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terça-feira, 19 de novembro de 2019 - 1:42F-1

SOBRE DOMINGO À TARDE

Molecada da Red Bull: vitória de um projeto que revela enormes talentos

RIO (valeu muito) – Foi difícil escolher a melhor foto do domingo, mas fiquei com o abraço de Verstappen e Gasly porque ele representa a vitória de um projeto da Red Bull que merece todos os aplausos. Sob a batuta de Helmut Marko, a fábrica de energéticos tem descoberto talentos indiscutíveis e, em Interlagos, levou três de suas crias ao pódio. Todos começaram na Toro Rosso. Sainz Jr., que não aparece na foto porque só soube que tinha conquistado o terceiro lugar uma hora depois, hoje defende a McLaren. Mas saiu da mesma horta.

A lista de pilotos que a Red Bull carregou no colo desde a tenra idade é de respeito. Sem forçar muito a memória, posso citar Vettel, Buemi, Vergne, Félix da Costa e Ricciardo — sem falar de caras como Márquez no motociclismo e Loeb e Ogier no rali. Alguns acabaram não vingando, o que é normal. Marko é exigente e implacável. “Um moedor de carne”, diz-se da Red Bull quando ela frita algum moleque — eu mesmo já devo ter escrito isso algumas vezes. Não reconhecer o sucesso de seu programa de desenvolvimento, no entanto, é negar a realidade.

Os três meninos que levaram troféus em Interlagos também formaram o pódio mais jovem da história, com média de 23 anos, 8 meses e 13 dias. Superaram a marca de Vettel-Kovalainen-Kubica no GP da Itália de 2008 (23 anos, 11 meses e 20 dias).

Hannah Schmitz: decisão corajosa valeu a vitória

Eu também poderia ter escolhido como imagem do GP a dessa moça aí do lado, a engenheira Hannah Schmitz, que responde pelas estratégias de corrida da Red Bull. Ela mal trabalhou no ano passado, já que estava de licença maternidade. Voltou em 2019. Foi ela quem tomou a decisão de chamar Verstappen para um terceiro pit stop no fim da corrida, durante o safety-car causado pelo abandono de Bottas.

Parar ali significaria perder a liderança para Hamilton, mas Hannah fez as contas e concluiu que com um jogo de pneus macios novos nas últimas voltas Max seria capaz de superar Lewis, que tinha médios usados. O holandês confiou cegamente na determinação da estrategista.

Nem preciso dizer que ela acertou na mosca.

Os pit stops da Red Bull, além de certeiros, foram também incrivelmente rápidos. Tão rápidos que a equipe estabeleceu um novo recorde domingo. Na primeira parada, os mecânicos rubro-taurinos trocaram os quatro pneus de Verstappen em menos de dois segundos — precisamente 1s82.

Agora precisamos falar da Ferrari.

A leitura da crise ferrarista que fez nosso cartunista oficial Marcelo Masili pode parecer um pouco extremada num primeiro momento. Afinal, enjaular Vettel e Leclerc talvez seja um exagero.

Ou não…

O que fazer quando pilotos da mesma equipe se acertam na pista e causam um abandono duplo? Não foi a primeira vez, claro. De supetão, lembro de contendas entre Vettel e Webber, Verstappen e Ricciardo, Zonta e Villeneuve, Hamilton e Rosberg.

Alguns meses atrás, escrevi, ou falei num vídeo, que a maior atração da segunda metade do campeonato seria o embate Vettel x Leclerc. Um conflito de gerações. As posições de cada um são muito claras. Sebastian é o veterano com quatro títulos mundiais que não precisa provar mais nada para ninguém. Charlinho é o novato talentoso que procura conquistar seu espaço nem sempre de uma maneira muito gentil.

Vettel já foi assim quando começou. Se impor, numa categoria competitiva como a F-1, é quase sempre uma necessidade. Lembremo-nos da explosiva dupla Hamilton-Alonso em 2007. O espanhol não aguentou o tranco e preferiu não entrar naquela dividida porque sabia que tinha chances de perder.

Cada um escolhe seu caminho. Leclerc é duro na pista e pouco leal em alguns momentos, pensando muito nele e pouco no time — como em Monza, quando não deu o vácuo para Vettel na classificação, como haviam combinado. O alemão, que anda meio ranzinza e mal-humorado, usa sua condição de tetracampeão e um currículo que o coloca entre os melhores de todos os tempos para se contrapor ao ímpeto do monegasco. Não tem sido o suficiente e a fama de reclamão só aumenta. Está, evidentemente, incomodado. E atrás na classificação do campeonato.

