GOL, 35

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SÃO PAULO (parabéns, bichinho!) – A quem interessar possa, hoje o Gol faz 35 anos. Foi em 15 de maio de 1980 que a Volkswagen iniciou a produção de seu primeiro carro com motor a ar dianteiro. Ele nasceu com o motor do Fusca 1.300, mas foi um desastre e vendia menos que a Brasília, 1.600. Assim, em setembro a montadora colocou esse motor no Gol — o que faz das batedeirinhas 1.3 carros raríssimos, e eu amaria ter um.

No ano seguinte, 1981, saiu a primeira série especial, o Gol Copa — numa alusão ao Mundial da Espanha de 1982. Azul clarinho metálico, rodas especiais, bolota do câmbio em forma de bola de futebol, era o máximo. Foi em 1983 que a VW espetou no Gol o primeiro motor refrigerado a água, 1.6, enquanto mantinha a batedeira com motor de Fusca apenas na versão BX. Em 1984 surgia o GT, essa coisa espetacular de linda, com motor 1.8. Depois viriam, ainda na era “quadrada”, o GTS e o GTi. E o Gol gerou uma família com a Parati, o Voyage (lindo, sempre) e a Saveiro.

[bannergoogle] Não sei exatamente quando surgiu a segunda geração, o Gol bolinha. Acho que em 1994. Depois vieram as demais e nem sei em qual está. O nome é o mesmo, o carro é outro — para mim, o que vale é o quadrado, o resto só usa o mesmo nome. Em todo caso, pelas leis não escritas da indústria, Gol é Gol e será sempre mesmo se daqui a 100 anos ele tiver duas rodas como um Segway. Assim, o nome ostenta números impressionantes. É o carro mais vendido da história do Brasil, quase 7 milhões de unidades. Fora o 1,2 milhão de carros exportados para 66 países. De 1987 a 2013, foi líder de vendas no Brasil.

Tenho dois. Um deles esse vermelhinho simpático. O outro, o champanhe lá em cima. Todo mundo já teve um — ou um de seus parentes. Conte, então, sua história com um Gol. Ele merece.

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Comentários

  • Bom dia a todos! Olá Flávio! Meu pai teve na época um Gol à ar ano 80, eu era criança. Gente, olha que legal, esse mês faz um ano que comprei um Gol GT 86 vermelho que foi oferecido aqui, estava no sul de minas. Todo original, preço ótimo e que parece que ninguém deu importância, pois parecia até mentira a preço de banana. Tem 100 mil quilômetros, a embreagem e o cabo são de fábrica, agora o platô pediu para sair abrindo o bico. Abração.

  • Tive um GL 1992 1.8 que foi fabricado na época da Autolatina. Tinha o acabamento acima da média com bancos em veludo, carpete nas portas e porta malas. Além de mimos como painel igual ao GTI, iluminação do porta luvas e cofre do motor, etc. Comprei da minha irmã (que tinha tirado 0 km) em 1999 e fiquei com ele até 2013 quando tive que vender apra comprar uma Zafira para caber a família toda (6 pessoas). Era um carro que andava muito e tinha manutenção barata. Os defeitos eram os mesmos dos Golzinhos AP 1800 como consumo alto e o já tradicional porta malas pequeno por causa do estepe um erro que a VW deveria ter corrigido.

  • É já tive um 84 Prata batedeira 1.6 dupla carburação a Álcool mas até que não batia muito, mantia as valvular bem reguladas sempre, eu mesmo as regulava o que já havia aprendido com os fuscas e outro segredo aprendia com um mecânico apaixonado pelo Gol trocar a cada 6 meses as juntas do Y do escapamento e pronto o bichinho batia muito pouco, era valente cloro com sua restrições, nunca falou para pegar mesmo no inverno, mas tinha o ritual puxa o afogador injeta gasolina deixa uns 2 minutos e pronto o carinha estava tinindo para andar um barato, muito bom era um fusca grande e cheio de espaço, acampou muito e como levava peso, era barraca bangalô das pesadas em tubos grande mesmo crianças, esposa, e por ai vai, porta malas e bagageiro cheios e o carrinha ia vinha sem reclamar nunca me deixou na mão, saudades do batedeira bravo, muito bom na época.

  • Minha mãe tinha um Gol 1000 branco ano 93/94 que meu pai comprou okm pra ela me levar na escola. Em 2001 roubaram na porta do colégio, ele se chamava Golias, nunca quebrava, retrovisor do lado direito era luxo, saudades.

  • O G5 é realmente outro carro, bem melhor diga-se de passagem, mas as versões arredondadas anteriores G2/G3/G4 são absolutamente o mesmo carro que o quadrado com a mesma plataforma, mesma mecânica básica, mesmos defeitos.

  • O Gol realmente é um carro emblemático e de uma importância histórica na indústria automobilística brasileira. Particularmente, eu nunca tive um Gol, mas meu pai já teve um, um Gol 1000 (daqueles quadradinhos e com carburador ainda… horroroso o carro!!! rs)… E depois teve uma Parati 1.6 a alcool, tb quadradinha (essa, maravilhosa!).

  • Comprar carro naquela época era difícil, pelo menos pra mim. Passei na frente de uma loja e lá estava ele, cor areia, semi – novíssimo, pneus com novinhos. Me perguntei porque alguém compra uma lindeza dessa e logo põe à venda e barato. Comprei. Na cidade não percebi nada além do barulho familiar do motor 1300, mas quando caí na estrada que liga Campinas ao aeroporto de Viracopos e na “subida da zona”, senti horrorizado que ele andava menos que minha CG 125, entendi porque ele estava a venda ainda novinho…….voltou pra loja. Foi um jeito rápido e eficiente de perder algum dinheiro. Não tenho saudades nenhuma dele !!!!

  • Meu primeiro carro foi uma Saveiro a ar, 1984. Depois meu primeiro carro 0 km foi um Gol 89, motor CHT verde, para homem, mas no documento era Azul Índico. Tive recentemente um GTS 1994, vermelhão. Atualmente tenho uma Saveiro Surf 2016, bem gostosa de guiar também. Cara que diz que Gol é ruim é piloto de ficha técnica, fica lendo revista e acha que entende. Já tive carro de todo tipo, meu carro de dia-a-dia é Audi, e um Gol, em termos de dirigibilidade, não deve nada aos melhores alemães.

  • Quero um e vou ter um.
    Assim que meu orçamento tiver uma folga (esposa grávida), juro que parto pra cima de um GT ou GTi.
    Mas tem um 85 a água de um tiozinho aqui da cidade, com 80 mil km, todo original que me faz la cabeza también… Já sei quanto ele quer e quanto eu quero pagar.
    Logo mais o Meteoro arruma um parceiro de garagem.

  • Andei algumas vezes. O pedal da embreagem está no lugar do freio, então, quando ia trocar de marcha, pisava na caixa de roda. E a alavanca de câmbio está tão para trás que a toda troca para segunda e quarta, batia o cotovelo no banco.
    Atrás, como passageiro, é ótimo, desde que a pessoa não tenha cabeça e tenha bancos de madeira como referencia de conforto.
    Graças às bondades divinas nunca tivemos um em casa.

  • Já que você falou dos parentes, tenho um Voyage 85, bege equatorial, dos primeiros deste ano (motor MD ainda, 4 marchas), está com a nossa família a 10 anos. Estamos bem casados, dele eu não separo kkkkkk

    Um crime INAFIANÇÁVEL é a VW só lançar os câmbios de 5 marchas MUITO TEMPO depois. E ter aposentado o 4 marchas “câmbio longo” muito cedo.