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quarta-feira, 19 de julho de 2017 - 12:31F-1

PLANO B, C, D…

nasrsemteste

RIO (quase glacial) – Felipe Nasr já sabe que as coisas na F-1 estão muito difíceis. Quase impossíveis. Esteve em Silverstone, como diz o Grande Prêmio, “para ver e ser visto”.

Não adianta muito, a essa altura. A fila andou para ele, como já andou para vários jovens que tiveram passagens breves pela categoria nos últimos anos. Alguns resistiram um pouco mais, outros menos. Em comum, na lista abaixo, o fato de que nenhum deles voltou, ou voltará. Vejam se falta alguém:

Klien, Petrov, Buemi, Alguersuari, Senna, Di Grassi, D’Ambrosio, Merhi, Rossi, Stevens, Gutiérrez, Di Resta, Sutil, Kobayashi, Vergne, Pic, Van der Garde, Chilton, Harianto.

Fiz essa lista de cabeça, começando mais ou menos em 2010 — não fui consultar as datas, apenas me lembrei dos pilotos. Boa parte dessa turma se arranjou em outras categorias, como Indy, WEC, DTM e Fórmula E. Há vida fora da F-1, frase que todo mundo que sai precisa compreender antes de cair em depressão. Ela pode não ser tão glamourosa, midiática, milionária, mas é boa — Alonso que o diga.

Nasr fala em plano B, C, D, E… É isso. Se o A é a F-1, esquece. Não por falta de talento, ou coisa que o valha. Faltam lugares e oportunidades para dezenas de pilotos como ele que estão pipocando por aí. O brasileiro não é especial apenas por ser brasileiro. Teve sua chance, foi bem no primeiro ano de Sauber, foi discreto no segundo, não encontrou os meios para permanecer — que incluem financiamento e relacionamentos –, a F-1 o expeliu, não precisa morrer por causa disso.

Há vida fora da F-1, mas para vivê-la é preciso procurá-la.

27 comentários

  1. rama disse:

    É duro ver o Nasr, Grassi e Koba fora enquanto passam Magnussen, Ericson, Palmer. Acho que Nasr estava, mesmo iniciante, melhor que Grosjean ou outros desses que estão no Grid. Se comparar Grosjean com Nasr na mesma etapa de F1 então, aí lasca tudo.

    Mas é como Flávio disse, o bonde passa rápido e o piloto tem que ter o apoio de diversos fatores financeiros.

    Mesmo Piquet (que a Parmalat usou bem sua imagem no Brasil), Senna (tinha apoio forte do Banco Nacional), Senna, enfim, todos os grandes eram bem patrocinados em seus países. E o marketing fica atento. Se Nasr fosse bem avaliado no Brasil, sendo um mercado importante, teria ficado. E se, claro, sempre o se, tivesse feito um pouco mais no segundo ano.

  2. charles disse:

    Esses playboyzinhos metidos a piloto são o que mais tem, quanto à talento, débito total

  3. João Ferreira disse:

    Se este piloto fosse bom mesmo, teria desistido da Formula 1 de vez e escolhido outra categoria, como WEC, Formula-E, Indy, WTCC, qualquer outra.

    Mas prefere esperar uma vaga na Formula 1, é uma pena…

  4. Thiago disse:

    Mas a vaga da Force Índia não era dele? Hehehehehe

  5. guest disse:

    Pastor Maldonado estaria nessa lista?

  6. Anselmo Coyote disse:

    Eu achei os projetos bonitos, legais.
    Mas fico lembrando quando na década de 70 eu assistia ao desenho dos Jetsons e seus carros voadores projetados para o ano 2000.
    Abs.

  7. Anselmo Coyote disse:

    Talento para equipe grande não sei se tem. E para as nanicas só mesmo levando muito dinheiro. Difícil. Começar a pensar fora da caixinha, quero dizer da F1, é um começo. Um recomeço. Como diz o ditado, “Se todos fossem artistas não haveria platéia.”.
    Abs.

  8. Paulo Fonseca disse:

    Prezado F&G : Parabéns pelo comentário, você foi simplesmente correto e honesto, sim existem várias opções automobilismo autêntico de verdade é no USA, o Felipe precisa experimentar uma temporada da Nascar, depois vai ter quilometragem para arriscar uma F-Indy, uma boa alternativa.

  9. Pobre Nasr mal sabia que estava selando o fim da sua carreira na F-1 com aquele nono lugar no GP Brasil 2016. Do jeito que tá deve ser o Plano Z, provavelmente a Stock Car Brasil.

  10. moisesimoes disse:

    – Com mais Piquet Jr., Maldonado (o que anda fazendo, além de gastar dinheiro?) e Luis Razia, já dá pra montar um grid de F1. Ou F2? A exceção da lista talvez foi Koba que voltou mas não volta mais, eheheh.

