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Tuesday, 8 de January de 2019 - 1:33F-1

A QUEDA

arrivafrase

RIO (desliguem o maçarico de noite, pelo menos!) – Não se pode dizer que os quatro anos de Maurizio Arrivabene no comando da Ferrari tenham sido um fiasco total. Ele pegou a equipe depois de uma temporada, 2014, muito ruim: nenhuma vitória, nenhuma pole e apenas o quarto lugar no Mundial com 216 pontos — atrás da campeã Mercedes, que fez 701, da Red Bull e da Williams.

Em 2015, o time venceu três vezes, fez uma pole e terminou o ano com o vice-campeonato de Construtores (428 pontos, contra 703 da Mercedes). O ano de 2016 foi ruim de novo, sem vitórias ou poles e um decepcionante terceiro posto entre as equipes com 398 pontos. A Mercedes, campeã mais uma vez, fez 765 — a Red Bull foi a vice. Em 2017, reação respeitável: cinco vitórias, cinco poles, mais um vice com 522 pontos, contra 668 dos alemães prateados. E no ano passado, finalmente, um bom campeonato com seis vitórias, seis poles, 571 pontos e outro vice — a Mercedes fez 655.

No total, 14 vitórias, 12 poles e três vices. É pouco diante do que a Mercedes conquistou, mas pelo menos os ferraristas sonharam com o título até a metade das últimas duas temporadas, quando a equipe de Hamilton engrenou inapelavelmente. Já é alguma coisa.

Culpa dele que a maionese desandou duas vezes — como é quase sempre do técnico a responsabilidade pelos maus resultados no futebol?

Mais ou menos. Arrivabene não é um quadro técnico. Veio da Philip Morris, homem de marketing mais do que da graxa. Mas, do seu jeito, tentou endireitar as coisas. O problema é que domínio que a Mercedes impôs à F-1 a partir do início da era híbrida derruba qualquer um nas hostes rivais. Junte-se à dificuldade de bater um adversário fortíssimo a traumática e inesperada morte, em julho, do presidente Sergio Marchionne para tumultuar ainda mais o ambiente. Arrivabene era homem de confiança do “capo” de Maranello. Perdeu o chão.

Mattia Binotto, que assume o posto, é o responsável pelos projetos ferraristas desde 2016. Talvez as seguidas derrotas para a Mercedes devam ser creditadas mais a ele do que a Arrivabene. Afinal, é ele quem constrói os carros. Maurizio apenas tratava de fazer a organização funcionar. OK, não soube controlar o emocional de Vettel no ano passado? Pode ser. Mas não é um exagero jogar nas costas dele a instabilidade do alemão, que errou como nunca na carreira ao longo do campeonato?

Creio que sim. De qualquer forma, não chega a ser uma novidade na Ferrari a troca de comando quando as coisas não acontecem como o desejado. Novidade, mesmo, é a empresa ser presidida por alguém que se chama John Elkann, nascido em Nova York, de apenas 42 anos de idade. Tudo bem, ele é neto de Gianni Agnelli — Margherita, sua mãe, é uma das duas filhas do já falecido dono da Fiat –, a “famiglia” segue no comando, mas de boa… presidente da Ferrari não pode se chamar John, muito menos nascer em Nova York.

46 comentários

  1. Alfredinho says:

    É sempre assim. Alguém tem que pagar a conta.

  2. Segafredo says:

    Trocaram o cara errado, kkkkkkk

    #mandaoschukruteFakedeMerdaemboraqueviracampeã……

  3. Danilo A. says:

    A verdade é que a gente não sabe picas do que é que se passa lá dentro… Isso posto, tenho minha opinião (todos têm): Arrivabene é um cara legal e vinha fazendo um baita trabalho. É o técnico que vem fazendo o time jogar bem com consistência mas o título vem batendo na trave. Seria melhor continuar do que fazer mais uma aposta. Foi mal, a Ferrari.

  4. Comentarista Crítico says:

    ZZZZZZZZZZZZZ. Mudança na Ferrari mas o Campeão vai continuar sendo o mesmo. Ver a mesma equipe Campeã até vai, mas sempre o mesmo piloto? É dose! Tem que ter muita coragem pra assistir F1 nesse ano de 2019. Seria tão bom ver as Hamiltetes insuportáveis do Autoracing frustradas mas sei que isso não vai acontecer. E eles vão continuar com malices naquele site. Especialmente um senhor com sobrenome Pachiega(mala sem alça e sem rodinha)

  5. Paulo Pinto says:

    O inverso do ditado também é válido:

    Já se mexe no time que está perdendo.

  6. Amaral says:

    #MaurizioArrivederci

  7. José Augusto Ferrari. says:

    Excelente Mark Webber?

  8. Felipe Fugazi says:

    Será que não limaram o Arrivabene e promoveram o Binotto porque o segundo tentava fazer X ou Y e o primeiro na sua empafia de “otoridade” impedia as medidas pretendidas?

  9. MARCELO JOSE DALBELLES says:

    A diferença do Luca foi manter a estrutura formada , a continuidade que foi a base do sucesso da Ferrari.
    Pelo jeito não aprenderam.
    Lá é como cá!