Vettel não está sabendo lidar com a novidade de ter um companheiro duro na queda

No episódio específico da batida em Interlagos, a culpa pode ser dividida entre os dois. Vettel foi muito limpo quando levou um drible espetacular de Leclerc no S do Senna. Não estava esperando um ataque àquela altura da prova, a seis voltas do final. Tirou o pé para evitar um choque quando Charlinho mergulhou por dentro. Mas, experiente, preparou o troco saindo melhor da segunda perna da curva, embutiu no companheiro na entrada da reta, abriu a asa e a ultrapassagem era inevitável.

Leclerc percebeu que iria ser ultrapassado. Vai alegar até o fim da vida que deixou um espaço à direita, e é verdade. Só que se colocou no meio da pista e nem se preocupou em posicionar o carro para fazer a curva do Lago. De novo, deu uma de joão-sem-braço. Desconfio até que os dois passariam reto se não fosse o leve esbarrão que furou o pneu de um e quebrou a suspensão de outro.

As imagens mostram que o toque foi causado por Sebastian com uma ligeira mudança de direção para a esquerda, cujo objetivo era afastar o adversário para fazer a tomada da curva seguinte. Uma disputa assim é normal entre pilotos de time diferentes. Se bater, paciência. Quando se trata de companheiros de equipe em litígio permanente, porém, alguém precisa ceder. Vettel testou Leclerc. Leclerc não cedeu. O resultado é uma crise danada. Mattia Binotto terá trabalho no ano que vem para domar as feras.

E nós adoramos essas coisas!

Vale destacar que nas declarações pós-corrida os dois pilotos foram econômicos nas palavras e evitaram espancar verbalmente um ao outro. O chefe da Ferrari disse que eles deviam desculpas ao time. A equipe interrompeu uma sequência de 46 provas marcando pontos. Agora, a Red Bull, com 37, detém a maior série.

O NÚMERO DE INTERLAGOS

…pilotos diferentes já venceram o GP do Brasil na configuração atual de Interlagos. Foram 30 corridas disputadas na pista curta desde 1990. A lista: Schumacher (4 vezes); Vettel (3); Senna, Hakkinen, Montoya, Massa, Webber, Rosberg e Hamilton (2); Prost, Mansell, Hill, Villeneuve, Coulthard, Fisichella, Raikkonen, Button e Verstappen (1).

Tá grande isso aqui já, né? Vamos a alguns tópicos que escaparam ontem.

Sainz e a McLaren fizeram festa e foram atrás da taça
  • Foi apenas a nona vez na história da F-1 que um piloto saiu de último para o pódio. Sainz Jr. conseguiu a façanha ao terminar em terceiro, após a punição de Hamilton. Fez apenas uma parada e segurou Raikkonen no fim.
  • A última vez que isso tinha acontecido? Outro dia mesmo, com Vettel na Alemanha neste ano. Ele terminou em segundo. Aliás, uma corrida tão maluca quanto a de Interlagos. Que também teve uma Toro Rosso no pódio, a de Kvyat. E que também foi vencida por Verstappen. A diferença é que lá choveu pacas.
  • Alguém mais notou que Barrichello, o entrevistador do dia, quebrou o protocolo e falou com Hamilton, o terceiro, antes de fazer perguntas a Gasly, o segundo? E quando foi conversar com o francês, se atrapalhou e perguntou se estava feliz de voltar ao pódio. Como se sabe, era o primeiro.
  • Rubens também não precisava usar o boné de sua marca própria naquele momento. Ah, você pega no pé do cara! Pode ser, mas não precisava usar o boné. Nenhum entrevistador usa.
  • João Doria Jr., governador de São Paulo, entregou o troféu a Verstappen e ficou uns 30 segundos falando com Hamilton no pódio. Horas antes, deu uma entrevista para dizer que em dezembro espera anunciar a renovação da F-1 com a cidade. A ideia é um contrato até 2030.
Gasly: nasceu para defender o time de Faenza
  • Sobre Gasly… Que coisa, esse menino. Uma volta por cima maravilhosa. Parece que nasceu para correr na Toro Rosso. A equipe, que no ano que vem muda de nome para AlphaTauri, fez seu terceiro pódio na história. Os outros foram de Vettel (venceu na Itália em 2008) e Kvyat (terceiro na Alemanha nesta temporada).
  • A equipe italiana chegou a 83 pontos e faz a melhor temporada de sua história. O recorde anterior era de 65 pontos em 2015.
  • A última vez que a Honda fez uma dobradinha na F-1 tinha sido no GP do Japão de 1991, com Berger em primeiro e Senna em segundo — ambos da McLaren. Equipando dois times diferentes, na Itália em 1987: Piquet, da Williams, em primeiro, e Senna, da Lotus, em segundo.
  • Curiosidade: a Honda conseguiu o resultado no dia do aniversário de seu fundador, Soichiro Honda (1906-1991).
  • O público acumulado nos três dias do GP foi de 150.307 pessoas.

