SOBRE ONTEM À TARDE

Começando mal, com uma escolha quase aleatória da “imagem da corrida”, acima. Claro que não foi essa. A melhor foto era do Verstappen babando na gravata atrás de Hamilton nas últimas voltas, mas usei ontem. Então, porque estou com pressa, peguei qualquer uma.

Começando mal, a nova temporada de “Sobre ontem…”. E apanhando das formatações deste novo visual do blog. Então, se sair tudo meio estranho aí embaixo, não estranhem. O problema sou eu.

O NÚMERO DO BAHREIN

5.226

…voltas na liderança completou Hamilton ontem desde sua estreia na F-1, em 2007. É um novo recorde. Na parte final da prova ele superou as 5.111 lideradas por Michael Schumacher.

Lewis tem sido um demolidor de recordes, especialmente nos últimos dois anos, quando começou a alcançar Schumacher sem planos para parar. Sua vitória de ontem no Bahrein foi a 75ª pela Mercedes. E a quinta no circuito do deserto.

Como sempre, faltou dizer uma coisinha ou outra da prova. Vamos a elas, sem enrolar muito:

Alonso: sanduíche atrapalhou

Fernando Alonso (acima) abandonou a corrida com um problema nos freios. Depois de verificar o que tinha acontecido, a Alpine encontrou uma embalagem de sanduíche bloqueando um duto de freio traseiro. Jogar papel no chão é um horror. Lembrou uma corrida no Rio, não lembro qual, em que o povo emporcalhou a grande reta e teve piloto abandonando, também, com superaquecimento. Mas dos motores, porque as entradas dos radiadores ficaram cheias de saquinhos de cachorro-quente Geneal.

Um dos problemas da Red Bull ontem foi de falta de pneus duros. A equipe gastou quase tudo nos treinos, e ficou com apenas um jogo novo para Verstappen (abaixo) na corrida. Por isso ele teve de usar médios depois do primeiro pit stop. Pode ter sido fatal. O segundo stint do holandês foi prejudicado pelo desgaste precoce da borracha. Hamilton usou macios-duros-duros.

Verstappen: faltou pneu

Alonso e Mazepin, no visual, foram os únicos que abandonaram a corrida. Mas nas voltas finais outros dois carros foram retirados da corrida: Latifi, com problema no turbo, e Gasly, com o câmbio em pane. Mas como o pau estava comendo lá na frente, ninguém nem percebeu.

A determinação da torre de controle para que Verstappen devolvesse a posição a Hamilton causou muita polêmica depois da corrida. Por que vários pilotos passaram por fora dos limites da pista na curva 4 durante a prova e não aconteceu nada?

O diretor de prova, Michael Masi, explicou que todos estavam sabendo que não podiam passar por ali para ganhar “vantagem duradoura”. Durante os treinos, os tempos obtidos quando eles extrapolaram os limites da pista foram cancelados. Para a corrida, ficou combinado que se acontecesse de vez em quando, tudo bem. Desde que ninguém usasse o artifício para ganhar alguma vantagem. Fazendo uma ultrapassagem, por exemplo.

OK, foi exatamente o que aconteceu com Max. Mas à essa recomendação cabem interpretações. Se o cara passa todas as voltas por fora da zebra e ganha tempo em cada uma delas, também desfruta de uma “vantagem duradoura”. Ou não?

Por isso até mesmo Toto Wolff, chefe da Mercedes, beneficiária da decisão, reclamou. “As regras precisam ser claras, sagradas, e não escritas como uma novela de Shakespeare, que permitem muitas interpretações.

Concordo plenamente. Podia ser a frase da corrida. Mas escolhi outra:

A FRASE DE SAKHIR

Acho que perdi alguns anos de vida nessa corrida. Foi uma das vitórias mais difíceis da minha carreira.

LEWIS HAMILTON

A declaração foi dada pelo vencedor da prova a Mariana Becker, repórter da Band, no cercadinho da imprensa em entrevista exclusiva. E CONSEGUI COLOCAR UMA FOTO!

O “Gostamos & Não gostamos”, agora, neste novo formato bloguístico, vai com essa caixinha de cor para ganhar algum destaque. Espero que atenda às necessidades estéticas do rescaldão.

GOSTAMOS De Sergio Pérez, claro, que saiu de último para quinto e fez as melhores ultrapassagens da corrida. Vai dar muitas alegrias à Red Bull. E, talvez, alguma dor de cabeça a Verstappen.

