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Saturday, 21 de September de 2019 - 12:59F-1

PURE THINGS (1): A HORA É DELE

 

RIO (engole o choro) – A temporada da F-1 vive um momento muito interessante. Hamilton já é campeão. A folga nos pontos que conseguiu permite que ele conquiste o hexa sem precisar vencer mais nenhuma corrida. Por conta disso, as atenções se voltam a dois jovens capazes de dar espetáculo em todo tipo de pista. Um deles é, por assim dizer, um veterano: Max Verstappen. O outro é Charles Leclerc.

Vencedor das duas últimas provas, em Spa e Monza, o monegasco fez agora há pouco sua terceira pole seguida, quinta no ano. Desta vez, no dificílimo, feérico e exagerado circuito citadino de Singapura, com suas 23 curvas espalhadas por pouco mais de 5 km. Acompanhar sua trajetória neste ano se torna ainda mais fascinante por conta de um ingrediente que carrega algum drama nos tons de vermelho que apresenta. Ele se chama Sebastian Vettel.

Quando terminou a classificação em Marina Bay, Vettel não levou seu carro para o meio da pista, onde normalmente estacionam os três primeiros para dar a primeira breve entrevista depois da definição do grid. Como abortou sua segunda tentativa de volta, estava já no Parque Fechado quando Leclerc fez o tempo que lhe deu a primeira posição.

O ritual é sempre esse: pole, segundo e terceiro param o carro e falam rapidamente ao entrevistador escalado pela organização — no caso, hoje, Paul di Resta. Depois, passam pela pesagem obrigatória e posam para foto diante de um display de campanha pela segurança nas estradas promovida pela FIA. Na sequência, o pole ganha uma miniatura de pneu de algum funcionário da Pirelli e tira outra foto — uma espécie de troféu; mas cabe lembrar que os tempos já foram mais divertidos: nos anos 80, Senna montou uma coleção de motonetas Vespa que a Piaggio entregava a quem largava na frente nos GPs. Por fim, seguem os três para as entrevistas coletivas na sala de imprensa.

Em geral, os pilotos cumprem esse procedimento todo vestidos como estavam quando terminou a classificação. De macacão.

Hoje, no entanto, Vettel atrasou toda a cerimônia. Além de não parar o carro na pista, embora tenha dado a ligeira entrevista a Di Resta, não foi direto para a foto ao lado de Leclerc e Hamilton, o segundo colocado no grid. Dirigiu-se aos escritórios da Ferrari para trocar de roupa enquanto os dois colegas esperavam para cumprir o protocolo. Tirou o macacão, colocou uma camiseta polo da equipe e uma bermuda cinza. Apressado, atravessou o pitlane acompanhado de um funcionário da FIA e quando chegou onde estavam os outros dois pilotos ainda tomou um pito bem-humorado de Lewis. “Por que não se trocou depois?”, perguntou o inglês. O alemão riu.

Leclerc estava sentado no chão, meio aborrecido. Sebastian, ao se juntar aos dois, o cumprimentou friamente. Mal olhou nos seus olhos e foi conversar com Hamilton. Na hora da foto, Leclerc, no meio, abraçou seus colegas. Houve reciprocidade por parte do piloto da Mercedes. Vettel, no entanto, colocou suas mãos para trás e evitou qualquer contato mais afetuoso com o companheiro. E abriu um sorriso que me pareceu sarcástico.

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Essas coisas todas, uma descrição tão detalhada quanto aparentemente irrelevante, podem parecer bobagem.

Não são.

Com a enorme carga de pretensão que me caracteriza, posso afirmar que conheço bem a F-1 e a personalidade desses moços. É nos pequenos gestos, quase todos premeditados e bem calculados, que eles passam suas mensagens. Alguns, com mais sutileza. Outros, com um pouco menos. Vettel é desses, um pouco mais sutil. Já foi menos — com Webber, nos tempos de Red Bull, era um jovem petulante que não escondia um quase desprezo pelo companheiro mais velho.

Hoje, convive com os papéis invertidos na Ferrari. Só que Charlinho não faz o tipo rebelde sem causa. Ao contrário, encarna o bom moço que toda mãe gostaria de ter como genro. Ostenta um ar angelical e um olhar meio tristonho. Tem tudo que é preciso para se tornar o queridinho da F-1. E aquilo que é mais difícil de encontrar: um talento transbordante.