A FRASE DO BRASIL

Gasly: pódio inesquecível

“É o melhor dia da minha vida.”

Pierre Gasly, que disputou as 12 primeiras corridas pela Red Bull, foi rebaixado para a Toro Rosso depois da Hungria e terminou a prova em segundo lugar 

E terminamos com nosso tradicional “Gostamos & Não gostamos”, já antecipando que, numa corrida tão legal como essa, foi bem difícil encontrar algo que não tivesse sido do agrado geral da nação.

Kimi e Giovinazzi: 22 pontos

GOSTAMOSDo resultado da Alfa Romeo >>>, que ficou em quarto com Raikkonen e quinto com Giovinazzi. A equipe somou 22 pontos e, no Brasil, só ficou atrás da Red Bull, que fez 25 com Verstappen. O pódio bateu na trave. Kimi tentou tudo sobre Sainz Jr., mas o espanhol resistiu bravamente.

Lewis se desculpa: erro assumido

NÃO GOSTAMOSDo toque de <<< Hamilton em Albon, tirando do tailandês a chance de chegar ao pódio pela primeira vez na carreira. Lewis desculpou-se ainda no Parque Fechado com o jovem Alex, foi ao pódio meio sem jeito e nem se defendeu da punição que o atirou para o sétimo lugar na corrida.

76 comentários

  1. TARCISIO F FONSECA disse:

    Gostei da foto do número de Interlagos.

  2. Ricardo Bigliazzi disse:

    O Gil de Ferran continua da Mclarem?? Ele estava no Brasil. Não me lembro de nada sobre Ele nesse GP.

    Quem puder ajudar agradeço

  3. Jorge H. Barbosa da Silva disse:

    Querido Flávio Gomes:

    É verdade que, após a corrida do Brasil, a FIA confiscou partes da unidade motriz da Honda para averiguação? A notícia está sendo espalhada por certos leitores em outros sites de esportes…

    Se tiver curiosidade:

    http://www.autoracing.com.br/f1-fia-apreende-partes-do-sistema-de-combustivel-da-ferrari/

  4. CRSJ disse:

    Essa corrida do Brasil 2019 foi virada de cabeça pra baixo e sem chuva, que no final das contas acabou até sendo divertida, principalmente depois do abandono do Bottas.
    Fora a vitória do Verstappen essa engenheira Hannah Schmitz da Red Bull roubou a cena no pódio por ser além de talentosa, bonita!
    Carlos Sainz faz o seu pódio do terceiro lugar mesmo que tardio, isso pela decisão tardia dos comissários na penalidade de cinco segundos do Hamilton, o que é um erro.
    Gostamos: A Alfa Romeo conseguiu o seu melhor resultado no ano através da penalidade do Hamilton com seu quarto e quinto lugares, mas o que foi bonito mesmo foi o segundo lugar do Gasly com uma roda de vantagem do Hamilton que chegou em terceiro antes da penalidade, a comemoração do Gasly acabou sendo de Campeão do Mundo.
    Não Gostamos: A batida de Hamilton no Albon foi feia, pior ainda foi o Fogo Amigo da Ferrari no final da corrida tirando Vettel e Leclerc.

  5. Leo disse:

    Flávio, se não me engano, o Rubens Barrichello quando mencionou a volta ao pódio de Gasly, se referiu ao fato que ele foi campeão de GP2 e agora voltava ao pódio. Tive essa impressão ao ouvir ele entrevistando.