NÃO GOSTAMOSDa Aston Martin, particularmente de Sebastian Vettel. O carro não andou (e esperava-se muito, depois do que fez no ano passado) e o piloto cansou de cometer erros. Estreia desastrosa. O pontinho de Stroll não salvou o fim de semana. Muito pouco, pela expectativa criada.

Agora, legal mesmo foi essa montagem que acabei de receber. A vida imitando a arte…

BAHREIN BY MASILI

E, para terminar, atualizando o post com a genial leitura do fim de semana feita por nosso amigo e cartunista oficial Marcelo Masili. Pensei em publicar em post separado, mas a tradição desta seção requer que fique por aqui, mesmo. Claro que o tema escolhido por ele foi a maratona televisiva promovida pela Bandeirantes na sua volta às transmissões da F-1. Genial, como sempre:

Comentários

  • Saudações Flavinho!

    Como não estou conseguindo responder direto, vai por aqui uma resposta ao sr. Ricardo Bigliazzi.
    Alguém já publicou quem mais passou na curva 4 ? Só foi o FDP do Hamilton, 98 vitórias, que precisou daquela curva pra ganhar ?
    Sai fora ! o nome da Hamilton agora é Papai Noel, todo ano ele vem.

    Eita pessoal chato!

    abs

  • Grande Prêmio: Bottas faz corrida pra esquecer Mercedes ano que vem, Pérez gigante, pilota de forma espetacular com várias ultrapassagens terminando em 5º.
    Vamos supor que no início dos treinos, Pérez e Bottas trocam os capacetes como seriam as manchetes do Grande Prêmio?
    Bottas com a Red Bull foi péssimo fica a 7 décimos de Vertappen no TL1, mais 7 décimos no TL2 e absurdos 1 segundo e meio no TL3 (Gasly faria melhor). Na classificação o finlandês sequer passou do Q2 (como é ridículo esse piloto) e na prova conseguiu deixar o carro morrer pra largar no fim do grid. Então com o melhor carro da corrida não fez mais que a obrigação de escalar o pelotão, aliás fez menos que a obrigação porque teria que ter passado o Norris (Albon faria melhor).
    Já o Pérez, AHHH Pérez de encher os olhos na “mercedona”, bateu o comandante no TL1 e fez competentes TL2 e TL3. Na classificação ficou a apenas 2 décimos do companheiro, era o que dava pra fazer com o segundo melhor carro da corrida. Na corrida manteve-se a 6 segundos dos líderes, poderia ter uma estratégia melhor da Mercedes permanecendo mais tempo na pista, mas a equipe não quis e na troca de pneus ainda perdeu quase 10 segundos. Porém o aguerrido mexicano ainda fez a volta mais rápida da corrida puxando mais 1 tento e diminuindo a desvantagem para Vertappen. No frigir dos ovos Pérez terminou 37 segundo atras do líder, tirando os 10 perdidos nos boxes e mais 24 da parada extra para fazer melhor volta, chegaria a 3 segundos do companheiro, imaginem em uma estratégia diferente ficando mais tempo na pista, brigaria pela vitória. Espetacular corrida do mexicano.
    Interessante não. Mais interessante ainda é que tudo que escrevi tirando alguns exageros, era o que leríamos no site.
    Anos atrás o genial Ayrton Senna que foi o piloto mais rápido que já vi correr e no conjunto da obra é TOP-3, foi alçado na condição de Deus pela opinião pública um total exagero que levou a maioria acreditar. Piquet foi reduzido à pó perto de Senna, uma barbárie.
    Os exageros sempre vão acontecer, e infelizmente a maioria dos formadores de opinião são parciais, enchem a bola de quem gostam e reduzem a zero os que acham sem graça. Cabe a nós termos opinião própria para filtrar os exageros.
    Uma coisa é você ser influenciado pela opinião dos “especialistas”, outra totalmente diferente é querer acreditar em conto de fadas ou de repente você pode simplesmente ser um idiota mesmo.
    Vida longa ao Vartão que obviamente não tem o nível de Hamilton e Verstappen, mas é um piloto grande da atual F1 e ponto final

  • Flávio, Regi comentou no bate papo pós corrida com o Rubinho que essa situação dos papéis picados no RJ foi parcialmente causada por ele. Estava havendo distribuição do AutoMotor, que na época era um jornal, na entrada do autódromo e a turma achou “legal” picar e fazer de confere. Deu no que deu!

