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Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

56 Comentários

  • François Cervet (1973), Helmut Koining (1974), Tom Pryce (1977), Senna (1994), Marcos Campos (F3000 – 1995), Gonzalo Rodrigues (Indy – 1999), Massa (2009), Henry Surtees (F2 2010), Bianchi (2014), Wilson (2015), Alonso (2015)… É. Acho que já passou da hora de tomar uma providência.

  • Acho que a solução não é bem essa e sim os responsáveis pararem de inventar tanta merda que tornam os carros horrorosos e sem segurança, tipo aqueles paralamas nas rodas traseiras da Indy e nas dianteiras dos formula E que coisa mais feia e quando tem uma porrada é peça que voa para todos os lados e ai está o perigo maior.

  • Outro piloto que não citaram foi o Christiano da Mata quando corria na F-Indy . Sua carreira de piloto acabou quando um veado ( animal ) surgiu no meio da pista e acabou acarretando num grande acidente que deixou sequelas neurológicas na cabeça do piloto .

    • E tem mais isso. Johansson também atropelou um veado, acho que na Áustria, não se machucou. Animais (e fiscais) na pista no Canadá, a raposa em Pocono, já teve um cão perdido em Indianápolis, o Emerson já foi atingido por um pássaro, o Christian atropelou um seagull em Toronto, Helmut Marko ficou cego por causa de uma pedra, sem falar dos “quase atingidos” por pneus, destroços e outras coisas, dezenas. Difícil resolver a coisa na prática, mas são muitos casos, sou a favor sim.

  • É um assunto complicado, e pelo jeito requer muitos estudos, não é só colocar uma capa e acabaram os problemas. Imaginem se dá um azar (como um bico batendo bem na cabeça de um piloto, coisa rara…) e um piloto morre queimado dentro de uma bolha dessas? Tão raro quanto um bico voar exatamente na cabeça de um piloto.

    E imagino o que pensam os pilotos de MotoGP e WRC sobre isso…

    Muita hora nessa calma minha gente!

  • Já passou do tempo. Nós, torcedores, temos que fazer pressão para que uma solução seja logo implantada. Senna, Massa, Bianchi, Wilson… quantos mais se acidentarão antes de adotarmos o cockpit fechado???

  • FG, seria uma boa entrevistar o Emerson Fittipaldi (sempre preocupado com a segurança dos pilotos) e saber a opinião de ex-campeões de F1 (Mansell, Prost, Piquet, Hakkinen, Lauda, Stewart…) a respeito dessa cobertura de cockpit.

    • É limitar a velocidade máxima do F1 à 50 k,m/h , com direito à multa por pardal!
      Poupe-me, passou de 200 km/h tudo que pesa mais que um pão de queijo tem energia suficiente para matar o sujeito.
      Pergunta para o Helmuth Marko sobre a pedra que o cegou de um olho em Nuburring., se fosse um pouco maior ele estaria organizando a equipe de F1 de São Pedro….

  • Ok… mas os carros vão ter q ter limpador de “parabrisas” tb.
    Gostei da idéia de uma estrutura em V q alguém sugeriu. Melhor investir no aperfeicoamento dos capacetes,
    Outro assunto: a F-1 devia era limitar o nº de botoes (e com duas funções apenas on/off) nos volantes/cockipit dos carros e liberar a comunicação via rádio (ou proibir de vez).

    • Até as câmeras on board tem sistema auto limpante, imagino que uma solução eficaz para não comprometer a visibilidade seja extremamente simples para a tecnologia que a F1 opera.

      Sou totalmente a favor e acredito que os carros ficarão até bonitos. Imagine quando começarem a explorar as bolhas “aerodinamicamente” então?

      Canopy Já!!!!