  6. Brabham-5 disse:

    Só eu acho que é ridículo um piloto ficar pelo rádio pedindo mais potência, só para justificar que não está conseguindo alcançar um carro não tão bom quanto o seu?
    Bons tempos aqueles em que quem controlava a potência e a velocidade era o pé do piloto.
    Hamilton deveria e ter trocado os pneus, por pneus mais rápidos/macios.
    A Mercedes não tinha como “enviar” mais potência para o seu carro.
    Sem contar que é uma propaganda negativa mundial, na transmissão ao vivo da corrida o Hamilton reclamando e pedindo “mais potência” para o motor MERCEDES.
    Desmerece até o seu trabalho.
    Saudades dos anos 70 e 80 e seus campeões.

    • Valter disse:

      Em matéria de informática sou um “anafabyte”, mas ouvimos pilotos pedindo mais potência para as equipes nos boxes via rádio, então se eles pedem, deve haver uma forma remota de configuração do mapeamento da UP?? Ou uma informação na placa ao passar na reta dos boxes onde quem segura a placa com os dedos em uma posição ou luva de uma cor combinada indica uma configuração no volante?? Acho que não pediriam se não fosse possível.

    • Leo Bahmed disse:

      Desde pelo menos a década de 80 os pilotos conseguem alterar potência de seus motores de dentro do cockpit modificando a quantidade de combustível injetado no motor e portanto conseguindo mais ou menos potência/economia.

      Quando um piloto na F-1 atual “pede” mais potência no rádio, ele está pedindo autorização aos engenheiros para utilizar configurações de mapeamento do motor que lhe renderão maior potência, mas que em contrapartida, aumentam o risco de uma falha mecânica ou quebra do mesmo.

      • Edison Jr. disse:

        Exato, acho que também entra nessa equação o consumo de combustível, se ele usar o motor no “modo classificação” a corrida inteira, se por um milagre o motor não estourar, ele fica sem gasolina antes do final da corrida.

    • Ricardo Bigliazzi disse:

      O cara apenas pergunta, de vez em quando tem uns 5% guardados para preservar o motor… sei lá… a bem da verdade o choro é livre, até na F-1

  7. Brabham-5 disse:

    Torço muito pelo Gasly e pelo Lando Norris.
    Ah se o Norris estivesse com a Mercedes do Bottas nas mãos.
    Essa babação de ovo pelo Leclerc acabaria em duas corridas.

  8. Brabham-5 disse:

    – Diferentemente do comportamento do novo mimadinho birrento da F1, Charles Leclerc, Albon teve a chance de brigar com Verstappen pela sua primeira vitória ( que seria histórica não só para ele, como para o seu pais na F1! )na última relargada de safety car, mas teve bom senso, jogou para o time e deixou o colega de equipe correr para a vitória enquanto ficou para segurar Hamilton. Da mesma forma que se enroscou/foi tocado por Hamilton, poderia ter acontecido o mesmo numa disputa com Verstappen na volta final. Teria sido idêntico ao que ocorreu entre Vettel e Leclerc. Mas ALBON TEVE MATURIDADE E BOM SENSO.
    – Vettel jogou limpo ao ser ultrapassado na largada da corrida, foi limpo na disputa com Albon após o safety, e Leclerc fez O MESMO MOVIMENTO que Vettel fez ao ultrapassá-lo, quando Leclerc segurava Bottas por várias voltas até estourar o motor do carro do Bottas. Vettel já tinha colocado mais de mio carro á frente de Leclerc e fez o movimento para fazer a tomada da curva. LECLERC SABIA DISSO E DEIXOU O CARRO DE PROPÓSITO para causar a colisão. Portante se tem alguém que NÃO PODE RECLAMAR E SIM PEDIR DESCULPAS pelo que aconteceu, esse alguém é Charles Leclerc.
    – Se não houvesse a entrada do safety car pela quebra do motor do Bottas, Leclerc nem chegaria perto de Vettel, pois a distância entre eles na pista passava dos 10 segundos! Portanto, se a Ferrari não fosse um bando de italianos incompetentes (Binotto e cia), omissos e frouxos no comando de seus pilotos durante a corrida, já teriam avisado ao Leclerc para não forçar sobre Vettel no final, para não causar um acidente. Como SEMPRE FIZERAM com seus pilotos, avisando pelo rádio: “Apenas tragam os carros para o final”. Aliás, está na hora de Vettel pegar esse cara (Leclerc) num canto atrás do motorhome da Ferrari e lhe socar a cara. Pelo jeito, o “menino” Leclerc não ouviu muitos “NÃO” pela vida…Nada como um nariz quebrado para entender o que é humildade, Piquet, Schumacher e Senna JAMAIS aceitariam as atitudes desse rapaz.
    – GP Brasil. Vocês realmente acham que tirariam o “quase brasileiro”, o “”novo Senna” (Hamilton) dó pódio, o Barrichello não daria bola fora na entrevista com os pilotos e o Dòria não daria um jeito de se auto-promover? Aliás, o Barrichello gosta tanto de “não ser esquecido” que ao invés de ficar nos boxes da Ferrari ou da Williams, equipes onde trabalhou, foi ficar na Mercedes campeã, caro, onde as câmeras o encontrariam com mais facilidade. A corrida no brasil em Interlagos, sempre é ótima. O que estraga é a babaquice tupiniquim, com direito a coro de “Sennaaaa, Sennaaa…” durante a cerimônia de premiação dos pilotos.

