NA INDY

SÃO PAULO(sendo breve…) – Noite de sábado, ainda deu para ver Tony vencendo em Fontana (sua primeira pela Ganassi), Will Power ficar com o título e Helinho, de novo, com o vice. A taça para o australiano, vice três vezes, foi merecida e nada surpreendente. A vitória de Kanaan, importante. Acabou a temporada. Sim, em agosto. Estratégia da Indy, de concentrar muitas corridas em pouco tempo. Não creio que tenha sido um campeonato marcante. Vocês acharam?

tonyvenceafinal

Comentários

  • Não gosto desse formato de calendário, muito curto, aí você passa muito tempo sem assistir as corridas, pra quem é viciado no esporte, é um saco.
    Outra coisa que faz perder o gosto da coisa é aquele tipo de calendário em que as corridas ficam muito distantes umas das outras, tipo o Brasileiro de Marcas, cujo calendário é uma merda, passa mais de 02 (dois) meses sem corrida, e quando tem, são só cerca de 35 min.
    Dentro de suas possibilidades, gosto do calendário da Truck, que tem corrida durante 10 meses do ano, uma por mês.
    Quanto á Indy, é preciso rever algumas coisas, mas a verdade é que eles estão fugindo do chase da Nascar e do futebol americano. A Indy do jeito que está apanha feio para eles.

  • A revista Autosport fez duas semanas atrás uma reportagem sensacional sobre a Indy na era CART do início dos anos 90, especialmente na fase em que guiavam pilotos como Al Unser Jr. Bobby Hahal, Emerson Fittipaldi, Nigel Mansell, Paul Tracy, Mario Andretti, AJ Foyt, Robby Gordon, Danny Sullivan, Scott Goodyer. E de troco o Senna ainda considerou ir pra lá naquele jogo de cena (trocadilho infame) pra tirar mais dinheiro da Malboro e o Piquet tentando ir pilotar nas 500 milhas de Indianápolis. Sensacional. Olhando o que é hoje dá pena. Campeonato terminando em agosto com pilotos sem expressão, com todo respeito ao Tony e ao Helio Castro Neves. Fim de feira total.

  • O título do Will Power foi merecido, venceu mais corridas que o Hélio, e esteve sempre entre os dez primeiros.
    Com relação ao campeonato, ele não foi um dos melhores, com exceção da Indy 500 que foi um espetáculo. Pena que esse ano foi muito curto, não gostei desse formato de 6 meses de campeonato, acho que para 2015, a Indy deveria voltar a correr em palcos mais tradicionais que eram da categoria, como Road America, Laguna Seca, Cleveland e Michigan, acho que assim a categoria poderá voltar a ter o sucesso que tinha antes.

  • Eu gosto do clima da Indy, muito menos sisudo, chato e cheio de segredos do que o da F1, nesse ponto o modo como os americanos tratam o show me agrada muito mais que os Europeus e sua fechada F1, mas a competição e a qualidade dos corredores da Indy tem deixado muito a desejar nesses últimos anos, esses carros da Indy na minha modesta opinião são horrorosos e não impedem os acidentes graves como o desenho do chassi sugere, acho que a Indy precisa pensar numa maneira de abrir um pouco mais o regulamento técnico pra dar uma mexida na competição, nesse ponto, mesmo com medidas questionáveis a F1 pensa muito mais no regulamento técnico pra “bagunçar”um pouco a ordem das coisas!!!

  • Na década de 90 eu vibrava muito com a Indy. a partir de 96, eu certamente gostava mais que F1, apesar de acompanhar as duas categorias. Domingo era o meu dia favorito: f1 de manhã, indy de tarde. Isso durou até 99 quando o SBT passou a transmitir as corridas da indy as 11 da noite do domingo e não pude mais assistir.

    Esse ano tentei acompanhar a categoria mais de perto. Assisti às 500 milhas pela primeira vez em muito tempo, assim como as corridas de no circuito misto de indianapólis e st. petesburg e tentei ver a final no sábado.
    Não gostei. Sei lá, oval é um tipo de corrida que não me agrada, mesmo que as corridas acabem sendo mais disputadas (em grande parte por causa das bandeiras amarelas que acontecem toda hora). E mesmo nos circuitos mistos, não consigo gostar mais.

    Não adianta, hoje em dia eu prefiro F1, GP2, DTM, WEC e Stock Car (quero começar a ver a v8 supercars também).

    • As 500 milhas de Fontana (sim, 500 milhas), teve apenas uma bandeira amarela que durou 11 voltas.

      O curioso é que nas categorias citadas por você, é bem fácil perceber que narradores e comentaristas torcem por um safety car para dar emoção às corridas cada vez mais monótonas.

  • Ola Flavio Gomes
    Ola blogayada:

    O bom da indy é a competitividade, muitos pilotos com chances reais de vitoria, varios lideres durante a prova, etc…. coisas que a f1 nem de longe tem, alias eu acho um absurdo o que se investe na f1 pra ver esse desfile em fila indiana nos domingos, isso nao é competição, é falta de criatividade, todo esse preparo, esses gastos astronomicos para ver uma dupla mercedonica bajulada fazer um faiz de conta, com tudo controlado por controle remoto e radio de comunicação, tudo muito conveniente!!!! onde so problemas na dupla principal muda o final da corrida….. tudo muito chato e previsivel!!!!!! se esporte significa competição, a formula 1 nao seria um esporte, seria um desfile de moda em alta velocidade……. a culpa obvio não é da mercedes e sim da FIA!