    Eu mudei a minha visão sobre um piloto ser bom ou ruim numa equipe ruim. E isso começou quando eu torcia descaradamente pelo Roberto Pupo Moreno. Torcia pelo cara mostrar seu valor em carros horrorosos. A F1 foi cruel com Moreno e outros pilotos e ainda é cruel. Aí eu fiz a pergunta: E porque só pilotos brasileiros podem ser relevantes em equipes pequenas?
    Muitas coisas ainda se tornaram piores hoje com garagistas raros, orçamentos altíssimos e regras que limitam os testes de novos pilotos e o mais complicado, a presença de pilotos pagantes. Os caras não tem tempo pra desenvolver a habilidade de andar num F1 e já tem que chegar fazendo mágica com esses carros que so servem pra completar grid. Por isso, sendo pagante, o piloto corre com menos pressão, sendo um aspecto nem sempre ruim. O último piloto que saiu de equipe nanica pra uma mais ou menos, que eu lembro, foi Ricciardo mas o cara já tava amarrado com a RBR.

    No mais, eles são descartados e ainda tachados de ruins, que não prestam só porque nao nasceram num berço esplêndido. E o pior: se não é sucesso na F1 não presta pra mais nada. E pior ainda: se não prestar na F1,talvez funcione em uma categoria inferior qualquer. É assim que a maioria pensa. Claro que tem os caras que nao são do ramo, mas e dai? Pra isso existe o décimo primeiro pra cima. E de fato, com orçamentos menores e mais tempo pra adaptação, menos pressão e regulamento técnico mais simples, os caras conseguem se dar bem e mostrar seu valor.

    Kvyat, Palmer e Ericksson devem se juntar a eles. Justo? Bem feito? Honestamente eu nao sei. Palmer e o sauberiano talvez, sim. Sim. No caso de Nars, também não sei. Fico com a impressão de que ele merecia mais um ano. Assim como tenho certeza de que, caso estivesse no lugar de Ocon estava apanhando do Sergio Perez até por dento dos zóio, como diz a minha vó.

  11. Alexandre disse:

    Na Formula 1 atual, para um brasileiro entrar tem que se destacar nas categorias de acesso, inclusive porque nas grandes equipes, a fila já está grande com os pilotos já em fase de testes: Charles Leclerc, pela Ferrari, o Antonio Giovinazzi, que correu este ano pela Sauber e também na Haas em treinos livres, o Lucas Auer que testará pela Force India em Hungaroring, o Sergey Sirotkin pela Renault, o Alfonso Celis Jr. também treinou pela Force India, o Kubica, que ainda é incógnita mas pode ocupar qualquer cockpit pelo talento – fisicamente ainda não foi testado na F1 2017.

    Pelo tamanho e qualidade da fila, algum piloto brasileiro que queira entrar na F1 furando essa fila tem que ter muita grana e ganhar títulos nas categorias de base, como Lance Stroll que ganhou a F4 italiana em 2014, a Toyota Series em 2015 e a F3 Europeia em 2016. E no ano de 2015 entrou no programa de desenvolvimento de jovens pilotos da Williams.

    Nenhum desses títulos é certeza de que o piloto será bom na F1 – vide o Stroll, mas atualmente, não há um brasileiro com chances de título na F3 (tanto a europeia quanto a inglesa) ou na F2, que são as maiores vitrines. Os pilotos brasileiros mais perto de títulos são o Pietro Fittipaldi na Formula V8 3.5 – mas o grid tem 12 pilotos, sendo que um de 51 anos e o Felipe Drugovich, na F4 alemã, que eu seu segundo ano na categoria pode vir a conquistar o título.

    E concordo que os pilotos têm que perceber que há vida fora da Fórmula 1 e pode ser muito divertida e muito mais competitiva.

  12. Antonio Seabra disse:

    Flavio,

    No que tange a talento, alguams considerações: quando um piloto jovem demonstra talento suficiente, mesmo em equipe pequena, a F1 não o expele. Exemplo: Alonso na Minardi, Raikkonen na Sauber, Vettel na Toro Rosso, Ayrton na Toleman, Piquet na Ensign, Schumacher na Jordan.
    Outro ponto a considerar: o grande adversario de Nars na GP quem era mesmo ???? Ah…Jolyon Palmer !!!!
    Em seu segundo ano na Sauber Nars foi sistematicamente batido por … Ericsson !!! Ericsson quem ????
    Será que dá pra tirar alguma conclusão ???

    • CHAGAS disse:

      Comentário mais ridículo que já vi. Primeiro porque você esta querendo comparar Nasr com gênios do automobilismo, óbvio que se ele tivesse esse nível não estaríamos discutindo o futuro de Nasr, mas sim quantos títulos ele colecionaria na categoria. Segundo porque seu comentário tende a dizer que Ericsson é melhor. Deixe mostrar alguns números. Ano 2015 Nasr 13º colocado, Ericsson 18º.- Ano 2016 Nasr 17º colocado, Ericsson 22º, isso sem contar que Ericsson tinha uma temporada como titular na F1 enquanto Nasr debutava. Ericsson disputou 5 anos de GP2 sem ganhar porcaria nenhuma e Nasr correu 3 anos disputando título em 2 deles, como você observou em uma delas lutando com Palmer, mas lembre-se que em categorias inferiores nosso grande Senna, lutou ferozmente com Blundle e o que fez Blundle na F1??? Palmer foi bem nas categorias inferiores mas não tem nível para F1, assim como Blundle. Então tirando a comparação Palmer/Nasr, suas demais linhas beiram o ridículo, não dá pra levar a sério.