    • “Investir nos capacetes”? E “investir no pescoço” do coitado do piloto né?
      Afe!
      Não seria mais fácil cobrir o cockpit, “investir” numa cera aplicada antes da corrida que não deixe a água ou qualquer sujeira fixe no “vidro” da cobertura e atrapalhe a visão do piloto, que mesmo com o cockpit coberto, continue com o uso do capacete?
      Ou será que os jatos não podem voar quando chove (ah! tem radar!) ou precisam de limpador párabrisa???
      Hehehehe

  • Acredito que um pneu não teria acertado a cabeça dele com tamanha violência, os cockpits são bastante protegidos já, mal se vê o capacete lá centro. Talvez o bico do carro não pudesse se desprender sem estilhaçar, isso sim salvaria a vida dele.
    Com relação ao caso do Massa, difícil entender como aquela mola pôde se soltar… até hoje não compreendo isso!
    Enfim, se for pra morrer batendo a cabeça, que seja como ele e não como o Schummi :( !

  • Acho inadimissível que ainda nao tenha sido implantado, certeza que a FIA sabe qual é a proteção mais eficiente, em menos de um ano, talvés as vidas de dois pilotos tivessem sido poupadas, Jules Bianchi e Wilson hoje!

  • Respeito a opinião de todos. .. e minha opinião não é irresponsável
    .
    Mas a partir que um nego se propõe a andar num carro a 350km/h… ele tem que saber e assumir tais riscos
    .
    – obrigar a colocar uma capsula no carro descaracteriza o esporte. …
    Seria semelhante a proibir saltos de paraquedas a uma altura maior que 10.. (vai que o paraquedas não abre)
    .
    – e outra. . É fato. .. a F1 é um dos esportes mais seguros que existe. … de 20 anos pra cá. . Morreram bem mais atletas praticando futebol, surfe ciclismo entre outros esportes do que em um carro de F1…
    .e olha que a fatalidade com Bianchi foi mais uma série de erros de irresponsabilidade do que pelo esporte em sim…
    .
    .

    • Descaracteriza o esporte? Em que sentido? Os carros da F1 começaram como “baratinhas” com um piloto totalmente exposto e são o que são hoje. Os carros de Le Mans também se desenvolveram e a categoria mais rápida tem cockpit coberto.

  • Que bom que a FIA já anda fazendo testes sérios e não apenas estudos de design. É importante ver os ganhos e perdas de segurança com essa opção. Muita gente reclama da descaracterização do carro e da estética, mas isso deve ficar abaixo da segurança. Um ponto importante é o custo. Não sei o quão mais caro seria essa cobertura. Sabendo que se for adotado escala de produção custos automaticamente caem. De toda forma, acho que mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer com todos os veículos formula, visto o que vem ocorrendo com os LMP.

  • Estranhos os testes: a barra usada para lançar as rodas muda a massa que atinge as proteções da carlinga. E, fixa-las no chão também gera uma situação impossível de se encontrar nos carros, que absorveriam parte do impacto por estarem soltos do chão, e terem suspensão, rodas e pneus na interface com o chão. Me pareceu pouco representativo de uma situação normal.

      • Exatamente: tanto a fixação no solo quanto o aumento de massa agravam o impacto, logo é um teste válido. Se a bolha aguentou, teoricamente aguentaria melhor ainda com o amortecimento no carro, e sem a barra.

        Mas dá pra questionar esse teste no sentido de que nem todo choque será contra um pneu, que além de ser absorvente, distribui o impacto por uma área maior do que se comparado à um objeto sólido e pontiagudo de mesma massa.

        Acho que a bolha tem o risco de complicar a segurança no caso de um incendio, podendo até ser a causa de acidentes por conta de eventuais problemas com visibilidade.

        Não tem como zerar os riscos. Só transferindo a competição pra videogame…

  • Quanta frescura! O que mais irão implantar depois, ar condicionado? Sistema de som Bose com 10 alto-falantes? O som baixinho do motor já nem impediria mais que se ouvisse uma boa música durante a pilotagem; agora com canopi, então, vai ser espetacular.

  • Uma solução muito simples seria uma estrutura em “V”, onde cada ponta seria fixada com uma articulação um pouco a frente da abertura do cockpit e o vértice ficaria preso acima da cabeça do piloto. Neste vértice teria uma trava que se soltaria e a estrutura em “V” se articularia para a frente, para a entrada e saída do piloto. Não impediria a entrada de objetos pequenos como a mola do Massa, mas livraria dos maiores e potencialmente mais fatais.