Não adiantaria nada ser bonzinho, meigo, afável e doce se não soubesse guiar. Seria apenas mais um cara legal. Mas Leclerc é muito bom. E, por isso, faz mal a Vettel.

A gente poderia aqui elaborar mil teorias para explicar o evidente incômodo que acomete o tetracampeão mundial — a consciência de que está mais para o fim que para o começo da carreira, o reconhecimento de que não tem como enfrentar jovens impetuosos e agressivos, a dúvida sobre a real capacidade de ser campeão, a perda de motivação natural com a idade, mil coisas. Mas fiquemos com os fatos, apenas.

Hoje, por exemplo, Vettel havia feito uma ótima volta no Q3 deixando o monegasco 0s354 atrás na primeira saída. Hamilton, então, estava 1s010 atrás. “Onde eu ia achar um segundo?”, comentou Hamilton ao fim da classificação, surpreso com o desempenho da Ferrari. Parecia que, finalmente, quebraria o jejum de poles que vinha desde o Canadá. E, principalmente, voltaria a largar à frente de Leclerc, algo que não acontecia desde a prova de Montreal — já eram sete GPs levando tempo do parceiro em grid.

Tirar 0s354 de uma volta para outra é difícil, Sebastian sabia, e por isso respirou aliviado ao ver o companheiro tão atrás. Leclerc não vinha sendo dominante em Singapura, cujos treinos vinham apresentando uma boa alternância na ponta. Verstappen foi o mais rápido no primeiro treino livre, na sexta, e Hamilton fechou o dia na frente, depois do segundo treino livre. Hoje, na primeira atividade do dia, deu Leclerc. Na classificação, porém, Bottas foi o mais rápido no Q1. Leclerc voltou a ficar em primeiro no Q2, mas Vettel fechou um tempo apenas 0s070 pior. Estava no jogo, definitivamente.

Virou 1min36s437 na primeira tentativa no Q3 e deu mesmo a impressão de que faria sua quinta pole em Marina Bay — de novo em ano ímpar, ele que largou na frente em 2011, 2013, 2015 e 2017. Só que veio a segunda saída e o caldo entornou. Abriu a volta mal, perdendo mais de 0s1 na primeira parcial. A segunda também foi pior e ele abortou a tentativa. Na pista, todo mundo ainda buscava melhorar. E Charlinho, numa volta exuberante, conseguiu ser 0s220 mais rápido que o alemão para fazer a pole. Para piorar a noite de Vettel, Hamilton achou o tal segundo que não encontrara na primeira volta e cravou o segundo lugar no grid, deixando o ferrarista em terceiro.

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Leclerc comemorou aos berros e ainda pelo rádio disse que quase perdeu o controle do carro três vezes na sua volta rápida, valorizando sua própria habilidade em rede mundial via satélite — ele também é sutil com as palavras, não tem nada de bobo, e sabe que esse tipo de comemoração irrita não tão sutilmente um companheiro de equipe que anda mal das ideias.

Vettel assumiu que fez uma volta ruim na segunda tentativa. “Espero fazer um trabalho melhor amanhã”, resmungou. Hamilton não estava nem aí. Espantou-se com o desempenho da Ferrari. “De onde eles tiraram esse ritmo eu não sei”, falou. “Essa não era para ser uma pista boa para eles.” E prometeu: “Mas estamos bem, e acho que amanhã poderemos ser um pouco mais agressivos”. Foi um recado direto a Leclerc, com quem trocou tinta em Monza. Que ninguém espere um Hamilton plácido e recatado quando tiver de dividir freada com o garoto das bochechas rosadas.

Do resto da classificação não tem muito a dizer, depois deste tratado psicológico sobre companheiros de equipe, pilotos em fim de carreira, juventude furiosa e guerra emocional. Foi tudo mais ou menos normal, com o Q1 riscando Kvyat, Stroll, Grosjean, Russell e Kubica; o Q2 degolando Pérez, Giovinazzi, Gasly, Raikkonen e Magnussen; e o Q3 colocando, atrás de Leclerc, Hamilton e Vettel, pela ordem: Verstappen, Bottas, Albon, Sainz Jr., Ricciardo, Hülkenberg e Norris. A briga Renault x McLaren vai ser muito legal amanhã. A Red Bull decepcionou um pouco. Bottas também foi muito mal, ficando a 0s929 da pole.