  10. Abdo Maki says:

    Pra variar o jogo político dentro da Ferrari o derrubou. Ele talvez soubesse que, a morte de Machionne teria como consequência seu fim na Scuderia. Quem sabe outra equipe não esteja precisando de cara como ele para arrumar a casa, né Williams?

  11. CRSJ says:

    A Ferrari está procurando consertar os seus erros de comando mandando o Arrivabene embora.

  12. Chupez Alinso says:

    Capaz do presidente colocar a Ferrari na Indy.

  13. José says:

    O erro da Ferrari foi não ter apostado em um outro primeiro piloto, Vettel ganhou seus quatro títulos em um carro que até sem piloto seria campeão.
    Além disso tem o dna da Equipe e suas trapalhadas quase pastelão.
    Quanto ao Arrivabene cumprimentar, sorrir ou não tanto faz, se sorrisos bobos fossem sinônimo de vitórias Rubens Barriquello seria o maior vitorioso de todos os tempos.

    • Coyote says:

      O que aconteceu em 2007 quando a Ferrari não tinha o melhor carro e apostou no Kimi?
      Em 2008, Kimi como primeiro piloto, várias quebras e trapalhadas da equipe Massa se deu melhor, apesar das próprias trapalhadas e outras da equipe tbm, o que aconteceu? Kimi deu piti e exigiu que Massa afundasse com ele? Não. Definitivamente não. Ao contrário, ele estacionou o carro na China para Massa passá-lo.
      Então o que aconteceu em 2008? Massa passou à frente e disputou o campeonato ponto a ponto, quilômetro a quilômetro, metro a metro, perdendo apenas na última curva da última volta por 1 único ponto.
      É preciso mais o que para dizer que a Ferrari apostou no piloto errado pela segunda vez? Sim, pela segunda vez, porque em 2009, sem capacidade de avaliar o próprio momento, a própria deficiência do carro, os carcamanos quebraram o contrato com Kimi e levaram Alonso pensando que ele faria uma mágica. Não fez, como ninguém faria com aquela carroça – nem o grande Alonso, grande piloto sim senhor, apesar dos pesares.
      Mas a Ferrari tem manias de “salvadores da pátria”. Pensou que Alonso faria mágica e creditou à Vettel e não a Adrian Newey o sucesso da Red Bull. E mais uma vez – olho grande – apostou no piloto errado. Na verdade gostou de dar “asilo esportivo” ao alemão que estava fugindo da Red Bull como o diabo foge da cruz, e essa cruz responde pelo nome de Ricciardo. E não fugiu à toa e sim porque levou a maior surra do segundão.
      E não é só… Ainda permitiu ao bundão vetar o nome de Ricciardo, um pilotaço. Era hora de dizer: Ricciardo é o seu próximo companheiro de equipe e é a sua vez de dar nele o troco sem jogo de equipe. Mas os carcamanos não aprendem nunca. Alisaram a cabeça do rapazinho. Passaram quase 20 anos sem ganhar um título e quase 5 anos sem ganhar uma única corrida e mesmo assim não aprendem.
      Só digo uma coisa… não, digo duas:
      1. LeClerc é segundão e vai comer o pão que o diabo amassou. Posso estar errado? Não. Eu estou avaliando o histórico da Ferrari. Se acontecer diferente disso será um ponto fora da curva, será aquele dado que os estatísticos excluem ao fazerem a “crítica de dados”.
      E a maioria dessas merdas que aconteceu na equipe foram sob o (des)comando de um cara que talvez entenda de marketing de cigarros – eu não fumo Marlboro, fumo Carlton.
      Seria bom esse zé cigarreiro continuar por lá. A Mercedes e eu em especial agradeceríamos.
      Abs.

      • Coyote says:

        … continuando
        2. A Ferrari não pode fazer um carro levemente melhor do que os Mercedões de 2017 e 2018. Tem de fazer um carro 1s mais rápido do que o Mercedão e rezar muito para quebras da adversária, porque o Hamiltão não erra mais, piloto pra baralho e está gostando desse negócio de bater records e virar celebridade…rsrsr.
        Agora fui (sim, sei que fui tarde).
        Abç.

      • Paulo F. says:

        O Hamilton tinha um fantasma. Chamava Rosberg (Jr.). Tremeu e feio com o rapaz loiro. Não tem essa de super-homem não.

    • Pedro says:

      se assim fosse, o excelente mark webber teria sido pelo menos vice-campeão de 2010 a 2014. como sabemos, não foi.

  14. Claudio Cardoso says:

    Primeiro o Kimi, agora o Arrivabene. Crise na Ferrari!

  15. Airton Silva says:

    Maurizio se foi, mas gostaria que a Stefania ficasse.

  16. Lagerbeer says:

    Flavio … diga pra nóis … cadê o Gola pra explicar o que se passa nos bastidores da Ferraru ? rs…

  17. Askjao says:

    Essa eterna “caça as bruxas” das grandes corporações.Não dá resultado, roda; não vai com a cara, roda. Mas apontar apenas para 1 é mais fácil que apontar para toda uma estrutura.

