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domingo, 8 de setembro de 2019 - 13:35F-1

MONZEANAS (4): ÊXTASE EM CASA

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Charlinho e a multidão: vitória merecida para delírio dos italianos nove anos depois

RIO (nada a reclamar) - Foram nove anos de espera para a torcida da Ferrari voltar a comemorar uma vitória em casa. E coube a Charles Leclerc, o novo “enfant terrible” da F-1, a honra de levar o público ao êxtase no pódio mais espetacular da categoria, em Monza. Desde 2010, com Fernando Alonso, que os “tifosi” não festejavam um triunfo em seu maior templo.

E foi com todos os méritos, em mais um ótimo GP desta temporada — que teve todos os ingredientes para se tornar um épico, a saber: a vitória aconteceu no 90º aniversário da Ferrari, com pressão da Mercedes o tempo todo e com o anti-herói Sebastian Vettel, mais uma vez, cometendo erros grotescos que ameaçam atirá-lo no ostracismo.

(Pobre Vettel. Depois da corrida, falou que ainda ama o que faz, mas que não pode se sentir feliz quando tudo dá errado. Primeiro, viu Leclerc fazer a pole e ganhar — não dá para imaginar algo mais doloroso para um veterano tetracampeão do que ver um companheiro de equipe que mal saiu das fraldas assumir o posto de primeiro piloto do time. Com o resultado, foi ultrapassado pelo garoto na classificação, 182 x 169. Vive um jejum de 22 corridas sem vitória, desde Spa/2018. Recebeu uma punição por voltar à pista de modo perigoso à frente de Stroll depois de rodar sozinho na Ascari na sexta volta. Levou três pontos na carteira e se tomar mais três terá de cumprir suspensão de um GP. Terminou a prova em 13º, uma volta atrás dos líderes. Está um caco.)

O grande mérito de Leclerc na corrida de hoje foi aguentar o ímpeto da Mercedes, especialmente de Hamilton, sem cometer erros graves. Fez das suas, sim. Cortou a primeira chicane na volta 36, ao perder o ponto de freada. Mas voltou na frente do inglês. Pouco antes, na 23ª volta, teve de se defender com algum vigor da tentativa de Lewis, na segunda chicane. Ao dividir a curva, mexeu o carro na hora de frear, o que deixou o piloto da Mercedes razoavelmente irritado — e levou a direção de prova a mostrar ao monegasco a bandeira preta e branca de advertência, uma espécie de cartão amarelo do automobilismo.

Mas os outros também erraram. Por ter parado para trocar pneus antes que o ferrarista, na volta 20, Hamilton foi vendo sua borracha se desgastar rapidamente porque a Mercedes optou pelos compostos médios. Leclerc escolheu os duros na passagem seguinte, e sabia que esses pneus se comportariam melhor no final da corrida, o que de fato aconteceu.

Lewis andou o tempo todo colado em Charlinho, com distâncias que raramente passavam de 1s. Abriu a asa várias vezes para tentar a ultrapassagem, mas a velocidade de reta da Ferrari tornava a tarefa quase impossível. Numa dessas, já com a borracha em petição de miséria, o britânico errou o ponto de frenagem no fim da reta dos boxes, na volta 42, e foi reto na chicane. Além de perder o contato com Leclerc, ainda foi ultrapassado por Bottas, que assumiu o segundo lugar.

Com pneus sete voltas mais novos que o jovem de bochechas rosadas, Valtteri recebeu o incentivo pelo rádio: vai lá que essa corrida é sua. Ele também tinha médios, mais velozes que os duros do adversário. O finlandês começou a descontar a diferença, é verdade, mas num ritmo de cágado. A corrida estava no fim. Quando chegou de vez, na volta 51, errou também, para desespero da chefia nos boxes. A tarde era, mesmo, de Leclerc.

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Bottas erra na chicane e Toto Wolff faz careta: achar que o finlandês conseguiria passar Leclerc era querer demais

Àquela altura, Hamilton já tinha desistido de qualquer ato heroico. Ainda parou nos boxes mais uma vez para colocar pneus macios e garantir o pontinho extra da melhor volta, o que conseguiu sem problemas. Leclerc recebeu a quadriculada menos de 1s à frente de Bottas — em nome da precisão, 0s835 –, mas já sem ser ameaçado pelo discreto mercêdico das geladas terras nórdicas.

