ENIGMA DO DIA

O que não faço pelos meus leitores… Vejam a foto e depois a dúvida do Maurício de Souza (que não é aquele da Mônica, creio).

Bom dia Flavio, como vai? Vou de carro de Mauá-SP para Uruguaiana-RS. Pesquisando cidades próximas, cheguei em Alegrete-RS (através de fotos do Google). Essa foto me chamou a atenção, além da bela fachada da prefeitura da cidade. Aquela picape branca no canto direito me deixou intrigado. Não me parece um Renha Formigão, tampouco uma picape da Polauto de Porto Alegre. Será que alguém do blog conhece?

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FOTO DO DIA

Assim será a asa traseira da Williams no GP dos EUA, promoção da Kraken, patrocinadora da equipe da área de criptomoedas. Não achei nada, nem bonito nem feio, postei aqui apenas para fazer um teste fotográfico. Mas se quiserem comentar alguma coisa, fiquem à vontade. Não tenho a menor ideia do que são esses bichinhos aí.

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DICA DO DIA

Rafael Ferreira mandou. Com a observação: em tempos de impressoras 3D, fazer isso na mão é para aplaudir de pé. O rapaz é brasileiro. Muito bacana!

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ONE QUESTION

Como é que uma montadora tem coragem de acabar com isso? Luiz Dutra mandou a triste notícia.

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CARRO DA FIRMA

Já pensaram se esse furgão da Tupi tivesse resistido ao tempo?

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QUAL É A DA ANDRETTI?

SÃO PAULO (pode ser, sei lá) – Antes de seguirem a leitura acreditando que a resposta à pergunta do título estará aqui, já antecipo: não sei. Não sei, não quero saber, tenho raiva de quem sabe.

A carta acima, em duas folhas digitais, foi publicada hoje por Michael Andretti aos seus fãs. “Fans”, em inglês, é “fãs”, mesmo. Mas tem um sentido ligeiramente diferente daquele que atribuímos à palavra em português. Esse “fans” aí é mais “torcedores”. Você pode ser fã de alguém e não ser torcedor, necessariamente. Eu era fã do Sócrates, por exemplo. Mas quando ele jogava contra a Portuguesa, torcia para que ele ele pisasse num buraco e torcesse o pé entrando em campo. Torcia por um pé torcido, vejam só. Também sou fã do Chico Buarque. Mas se estivesse no Festival da Record de 1967, estaria torcendo por “Domingo no Parque” do Gil, e não por “Roda Viva” — ambas lindíssimas.

Por isso acredito que a carta do Michael Andretti é para os torcedores de sua equipe, mesmo. Porque ele tem outros fãs que não ficam roendo as unhas por ele. Admiram-no e basta.

Mas não importa para quem é a carta, estou divagando numa discussão linguística que não faz muito sentido. O lance é seu conteúdo. Michael Andretti está saindo do comando da Andretti Global, a holding que abarca todas as atividades da família no esporte motorizado. Tem equipe de F-Indy, F-E, IMSA e mais quatro categorias — veja aqui. Mas não tem a F-1. Que é o que Michael queria, e a F-1 não deixou.

A carta é toda emotiva, cheia de clichês e lugares-comuns, mas o que interessa aí é que o ex-piloto, filho de Mario Andretti, campeão mundial de 1978, avisa que está “passando o bastão”, como escreveu, ao seu sócio Daniel Towriss. Muito prazer, não sei quem é. Fui pesquisar e descobri que trata-se de um senhor de careca lustrosa que responde também pelo Grupo 1001, que por sua vez nada tem a ver com a empresa de ônibus que liga o Rio a São Paulo por R$ 105,38. Esse grupo é capitalista selvagem, mesmo: seguros, investimentos, essas coisas.

A Andretti se inscreveu junto à FIA para disputar o Mundial de F-1, foi aprovada, mas meses depois os capangas da Liberty, associados aos molambentos donos de equipes, vetaram sua entrada no campeonato. E olha que Michael já tinha firmado até uma parceria com a GM, via Cadillac. Aí mandaram dizer que aceitam a Cadillac como fabricante de motores só a partir de 2028. As justificativas para a negaticva, todas, foram furadas e estapafúrdias. Entre elas, afirmar que a Andretti “não agrega” nada à categoria e que precisaria “comprovar sua capacidade de ser competitiva”.

É uma papagaiada que mostra, apenas, que a F-1 virou um clubinho de dez equipes unidas em torno de um grupo americano que entende de mídia, mas não de automobilismo. Uns palermas fechados para a competição de verdade.