  • Essa segunda solução que se deforma parece bem eficiente. Antigamente um cockpit fechado seria perigoso num monoposto pela dificuldade de sair e alta ocorrência de incêndios. Hoje os incêndios são muito raros, acho que vale a pena.

  • É um assunto polêmico, sem dúvidas, com argumentos bons (e ruins) dos dois lados. Se pensarmos que a solução seria uma proteção para os carros fórmula, o que dizer então dos pilotos de motociclismo, que a proteção é o próprio corpo? Penso que, a partir do momento que você entra em um bólido, que anda a mais de 300 km/h você automaticamente corre risco de morrer. Então eliminar os riscos a zero eu acho que é impossível. Particularmente não gosto da ideia da cabine, pois descaracterizaria os carros formula. Logo descobrirão que todos os acidentes no automobilismo tem a ver com a velocidade, então irão colocar radares nas pistas…

  • A questão é que o equipamento teria que também poder facilitar a saída do piloto em caso de incêndio ou fumaça, Não adianta coloca-lo em cápsula de segurança se o piloto fica preso sem poder sair.

  • Entendo que no fim do dia deve acontecer sim e estou de acordo que teria salvado o Massa e o Wilson, mas seria soh para a F1? ou tambem para a F-E, F-3, world series, Indy, GP2, GP3 e todas as outras de cockpit aberto.. (lembro que o filhos do John Surtees morreu em uma categoria menor) Em caso positivo os custos seriam astronomicos e possivelmente encurtaria muito os grids. Tenho muitas duvidas porque em mais de 50 anos me lembro do caso do Massa, Surtees, Tom Pryce e este do Wilson.. (nao considero o Biach como um caso desses) e nao lembro de mais nenhum.. se foram soh estes a estatistica age contra a adocao de tal equipamento.. O risco eh parte do negocio.. no rumo que esta indo a Volta da França sera mais perigosa que a F1.

  • boa noite Gomes e galera.

    e evidente que esta proteçao e Eficiente em alguns casos…agora os Deuses da velocidade… quando querem levar para outro plano… qualquer piloto de 2 ou 4 rodas…Nada a Fazer…nenhuma proteçao adianta…ate o… ET SENNA… foi terrivelmente Abatido …valeu.

  • Considerando os casos de Massa, Bianchi e Wilson acho que a cobertura teria amenizado de forma bastante significativa os danos, mas, no caso de Bianchi que acertou um objeto de massa muito grande e estático a cobertura teria menos eficacia. Nos dois primeiros casos é provável que o objeto tivesse sido desviado, no terceiro a cobertura teria de suportar o impacto para proteger o piloto.

    Mas é claro que a cobertura não faz milagres, a pesar de ser possível formar um cockpit mais rígido dadas as propriedades físicas de um objeto totalmente fechado, em casos como o de Hinchcliffe que teve a perna perfurada por um braço de suspensão e a morte de Dan Wheldon, ambos foram frutos do perigo inerente a esse tipo de esporte.

  • Complicado isso… acho que sim, pelo menos para os amantes do automobilismo. Por outro lado, aparentemente o espectador “comum” gosta de ver o circo pegar fogo. Eu acho que o que mais afasta este público do automobilismo é o exagero – burro – com a segurança. Torna as corridas chatas, o sujeito pensa que se não risco até ele teria coragem de estar por lá, estas bobagens, o cara quer idolatrar, tipo gladiadores, um horror.

    Como já quase não é possível ver os pilotos “atuando” de tão enfiados que ficam no cockpit, afinal é esta a intenção dos carros abertos, porque não cobrir?

    Mas também tem o imponderável da silva, o trator, o poste do Dan, morrem na Nascar! Difícil mesmo, penso que o único argumento que não é válido é o de que pode piorar a segurança em casos de capotamento com incêndio, na boa, isso não existe mais, ou quase, piloto preso e tal, não acredito que seja possível hoje em dia.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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