Vimos de seis ótimos GPs, e tudo indica que amanhã será igual, ainda que nada do que possa acontecer nas ruas iluminadas de Singapura vá alterar significativamente o destino deste campeonato. O melhor mesmo será observar o duelo Leclerc x Vettel. Mesmo que eles nem se encontrem na pista, porque a partir da pole Charles tem uma ótima chance de sumir na frente, essa guerra particular entre o novo e o velho, o futuro e o passado, a experiência e a juventude, me parece ser o que de melhor a F-1 no reserva daqui até o fim do ano.

Vocês torcem para quem?

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103 comentários

  1. Alfredinho says:

    Vettel mostrou ao garnisé, quem manda no galinheiro.

  2. Lagerbeer says:

    Alguem sabe que fim levou as Vespinhas das poles do Senna ?

  3. Diogo says:

    Você, como um gentleman, tem que admitir, e falo isso como descoberta que aos poucos se descortina para mim, pois também não tinha como certo, que o povo tinha tinha (certa) razão ao dizer que Vettel “nunca teve companheiro”, querendo sempre dizer com isso, com a sabedoria popular que raras vezes falha ( bom, não na política bozonariana, rs), que o Vettel teve uma vida, digamos, bem mais tranquila. E é verdade. O canguru primaz ancião nunca contou. O canguru dois deu uma sova. Raikkonen? Adoro esse cara. Até por que ele não tá nem aí. Pronto, nem precisamos nos estender. Único cara que vi fazer papel de escudeiro sem parecer ridículo! Fim da epopéia, o Vettel nunca soube lidar com companheiros. Ao fim e ao cabo desta nova história, veremos o quanto ele aprenderá. Por que não me parece que vai parar, e o Carlitos não vai dar folga não. Não terá vida fácil, nunca, a partir de agora, mas hoje parece ter finalmente saído do estado vegetativo ao fim desse GP. Arrisco dizer que crescerá e finalmente pode apagar esse fantasma do “nunca teve companheiro a altura”. Mas aí, só o tempo…Quanto ao Hamilton, que se cuide, pois esse sim ta mal acostumado, e mal acostumando-se! Afinal, quem não gosta de sombra e agua fresca?

    • Diogo says:

      Aliás, onde lê-se companheiro, leia-se adversário. Por óbvias razões. Sem mais.

      • Marmelada-44 says:

        Deixa de ser tendencioso, cara! Você é mais um mal informado que acha que Vettel é o único grande campeão que não teve companheiro à altura.

        Berguer, por acaso, foi companheiro à altura de Senna?
        E o Rubinho em relação ao Schumacher?
        E Massa como companheiro de Alonso?
        O próprio Bottas em relação a Hamilton!

        Faz o seguinte. Diogo, vai assistir futebol. Lá, tem muitos companheiros e adversários, também.

      • Micromax says:

        Prost foi companheiro de Senna, schukruzete esquecida!

      • Marmelada-44 says:

        E não deram certo! Correram duas temporadas se comendo e só não perderam títulos para os demais, porque o carro era um foguete!
        E mesmo assim, perderam! Cada um perdeu um título para o outro. Prost poderia ser penta e Senna poderia ser tetra.
        Entendeu, Segafredo Micromax?

      • Alfredinho says:

        É verdade, Marmelada! Um segundo piloto mediano e um deles teria um título a mais.

      • Micromax says:

        Vc que não entendeu meu ponto de vista……aliás nunca entendeu e jamais entenderá!……mesmo assim aqui vai: O SchukruteFakeMohr foi outro campeão que nunca teve companheiro à altura, ou melhor, até teve mas não podia vencer, kkkkkk

      • Marmelada-44 says:

        Você que não entende ou não quer entender! Presta atenção, viuvinha:

        Ter duas feras na mesma equipe é bom para a equipe e problema para o piloto!
        Prost perdeu 2 campeonatos na McLaren. Um para Lauda e outro para Senna e Senna perdeu 1 campeonato para Prost.
        Às vezes é problema até para a equipe: Piquet e Mansell, correndo na Williams, perderam o título mais ganho da f1 para Prost.

  4. jader says:

    Vettel, é claro. E que pista sem graça essa de Singapura. Corrida monótona até agora, 10h21min.