  • Caramba… Ganhei meu dia duplamente! Recebi o meu “O Boto do Reno”, e ainda de quebra ganhei um elogio pessoal do Flavio! Mas a verdade incontestável é que blogueiro que escreve bem é ele. Com menção honrosa à enciclopédia Rodrigo Mattar. Por isso marco presença aqui, mesmo em tempos de vídeos, streaming e redes sociais. Textos escritos são a minha praia.

  • Sir. Flavio Gomes, não sei, por isso lhe pergunto (aproveitando a vitória do Hamilton): será um DKW que aparece na estrada logo no início do clip da música Strawberry Fields Forever, dos Beatles? Obs.: Estou assistindo suas “laives”, querendo responder por lá também, agradeço.

  • Temporada que promete. No bom sentido. Ainda bem.
    Hamilton queria briga? Ao que tudo indica, vai ter. E briga boa.
    Verstappen me parece o típico cara que não sabe perder. Tá, ninguém sabe perder. Mas ele aparentemente é acima da média nesse sentido. Estava visivelmente puto com o segundo lugar. Não duvido nem um pouco que, se os dois chegarem na última corrida separados por um ponto e disputem posição diretamente, ele ligue o modo Dick Vigarista. Ou Chick Hicks. Vocês entenderam.
    Valtério se encaminha a passos largos para seu último ano nas flechas negras de prata. Provavelmente vai parar na Aston Martin, se Vettel fazer seu canto do cisne, pra ser tutor do Stroll. Ou pode ser ele que vá pra F-E, em vez do Lewis, como é o meu palpite inicial.
    Aliás, Stroll parece ser tipo o menino Ney da F-1, respeitando as devidas e necessárias proporções. Todo mundo que for correr com ele vai parecer tutor do garoto. Em que pese o fato do canadense ser menos talentoso e um pouco mais cerebral do que o brasileiro. E tudo indica que dará uma surra com luvas de pelica no calvo tetracampeão alemão.
    Eu espero que a rivalidade divertida entre Ricardo e Orlando não se torne matéria de programa de fofoca e vire uma treta sem fim. Ambos tiveram suas rusgas lá na pista, mas são ótimos pilotos, têm tudo para se dar bem. Orlando parece querer marcar território. Mas se trabalharem em conjunto, a laranjona mclariana, agora com usina alemã, tem tudo pra virar um Uno com escada em cima, ninguém segura. Pode levar pelo menos um caneco de vencedor nesse ano e dará muito trabalho a mercêdicos e rubrotaurinos. E espero que o Orlando não resolva estourar champanhe dando porrada com a garrafa no chão de novo.
    Pérez foi uma escolha acertada. Corridão. Que parecia um desastre completo. Mais três corridões desse e o véio caolho dá mais um ano de contrato pra ele. Se tiver uma vitória no meio – se o Max não for segundo, claro – aí é renovação com aumento de salário, e promoção pra piloto 1B, e ganha até geladeira personalizada cheia de latinhas que dão asas.
    Ainda que não seja um projeto a longo prazo. Na prática, Pérez é tipo um esquenta pra se o Tsunoda, o jóquei japonês, der certo. Até porque o moleque não vai fazer corridão a temporada inteira. Vai rodar, vai bater, vai ter pista que não vai se achar, normal. Mas ainda bem que, graças a Takuma-Sama e Koba-San, os verdadeiros mitos, a pecha de japonês barbeiro já foi pro espaço. Pena que Gasly quebrou o bico e arruinou a corrida, foi o Pérez ao contrário, não tinha mais o que fazer, foi brigar com o Latifi e o Jorginho. Depois abandonou e só quem olha pra classificação até o final percebeu. Carrinho bom e bonito o alfataurino. Adorei a inversão da paleta em relação ao ano passado. Me lembra vagamente a Brabham Parmalat do Piquet, quando inverteram a paleta. Ainda sonho com uma miniatura de ambos, o de lateral escura e o de lateral branca.
