DOMINGO DE MEDO

SÃO PAULO(muito medo) – Foi feio demais o que aconteceu hoje na Stock em Curitiba. Feio no sentido de pavoroso, não de sair caçando bruxas a torto e direito — no caso do acidente e, também, dos piás que invadiram a pista.

Vou dizer uma coisa. Tem eventos, como esses moleques entrando escondidos no autódromo, que ninguém consegue prever e/ou evitar. Há inúmeros casos famosos, como o cara de Hockenheim em 2000, o irlandês doido que entrou na pista em Silverstone em 2003, o cervo que quase matou Cristiano da Matta. Um autódromo ocupa sempre uma área gigante. Controlar todo seu perímetro é virtualmente impossível. Há muros e cercas. Há câmeras de vigilância. Há seguranças. Mas há sempre brechas. Fico imaginando como é difícil o controle de circuitos como Le Mans e Spa. Alguém realmente acha que é impossível invadir essas pistas? Creiam: é a coisa mais fácil do mundo se matar numas 24 Horas em Sarthe, ou escolher o GP da Bélgica para ser atropelado. Conheço bem esses lugares. Não tem como impedir alguém de invadir pistas como essas. Na prática, qualquer pista.

Felizmente ninguém se machucou. Não sei se acharam os meninos, se alguém conseguiu entrevistá-los (pauta ótima, mas é preciso muito cuidado com essas coisas envolvendo crianças), de onde vieram, para onde foram. Não aconteceu nada. Ótimo.

No que diz respeito ao acidente, puta merda… Há alguns anos, quando morreu gente nesses carros estoqueanos e derivados, a coisa estava muito feia. Falei no assunto, critiquei a falta de segurança, estou sendo processado por isso — por ter dito que os carros não eram seguros e que não havia seriedade para investigar acidentes, quando descobrimos pedaços do carro de Gustavo Sondermann no lixo de Interlagos.

Hoje, é preciso reconhecer, com alívio e alento, que a segurança aumentou, e muito. Uma pancada dessas, normalmente, é fatal. Fraga bateu em Camilo a mais de 200 km/h. Só se for muito seguro um carro suporta algo assim. E os dois pilotos tiveram apenas ferimentos leves, nenhuma fratura, saíram doloridos e provavelmente amanhã voltam para casa. Merece aplausos efusivos a JL, dos Giaffone, responsável pela construção dos automóveis. Os dois pilotos devem suas vidas à empresa que faz esses carros.

A dinâmica da batida ficou muito clara. Os pilotos que vinham no segundo pelotão simplesmente não viram a bandeira branca indicando carro lento na pista. Talvez Thiago pudesse ter ficado mais para a direita na reta. Acho que ocupou espaço demais, cometeu um erro que poderia ter consequências muito graves. Mas é óbvio que não o fez para atrapalhar ninguém. Errou, ponto. A sinalização foi correta. Mas talvez um posto de controle do lado esquerdo da pista, pelo lado de fora, na curva anterior, pudesse ter sido mais eficiente. Os carros da Stock têm visibilidade muito ruim. É preciso ouvir os envolvidos e perguntar a eles se viram a bandeira. Se não viram, por quê. E, a partir das respostas, realizar mudanças necessárias não só no posicionamento dos postos de controle, priorizando sempre o lado do piloto, como também na visibilidade das bolhas.

Enfim, foi um domingo tenso para todos que estiveram em Curitiba. Salvaram-se todos. Dormiremos aliviados.

Comentários

  • Continuo com a mesma impressão: Havia sim mais espaço a direita para o Camilo mover o carro, e sair o máximo possível da pista pois ele se arrastava. Irresponsabilidade do piloto. Sem mais.

  • Prezado F&G: Vou fazer a crítica. Responsabilidade do diretor de Prova, têm a obrigação de avisar pelo rádio todos os pilotos de carro lento na reta.Agora têm de fazer uma reunião assumir a falha , assumir o erro.

