HELINHO

RIO(recomeço) – Já se imaginava que isso iria acontecer, e um dia tudo acaba. Hoje a Penske anunciou que a trajetória de Helio Cas Troneves na Indy chegou ao fim. A partir do ano que vem ele se junta a Juan Pablo Montoya e Dane Cameron para guiar o Acura da equipe no SportsCar, o campeonato de endurance dos EUA.

Helinho estreou na Indy em 1998. Foram 20 temporadas, 18 delas pela Penske. Não ganhou títulos, o que pesa contra. Mas venceu as 500 Milhas de Indianápolis três vezes, o que pesa muito a favor. Aliás, o afastamento da Indy só não será integral porque ele vai continuar correndo esta prova. Tem 42 anos e, numa categoria menos exigente fisicamente, mais uns três ou quatro de vida útil nas pistas tranquilamente.

Pelo que sei, ele não queria deixar os monopostos. Todos resistem aos pontos finais na vida. Mas, na maioria das vezes, eles apenas encerram um ciclo, para começar outro.

Assim é. Acho.

heliopenske18

Comentários

  • O Helinho virou um piloto previsível na Indy fazendo corridas regulares disputando o título de vez em quando de forma discreta ultimamente e vencendo um GP de forma cada vez mais rara como foi no caso dessa última em Iowa 2017 três anos depois. Com sua carreira longa na Indy os seus números não são ruins ficando com um saldo total entre a Cart e IndyCar Series de 30 vitórias, quatro vices e três 500 milhas de Indianápolis onde pode se dizer que foi sua consagração máxima, tanto que ainda vai tentar mais alguma coisa depois de dois segundos lugares frustantes em 2014 e 2017.

  • Pelo visto… só teremos Tony na Indy em 2018… Com relação ao Hélio, ele chegou perto do título em 2006, na última corrida… mas dizem que ele só não foi campeão por causa do Tony (só lembrar que vários ultrapassaram o Bahiano… mas ele não permitiu que Helio fizesse o mesmo)…

  • Pelo jeito… só teremos Tony na Indy em 2017… Só para constar… dizem que, em 2016, Helio só não foi campeão por causa do Tony (na última corrida, vários passaram pelo bahiano… e ele não permitiu a ultrapassagem do Helio…)!

  • Tem muito piloto que ganhou campeonato da Indy, mas não 500 milhas, que se pudesse trocaria o título dele na Indy por uma das três vitórias do Helio rs. Estou na casa dos 40 anos e acompanhei o momento em que a Indy parecia que tinha tudo pra rivalizar mesmo com a F1 – principalmente quando em 93 Mansel, que tinha sido campeão da F1 em 92, foi pra lá e se sagrou campeão. Mas infelizmente brigas puseram tudo a perder.

  • Ganhou Indianápolis 3 vezes, largou na pole outras 4, quase 30 vitórias na Indy, correu na lendária Penske alvirrubra, criou identidade com os torcedores escalando as grades de autódromos EUA afora, foi preso, foi solto, ganhou “Dancing with stars”, enfim, definitivamente é um cara que não vai ser esquecido tão cedo.

    Sonegações a parte, com certeza terá seu nome escrito nas principais páginas do automobilismo brasileiro.

    Grande piloto, que seja feliz correndo endurance e quem sabe disputando a Stock por aqui.

    • Pelo menos deveria ter seu nome escrito, com todos os méritos. Eu assino embaixo do que você escreveu.
      Mas, infelizmente, aqui na Propinolândia, só contamos títulos. De F-1. De segundo pra baixo não conta. E outra categoria, muitos acham que só existe o que passa domingo de manhã na tevê aberta, mesmo quase todo mundo tendo tevê paga (a cabo ou a gato, tanto faz). Aí é que não conta, mesmo.
      Talvez ele seja muito mais lembrado, admirado e respeitado nos EUA do que é aqui.

  • Saber a hora de parar é para os sábios. Não parece ser o caso do Castroneves. A idade avança e o desempenho na pista deixa clara a curva descendente. Larga o osso e vai curtir a vida, rapá!