  9. Gabriel P. disse:

    Quanto a Lecrerc X Vettel eu pergunto a quem é motorista e dirige..
    Quando no trânsito um outro carro te corta ou atravessa a frente do seu em movimento.
    Voce usa da inteligencia e faz o quê para não bater ????

  10. Luciano Vido disse:

    FG a VAR tá atrapalhando até na F1. Teve o podium e depois tiraram e Caritos comemorou sozinho. Fiscais e representantes da FiA incompetêntes!! Não se pode avaliar uma situação em câmera lenta. Achei erro de corrida neste caso do HAM x ALB , segue o jogo .

  11. vinicius disse:

    E o Gasly vai caminhando para terminar o campeonato de pilotos na frente do Albon, por ironia do destino.

    Em tempo – Interlagos é daquelas pistas que tinham que ser permanentes no calendário da Fórmula 1 (assim como Silverstone, Monza, Spa e Suzuka). Liberty Media, vá te catar com seus milhões!

  12. Ricardo Bigliazzi disse:

    Outra coisa interessante que li no site da Formula 1 (oficial) é que esse pódio de Interlagos foi o Podio mais jovem da categoria sendo mais jovem em quase dois meses do que o de Monza em 2008 em que o Vettel venceu a prova (Toro Rosso) seguido pelo Kovaleinen e o Kubica.

    Prova memorável com vários desempenhos dignos de nota.

  13. luiz araujo disse:

    A Toro Rosso vai mudar o nome pra Aldebarã?

  14. Ed disse:

    VERSTAPPEN deu uma surra tão grande no HAmilton (2 vezes) que o inglês até está antecipando as férias. Isso pra mim, mostra claramente como Hamilton tem a sorte de estar no melhor carro.

  15. Julio disse:

    Está difícil eleger a melhor corrida de 2019, ainda bem

  16. Ricardo Abreu disse:

    Defender a espremida do Vettel para cima do Leclerc não faz sentido. Porque equivale a dizer que o Leclerc teria a obrigação de ceder ainda mais espaço. Quem corre de carro sabe muito bem como se defende de uma tentativa de ultrapassagem por fora. Dentro do limite das regras. Como bem afirmou o Rosberg se há culpa esta é do Vettel.

    • Luciano Vido disse:

      Nos fórmulas “open wheels” tem q se pensar vem nesta defesa. Pneu com pneu sempre da merda. Erro de corrida dos dois. Porém o Vettel já tinha dado espaço pro menino ultrapassar. Punição interna não tem santo!!!!

  17. murilo disse:

    O automobilismo americano tem uma coisa chatíssima: Excesso de bandeiras amarelas. Mas isso garante finais de corrida emocionantes, em 100% dos casos.

    A F1 tem que implementar algo do tipo, que evite que um carro abra 60 segundos de vantagem numa corrida. No GP do Brasil além do Safety car gerado pelo Bottas (e depois pelas Ferraris), o que deixou a corrida animada foram as trocas de pneus, duas ou até três paradas, só o Sainz parou uma vez apenas.

    Aquelas corridas de parada única onde o líder descamba na frente são um saco.