  • Estive lá ontem, mas quando o Thiago Camilo se arrastava na pista, a impressão que tive era que fazia isso rente ao muro, só vendo pelo vídeo agora pude ver que talvez “ocupasse” espaço demais, mas como disse, não adianta caçar bruxas agora, ainda bem que tudo ficou no susto.
    Foi tenso sim.

  • Muito simples, ficou claro que o acidente ocorreu por conta de uma cláusula, regra sei lá como chama, no regulamento que condiciona a participação dos pilotos na segunda prova quando este consegue levar o carro para os boxes pelos próprios meios.

  • ora, por que, simplesmente, não se “copia” a Nascar?
    ou seja, se há um carro lento, um detrito, pessoas, ou qualquer coisa assim, não se aciona a “bandeira amarela”?
    sinceramente, não entendo o porquê!!!

    • Rodrigo, bandeira amarela é para carro parado e bandeira branca para carro lento. Simples e objetivo. Se você vê umas das bandeiras tira o pé (amarela) ou procura onde está o carro lento(branca). O que deve ter acontecido foi a soma do fato de Camilo estar mais para o meio da pista do que para a direita junto com a falta de visibilidade da bandeira.

      • Não, Marcos Ferreira, essa interpretação está equivocada.
        O carro lento a que se refere a Bandeira Branca é um carro oficial, tipo ambulância ou carro de bombeiros.
        Competidor andando lento tem que dar Bandeira Amarela, o que entre outras coisas proíbe ultrapassagens – que foi o que motivou a batida: o Rafa Mattos estava tentando ultrapassar o Jimenez.
        O próprio Rafa disse: “eu não vi nenhuma bandeira amarela agitada, então planejei a ultrapassagem”. Está no Grande Prêmio! O piloto não foi adequadamente alertado.

  • “Fico imaginando como é difícil o controle de circuitos como Le Mans e Spa.”
    Não sei não.
    Os “di menores” lá tem outro comportamento, outra educação.
    E as leis são diferentes das leis “de cá”. Inclusive para os “di menores”

    • criança é criança em todo lugar, nas 24hs de spa esse ano uns caras de motocross foram vistos andando entre as árvores naquela reta apos a eau rouge. depois tiraram os capacetes e viram que era tudo moleque.

    • Você não teve infância? Nunca foi moleque? Nunca fez “arte”?
      Acredita mesmo que o comportamento das crianças é dependente de leis?
      Que as crianças de outros países são melhores que as do nosso país? (se é que você é brasileiro).

  • Como morador na cidade, estou certo que os piás vieram da região da Vila Trindade atrás do Autódromo e já Município de Curitiba, favelas, e trilhos de trem fazem fronteira com as cercanias do autódromo.

    • André, também sou morador da cidade e concordo contigo nesse caso, mas temos que admitir o que mais tem na nossa cidade é boizinho pagando de malandro e fazendo merda pelas ruas! Não aguento mais tanto gol e saveiro rebaixada enchendo o saco no transito.

  • Também achei que o Thiago Camilo errou. Mas já foi, não é a intenção ficar apontando dedo. Que fique como lição.
    Existe tecnologia de sobra disponível para que os pilotos da Stock e outras categorias tenham avisos eletrônicos de dentro do carro, Já que não existe restrição de espaço porque o cockpit é de um carro de passeio, por que não colocar um display no painel pra informar estas coisas? Bandeiras e setores onde são agitadas, carro lento na pista, óleo na pista.. Não pode ter muita informação porque senão os pilotos vão ter que gerenciar mais o painel do que a corrida. Mas coisas básicas de segurança deveriam com certeza serem exibidas. Pequenas coisas que podem ajudar a evitar acidentes pavorosos como este.