    Menino Leclé foi o quarto lugar mais discreto em muito tempo. Só brigou com o menino Carlinhos, seu novo coleguinha, no início da prova, depois, fez o que dava. Parece ser um carro melhor que o de 2020, e com o motor destretado e destravado, pode melhorar mais um pouquinho. Mas basicamente vai brigar pela terceira fila, pela quarta e quinta posições e pra beliscar um pódio quando houverem entreveros ou sinistros na turma da frente. O que é melhor que se arrastarem. E isso ajuda também os Alfaromêuticos e os Uralkalianos da Haas, que são uma nova raça alienígena híbrida que foi criada com a fusão de russos e americanos numa única equipe, uma experiência bizarrística de ficção automobilística científica que pode ser grosseiramente comparada com fundir Vasco e Flamengo num único time, fazer a camisa preta e branca com uma faixa vermelha e a cruz de malta no meio, e colocar no ataque Benítez e Pedro (porque o Gabigol estará em algum estabelecimento de entretenimento oculto).
    No lado alfaromêutico, há progressos. Que são limitados ao equipamento, ao chassi, à sonolência crônica do veterano Kimi e à cabeleira do Giovinazzi. Periga do Kubica reestrear na categoria e colocar tempo nos caras. Até porque o cara não tá de enfeite, botou patrocínio pra dentro.
    E no lado uralkaliano, bem… O pessoal do “draivthusurváiv” vai ter trabalho. Como sempre. Só que acima da média.
    Uma fusão bizarrística russo-americana que resultou em um carro tétrico, sem desenvolvimento, uma equipe desesperada, um novato que tem pedigree, mas não é nenhum fenômeno, e um outro novato que de bom só tem a conta bancária, é a receita perfeita pra tiro n´água. Schumachinho vai fazer o que dá: Chegar até o final e brigar só com o companheiro e com o Latifi. E às vezes nem isso.
    Maze Spin vai fazer menos ainda. Nunca foi lá essas coisas. E com essa draga atual da Haas, o Latifi ainda vai conseguir a proeza de ser menos pior que ele.
    Pena que a Williams ainda tem um ritmo de corrida horroroso. Mas pelo menos não está com o carro totalmente branco com marca de plano funerário online, ou seja lá o que SOFINA signifique. Tem tudo pra ser a mesma coisa de 2020: Latifi tomando capote de zero do Jorginho nos treinos e terminando as corridas na terça-feira, Jorginho tirando leite de pedra e levando o bichinho pro quêdois com certa frequência (o que automaticamente rebaixa os Uralkalianos, o Latifi e mais dois pra caixa da vergonha do quêum), e tomando ferro na corrida porque o ritmo do carro é escrotamente lento, mesmo com uma usina mercêdica. E em 2022 não vão contar com o Jorginho, porque tenho praticamente certeza de que Tio Toto já tá com a minuta do contrato gravada no notebook dele, só esperando saber se será no lugar do Luís ou do Valtério que o cabeça quadrada vai entrar. Aí, como já disse antes, poderemos contar com o sério risco de termos uma dupla Latifi-Nissany na Williams. Última fila garantida, se o carro do ano que vem não for absurdamente melhor que o atual. Corram para as colinas.