    • Zé Maria disse:

      Na mosca!
      Perfeita a sua análise!
      Nars é só mais um, igual a tantos que já passaram e não ficaram na F1.
      Posso assinar embaixo?

    • Anselmo Coyote disse:

      Exato.
      Onde as coisas são decididas em milésimos de segundos e em curtíssimo tempo por questão de sobrevivência as pessoas que investem milhões de euros se tornam experts em farejar num tempo de um flash quem realmente faz a diferença.
      Abs.

    • Alemão disse:

      Nars é um piloto mediano , como muitos outros, mas parece que era uma pessoa dificil, meio arrogante! Tomou pau do Sueco “franja” playboy o ano inteiro e só andou melhor em Interlagos. Teve dois anos para mostrar e garantir sua vaga…vacilou! Como comentaram acima, piloto bom mostra serviço logo de cara!!…como Alonso na Minardi! Este Ocon tá mostrando serviço e dando canseira no Perez!!

  13. Glauco Tavares disse:

    Faltam aí Piquet Jr e Karum Chandook. O próximo à engrossar a lista certamente será Palmer.

  14. Lucas Soares disse:

    Lembrando que Sutil, Sutil, Kobayashi, Senna e Kovaline foram e voltaram. Mas no caso do Nars Indy seria um ótimo caminho.

  15. Ricardo Talarico disse:

    Da sua lista, só o Kobayashi pode ser considerado (na minha opinião) um piloto digno da Fórmula 1.

    • Leandro disse:

      Sutil também fez boas corridas.

    • Luigi disse:

      Concordo , e digo mais , Se a Willians tivesse Kobayashi, e Alonso ou Sains, tenho certeza que estaria disputando com RedBull a terceira força ,entre as equipes.
      Mas brasileiro quer por o resultado insatisfatório por conta da equipe e nunca por conta da pouca ou inexpressiva combatividade do piloto mais experiente do time, que a seu favor só tem de destaque as boas largada , após ,ou estabiliza aonde está ou é sucessivamente ultrapassado por pilotos com equipamentos iguais ou inferiores, mas mais decididos, quando , por algum acaso tem alguma disputa, não posso informar quando foi que não “afirmou”, pois das poucas que vi, ele afirmou. Mas sempre tem a desculpa da baixa ou alta demais , temperatura dos pneus.
      Está desculpa, deveria entrar no Livro dos Recordes, por ser a desculpa que um único piloto, de equipe tradicional vem utilizando para justificar maus resultados. Pois vem sendo usada pelo mesmo piloto desde que era piloto de outra tradicionalissima equipe.
      Quanto ao Mars, acredito que seja objeto de matéria, por absoluta falta de assunto sério a ser veiculado. Pois ele não passa de um Palmer brasileiro.

    • Igor Dusse disse:

      Eu colocaria o Buemi (inclusive de equipe grande para vencer campeonatos) e o Sutil também.

  16. Tiago disse:

    Torço para o automobilismo brasileiro, mas fica difícil para alguma empresa (não estatal) patrocinar algum piloto se os próprios brasileiros denigrem a imagem do piloto. Que empresa quer estar associada a um piloto que é avacalhado na internet?
    As viúvas só lembram do Sr. Silva.
    Penso que as oportunidades existem, mas o mal do brasileiro é o brasileiro.
    Sucesso ao Nars!

  17. JR disse:

    Depois que o Ayrton morreu, começou um processo de esvaziamento do interesse na F1 no Brasil, mais tem outras categorias como WEC que são ótimas e tem diversos pilotos brasileiros lá. Na F1 o investimento é muito alto e o piloto pelo menos no início de carreira têm que ter ótimas empresas ou um pai rico dispostos a investir sem retorno no início. Acho melhor ele seguir o mesmo caminho do Lucas Di Grassi, Bruno Senna, Pipo Derani e outros.

    • Wanderson Marçal disse:

      O WEC tá morrendo. A Porsche cogita sair e a Toyota não vai correr sozinha na LMP1. A P2 tá bem mais legal. E o futuro é o protótipo dos EUA, a IMSA, que é bem mais barata, competitiva e tá recebendo todas as montadoras de peso. WEC já era.

  18. CHAGAS disse:

    Uma pena. Muito melhor que o Ericsson, que ficou por causa da grana.
    Agora imagine se fica o Nasr para correr junto com o Pascall. O pega ia ser parelho, mas já pensou se Nasr termina a temporada na frente do queridinho de Wolf?
    É…. nesse caso um detalhe tirou uma chance de um brasileiro lutar por titulo em 2019 ou 2020.

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