  • Na minha opinião, essa regra de “impedir do piloto participar da 2a corrida caso o carro não cruze a linha de chegada ou não chegue ao box” é um erro!! O Valdeno Brito se arriscou e arriscou a todos tentando chegar aos boxes para poder reparar o carro e consequentemente poder correr na 2a corrida… Talvez o caso do Thiago Camilo tenha sido o mesmo, tentar chegar aos boxes (mesmo que lento) para poder correr a outra corrida…

  • Achei o acidente muito parecido com o do Mehri, com a diferença de que o Mehri praticamente estanca o carro após cruzar a linha e quem vai atrás parece que não estava olhando para frente, pois dava para vê-lo claramente. Diferentemente, na batida da Stock, não era possível enxergar o Thiago e, creio que pela concentração do momento no pelotão de carros e nas possíveis ultrapassagens, a bandeira branca. Achei o Camilo mais irresponsável que o Mehri, que foi criticado duramente pela atitude e punido. Concordo com você, ocupou espaço demais e deveria estar atento ao retrovisor. Mas o que importa é que salvaram-se todos.

    • Um pouco diferente. O Carro do Thiago estava com problemas, tinha a questão do regulamento, que ele tinha q entrar nos boxes para fazer a 2ª corrida. Já o Mehri simplesmente parou o carro porque …. sei lá …

  • Eu diria que houve muita sorte neste acidente. Um “big one” de verdade na reta e o resultado poderia ter sido trágico. Observar que o carro do TC foi acertado no ponto da reta logo após a saída dos boxes. Onde há bastante espaço livre à direita da reta. Tivesse acontecido metros antes onde há o muro dos boxes o carro dele teria voltado para o meio da pista e todo o pelotão estaria envolvido.

  • Quando eu falo em soberba dos dirigentes Brasileiros na gestão de esportes, seja CBA, CBF ou confederação do caraleo a 4, é exatamente por isso. Onde está o problema em copiar coisas bem feitas em outros lugares do mundo? Por exemplo, na Nascar já teria um Safety Car, os Spotters já teriam avisado os pilotos quanto ao carro lento, ou seja, não havia motivo pra tal acidente.

    Quanto a invasão de pista, fazer o que? Se o garoto morre iriam culpar a organização, mas o ponto é, qual vai ser o puxão de orelha no garoto e principalmente nos pais dele? Quando os pais começarem a ser responsabilizados pela atitude de seus filhos, como em qualquer país sério é feito, talvez tenhamos um Brasil melhor.

  • Bom, há umas 2 ou 3 semanas atrás, em outro post, um piloto da World Series foi taxado de “tapado” por estar devagar no lado de dentro da pista e assim alguém tê-lo acertado na traseira. Acho que era o Merhi, se bem me lembro. Se tinha acabado de passar pela linha de chegada, ou estava com problemas no carro, acho que é irrelevante. Aliás, à meu ver, mais tapado é quem – com problemas no carro – fica na pista, ao invés de quem terminou a corrida reduza a velocidade.

  • Concordo com o Eroni, tinha que ter bandeira amarela.
    Não em todo o circuito, mas naquele ponto sem dúvida!
    Bandeira amarela impediria ultrapassagens naquele ponto e o acidente simplesmente não teria acontecido.
    No meu entender, bandeira branca significa “carro de socorro na pista”, não deveria ter sido usada no contexto daquele momento, poderia causar confusão para os pilotos.
    Mais uma falha da direção de prova, esse bando de imbecis que, sem o Cacá no microfone, podem fazer as merdas que lhes derem nas ocas venetas, que ninguém tem culhão de lhes apontar o dedo. Qualquer dedo…

    Outra coisa: os caras das equipes que ficam no rádio só sabem falar de tática e desgaste de pneu? Porquê diabos não alertaram seus pilotos a NÃO SAIR PARA A DIREITA, porque tinha um carro se arrastando por ali?

    Tem horas que a irresponsabilidade e o descaso com que os brasileiros tratam das coisas é revoltante!