    • Assombração says:

      Para encher de graça a pista de Singapura, as equipes fortes poderiam vestir seus mecânicos de palhaços para a troca de pneus, e as equipes nanicas vestiriam seus mecânicos de mendigos.

      E para ficar mais engraçado, 0 piloto que fizesse lambança na pista, ganharia um chapéu de burro logo que chegasse nos boxes. Claro! Teriam que proibir o Grosjean de concorrer à gincana do chapéu.

  5. Ulisses says:

    Torcer por alguém, eu torço pelo Kimi-Matias Räikkönen. De resto, que seja uma corrida disputada que faça valer ligar a tv.

  6. Gabriel P. says:

    Flávio
    Bom texto com sempre.
    Muito legal a F1 voltar a ter corridas em que no dia anterior não podemos cravar quem vai ganhar.
    E melhor, Lecrerc é tudo que a F1 precisava, jovem, aparentemente afável e com talento incrível, perfeito para para ter torcedores, do outro lado Verstapenn, com muito talento também, mas com jeito que será o vilão da história.
    Assim o drama das futuras corridas está perfeito, já temos para quem torcer contra e a favor..

  7. Roger Siqueira says:

    Nao gosto do Vette, acho ele um chorão mimado. Poremmmm, sempre torço para que os humilhados sejam exaltados hahahah. Amanha sou Vettel e Bottas, sonhando com um podio da Mclaren

  8. Nilton Muller says:

    Teoria da conspiração, analisando tempos de pole de anos anteriores com os desse ano, após GP da França, que todos diziam que a F1 tinha acabado, estava chata, não tem futuro, etc., chego a conclusão que mandaram tirar as duas últimas marchas do câmbio das Mercedes para dar alguma graça nas corridas e elegeram o bebê Johnson Charlinho como novo mascote da F1.
    .

    • Assombração says:

      A Mercedes não precisa mais vencer. Basta cozinhar em fogo baixo as corridas que faltam para fechar o pacote. É o sexto ano em que o campeonato acaba no meio da temporada.
      E o bebê já deu piti.

  9. João Almeida says:

    Flavio, adorei o relato das minúcias do pós-treino, concordo em gênero, número e grau: simbolizam bastante coisa, embora muitas vezes não aparentam. Fico chateado pelo momento da carreira do Vettel. Não sei, mas depois de dois anos seguidos que ele não conseguiu ter regularidade para disputar o título com o Hamilton, me parece que neste ano ele não tenha a mesma fome ou, simplesmente, não consiga ter a mesma disposição dos anos anteriores. Como se o bonde passou duas vezes, ele achou que haveria uma terceira, mas foi pego de surpresa ao saber que Leclerc não seria figurante à la Kimi. Torço para que ele, ao menos, consiga ter uma segunda metade de temporada digna.

  10. CRSJ says:

    Charles Leclerc é o Coringa da Ferrari no momento, parece que só ele pode encarar o quase Hexa Hamilton na pista, tanto que o Toto Wolff já anda engolindo sapo ao ver Leclerc superar o Hamilton tirando dele poles e vitórias.

  11. Filipe says:

    Não sei porque, mas tenho antipatia pelo Leclerc. Acho que essa cara de boi sonso e essas atitudes sutis que vc descreve, Flavio, escondem uma personalidade Alonso-like. A ver.

    Entre os dois prodígios, acho que fico com o Max, que é mais autêntico e nunca escondeu sua petulância.

  12. EDDIE says:

    Essa implicância do brasileiro com o Vettel, pra mim só tem uma explicação. Racismo. E observando a política atual no Brasil, e o que os vigias andam fazendo em supermercados, tá explicado. Deixem o cara em paz.

  13. Fred says:

    Reitero o que disse por aqui o blogueiro Boca: que texto espetacular, Flavio! Enquanto lia, torci para que o fim estivesse bem longe! Valeu a torcida, pois você foi bastante generoso conosco e muito fiel ao termo “tratado”. Complimenti!