    • Fernando disse:

      Murilo, concordo em partes…”fabricar” um pega, com safety car ou bandeiras, me parece bem ruim, ja que premia aqueles que nao tem tanta capacidade, tecnica ou financeira…apesar de esporte, aquilo eh movido a grana e eh obvio que quem anda na frente ganha mais, mas investe mais tambem…nao sei qual a forma de assegurar uma F1 mais igualitaria mas o exemplo da motoGp eh muito bom, praticamente toda corrida tem pau e alternancia, mesmo com o Marquez papando tudo no final….dificil isso….abracos

  18. Marcio Almeida disse:

    Flávio,
    Vale ressaltar que no sistema de pontos atual, o Vettel teria feito sozinho 91 pontos pela Toro Rosso em 2008, sendo ela de fato a melhor temporada da história da equipe.
    Abs

  19. Rodrigo disse:

    Não concordo com a culpa “dos” pilotos da Ferrari, a caga## foi 100% do Vettel, pela imagem de frente da pra ver que o Le Clerc não joga o carro pra cima dele e ainda tenta se afastar um pouco.
    Vettel deve desculpas.

  20. Fernando disse:

    Quando a própria pessoa admite que pega no pé de outra, e mesmo assim insiste em fazê lo, só pode ser alguma mania ou algo doentio.

    • Flavio Gomes disse:

      Jura, você acha?

    • Alfredo Aguiar disse:

      Que bonitinho, que gracinha. Não pode falar da palhaçada do Rabichello ignorar o Gasly no pódio pra lamber as bolas do Hamilton, que pra piorar a situação ainda foi desclassificado depois. porque o Rabika é brasileiro, povo escolhido por Deus e que está acima de tudo e de todos. Só vou pegar leve, porque como você deve assistir as corridas pela Globo (quando eles transmitem), você não costuma assistir as entrevistas pós corrida e o pódio, (não parece, mas depois de cada corrida, tem entrevista e pódio) Essa coisa de entrevistar os pilotos por ordem de chegada é o que acontece EM TODAS AS CORRIDAS seja lá quem for o entrevistador. Então não é uma questão de pegar no pé, se o escriba estava descrevendo o que de importante aconteceu, de bom ou de ruim. A patacoada grosseira do Rabichello estava entre elas

      • Saraiva disse:

        Fala sério lambe bolas de blogueiro! O cara vai deixar de dar atenção ao hexacampeão pra perder tempo com o “Gasly” kkkkkkk quando ele for hexa tb terá a mesma paparicação…. Muito mímimi!

  21. Luiz disse:

    Se eu fosse o VETTEL, teria feito o mesmo. No GAzzetadelosport, a italianada também chegou meio que um consenso que a culpa foi dos dois. VETTEL mandou ver, e LECLERC não arregou. Agora pensa. Se você fosse tetracampeão, alguns anos trabalhando na equipe, e chegasse um novato sacaninha (sim o monegasco (francês) é bem sacaninha), e de cara te superasse na pista e no campeonato, você iria ficar muito puto. E além de tudo, temos os salários, o de VETTEL é muito superior, e ficou atrás no campeonato, aliás a briga entre os dois levou Verstappen para 3o como quem não quer nada. Nesse ponto a FERRARI mesmo deve estar se perguntando, precisamos disso? precisamos do VEttel? Já que o moleque é tão bom, não seria uma boa o Vettel sair, economizar alguns milhões e meter o GIOVINAZZI como segundo piloto? Pois é. A coisa ta feia para o VEttel. Acredito que a FERRARI vai pressioná-lo para sair , e sejamos franco, como vão correr assim 2020 inteiro? Sem condições.

  22. Simão disse:

    Leclerc fez o que se espera de um piloto de F1. Vettel fez o que NÃO se espera de um companheiro de equipe. A imprensa especializada do mundo todo ontem apontou a culpa de Vettel. Dizer que o Leclerc não cedeu é minimizar o fato de que foi o alemão quem forçou uma situação em que alguém tinha que ceder. Vettel já fez isso em outras ocasiões, bater no companheiro e jogar a culpa nele. Foi o que ele fez com o Webber em 2010, na Turquia: roda traseira contra roda dianteira, os dois fora da corrida e Vettel insinuando que Webber era louco antes mesmo de descer do carro. Aliás ele já havia tirado o Webber do GP do Japão em 2007, tendo sido punido por isto. Ou seja, não é novidade o que aconteceu no currículo do alemão. Tetracampeão, gente boa, diferenciado como pessoa, etc, ok, mas nem sempre é honesto.