Foi uma vitória emocionante — sempre é, quando a Ferrari ganha em Monza. “Era um sonho de criança”, repetiu à exaustão o monegasco, que na entrevista ainda na pista a Martin Brundle pediu para falar em italiano — sabe jogar para a torcida, e faz muito bem. Foi sua segunda vitória seguida, mas a primeira que pôde comemorar de verdade. Na Bélgica, domingo passado, ganhou sob a sombra da morte, na véspera, de seu amigo Anthoine Hubert, na F-2. “Em termos de emoção, nada se compara a Monza. Estou sem palavras”, disse.

Depois de Leclerc, Bottas e Hamilton vieram Ricciardo e Hülkenberg, no melhor resultado da Renault desde sua volta à F-1 com equipe própria, em 2016. O quarto e o quinto lugares deram ao time francês 22 pontos, superando os 18 anotados no GP dos EUA do ano passado — sexto e sétimo com Hulk e Sainz Jr. Com isso, os amarelos reduziram a diferença para a McLaren na luta pelo quarto lugar entre os construtores, 83 x 65.

Albon, Pérez, Verstappen, Giovinazzi e Norris fecharam a zona de pontos. Max, que largou em 19º, teve um domingo apagado, apesar de ter somado alguns pontinhos. Perdeu o bico na largada, teve de parar logo de cara e acabou se safando por conta de alguns abandonos. Milagre não se faz todo dia. Seu novo companheiro Albon foi um pouco melhor, levando a Red Bull ao sexto posto.

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Leclerc comemora ainda no carro: festa em Monza no aniversário da Ferrari — um “presente” do monegasco, segundo os dirigentes

Ao chegar ao Parque Fechado, Leclerc foi cumprimentado por Hamilton e fez sua festa diante dos enlouquecidos torcedores da Ferrari. Mas chamaram a atenção algumas declarações de Lewis à repórter Mariana Becker, da Globo, quando questionado sobre o duelo com o jovem criado nas comunidades carentes de Monte Carlo. Mariana fez a pergunta certeira: o que achou da disputa com ele, aprendeu alguma coisa? Lewis sorriu e disse que foi importante conhecer de perto a “personalidade” de Leclerc — que é duro na queda, no limite da malandragem (isso sou eu que estou dizendo), ao defender sua posição. “Foi bom para entender como ele se comporta.”

Conhecimento adquirido, em resumo. Para Lewis, os meninos da nova geração se posicionam de uma maneira, digamos, diferente dos velhinhos quando dividem uma curva. “Agora já sei como é”, concluiu o inglês. Para bom entendedor, frases curtas bastam. Em que pese o carinho que tem pela molecada, e ele demonstra isso o tempo todo, Hamilton compreendeu que não se pode dar moleza a novatos como Leclerc e Verstappen. A troca da guarda está próxima, mas ele já tem noção do que fazer para adiar a passagem do bastão.

171 comentários

  1. Alfredinho disse:

    O garoto ganha dois GPs seguidos e a galera já canta louvores a ele.
    Ainda é cedo para tirarmos conclusões apressadas devido ao calor do momento. É hora de reflexão e seriedade. De analisarmos cada desdobramento.
    Façamos isto e o tempo dirá se estamos certos ou errados.

  2. Eder Félix disse:

    Sobre a questão do vácuo / treino, essa conversa em Monza já deu o que tinha que dar. Vejamos: quem vem no vácuo ganha de 0,5 a 0,8 segundos, ok? Isso garantiria / ajudaria a ter o melhor tempo… Duvido! A pensar assim, em algum momento Hamilton teria passado depois de tantas voltas atrás do Leclerc. Não foi só o motorzão que fez diferença. Oras, se um piloto vem atrás de outro na volta lançada pra ganhar esta vantagem, em algum momento ele alcança o da frente e a vantagem desaparece! Imaginemos: Leclerc “puxa” Vetel, que está a 0,9s no início da volta (se estiver mais longe, não tem vácuo). Se ele vai reduzindo a diferença durante a volta, uma hora ele encosta e tem dificuldade pra fazer alguma curva (por causa do vácuo / ar sujo), ou tem que guardar essa diferença até a reta final pra só aí usar o ganho sem prejuízo futuro. Ademais, acabaria tendo que “ultrapassar” o carro do vácuo, reduzindo ainda o ganho.

  3. Dartha disse:

    1) Muito bom artigo. Parabéns!

    2) Se o Vettel continuar assim não duvido nada da Ferrari trazer de volta o Kimi (último campeão pela Ferrari) pra ser o P2 do Leclerc em 2020 (uma espécie de temporada de despedida da F1).