  • Vettel se deu muito bem no treino classificatório e na corrida. Ele pontuou. Conseguiu cinco pontos na sua “CNH”. Ele só não foi perfeito porque a punição não foi de seis pontos. Com seis pontos, seria a glória eterna: ele atingiria 50% dos 12 pontos previstos em apenas uma única corrida.

  • Se é para reclamar de alguma torcida ou país onde sujeira estranha acaba prejudicando os carros em uma corrida, podemos começar com os EUA, afinal o que aparece de plástico dentro das pistas durante as provas da Nascar…

  • Foi uma bela corrida, realmente a temporada promete. Também fiquei chateado com as questões que envolveram a “Curva 4”. Hamilton cansou de passar com as 4 rodas na parte de fora, melhorando a velocidade média de contorno e ganhando vantagem a cada repetição da manobra, não achei justo.

    Ainda continuo achando que a Mercedes é favorita, mas é certo que tudo está mais próximo. Acho que Imola entregará a realidade da performance da Honda. Se a RedBull andar o que andou no Bahrein a temporada será daquelas para entrar para a história.

    Chega uma hora em que a idade pesa, tudo é fração de segundos e começo a chegar a conclusão que a “fiação mais velha” não ajuda em nada na F-1, parece que para os “quarentões do grid” a vida será bem dificil em 2021

  • Hamilton hoje tem tudo a seu favor desde o regulamento até os recordes que agora conquista o de maior número de voltas na liderança, com isso o Hamilton vai mostrando que o Octa é questão de tempo.
    Verstappen é a esperança de tirar um pouco o campeonato do previsível com sua Red Bull parecendo um pouco o Senna em 1993 na disputa com Prost na imbatível Williams.
    A Ferrari pode ter melhorado, mas fica sem alterar sua aspecto que parece igual ao de 2020, ficando longe das vitórias.
    O Schumacher filho do Hepta guiou como um taxista somente para completar a corrida, também sua carroça Haas é candidata a pior carro do ano.
    A Band fez uma transmissão clonada da Globo com seus vários ex-funcionários, inclusive tendo uma de volta que é a Mariana Becker, nisso a impressão que a gente tem é que nada mudou da Globo para Band, pelo menos se pode dizer que a transmissão da Band hoje é 100 vezes melhor do que a de 1980.
    Gostamos: Realmente o Sergio Pérez foi o que mais ultrapassou chegando em quinto depois do seu azar no início da corrida caindo para último.
    Não Gostamos: O Vettel na Aston Martin nessa sua estreia pela equipe foi uma tragédia grega, parece que o Velho Jackie Stewart tem razão em dizer que a carreira do Vettel acabou.

  • Treinos de pré-temporada e mesmos os treinos livres e classificatórios no início da temporada costumam ser enganadores. Ainda mais nessa época de poucos treinos e pandemia. Ano passado, o primeiro treino classificatório (GP da Austria) teve oito carros dentro do mesmo segundo. Do pole (Bottas) até o oitavo colocado (Sainz) menos de 1 segundo. Duas Mercedes, duas REd Bull, duas Mclaren, uma Ferrari e uma Racing Point. Isso não durou muito e foi aquela lavada da Mercedes. Mas na atual temporada nem precisa esperar muito. Só o fato de que Norris chegou a 46,5 s de Hamilton já diz muito.
    Perez quando acertar a mão em classificação vai dar trabalho não somente para Bottas. E ai veremos do que é feita a Red Bull. Tsunoda nem parecia estreante. Gasly foi uma pena. O restante, uma refrega ou outra, mas nada de muito fora do normal.
    Hamilton dispensa qualquer comentário. Excepcional. A pílotagem dele foi extrema, uma (ou mais) categoria acima de todos.
    Agora um detalhe que julgo importante. Um comparativo com a prova barenita de 2020.
    Para efeito de comparação (mais por curiosidade), considere a volta 16 do GP do Bahrein em 2020 e a volta 15 na corrida de domingo. Tempos de volta de Hamilton e de Verstappen.
    2020
    Hamilton: 1.34.838 (pneus C3)
    Verstappen: 1.35.052 (C3)
    2021
    Hamilton: 1.34.057 (C2)
    Verstappen: 1.36.924 (C3)
    Com pneus mais duros e novos em 2021, Hamilton foi 2,867 mais rápido do que o holandês e foi mais rápido em 0,781 s do que ele mesmo na prova de 2020.
    O carro da Mercedes tem uma instabilidade na traseira do carro que pode ter origem no projeto em si, ou nos pneus mais duros e pesados do que em 2020 ou pode ter sido o fator climático, e portanto circunstancial. O fato é que a Mercedes agora tem muito mais dados, coletados durante os treinos e a prova, para sanar tal problema. Hamilton mostrou que entendeu melhor o carro e começa a domar a nova diva. Além de ter feito um trabalho admirável com os pneus e não permitindo que Verstappen se aproximasse na reta do autodromo. O que realmente poderia ter produzido outro resultado.
    De qualquer maneira essas primeiras provas prometem.

  • Sugestão:
    Coloca se gelo baiano. Pronto! Resolvido!
    Eu tenho certeza que se tivesse sido o Hamilton a interpretação teria sido outra. Iriam analisar que foi espremido, ficou sem espaço e teve que pisar fora. Essas regras são cheias de frescura!
    Fórmula Nutella

  • Gostamos: Flavio Gomes, postou o rescaldo da corrida logo no dia seguinte, com o texto bem apurado de sempre.
    Não gostamos: O layout do blog, tá brabo (no sentido ruim da coisa, já que recentemente ganhou uma conotação nova, essa palavra).

  • A corrida que você citou no início do texto foi GP do Brasil em 1987, cuja a vítima foi o próprio brasileiro Nelson Piquet, que teve fazer um pit stop a mais por causa dos papéis picados jogados pela torcida brasileira no início da corrida, tirando a chance de vitória. Com isso Prost venceu e Piquet chegou em segundo e Johansson fechou o pódio.