    • Sim, ele ganhando milhões, sendo ídolo nos EUA, sendo casado com uma mulher espetacular e sendo empregado da Penske, não é sábio. Sábio é o japonês brasileiro, de classe média, que tem que levantar cedo pra trabalhar todo dia, pra no fim de semana se divertir comendo frango assado assistindo Faustão.

  • Não ganhou título da Indy? Só lamento para o campeonato da Indy! Um dos grandes pilotos brasileiros, pode sentar a mesma mesa dos maiores. Os três anéis quadriculados de Indianápolis dizem tudo.

  • O ruim além da saída do Helio Castro Neves da Indy é o fato de que possivelmente não tenhamos nenhum brasileiro ingressando na categoria ! Assim , como na Formula 1, não teremos brasileiros disputando títulos internacionais de relevância em 2018, a não ser que alguem considere como automobilismo de verdade, aqueles feios carrinhos elétricos ! Talvez daqui a 10 anos, talvez !

    • O Leist deve pintar nos próximos anos e o Nasr foi pro IMSA pra usar como porta de entrada pra Indy. E tem o Victor Franzoni que fará a Indy Lights. Tem uma galerinha aí… E o TK ficará na Foyt até pelo menos 2019.

  • Nesse ano O Helio deu um verdadeiro show nas 500 milhas de Indianápolis. Fecha um ciclo e abre outro. Que continue a se divertir.

    Acho que o cara é mais valorizado nos EUA do que em Terras Brasilis.

  • Helio é um cara esforçado, um bom piloto e um ótimo piloto em Indianápolis. Mas é isso e é só. Em 2001 e 2002 ganhou as 500 com um carro muito superior à concorrência (a Penske tava saindo da CART e tinha uma estrutura muito superior ao povo da IRL). Nos anos seguintes se manteve como um dos principais pilotos da categoria, mas muito acredito eu pela fase ruim dos monopostos nos EUA. Se você comparar o grid da Indy/CART no final dos 90 e da Indy/IRL no final dos 2000 a diferença é brutal.

    Quando a categoria começou a se reerguer ele foi ficando pra trás (também pela idade) e já há alguns anos não é mais piloto top. Mas deixou seu nome marcado: um dos grandes da Indy500; mas não um dos grandes da Fórmula Indy.

    • Não parece muito justo desmerecer ou minimizar as 2 primeiras vitórias do Hélio em Indianápolis. Sim, dirigia pela equipe mais estruturada, mas ganhou do companheiro de equipe e de mais 31 pilotos, num circuito onde tudo pode acontecer e a prova tem duração muito longa. Não tenho idade suficiente nem há documentação farta a respeito, mas quantas vitórias do A.J. Foyt, Mears e Unser Sr. também não foram conseguidas em condições muito favoráveis? Também ninguém desmerece a vitória do Clark em 65, ou coloca o sucesso apenas no carro. Ou do Hill, um ano depois, havendo a suspeita de que houve um erro de cronometragem e nem em primeiro ele realmente chegou. Analisando fatos mais recentes, o Buddy Rice ganhou em 2004 mas quem mandou na corrida foi o Tony Kanaan, assim como quando o Villeneuve ganhou quem dominou a prova foi o Scott Goodyear… E o Dan Wheldon, que ganhou em 2011 mesmo tendo liderado só uma volta (obviamente a última) da prova? Resumidamente, se for pra ser justo temos que analisar os números e estes colocam o Hélio com um dos grandes da Indy 500. Ponto.

    • Assino embaixo.

      Me arrisco a dizer que Barrichello e até mesmo Massa foram pilotos superiores.

      No entanto, é inegável que o Helinho tem o dom de crescer nos momentos decisivos, além de ter se transformado num tipo de especialista em Indianápolis… Basta lembrar que foi um dos únicos Chevrolet competitivos na edição deste ano.

  • Essa coisa de ser campeão da Indy e vencer em Indianapolis é bem ilustrada pelo Michael Andretti., que é mais lembrado pelos azares que teve nas 500 milhas que nunca venceu do que pelo título do campeonato em 1991.

  • A Indy perde, mas a SportsCar ganha. Inclusive, já me inscrevi no canal deles no YT pra acompanhar as corridas do ano que vem. Promete ser um campeonato interessante, em pistas com bastante história.