  18. Jose Castilho says:

    Prezado Fabio,
    mudanças são sempre positivas, todos torcemos por uma Ferrari Forte, Um legado de anos em competições automobilisticas.
    Sobre o Presidente da Ferrari – Posso te afirmar que é um apaixonado pela Ferrari e por automobilismo, e irá fazer de tudo para que as vitórias retornem.

    Obrigado,
    Jose Castilho

  19. Marcos Oliveira says:

    Minha opinião? Vettel vai ficar ainda menor no retrovisor de Hamilton ano que vem.

    Apesar de italiano, Arrivabene veio de fora. E a Ferrari só deu certo de verdade, quando teve gente de fora (principalmente quando não eram italianos) no comando.

    Uma pena. Curioso pra saber o que ele vai fazer da vida.

  20. Felipe says:

    Sempre falam de erros do Vettel, mas nunca lembram um monte de estrategia errada da Ferrari quanto a Pit-Stops. Ferrari errou em varias corridas a estrategia.

  21. Alvaro says:

    A Ferrari teve carro melhor do que a Mercedes em poucas corridas que o Vettel não teve competência para converter em vitórias, esse sim o grande culpado. Não acredito que a Ferrari seria campeã este ano frente à dupla Hamilton/Mercedes mas poderia ter se apresentado melhor.
    A falha do Arrivabene foi não aproveitar o cavalo selado do Ricciardo passando na porta dele, a dupla da Ferrari para 2019 deveria ser Ricciardo/Leclerc, o fato de não ter aproveitado a oportunidade, justifica a demissão dele, falha na gestão.

    • Felipe Oliveira says:

      Culpa do Vettel? E o monte de erro de estrategia nos pit stops? Varias corridas Mercedes quase 1 segundo mais rápida, inclusive com Bottas. Vettel se tivesse um carro tão rapido quanto a Mercedes teria ganho, porque até Rosberg ganhou com mesmo carro de Hamilton.

  22. O que também se sabe é que M. ARRIVABENE, não se dirigia aos seus subalternos, não os cumprimentava, não dizia sequer um bom dia aos seus subordinados, nem os “”olhava na cara””, sempre manteve um ar arrogante… quase um “RON DENNIS”, porém, quando se fala de uma atividade esportiva, onde todos são peças de uma mesma engrenagem, tais atitudes derrubam o espírito de equipe e contaminam o ambiente, Quem sabe isto também não ajudou a acelerar sua queda, pois, ao que parece, ninguém mais aguentava a soberba deste senhor. Não sei se tais fatos seriam boatos, mas o constatei em diferentes meios de comunicação e de países diferentes…. deve haver ao menos uma ponta de realidade. Não sei se tal alegação procede Sr. Flávio, talvez o senhor saiba de mais algum detalhe neste sentido.

  23. guest says:

    O tempo dirá, mas acho que a Ferrari perderá com essa troca.

    Ah, o John Elkann é um “bilderberger”.

  24. Jacob Lindener says:

    ” …presidente da Ferrari não pode se chamar John, muito menos nascer em Nova York.” Preconceito isso aí!
    Brincadeiras à parte, não podemos nos esquecer que a fase mais vitoriosa da Ferrari na F-1 foi quando teve um francês chamado Jean como diretor esportivo, um inglês chamado Ross como diretor técnico, e um alemão chamado Michael como primeiro piloto.

  25. Toni Righi says:

    A verdade é que diretor técnico da SF não pode se chamar Binotto. Ele passam a ter mais chances com nomes como Brawn, por exemplo.

  26. Marcelo says:

    O estranho é promoverem à chefe geral um cara que gastou tempo e dinheiro da equipe em 2018 para desenvolver um motor que era fora das regras. Em uma organização séria, esse sujeito deveria ira porta afora e não ganhar promoção…

  27. Giulio Mela says:

    John Elkann (filho de um fotografo americano e Margherita) è um presidente simbolico, ele sò està là pq o filho de Umberto Agnelli (irmao de Gianni), cotado para ser o presidente da Fiat e jà à epoca presidente da Piaggio, morreu de um tumor no estomago, e o filho de Gianni, nunca cotado, suicidou-se. Depois da morte de Marchionne, a administraçao da Fiat è condividida, e a da Ferrari ficou com Louis Camilleri, italo-frances.

    Ainda bem que nao ficou com Lapo Elkann, esse sim da pà virada, pesquisem que figura…

    • Paulo F. says:

      A Forbes parece aprecia-lo

    • Fernando says:

      Não é bem assim.
      O Elkann foi escolhido pelo próprio Gianni Agnelli como o novo chefe do clã. O velho ainda em vida manifestou que sua esposa deveria doar ao neto suas ações para que este se tornase o sócio majoritário. Desde então se dedicou à FIAT e após terminar a faculdade de engenharia mecânica foi trabalhar no chão-de-fábrica da unidade polonesa que produz o Panda, depois acompanhou de perto o trabalho do Marchionne antes de participar ativamente do conselho diretor. Enquanto isto comprou, e ganhou, uma batalha na justiça com a própria mãe pelo controle do grupo.

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