A NOVA RED BULL

A

RIO (o futuro é logo ali)Red Bull e Aston Martin anunciaram hoje uma parceria que vai além do novo nome da equipe para 2018 — o time será inscrito como Aston Martin Red Bull Racing. Mais de 100 empregos serão criados e a fábrica de Milton Keynes será ampliada para que entre em produção o superesportivo desenvolvido pelas duas empresas. A partir de 2021, dependendo do rumo que tomarem as discussões sobre os novos motores da F-1, a Aston Martin pode ampliar a parceria passando a construir suas próprias unidades de força.

O que vai acontecer com a Red Bull é um pouco do que já está em curso em outras equipes inglesas que não nasceram de montadoras de automóveis, a Williams e a McLaren. Tornaram-se empresas de tecnologia com um mercado que vai muito além das pistas de corrida. A Fórmula 1 é apenas mais um negócio. Arriscaria dizer que, em pouco tempo, não será sequer o principal.

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Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

23 Comentários

  • Falando em Red Bull, Flávio vc vai escrever algo sobre a Toro Rosso ter anunciado Gasly como substituto de Kyviat, já a partir do Próximo GP. E com a Honda como fornecedora de motor da Toro Rosso em 2018, será que Gasly continua ou a Honda irá exigir um piloto japonês?

  • O tiro foi dado no escuro, há a possibilidade de acertar ,mas a Honda ,com uma história passada de vitórias na categoria ( tiro as claras) até o momento ,vem pensando para fazer uma unidade motriz adequada, a Aston Martin só é conhecida mundialmente pelos filmes de 007, experiência na categoria não tem nenhuma, a única vitória em uma prova de relevância em categoria top foi em 1959 nas 24 h de Le Mans. Onde venceu na geral com Carol Shelby e Roy Salvatore, mas acho que nunca se aventurou em monopostos.
    Vamos ver o que irá acontecer, quem sabe?
    Se eles tinham a intenção de entrar na categoria , isto já seria motivo de tratativas a muito,muito tempo. Se Mário ilen estiver no projeto, já será algo a se considerar como positivo.

  • Importante falar que a Mercedes tem 5% das ações da Aston Martin e aí pode estar a sacada para fornecimento de motor para RBR em 2019 quando a Renault deixar de fornecer motor para a RBR. Nem que este motor seja batizado de AM.
    E em 2021 aí sim, a RBR e AM podem construir algo juntos.

  • Por falar em futuro, acho que a F1 voltará a ser – que ironia – o que foi em um passado longínquo, tipo lá na década de 30 até os anos 50, quando corrida de automóveis era um passa – tempo de gente rica que tinha uma vida tediosa. Cada vez tenho mais saudades de quando o campeonato tinha sua espinha dorsal europeia, Por falar em futuro e passado Flávio, eu gostaria de propor uma brincadeira com o pessoal do blog. Como seria o campeonato de F1 conforme a vontade da blogaiada? Teria que ser no mínimo 15 e máximo de 20 corridas, escolhendo países e circuitos. O meu seria: GP Argentina(Oscar Galvez) – GP Brasil( Interlagos) – GP México( Hermanos Rodrigues) – GP EUA ( Watkins Glen ) – GP Canadá(Morsport park) – GP Monte Carlo (Mônaco) – GP Europa (Ímola) – GP Itália (Monza) – GP Bélgica ( Spa) – GP Holanda ( Zandvoort) – GP Autria( Zeltveg) – GP França ( Dijon) – GP Alemanha (Nuburgring) – GP Espanha ( Jarama) – GP Portugal ( Estoril) – GP Hungria ( Hungaroring) – GP África do Sul ( Kyalami) – GP Japão ( Suzuka). Esse seria um belo campeonato ao meu ver 18 provas e circuitos tradicionais. Fica a idéia Fla´vio.

  • Eu acho que a Red Bull vai de 2019 con Astin Martin, comecaron no ano pasado!! Olharon Renault, olharon Honda, tem grana os dois!! e parceria con a Ilmor! Tomara que sim!!! abraços Flavio desde mexico de este uruguaio que ten saudades de Moema!! O melhor pais do mundo!!

  • Já não é, né?
    Os caras vendem latinha de refri esquisito com gosto de pot pourri, a F1 e os esportistas extremos/de ação/seja lá como se chama isso hoje me dia são a propaganda.
    E ainda bem, que funciona. a marca Red Bull, no final, acaba pondo grana em muita coisa legal e ajuda a manter umas doidices rolando.

  • Flavio, é arriscado dizer que, no sentido que as coisas vão, a formula-e tende a ser o foco principal das equipes já que somente os motores são desenvolvidos?
    Falo isso porque acredito que as questões aerodinâmicas dentro das categorias e suas regras já tenham, digamos, saturado. Então não teriam “sentido” estudos aerodinâmicos para competição se o foco agora é aprimorar a tecnologia elétrica.

    • Na minha opinião o que mais trava a Formula E são as baterias. Ter que trocar de carro no meio da corrida é a coisa mais broxante do mundo. Tudo bem trocar o piloto como no WEC, mas trocar de carro?

      Isso é uma limitação tecnológica que o pessoa da Formula E está trabalhando para resolver. E isso vai passar pela aerodinâmica porque quanto menos arrasto esses carros gerarem, menos bateria consumirão. Embora nas esquinas que os F-E tem que virar, aerodinâmica conta pouco. É como andar com um superesportivo na cidade.

      • Exato, Fernando.

        Mas quando me refiro a aerodinâmica, digo que não é mais o foco das equipes, mas sim da categoria.
        As equipes desenvolvem os motores e a mecânica.

        Digamos que é como uma Indy.

        abraço!

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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