MUDOU

M

RIO (tá valendo) – Aproveitem para chamar a Toro Rosso de Toro Rosso até o fim do ano, porque em 2020 a equipe passa a atender pelo nome de AlphaTauri, a marca de roupas da Red Bull.

(Já expliquei outro dia a origem desse nome — é a estrela mais brilhante da constelação de Touro. Está num post de alguma corrida recente, é só dar uma procurada, se interessar.)

A grife foi criada pela empresa de energéticos em 2016. O time, nascido como Minardi, foi comprado pela Red Bull em 2006 para ser uma filial da equipe principal.

AlphaTauri é um nome legal. Muito melhor que Racing Point. Mas a gente se acostuma com tudo. Quero ver é como a Globo vai chamar a equipe. ATR?

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

31 Comentários

  • Só pra explicar direitinho: o nome comum da estrela é Aldebaran (alguém aí lembrou do Cavaleiro de Touro?). O nome científico é Alpha Tauri porque essa é a designação astronômica padrão para estrela mais brilhante de uma constelação. Alpha Tauri é a estrela mais brilhante de Touro, Alpha Scorpii de Escorpião (chamada popularmente de Antares), Alpha Canis Majoris de Cão Maior (chamada popularmente de Sirius) etc.

  • Toro Rosso ainda ainda vai ficar por algum tempo na cabeça de muita gente pelo costume, agora Alpha Tauri vai demorar um pouco para se acostumar.
    Aquela abreviação daquela Globo com a Red Bull Racing em dizer RBR é uma completa porcaria, basta dizer Red Bull.

  • Cortam a imagem dos bonés com a logomarca dos patrocinadores usados pelos atletas. Um repórter da Globo ao entrevistar um piloto da Stock teve a cara de pau de tentar tirar os óculos do piloto pra não mostrar a marca. A Liberty a FIA, os patrocinadores tem que entrar com uma ação na justiça pra obrigar a Globo a respeitar seus investimentos. Que falta faz um Eurico Miranda nessas horas…

  • A F-1 ao comercializar o seu produto deveria exigir que os nomes da equipe fossem ditos sem rodeios. Como os nomes dos Estádios de Futebol (produto BILIONARIO no mundo todo) que a RGT teima em sacanear.

    Por que a Ferrari, Mercedes e Mclarem são beneficiadas tendo os seus nomes falados sem siglas? Ferrari e Mercedes recebem propaganda de graça bem como a Mclarem que também comercializa uma série de itens como carros esportivos.

    Para mim, isso está completamente errado. Dois pesos, duas medidas.

  • Se fosse pra seguir a lógica da Benneton, chamaria pelo nome. Contudo, a política da empresa mudou, pois chama mais atenção ainda do telespectador desavisado. Quem ouve uma sigla quer saber o que ela quer dizer!

  • Oieee.
    Sei que vc fica indômito quando faço isso, essas sumidas. Uma palavra: Martinica. Desculpadinho?

    Também estou em sérias conversações com tarólogos, numerólogos e afins com o intuito de mudar o meu nickname para 2020. Ou deixo Nick B mesmo? Hum…

    Nick B
    (ao som dos Stones, You can’t always get what you want). Grande segredo da vida: você não pode ter sempre o que quer, mas procurar somente o que precisa.

  • Desconfio que não é a Globo que veta o nome das empresas e sim o Galvão Bueno que cobra por sua voz. Já ouvi outros narradores da Globo falando abertamente Red Bull, Toro Rosso, Volei Bradesco, Vôlei Nestlé, Red Bull Brasil Futebol. Quando o filho do Galvão corria(?) na categoria Stockcar e sua patrocinadora era a Red Bull, Galvão Bueno enchia a boca ao pronunciar o nome da fabricante de bebidas energéticas.
    Ah…Galvão vai chamar a equipe se Beta, Gama, Delta…. alfabeto grego inteiro menos AlphaTauri

  • Podem fazer igual na época da Virgin, que ainda estreante virou “VR, antiga Manor” ou “antiga Manor”, que depois virou Manor mesmo quando a equipe que estrearia voltou ao nome original. Esperemos um “ATR, antiga STR”.

  • Nunca entendi essa parada da Globo não falar o nome da Red Bull, faz “merchandising” falando o nome das montadoras, mas a equipe com um nome de uma marca que não seja de carro não fala, depois o português sou eu!!!

    • Eu também nunca entendi isso. É realmente uma questão de grana no fundo, não paga o jabá, não falo seu nome.

      Mas vamos falar nas corridas de categorias nacionais, mais especificamente a Stock, que a Globo detêm o direito de imagens. No meu pensamento existe um circulo vicioso no meio, não vou colocar grana numa equipe, pois a televisão não fala o meu nome. A tv não fala o nome por que não pagam um por fora. A categoria tendo menos patrocinadores, tende a ser menos forte, menos forte fica uma categoria sem publico, sem publico, a categoria vai morrendo com o tempo.

      Um lixo realmente tudo isso. Acredito eu que teríamos outra situação se a Stock fosse transmitida em outro canal, mas já me disseram que vale mais a pena em questão de retorno ter uma cobertura fajuta da Globo do que correr em horário nobre das outras emissoras.

    • Prezado Paulo, também não entendo, mas acredito ser por força de contrato de um dos patrocinadores. Se eu não estiver enganado, a TNT Energy Drink compete com a Red Bull pelo mercado de energéticos e é ligada ao Grupo Petrópolis, ao qual pertence a cerveja Itaipava, uma das patrocinadoras. Deve existir alguma cláusula de veto de pronunciar o nome da concorrente; por isto, creio eu, a Red Bull Racing virou RBR e a Scuderia Toro Rosso virou STR.

      Não sei exatamente se é isto, mas é a explicação mais lógica que eu consegui encontrar.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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