    • Razor, no seu entender bandeira branca é carro de resgate, mas no entender da FIA/CBA, bandeira branca é sinal de carro lento na pista, e bandeira amarela é sinal de carro parado na pista….

  • Essa regra que para o piloto andar a segunda prova precisa voltar com o carro para os Box só faz aumentar o risco, com certeza se fosse diferente ontem os dois carros já estavam parados numa área de escape que ficarem se arrastando na pista. Só olhar a historia e ver que a maior tragédia de Le Mans foi causada por um carro mais lento na pista.

  • Acho que deveria ter um led dentro de todos os carros, que acendesse em 3 cores, amarelo, vermelho e branco. Quando tiver bandeira dessas cores a luz acende na cara do piloto, e ele não precisa ficar olhando pra fora do carro, procurando uma bandeira a 200 KM/H

  • Prezado F&G: Pelas imagens faltou a bandeira amarela .Camilo deveria estar mais próximo da lateral direita. Na reta a turma do segundo pelotão , não teve tempo para ver e reagir.PANCADÃO. Diretor de prova sempre deve ser chato, sempre deve alertar e recomendar as regras básicas de segurança. Crianças, animais na pista risco alto de danos irreparáveis, depois não adianta chorar.

  • A sinalização pode até ter sido correta. No entanto, creio que nesses casos, sobretudo numa das maiores retas entre as pistas brasileiras (se não a maior…) deveria ser dada bandeira amarela com entrada do Safety-Car. Na verdade, deveria desde o ocorrido com o Valdeno Brito. É assim na Nascar, onde os carros aguentam pancadas ainda maiores que essa, e é na Nascar que a nossa Stock Car deveria se espelhar para esses assuntos. No mais, um alívio saber que estão todos bem, ainda que com algumas dores…o clima ficou pesadíssimo e isso foi perceptível até para quem estava vendo pela tv…achei um erro retomar a prova naquelas condições e tive a impressão de que muitos abandonaram a segunda bateria por conta do “clima” mesmo.
    Que cartão de visitas para o Laurens Vanthoor, hein…

  • Excelente texto como sempre Flávio. Mas entendo que, lento como estava, Camilo tinha que encostar antes ou andar colado no muro. Estava muito perto da faixa central da pista. Ele poderia ter minimizados os riscos na minha opinião !

  • Esses carros sao feitos com cola de balao? Nunca vi nada mais fragil numa pista de corridas…isso deveria ter um minimo de inspecao de seguranca da FIA pelo amor de Deus, todos acidentes que ja vi desta gategoria sao portas voando…absurdo! mas isso é Brasil, esqueci deste pequeno detalhe.

    • Luiz, carro de fibra de vidro qualquer pancada voa fibra para todo lado mesmo… O importante é não voar gaiola para todo lado…. Todo mundo fala que carro de hoje em dia amassa muito fácil, mas não se esqueçam que é isso que salva a vida de um motorista. Melhor voar toda a fibra para todo lado e a gaiola ficar inteira. Até melhor voar o motor para a China, do que transmitir essa energia para o piloto….

      • Grato Marcos, ja tive fabrica de barcos ai no Brasil e entendo muito de fibra de vidro, mas noto que estes carros da stock tem se desintegrado alem do previsto.
        Se voce os comparar com os da DTM voce ira ver que la o mesmo deterioramento nao ocorre.