  14. Qualquer Ferrari na frente esta de bom tamanho.

  15. André Sb says:

    Fim de carreira do Vettel mais deprimente que o fim de carreira do Alonso…

  16. João Paulo Toledo Piza says:

    Torço que na corrida a Red Bull esteja a altura de Mercedes e Ferrari ,assim Verstapen entra nessa briga com Lewis e Charlinho e assim teremos uma corrida boa, Vetel me parece um cara muito bacana, mas ao contrário de vc tenho opinião diferente, é tetra campeão mais pelo carro que tinha na época ,é muito bom ,mas os títulos não traduzem o seu real talento. Prost, Senna ,Piquet , Lauda , Schumacher ,Hakkinen entre outros…

  17. Raphael Gallo says:

    Pra quem torço?
    Ah, Le-Lec Lec Lec…
    Vibrei com a volta dele como se tivesse sido um gol do meu time.
    Fantástico!!

  18. Ney Dias says:

    E continua a babaquice suprema de chamar o Charles Léclerc de “CHARLINHO”!!
    E pior, que isso tem cheiro daquele bobalhão locutor da Globo, que tem substituído o chato do Galvão, sendo mais chato que êle.
    Mas com jornalistas do naipe excelente de um Flavio Gomes, desculpe, mas não se justifica usar essa infeliz nomenclatura babaca: CHARLINHO.
    Give me a break, please!!

  19. Ignacio says:

    Sei não… acho que o Luis Amilton e o Jacques Leclair vão se achar e o Tião leva… vamos esperar…

  20. Wesley Andrade says:

    Torço por Leclerc. Será uma corrida muito legal amanhã.

  21. Imparcial says:

    A F1 ter Vettel como campeão mancha a sua história. Apanhou feito criança do então novato na equipe Ricciardo… Agora é a vez de outro novato, Leclerc.
    Melhor seria se se aposentasse, para tentar amenizar o desgaste exponencial da sua imagem.

    • Marmelada-44 says:

      Mais um nick falso do Segafredo, a viúva travestida de Alonsete.

      Quem tinha que aposentar, aposentou ano passado, para nossa tristeza.

      Ricciardo teve um brilhareco e só. Vai ter o mesmo destino que Webber, que pilotou a mesma RBR e nem vice foi. Ambos se equiparam.

      Quanto ao Leclerc, que ele não se perca em famas efêmeras e trabalhe seu talento com foco e vontade.
      Quanto ao Vettel, só vejo uma saída: ir para a Mercedes.

      E quanto a você, viuvinha, guarde teu recalque e principalmente teu veneno antes que ele te fulmine!

  22. Boca says:

    Que texto espetacular, FG!
    Todos são muito bons, mas as vezes de sua caneta (seu teclado) saem obras de arte!
    Parabéns!

    PS: Torço pelo Lewis Carl Davidson Hamilton desde o ano de 2007.
    PS 2: Torci pela pole do Vettel hoje. Precisa se recuperar nesse finzinho de temporada pra que 2020 comece com pelo menos 4 pilotos na briga!

  23. valmir lopes says:

    Sebastião.vencerá amanhã.

  24. Ben says:

    Torço pelo Vettel, também o considero um dos maiores, mas vendo essas últimas corridas tenho a impressão que o tempo dele passou, que ele não vai mais voltar a ser campeão. Espero estar errado,
    O Lauda teve um jejum de 7 anos entre o segundo e o terceiro títulos, certo? Quem sabe Vettel não ganha em 2020…

  25. EGARLET says:

    Digo e repito, o buraco é mais em baixo. VEttel e LEclerc tem pilotagens diferentes. PAra o primeiro é melhor o carro sair de traseira. PAra o segundo, de frente. E essa ferrari funciona exatamente como o Leclerc gosta. Não conseguem melhorar isso para o Vettel? Não querem mudar isso pois Leclerc é o futuro? Vettel está de saída? Salário de piloto importa. Leclerc custa menos e rende mais? Só a Ferrari pode responder e difícil saber o que acontece lá, mas ao que parece, mecânicos e chefes de equipe vibram com as poles e vitórias deLeclerc como se VEttel estivesse lá só atrapalhando. Se é pra ficar assim, melhor sair.

  26. Zempa says:

    Vettel deve ir para a Renault no próximo ano…

    Puta sorriso amarelo.

  27. Jeferson Araújo Pereira says:

    Com a enorme carga de pretensão que me caracteriza, posso afirmar que sei o que Vettel está pensando hoje :

    ” Com o Mark Webber como companheiro, tudo era tão fácil! Ele era um Zé Ruela, eu tinha um foguete para pilotar, largava na pole, não batia roda com roda com ninguém, e fui campeão 4 vezes. Com Charles Leclerc, talvez o melhor seja encarar a aposentadoria no final do ano. Esse vexame não pode continuar em 2020″.