    3) Queria saber se no GP Brasil, a emissora que transmite em tv aberta também vai tentar obrigar a todos a assistir à premiação da corrida pela internet (não assisti a nenhum pódio esse ano).

  4. Ricardo Bigliazzi disse:

    Bela corrida, esta bem difícil para um Brazuca arranjar um lugar na F-1. Temos um grande safra de bons pilotos no grid

  5. lagerbeer disse:

    vettel e leclerc … quinem aquela velha piada da briga de galo : óia .. me diz qual o galo que é bom ! … olha .. bom mesmo é o Vettel ! …. houve aquela briga e o leclerc acaba com o Vettel … ué carai ! voce disse que o Vettel que era o bom !! ….. o Vettel é o bom, mas o leclerc é o malvado !! kkkk

  6. JSilva disse:

    Por mais que pareça uma grande vitória da Ferrari, em termos de equipe, na minha opinião, mostra como o carro foi mal projetado…É um carro muito bem feito pra correr em 3 GP’s (Canadá, Spa e Monza), só que o campeonato tem 21…

    Excelente corrida de Leclerc por aguentar uma pressão como aquela com poucos erros,…

    Na derrota também se vê um grande piloto… é uma espetáculo assistir Hamilton disputando posição.

    A Mercedes apostou tudo em ganhar a posição durante a parada mas seria mais seguro adotar, com Hamilton, ou a tática da Ferrari (pneu duro) ou o que fez com o Bottas (retardar a parada para dar menos voltas com os pneus macios)… as duas fariam Lewis chegar mais inteiro no final, enquanto a última faria ele sofrer no final…

  7. A. Coyote disse:

    Charlinho mereceu um 11 domingo (10 + 1). Pilotou como gente grande. Mas a maior vitória dele mesmo foi sobre a equipe Ferrari.
    É público e notório que a Ferrari é useira e vezeira em moer segundos pilotos sem lhes dar chance alguma, sejam eles fortes ou fracos esportivamente falando. Isso é uma filosofia preponderante na equipe, é a sua zona de conforto na qual ela é no tempo e no espaço, Pois não é que o menino a fez engolir a seco que estava errada, inclusive qdo o prejudicou no início da temporada em várias corridas. O garoto é f.da.
    Abs.

  8. Mais do que sendo chato, Galvão Bueno já está prestando um desserviço falando do Senna em toda corrida. Imagine uma pessoa mais nova, um adolescente, que está começando a acompanhar as corridas e gostando, ouvir toda hora sobre um piloto do qual ele só conhece por videos no Youtube.

  9. Renato F1 disse:

    Parabéns, máfia italiana: conseguiu superar, em muito a corrida do Canadá. Se lá, a choradeira foi geral pela fechada que a Se Ferra-ri cometeu, após um erro de um mafioso na pista, na casa dos mafiosos seria impossível de haver punição. Senão, os comissários não sairiam do circuito. Bom, não sairiam íntegros. Só se fosse um erro crasso, como bater num adversário. O outro mafioso pode cometer erro semelhante ao Canadá (teve sorte de não ter grama ali) passar reto pela chicane, claramente levando vantagem, ou jogar o adversário na grama que está tudo certo (e mais uma vez, o adversário tem de evitar a colisão). Para quem aplaude ou gosta, e acredita que é tudo pelo esporte, cuidado: vocês não sabem o limite do jogo limpo e do jogo sujo. E, mesmo assim, os comentaristas de plantão dizem que isto é corrida. Se algum piloto cometesse as atrocidades que o mafioso da Se Ferra-ri cometeu, na Itália, na frente de um carro da equipe do pangaré amarelo, tomaria uma punição de 30 segundos, mais uma suspensão da corrida naquele país no ano que vem. Pior é a justificativa dos comissários: falta de contato. Ou seja, tem de deixar bater para ter punição. Lamentável.

    Ao menos, a Mercedes ampliou a vantagem para as demais equipes: agora são 154 pontos de vantagem para a segunda colocada, exatas 3,5 corridas com dobradinha e volta mais rápida (por enquanto, o campeonato de construtores está terminando no México, no fim do mês que vem).

    • Aff parei de ler na metade. Já tomou seu toddinho hoje?

      • Renato F1 disse:

        Não, tenho intolerância alimentar a chocolate.

      • Alfredinho disse:

        Tua intolerância está na tua língua! Nunca vi um cara destilar tanto veneno no blog.

      • McLaren-12 disse:

        Nossa!

        Agora você despertou a ira da Última Chucrute e da outra meia dúzia de adoradoras de alemães deste blog.