  • Eu que sofro de abstinência quando as corridas param, já tô sentindo falta da Indy.
    É uma pena acabar tão cedo.
    Se lá na antiguidade não tivesse aquele racha que gerou duas categorias (IRL e CART) creio que a Indy estaria pau a pau com a F1 hoje.

  • Encurtararm o campeonato para evitar a competição com a NASCAR , que entra agora no CHASE, e com outros esportes ( acho que o baisebol tem final agora , e a NBA também ) . Corrida é bom até de biga, mas este campeonato foi um pouco de recosntrução, sem grandes novidades. Dizem que a NASCAR está negociando a gestão da categoria, vamos ver.

  • Sei lá se sou muito purista, mas o desenho desses carros meio híbridos, com essa traseira estranha, faz desse carro um ser indefinido. O bonito de “fórmulas” é ver o pneu traseiro inteiro rodando, com a mecânica traseira toda aparente.
    Se é perigoso, se pode catapultar o carro de trás, paciência, quem tem medo então não vá correr, nem assistir, uai!
    Acredito que quando os americanos “lincarem” o desenho desses carros com a tradição das 500 milhas de Indianapolis a coisa volta a ficar “movimentada.
    Para os americanos, é impossível dissociar essa categoria da tradição daquela pista. Parece que houveram atritos por lá entre a Indy e os donos da pista, não conheço muito essa história, será que eles não ficaram “de bem” ainda?

  • Ao que tudo indica, parece haver uma espécie de boicote à indy, por parte dos fãs da Nascar na costa oeste americana.
    As arquibancadas perecem sempre mais cheias nas corridas da costa leste.
    Eu acredito que a indy tem feitos coisas interessantes e ainda vai encontrar o seu rumo nos próximos 10 anos. Mas ela precisa pensar grande, e inclusive na américa latina, pois tem muitos pilotos latinos na categoria que atrairiam patrocinadores e emcheriam arquibancadas em seus países.

  • O campeonato deste ano foi fraquinho, mas nada desesperador para a categoria. Meu maior pesar, no entanto, tem sido a transmissão do BandSports – muito ruim. A narração do Nivaldo Prieto é sofrível. Ele parece ser um cara legal, mas não vai bem narrando corridas. Os comentários do Sergio Jimenez são excelentes, mas é pouco para salvar a transmissão. Penso que o automobilismo nos últimos anos deixou de ser um esporte de “torcedores brasileiros” e ficou mais restrito a fãs de velocidade, o que faz do narrador falando a todo momento “olha o Tony! Olha o Tony!”, ou “olha o Helinho! Olha o Helinho!” uma besteira, desnecessário… A Indy merece uma transmissão mais profissional.

    • O Prieto é para mim o melhor locutor de futebol da Band e um dos melhores entre todos, mas para corridas não serve, não é do ramo.
      Com a morte do Luciano do Valle promoveram o Téo José, que sabe narrar corridas (embora meio chatinho) a narrador principal de futebol, onde deixa a desejar.
      Tudo errado.

  • Flávio

    Eu prefiro o calendário da Indy como era até o ano passado.

    O fato da temporada acabar tão cedo não deve ser bom para a audiência da categoria, que agora vai ter que esperar mais de 6 meses até o próximo campeonato. Digamos que possa “cair no esquecimento”.

    Será que a audiência neste curto período compensou os próximos meses em que não teremos corridas na TV?

    A ver…..

    • Sim Rodrigo! Isto tem sido constante. Um colega acima escreveu sobre boicote à Indy por parte dos torcedores da costa oeste.

      Por outro lado, domingo à noite e o autódromo de Atlanta lotado para ver a Nascar. Passei a acompanhar a Nascar regularmente há uns 3 anos e hoje penso como fiquei tanto longe dela…Eita categoria porreta!!!

  • Seguinte: Título mais que merecido para o piloto mais constante. Helio perdeu porque seu rendimento caiu exatamente nas últimas tres provas. Enquanto isso, Power se manteve bem colocado nas provas…além do mais, passou também a vencer corridas em ovais, algo que não conseguia há algum tempo atrás. Quanto à Ganassi, foi uma temporada decepcionante, principalmente na Indy 500, onde todos os seus pilotos ficaram fora de combate pela vitória. A reação veio (tardiamente) somente na segunda metade da temporada, a vitória de Kanaan já vinha amadurecendo há algumas etapas, assim como Dixon também levou duas para a conta. Sei não…se a temporada fosse até outubro…a Penske talvez não tivesse comemorando este título.

  • acompanhei mais de perto esse ano.
    Hélio de novo na trave, porque precisa ganhar mais corridas!!

    “marcante” foi volta do Montoya, que ainda venceu.
    as 500 milhas foram demais esse ano.
    mas achei ruim acabar tão cedo.

  • Não gostei muito em concentrar a temporada em 6 meses. Até poderiam termina-la em Agosto, mas deveriam começa-la mais cedo já que a NFL termina no começo de Fevereiro (esse ano a 1ª prova foi praticamente em Abril).

  • Amigo Flávio,

    Creio que esta opção de concentrar as corridas em poucos meses é muito arriscada, pois agora a categoria irá ficar afastada da mídia por 7 meses.

    Em relação ao Hélio, entendo que ele não é mais o piloto que foi um dia, pois possuiu 4 vice-campeonatos, mesmo correndo há 14 anos por uma das melhores equipes da Indy.

    Aliás não entendo porque uma parte da torcida massacra o Massa e o Barrichelo, e esquece o Hélio.