SO LONG, SEPANG (1)

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RIO (ah, as madrugadas…)Chuva de manhã, pista seca à tarde. Red Bull bem no molhado, Ferrari no seco. Mercedes mal nas duas condições. E Alonso bem em ambas. É um bom resumo do primeiro dia de atividades em Sepang, que se despede do Mundial neste fim de semana. O GP da Malásia será disputado pela última vez, o que me traz certa melancolia — porque, apesar de tudo, a pista é muito boa.

Um bueiro, vejam só, abreviou o segundo treino e arrebentou o carro de Grosjean, que pegou a tampa solta no meio da zebra e se espatifou. Essas coisas não podem acontecer, são perigosas demais. Massa vinha logo atrás e temeu ser acertado por algo maior que a mola que o tirou de combate por meses na Hungria, em 2009.

Como a culpa do acidente não foi do piloto francês, a direção de prova liberou a Haas para reparar o carro durante a noite, o que já é proibido tem um tempo — mecânicos têm horário para encerrar os trabalhos. É justo.

Os resultados gerais animam um pouco Vettel e a turma de Maranello, mas é sempre prudente esperar um pouquinho antes de comemorar. Os sábados dos mercêdicos são normalmente bem melhores que as sextas-feiras.

Ocorre que há previsão de chuva também para os dois dias restantes, e nesse caso quem aparece com chances de algum brilhareco é a Red Bull. Verstappen, especialmente, que para mim é, hoje, o melhor piloto de todos na chuva.

Outro que tem andado bem na água é o jovem Stroll, maior calador de bocas da temporada. E Hamilton deixou o autódromo preocupado com os resultados. “Temos de rever tudo”, falou.

E agora vamos correr porque o dia será longo.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

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Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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