    • Marmelada-44 says:

      Mais um mané mal informado. Vettel só teve um foguete nas mãos nos anos de 2011 e 2013. Nos anos de 2010 e 2012, o alemão bateu roda com roda com Alonso até à última volta do último GP.

      Informe-se antes de falar bobagem.

      • Tom says:

        Choram as rosas,,,,viúva do Vettel detectada,foi legal assistir em Spielberg ao vivo,os holandeses fazendo chacota do Vettel,,,,vai jogar o carro ou outra coisa….kkkkk

      • Jeferson Araújo Pereira says:

        OK, não precisa ficar nervosinho: ele realmente bateu roda com roda com o Alonso, mas isso é um detalhe. É preciso se concentrar na ruindade que era o Mark Webber.

        Vettel fechou o campeonato de 2012 com 281 pontos. Webber terminou em SEXTO lugar, com 179. São 102 pontos de diferença. Contra números não há argumentos. Webber conseguiu a façanha de chegar atrás do Jenson Button, que terminou o ano em 5º lugar.

        Fãs exaltados do Vettel, como você, precisam entender que Mark Webber não era piloto. Ele era motorista. O mané era o Mark Webber, e não eu.

      • Marmelada-44 says:

        Webber estava para Vettel da mesma forma que Rubinho estava para Schumacher e Berguer para Senna, citando apenas três casos.
        Poderia ficar o resto da tarde citando outros casos, mas é desnecessário.

      • Micromax says:

        Nem Rubinho e nem Berguer chegaram num final de campeonato disputando o título com seus respectivos companheiros, kkkkk…….engulam essa Schukruzetes desvairadas……ou não caiu a ficha ainda hahahahah

    • Micromax says:

      E como pode um zé-ruela chegar na última corrida do ano na frente do 1º piloto, com chances melhores de levar o caneco?

  28. Fernando says:

    O que fez a Ferrari pra diminuir bastante a diferença pra Mercedes?

    Lembrando que a 2 anos atras Vettel fez aquela lambança na largada onde arruinou alem de sua corrida, do Kimi e do Max (Erros não são a partir do GP da Alemanha 2018).

  29. Manoel Nunes says:

    Brilhante síntese sobre a passagem de bastão na Ferrari. Torço para Leclerc – sem deixar, por outro lado, de ter admiração pelo Vettel, em especial quanto ao perfil mais low profile.

  30. Ricardo Boninsenha says:

    O novo sempre vem!!!

  31. Costa says:

    Que medíocre esse Bottas…

    • Paulo says:

      Perfeito para a Mercedes por garantir o título do Hamilton e, de quebra os dos construtores. Se o Bottas lutasse por vitórias não haveria o Hamilton campeão na metade do campeonato. Quando a Williams colocou Piquet e Mansel juntos perdeu o campeonato para o Prost em uma Ferrari muito inferior.

  32. Véia da Piassanguaba says:

    Emocionante testemunhar o nascimento de um novo gigante das pistas, principalmente quando esse pequeno grande novo gênio floresce dentro da equipe que é a própria alma luminosa da F1, a épica Scuderia Ferrari. É um momento mágico, olímpico. Por outro lado, não podemos esquecer que a F1 é um esporte traiçoeiro, implacável. Espero que a bruxa não mostre sua cara por muito tempo; quem dera, nunca mais. Vida longa, Leclerc, vida longa, garoto… Everything is illuminated, now!

  33. jean carlo says:

    nunca torci pelo vettel por acha-lo, desde o primeiro titulo, um piloto superestimado. Mas otimo piloto, apenas nao pra ter o curriculo que tem. Vettel tem duas situcaoes ai. Uma é que sua história não foi a mesma de outros, já que webber além de não ser um piloto da primeira prateleira, a equipe privilegiou sempre o próprio vettel, sempre que precisou, ao contrário de agora com leclerc. Outra coisa é que, quando o vettel é superado, como foi pelo ricciardo, dá a impressão que ele dá seu melhor e não é o suficiente. isso é ruim. acaba dando pena do cara. o que só piora tudo pra um piloto de F1.