      • Renato F1 disse:

        Prezado Alfredinho, curioso que vejo torcedores de time de futebol zoando direto e não vejo ninguém falar em intolerância. Não estou ofendendo ninguém: nem pilotos, nem as pessoas que aqui leem e escrevem; apenas arrumo apelidos de zoeira para as equipes rivais da Mercedes. Repito: equipes rivais. Sensibilizei-me e prestei minhas condolências quando do falecimento do Sergio Marchionne, presidente da Ferrari (não cabe zoeira nesta situação). Em nenhum momento fiz zoeira com pilotos, porque, assim como jogadores, podem mudar de clubes (no caso daqui, equipes). Destilar veneno, o que muita gente faz aqui no blog, quando critica e ataca os pilotos e não a pilotagem. Por exemplo, contra o Bottas, por estar na Mercedes e não estar no mesmo nível do Hamilton, contra o Vettel, por ser tetracampeão e estar cometendo erros básicos enquanto o Leclerc venceu as duas últimas corridas, do Ricciardo, que mudou de equipe na esperança de ter novos ares e não está tendo o desempenho que se esperava dele. A meu ver, isto sim é destilar veneno.

    • Zé Maria disse:

      E nós a groselha, Renato F1. . .

    • Eder Félix disse:

      Difícil entender como alguém com paixão tão alucinada perde tempo em acompanhar esporte, assim como os torcedores de futebol. Usar a imaginação pra criar fatos, apelidos depreciativos e suposições fantásticas contra todos que não os que despertam sus simpatia, parece algo que beira a doença. Chegar a tentar alterar a realidade diante dos próprios olhos e ainda tentar convencer ou achar que convence alguém desta realidade alternativa, só reflete o mal causado à própria alma quando vêm as frustrações. Fica um negócio tipo: se os meus não ganham, nada serve, as regras só são aplicadas contra nós, comissários árbitros querem que o adversário vença, nossos opositores serão campeões na mão grande, etc, etc…
      Não seria melhor ser isento e torcer sem distorcer? Há méritos e deméritos em todos, uns mais, outros menos, afinal são humanos. A paixão exacerbada de cada um é que distorce astronomicamente as distâncias. Deduzo que o resultado frustrante acabe com o teu domingo, não? Melhor dormir até a hora do almoço ou caminhar no parque, vai ter mais benefícios ao coração

      • Renato F1 disse:

        Prezado Éder Félix, gostaria que o senhor explicitasse de onde chegou à (confusa) conclusão de que eu tenho “paixão tão alucinada” e uso a “imaginação pra criar fatos, apelidos depreciativos e suposições fantásticas”. Permita-me relembrá-lo (se o senhor não sabe) que o dono deste blog utiliza apelidos para os pilotos. Eu o faço para as equipes. Seria, então, conforme seu comentário, o dono deste blog utilizador de “imaginação para criar fatos, apelidos depreciativos e suposições fantásticas”?

        Engraçado o senhor inferir que eu chego a “tentar alterar a realidade diante dos próprios olhos e ainda tentar convencer ou achar que convence alguém desta realidade alternativa”. Acredito que se deva referir ao trecho em que digo sobre os comissários. Peço que considere a declaração do Toto Wolff em relação à avaliação dos comissários sobre o momento de quase toque entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc. Óbvio que exagerei, um pouco e propositalmente, assim como todo torcedor sempre puxa a sardinha para o lado do time para o qual torce.

        Quanto à isenção, sem comentários: há pessoas aqui que colocam os apelidos em referência a exaltar e a denegrir pilotos e nunca vi um comentário como o senhor fez aqui. Distorção? Prefiro que seja mais uma opinião de um torcedor da Mercedes. Por fim, informo que sua dedução está completamente equivocada no domingo. Faço natação duas vezes na semana e jogo futebol uma vez. O domingo uso para descansar e curtir com a família. Só para exemplificar, no Bahrein, fiquei ressentido pela forma que Leclerc não venceu e como a Mercedes fez dobradinha. Ganhar faz parte. Saber perder e admitir a derrota quando seu adversário é melhor é uma arte. Neste caso, é estudar, verificar em que ponto(s) foi pior e trabalhar para melhorar para superar.

      • Bola da Vez disse:

        Você escreve muito para um esporte de milésimos de segundo.

      • Renato F1 disse:

        Prezado Bola da Vez, segue um comentário em tempo de pit stop: um abraço.

        Melhorou?