  23. Fernando disse:

    Gostei do aviao estilizado do cartunista…mesmo que a empresa “lembrada” aqui nao transporte os equipamentos da F1 no Brasil rsrs….Flavio, voce poderia escrever algo sobre a nova dupla da Honda na motoGP ? Irmaos na mesma equipe, ambos campeoes mundiais, nao sei nao….acho que a ceia de Natal de 2020 nao sera tao animada como deve ser a deste ano…abracos

  24. Acho que Binotto é quem está com os dias contados no comando da equipe. É a famosa gestão de crise que ele não está sabendo tocar.

    Sobre o pódio, repararam que enquanto o Doria proseava com Hamilton e atrasava a entrega do troféu seguinte, Verstappen deu uma olhada para ele e deu um breve sorriso? Do tipo, “o que ele está fazendo”? Ou, “só falta ele parar de falar para continuarmos”. É bom lembrar que o protocolo de entrega de troféus é bem definido, segue regras escritas, com todos os movimentos friamente calculados, como diria o Chapolin. Então todos devem segui-lo. É bom reforçar isso principalmente com os políticos, que gostam de falar e aparecer.

    Eu achei o máximo o segundo lugar do Gasly, mas lembremos que sairam da frente o Albon e as Ferraris. Não apaga sua boa corrida, claro que não. Mas se não fosse isso ninguém lembraria de sua boa atuação. Nem do Sainz, que ainda subiu uma posição pela punição do Hamilton.

    Por todas as exceções que ocorreram, foi uma corrida espetacular, a melhor do ano. O que desanima é que tudo vai voltar ao normal daqui a duas semanas, naquela pista medonha de Abu Dhabi.

  25. Plinio disse:

    Essa ligeira mudança de direção para a esquerda de Vettel pra afastar Leclerc e fazer a tomada da curva é a coisa mais comum na F1. Os pilotos fazem isso constantemente porque funciona. Só que Leclerc fez o que poucos pilotos fazem, que é apenas manter a trajetória do carro. Está certíssimo. Havia espaço pros dois carros na pista. Isso é fundamental. A partir disso quem bateu foi o Vettel. Pra dar um exemplo no passado, o Senna cansou de fazer ultrapassagem assim. Ele sabia que o piloto da frente ia evitar a batida e jogava o carro. Por isso ele dizia que se há um espaço tem que aproveitar. Pra ganhar terreno na F1 é assim. Leclerc pode não se tornar um grande astro. O futuro é imprevisível. Mas ele está tentando. Isso é importante.

  26. Geraldo Netto disse:

    Creio que a pergunta do Barrichello para o Gasly, em estar de volta ao pódio, se referiu aos pódios que já subiu em sua carreira, não só na F1.

  27. Claudio disse:

    Deixa o Rubens usar o boné dele, o Lauda por exemplo sempre usava o dele e nunca ninguém falou nada.

  28. Paulo F. disse:

    O holandês confiou cegamente na determinação da estrategista.
    Lewis não confiou e se deu bem em provas anteriores.
    Sou mais um piloto como Hamilton do que um estrategista de qualquer equipe.
    Desde o tempo do John Wyer e do Neubauer esta é uma questão discutida mas é na pista com o cara no cockpit que se faz a vitória, ou a falta dela.

  29. Badoer disse:

    Legal mesno foi ouvir a galera gritar Senna, Senna, para desespero da maioria do pessoal daqui.

    • J Fernando disse:

      Que desespero, cara?
      A maioria dos comentaristas que não são fãs do Senna têm o maior respeito pelo piloto. Sou fã do Piquet, nunca gostei do Senna, mas nem por isso saio destratando o piloto. A reclamação maior, se você não entendeu, é que o marketing brasileiro em relação à F1 só mira Senna, esquecendo que dois outros pilotos também foram campeões com glórias: Fittipaldi e Piquet.

  30. Gustavo disse:

    Flavio, o boné do Rubinho esse ano não era de marca dele não, é um boné com o número que ele usa e não tem relação nenhuma com patrocínio de empresas (até onde sei também). Na despedida do Massa lembro que ele subiu no pódio sim com um boné de patrocinador (acho que Medley ou Mobil). Lauda quando era entrevistador de pódio sempre subiu com o boné clássico dele de patrocínio. coisa normal vai.

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