  34. felipe says:

    o vettel levou a pior vs o ricciardo… aparentemente levará a pior vs o charles. em teu texto flavio, você mencionou um passível dúvida que ele teria sobre a validade real de seus títulos… assim como vc o fez, vamos somente aos fatos; ele foi melhor “apenas” que os companheiros de equipe anunciados como segundo piloto – webber, kimi. Entretanto, seu ano com a toro rosso, e o respeito que schumacher demonstrava por ele indicavam que era um cara muito acima da média… naquela época tinha a alcunha de baby schumi – pra poucos!
    enfim, gostaria de acreditar que seus 4 títulos repreentem sim o tamanho de seu talento, havilidade, nìvel como profissional. assim, torço por ele – ainda mais quando levo em consideração sua aversão pelas redes sociais e coisas do gênero. que se reencontre!

    • Flavio Gomes says:

      Penso o mesmo. É um dos maiores de todos os tempos. E justamente por sê-lo, o momento pelo qual passa é tão interessante do ponto de vista jornalístico.

    • Segafredo says:

      Podem torcer, mas o Schukrute sempre foi o piloto que se mostrou nos últimos anos. Podem me chamar do que quiser, não é perseguição ao piloto alemão, mas o cara nunca me enganou e não engana mais ninguém. Ganhou o que ganhou do mesmo jeito que seu compatriota ganhou, ou seja, num contexto bem favorável. Abram seus olhos pra outros fatores quando avaliarem pilotos, que não só os números, assim terão uma visão real da F1.

      • Vai Vettel! says:

        Quebrou a cara, viúva invejosa! Vettel ganhou na velocidade e no talento em uma pista que requer braço.

      • Alfredinho says:

        O problema do Segafred9 é um só. Ele nunca digeriu o incontestável fato de que Vettel acabou com a carreira de Alonso.
        Ele procura qualquer brecha para atacar o tetra, achando que sua vingativa verborragia conseguirá diminuir a importância do alemão.
        Enquanto Vettel correr, teremos essa figura falastrona digitando as suas frustrações.

      • Micromax says:

        Amigo Alfredinho e Vai Vettel……………

        Se não podem derrubar meus argumentos, engulam. Só não venham com essa mesmice de frustração e blá-blá-blá………não tenho nenhum tipo de ódio por piloto algum, ou muito menos me incomoda quando Vettel ou Verstappen vencem…..apenas enxergo as corridas e pilotos como o são, simples assim…..vcs Schukruzetes tem um pequeno problema e já disse varias vezes, mas vou repetir o que Alonso já havia profetizado bem lá atrás…….”VEREMIS COMO ELE SE SAI QUANDO NÃO TIVER O FOGUETE DO NEWEY NAS MÃOS”……e todos estamos acompanhando o piloto não??

      • Vai Vettel! says:

        Alonso sempre foi um chorão! Nem roubando a vitória de Massa na Alemanha, conseguiu superar o alemão.

        O que estamos acompanhando é o reinado da Mercedes, que já dura seis temporadas. Só ganha título quem estiver pilotando uma Flecha de Prata.
        Vettel é o único até agora, que conseguiu deixar um Mercedes para trás nos dois últimos Mundiais.
        Fez o que ninguém ainda fez!

        Deu pra entender?

      • Marmelada-44 says:

        E desde quando o Segafredo entende alguma coisa? O Ricciardo está levando a Renault para o brejo e a viúva continua acreditando no Australiano Atolado!

      • Alfredinho says:

        O Vai Vettel já respondeu por mim.

  35. Valter says:

    Torço para Lecrerc.

  36. Mauro Oliveira says:

    Isso se chama Karma. Vettel está recebendo de volta tudo naquilo que um dia fez. Um dia ELE era o “moleque abusadinho” um dia foi ELE a vencer em Monza, Chegou sua hora de ver um moleque o destronando

    Incrível como o universo sempre devolve

    • Ferrarista says:

      Moleque abusadinho? Não entendi. Um dia foi ele a vencer em Monza? O alemão tem 3 vitórias em Monza.
      Qualquer moleque que queira destronar Vettel necessita, no mínimo, conquistar cinco títulos e quatro vices na f1. E até o momento, nem Ricciardo e nem Leclerc possuem um vice pra começarem a descontar essa distância.

      O Universo sempre devolve, sim! Sempre.

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