratarem-se as despesas do casal, de uma cesta onde o IPTU não deva ser o maior culpado, pois, salvo alguns soluços, vem obedecendo índices de inflação considerados moderados (INPC e IPCA), diferentemente de outros, como planos de saúde, que sofrem aumentos muito acima de qualquer indexador, pois os estipuladores alegam aumento de custos e conseguem muitas vezes até mesmo coagir seus associados a pagar valores sem ligação com a realidade.
        Desejo a você e ao casal muito boa sorte e que, se for o caso, procurem ajuda especializada que lhes possa minimizar os problemas financeiros que estão enfrentando.
        Grande abraço.
        Zécarlos

      • Penso que o raciocínio é que se a especulação imobiliária cria ou transforma bairros comuns (ou qualquer outra área) em bairros “de alto padrão”, com imóveis de milhões de reais, isto acabará se refletindo nas mudanças da planta genérica da cidade (interesse das prefeituras). Quem permanecer nestes bairros em sua humilde casinha terá que pagar um IPTU fora da sua realidade. Porque o interesse do proprietário da área, dos empreiteiros e das prefeituras fez a realidade do bairro mudar, e prefeituras sempre tentam arrecadar mais quando podem.