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Friday, 26 de September de 2014 - 19:00Kart, Pais & Filhos

PEQUENO SCHUMI

SÃO PAULO (sorte, moleque) – Mick Jr. É com esse nome que o filho de Schumacher corre agora, depois de algum tempo disputando provas de kart como Mick Betsch, usando o sobrenome da mãe. Claro que nem por dez segundos Mick conseguiu esconder que é filho de quem é, mas a escolha era um recado claro da família: “Não comecem”.

Domingo, depois de se sagrar vice-campeão europeu na categoria Júnior, Mick foi vice-campeão mundial na França. Ele tem 14 anos. O campeão foi o britânico Enaam Ahmed, tanto europeu, quanto mundial.

Fico aqui pensando no futuro desse menino. Sim, o futuro de todo e qualquer filho de piloto famoso é sempre cruel, de um lado, e um pouco generoso, de outro. Generoso porque o sobrenome abre portas. Cruel porque mais dia, menos dia, as comparações virão. Irmãos, sobrinhos e outros parentes também sofrem com isso. Basta lembrar de Ralf Schumacher. Quando ele chegou à F-1, a Jordan organizou um milhão de entrevistas para ele. Uma para ingleses, outra para alemães, e italianos, e franceses, e jamaicanos, e portugueses, espanhóis, lituanos, brasileiros. A todos, teve de responder a mesmíssima pergunta. Até que o assunto se esgotou e ele pôde tocar sua vida.

O mesmo se passou com Damon Hill, Michael Andretti, Christian Fittipaldi, Nelsinho Piquet, Jacques Villeneuve, Bruno Senna e todos os outros que vocês vão lembrar aqui.

Boa parte deles se saiu bem. Hill e Villeneuve foram campeões do mundo. Andrettinho ganhou muita coisa nos EUA. Christian tocou sua carreira sem maiores sobressaltos. Bruno e Nelsinho, na F-1, fracassaram por motivos diferentes.

Mas ser filho do maior de todos, Michael Schumacher, deve representar uma carga nada leve. Ainda mais com a situação do pai, totalmente desconhecida da maioria das pessoas, mas não dele. A cada resultado, cada corrida, cada degrau escalado na carreira, Mick será confrontado com a trajetória do pai, o que é normal, mas sobretudo com o peso de seguir seus passos sem que ele possa acompanhar — ao menos, de uma maneira convencional.

Espero que Mick seja um menino forte.

16 comentários

  1. Gus says:

    O rapazinho têm que ser forte, mas Michael já o era desde sempre…genes herdados, talvez o garoto tenha um futuro auspicioso, tomara!

  2. Fernando Cruz says:

    A carga do Mick Jr. só seria comparável à carga que teria um filho de Ayrton Senna ou o seu sobrinho, caso não tivesse acontecido aquele fim de semana em Imola. Começando bem cedo e tendo carreiras normais têm todas as condições para chegar tão longe como os seus antecessores chegaram. Mas não têm essa obrigação e o filho do Schumacher faz muito bem em frisar desde já isso mesmo.

    De resto acho que de uma forma geral os parentes de pilotos famosos tendem a dar-se bem. Até mesmo aqueles que perderam os anos de formação no karting e começaram a correr já depois dos 20 anos. São os casos de Damon Hill e Bruno Senna. O segundo teve mais sucesso nas fórmulas de promoção porque teve condições um pouco melhores do que o primeiro. Damon teve muito mais sucesso na F1 porque teve condições muito melhores do que o Bruno. Em talento puro são do mesmo nível – são bons tendo em conta a história das suas carreiras e medíocres se comparados de forma bruta com os maiores nomes da história – e foi o fator sorte que determinou o maior ou menor sucesso de um e de outro na F1. E na FE temos também o Nico Prost, outro que começou tarde, tal como o Damon e o Bruno.

  3. Alexandros o Megas says:

    É o que fazem os filhos do maior jogador das últimas décadas do futebol. Nenhum dos filhos do Zidane usam o sobrenome do pai. Preferem “Fernández”, da mãe.

  4. Everson Abreu says:

    Deve ser uma barra pesadíssima mesmo. Competir com o pai, e principal influência, desacordado numa cama. Que seja forte mesmo.

  5. Zeno says:

    “maior de todos”… kkkkk

    • Roberto says:

      Não foi o maior, e nem o melhor. Temos que pensar em termos relativos. O maior de todos foi Fangio, disparado. E o seguinte, até o momento, é Vettel:
      2006 BMW Sauber – Piloto mais jovem a testar um carro da Fórmula 1, com 19 anos, 1 mês e 23 dias.
      2008 Scuderia Toro Rosso – Piloto mais jovem a cravar a pole position, com 21 anos, 2 meses e 2 dias.
      2008 Scuderia Toro Rosso – Piloto mais jovem a conseguir um pódio, com 21 anos, 2 meses e 3 dias.
      2008 Scuderia Toro Rosso – Piloto mais jovem a vencer uma prova, com 21 anos, 2 meses e 3 dias.
      2009 Red Bull – Piloto mais jovem a conquistar o vice-campeonato, com 22 anos, 3 meses e 29 dias.
      2010 Red Bull – Piloto mais jovem a sagrar-se campeão da F-1, com 23 anos, 4 meses e 11 dias.
      2011 Red Bull – Piloto mais jovem a faturar o bicampeonato, com 24 anos, 3 meses e 6 dias.
      2012 Red Bull – Piloto mais jovem a conquistar o tricampeonato, com 25 anos, 4 meses e 22 dias.
      2013 Red Bull – Piloto mais jovem a conquistar o tetracampeonato, com 26 anos, 3 meses e 24 dias.

  6. Hector brenta says:

    Já mostrou, vice numa final de mundial de kart com o pai numa cama ( suponho ) sem saber se vai se levantar ( suponho de novo ) e com o peso do nome nas costas. Ou esta focado ou para de correr!

  7. Alvaro Ferreira says:

    Essa garotada ainda vai ter muita estrada pela frente, mas o que me impressionou foi a tocada desse Ahmed, o campeão. Fera.

  8. Jonatas says:

    Por isso Edinho foi jogar no gol, pois seria a única posição na qual jamais seria comparado com o pai. Não deve ser fácil mesmo ser filho do melhor de todos em qualquer esporte.

  9. Chupez Alonso! says:

    Dick Jr.!

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