  10. Alexandre disse:

    Só queria mencionar que a manobra do Vettel nessa corrida foi similar à que lhe rendeu punição: errou sozinho, saiu da pista e voltou de forma perigosa. Claro que dessa vez ele voltou de forma mais perigosa ainda, por isso a punição foi maior. Mas não muda o fato da punição do Canadá ter sido justa, como foi essa agora.
    E mais uma vez ele está sendo engolido por um companheiro de equipe mais jovem e determinado, foi a mesma coisa com o Riccardo ainda na Red Bull.
    Pelo visto ele só ganhava em cima do molenga do Webber… o tempo vai provar que apesar do talento, ele NUNCA foi o piloto que a superioridade absurda da Red Bull naqueles 4 anos deu a entender.

    • Zé Maria disse:

      Assino embaixo, ele é supervalorizado, ganhou o que ganhou por conta de outros fatores.

    • Vai Vettel! disse:

      A superioridade absurda da Red Bull só aconteceu nos anos de 2011 e 2013. Nos anos de 2010 e 2012, Vettel teve que suar o macacão e muito para ganhar de Alonso.
      Superioridade absurda você está vendo desde 2014, onde apenas os pilotos da Mercedes disputam título. A superioridade é tamanha que somente Vettel conseguiu chegar ao vice (dois vices) nesses últimos seis anos de domínio absoluto da Mercedes.
      Pelo visto, Alexandre, você tão tem acompanhado regularmente as temporadas na categoria.,

      • Renato F1 disse:

        Domínio, sim, Vai Vettel, da Mercedes. Domínio absoluto foi da MacLata MP4-4, que ganhou 15 das 16 corridas que disputou e colocava volta até no terceiro colocado (só dois pilotos disputavam o título). Ou as Williams de outro planeta (só dois pilotos disputavam o título). Ou a Se Ferra-ri de 2000 a 2004 (só um piloto disputava o título – espera aí: tem disputa de título com um piloto?).

        A Mercedes trabalhou bem: começou com a vantagem do motor no início da era híbrida (a Williams aproveitou o começo), sendo que as flechas de prata nunca tiveram o melhor chassi (isto a Red Mula ainda tem desde 2009). Soube trabalhar e identificar os problemas (pouca gente se lembra mas, no Canadá, em 2014, ambos os carros da Mercedes apresentaram problemas) e corrigi-los, melhorando o carro.

        Mas, como algumas pessoas gostam, aquela época de domínio nas décadas de 1980 e de 1990 é que era boa.

      • Bola da Vez disse:

        Aquela época tinha Senna.

  11. Marcus Lins disse:

    Interessante essa atitude do Hamilton, até outro dia era ele quem ficava no limite da prudência e respeito desportivo.

    Já teve corridas em que ele só ultrapassava por deferência dos outro pilotos, que não iam às zebras para deixar espaço para ele na pista.

    Vettel está num momento complicado, e a ascensão de Leclerc parece estar prejudicando a retomada. O Seb cometeu seu lote de erros críticos no ano passado, mas ainda não deixou para trás. O retorno à pista em Monza foi coisa de principiante.

  12. André Fonseca disse:

    “Agora já sei como é”, concluiu o inglês…

    Caceta, na hora da “fechada” do Leclerc pra cima do Mirto, parece que a Mercedes era uma retroescavadeira de tanta terra que tirou antes da “panca” na zebra!!!

    Inacreditável que a Mercedes do Mirto nada sofreu com a porrada!!!

    Sobre Vettel, não tem como não achar um final melancólico para aquele que poderia (e merecia) ser o maior da F1: um cara que vive da forma que ele vive (carros antigos, sem mídias sociais, que dá nome para seus carros) perder o tesão, a concentração e sei mais lá o quê não é normal…

    Ah tá, ele foi para a FERRADA, O CÂNCER DO AUTOMOBILISMO MUNDIAL!!!