  • Esse acidente deve ser analisado pelos responsáveis pela segurança em todos as categorias. Primeiramente terão que identificar as principais causas. Na minha opinião são basicamente 3: primeiro a regra da competição não ajuda. Não faz sentido o cara ter que se arrastar para os boxes para ter o direito de participar da segunda prova do dia. Isso leva a situações extremamente perigosas. No início da corrida o carro do paraibano já poderia ter acarretado um grave acidente ao ficar andando de lado no meio da pista. Em segundo lugar identifico ausência da sinalização adequada pelos fiscais. Para a próxima corrida creio que deveriam ser colocados fiscais por toda a extensão da reta dos boxes, indicando aos pilotos para não utilizar a parte interna da pista. em terceiro lugar a falta de inteligência e de antecipação por parte do piloto que estava à frente do pelotão que acabou se chocando com o carro lento. Até quem dirige em estradas sabe que o foco da visão deve ficar a pelo menos uns duzentos metros adiante. Se o cara viu que tinha um carro lento na parte interna da pista deveria ter imediatamente puxado o carro para a parte de fora, de modo a permitir que os pilotos que vinha atrás pudessem ter o conhecimento do perigo. O que aconteceu foi inaceitável. O camarada deixa para desviar no último segundo. Eu percebi que ia dar merda muito antes da batida. Por que o piloto que puxava o pelotão também não percebeu o perigo?

  • Quatro coisas me impressionou! Nenhum carro explodiu em chamas, ninguém morreu, ninguém se machucou gravemente. Acho que o Hans (Head and Neck Suport) também cumpriu seu papel muito bem, porque o tranco no pescoço deve ter sido brutal.

    Matéria antiga:

    Rubens Barrichello treina e aprova segurança no carro da Stock Car

    Rubinho foi o primeiro piloto a testar, na pista, o novo banco da categoria. Feito e projetado especialmente para a Stock Car, o banco atual é de fibra de carbono e com várias outras inovações que os colocam entre os melhores do mundo.

    “Esse banco é mais seguro, então, não tem nem o que falar. Temos de usar e pronto. É como quando o Hans (Head and Neck Suport) ficou obrigatório. Machucava um pouco o ombro, mas nos acostumamos. Tudo o que for para melhorar e dar mais segurança é bom“.

    http://robertopcosta.blogspot.com.br/2012/10/rubens-barrichello-treina-e-aprova-o.html

  • Na minha opiniao, faltou responsabilidade primeiro aos pilotos, valdeno brito andando com um carro todo torto, e do thiago camilo andando quase no meio da pista.
    Também achei muito amadorismo dos pilotos quanto a agressividade enorme, parecem que não tem a experiência necessária para estar andando de stock car. Muitas batidas e toques que podem ser evitados, é nítida a falta de compromisso com o companheiro de trabalho, o que o valdeno fez hoje isso sim merecia ficar fora de uma corrida, o cara fica parado no meio da curva andando com mo eixo traseiro esquerdo quebrado, chega a ser revoltante.

  • Eles realmente erraram em não dar a bandeira amarela, mas achei burrice dos carros que vieram por trás e bateram. Todos os carros tiveram tempo de ver que o Camilo vinha lento pela reta.

  • A regra é clara: Carro lento é bandeira branca, amarela é carro PARADO. Parem de inventar regra. Parem de culpar a CBA por tudo. Deixem para culpar quando ela tem culpa.

  • Achei uma tremenda falta de responsabilidade de quem controla corrida. Um carro lento na pista é motivo de sobra para uma bandeira amarela em todo circuito. No caso anterior, da batida do Valdeno Brito, também foram omissos, apenas com uma bandeira amarela local. Naquela ocasião, já devia estar o safety car na pista. E depois disso ainda tiveram coragem de puni-lo por tentar trazer o carro para os boxes. Lamentável a atitude ( ou melhor a falta dela ) por parte de quem controla a corrida. Já não bastasse a punição ao Cacá Bueno. Felizmente ninguém saiu machucado desta vez, mas até quando? Vão lá nos Estados Unidos aprender um pouco sobre corridas, pessoal da CBA.

    • Nem na Indy nos circuitos mistos carro lento na pista é amarela na pista toda.

      Como o Flavio Gomes comentou o fiscal antes da curva poderia sinalizar o carro lento, pq quem tava em naquele bolo não viu (ou subestimaram) a bandeira branca.

      Acidente de corrida, que poderia ser evitado ou ter menores consequencias se o #21 estivesse mais no canto da pista.