  13. Brabham-5 disse:

    Sres humanos mais chatos e que as viúvas de Senna não existem. São Insuperáveis.
    Até quando TODA CORRIDA, TODO NOVO TALENTO QUE SURGE, TODO RECORDE BATIDO vamos ter de ouvir os patetas da Globo ficarem falando de Senna??
    O CARA MORREU HÁ 25 ANOS!
    E tome o GB FORÇANDO “pesquisa de opinião” sobre “quem foi o melhor piloto de F1 de todos os tempos?”
    Toda corrida é essa mesma m…. Quando é que esses idiotas da Globo vão entender que nós já sabemos quem ELES acham que foi o melhor de todos os tempos?
    Galvão Bueno, Mariana “Magda” Becker, Luciano Burti, Luis Roberto toda hora fazendo odes ao falecido….NINGUÉM MERECE! Vergonha alheia!
    Não dá. Até o Reginaldo Leme já tá passando do limite do ridículo em tanta babação de ovo pelo Leclerc, como até então fazia pelo Hamilton.
    A equipe de transmissão de F1 da Globo já está mais do que ultrapassada.
    É hora de reciclar. ATUALIZAR, com mais profissionalismo e isenção.
    Muita conversa fiada, ‘fofoquinha’ de Mariana Becker, babação de ovo por piloto, ‘momento da saudade’ de Senna toda hora…
    Imaginem se todo jogo do Flamengo ficassem contando história do Zico e comparando com os jogadores atuais. Uma hora cansa, fica chato.
    Imaginem todo gol de Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo, todo jogador que surgisse bem, talentoso ou jogo da seleção e ficassem falando do Pelé e tome comparações…. PRA QUÊ?
    Quantas corridas venceu o Leclerc com a Alfa Romeo? ZERO. Quantos titulos conquistou Hamilton e Senna por uma equipe mediana ou nova, que seja? ZERO.
    E temos de ficar ouvindo Reginaldo Leme e os outros ex-pilotos hoje comentaristas fazendo pouco caso de um cara que foi O CAMPEÃO DE F1 MAIS JOVEM DA HISTÓRIA, VENCEU UMA CORRIDA EM MONZA COM UMA STR(!!), foi para a RBR e lá CONQUISTOU 4 TITULOS CONSECUTIVOS.
    Sabem quando é que Max Verstappen será campeão do mundo na RBR? NUNCA.
    Sabem quando é que a RBR vai ter outro piloto campeão por lá? Nunca nos próximos 10 anos, pelo menos.
    Ficam babando ovo nos “números” de Leclerc, Verstappen e Hamilton, e “esquecem” os recordes e marcas históricas de Vettel.
    FALTA DE RESPEITO!
    Basta de tanta falta de respeito por Vettel e Michael Schumacher!
    Isso NÃO É JORNALISMO COM ISENÇÃO.

    • Leandro Batista disse:

      Todo mundo tem sua fase de merda. Hamilton teve e Vettel está passando por ela. Mas parece que GB e sua turma tem raiva de piloto alemão. Se for na Ferrari então, piorou. O cara está mal sim, mas desmerecer os feitos dele é ridículo. Tantos pilotos passaram por essa categoria e quantos deles conseguiram mais do que quatro títulos? Quase ninguém.

      E sobre o falecido, Galvão ontem chegou ao cúmulo de dizer que Leclerc era fisicamente parecido com o dito cujo. Quando será que teremos uma outra alternativa para assistir um GP sem ouvir sandices?

    • McLaren-12 disse:

      Comentário muito longo. Vou esperar virar filme.

    • Segafredo disse:

      kkkkkk……..hahahahaha…..rindo até agora da Schukruzete mais chilikenta do Blog..!!

      Aonde que vc, viu ou escutou, na transmissão, falta de respeito com os dois Alemães??

      Vai chorar na cama e aceite algumas críticas, que são bem pertinentes e cabidas, aos 2 Schukrutes mais fake da história. ! VENCER SÓ POR VENCER, SEM COMPETIÇÃO, NUNCA SERÁ LEVADO A SÉRIO…………já falei mais de mil vezes que nem Schumacher e nem Vettel superarão Senna em qqr pesquisa em qqr parte do planeta……o único piloto que poderá fazer tal feito se chama Hamilton, mas não tenho certeza disso, pois todos têm que considerar o contexto da obra de cada piloto em seu tempo.

      • Vai Vettel! disse:

        Atenção, gente! A viúva do Segafredo falou, tá falado!
        Virou Verdade Fundamental e quem discordar vai queimar no centro do Inferno!

      • Assombração disse:

        As viúvas nunca irão aceitar o fato de que seu ídolo morreu pelo caminho e por isso não conseguiu completar o ciclo que Fangio e Schumacher completaram. E agora estamos vendo esse mesmo ciclo sendo percorrido por Hamilton!

        Senna não passou de tri. Aceitem o fato!
        Pronto! Disse tudo.

  14. Rafa N disse:

    Alguém mais, além de mim, quis SOCAR A TELEVISÃO quando cortaram a imagem do Vettel voltando perigosamente a pista, para mostrar meia dúzia de torcedores?

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