Acho que Michael cansou dessa história. Há quem pense que não, que ele sai de campo estrategicamente para tentar descobrir se o problema da F-1 é algo pessoal com seu cavanhaque, caso a calvície de seu sócio seja mais bem aceita.

Como disse lá em cima, não tenho resposta. Mas sempre tenho palpites e opiniões formadas ou em formação sobre tudo. E o meu palpite nesse caso específico é de que não veremos nunca a Andretti na F-1. Careca ou cabeluda. O que é uma derrota para o esporte.

Mas espero estar errado.

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ONE COMMENT

Eu quero! Eu preciso! Onde acha? O André Scudeller mandou o milagre, mas esqueceu de dar o telefone do santo!

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ÁLBUM (SOBRE RODAS) DE FAMÍLIA

SÃO PAULO (olha que cai…) – Essa história é boa demais para guardar na minha caixa de e-mails. Quem mandou foi o Luiz Carlos, de Campinas. Leiam e deliciem-se.

Boa noite, Flavio.

Te escrevo para contar uma história que envolve carros e futebol, assuntos que gostamos muito. Há tempos tenho vontade de contá-la, mas foi difícil de encontrar uma foto. Se achar digna de ser postada em algum lugar, fique à vontade. Infelizmente não tenho o seu talento para escrever, mas vale a intenção.

Meu avô, chamado Rafael, era filho de italianos e palmeirense, verde até a alma. Ele tinha um amigo, Walter, corintiano roxo. Esse amigo, para provocar meu avô, deu-lhe de presente um carnê, o “Corintião da Sorte”. Meu avô, que sempre pagou em dia o seu carnê do Baú da Felicidade, não se fez ofendido e pagou o carnê do Corinthians rigorosamente em dia. Este carnê sorteava Brasílias zero km pela loteria federal. Em um belo dia, conferindo os números sorteados no jornal, exclamou: “Ganhei uma perua!”.

Ele convidou seu amigo, o Walter, para ir com ele ao Parque São Jorge participar da entrega. Em certo momento passa por eles o senhor Vicente Matheus, e Walter o chama e diz: “Seu Vicente, ele é palmeirense e ganhou a Brasília”. A resposta veio de imediato. “É parmerense? Dá essa verde pra ele!”

E assim meu avô ganhou essa Brasília verde, zero km, ano 1979, de um carnê do Corinthians, que ele ganhou de um corintiano que pensou que fosse ficar zangado com a provocação. Meu avô é esse de jaqueta preta, ao lado da Brasília e segurando o carnê. O Walter é o senhor de óculos e calça listrada. Meu avô se recusou a vender a Brasília, o que gerou algumas brigas com minha avó, que queria que ele vendesse, construísse uma casa e com o troco comprasse um Volks (Fusca). Ele sempre dizia: “A única coisa que eu ganhei na vida foi a perua, não vou vender”. Mas aí é assunto para outra história.

Sou seu leitor assíduo há muitos anos e espectador atrasado pelo YouTube, trabalho no horário em que você faz as lives. Sempre perco quando tem sorteio, dos extintos encontros no galpão aos fones da Edifier. Triste!

Abraços desde Campinas.

Volto. Primeiro, a história está lindamente escrita. Segundo, Arruma um jeito de participar de algum sorteio, vai que você puxa o vô Rafael! Por fim, informo que, claro, perguntei ao Luiz por onde anda a Brasília verde. A resposta dele: “Infelizmente foi vendida e não consegui descobrir qual era a placa ou qualquer outra informação pra ir atrás dela. Adoraria encontrá-la e comprar pra fazer companhia pra TL que era do meu pai. Essa ainda vai ter história pra contar.”.

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SAI ROLEX, ENTRA TAG-HEUER

SÃO PAULO (mais apropriado…) – Deu na Bloomberg. O grupo LVMH, o império do luxo do bilionário francês Bernard Arnault, assume o patrocínio da cronometragem da F-1 no ano que vem com uma de suas marcas, a TAG-Heuer. Segundo as informações preliminares, o contrato é de dez anos na casa dos US$ 100 milhões por temporada. Um bom dinheiro.

Desde 2013 a cronometragem oficial da categoria é carimbada pela Rolex.

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ENCHE O TANQUE

E vamos ao Norte com o blogueiro Fabio FC!

Boa noite, Flavio. Viajando com a minha esposa para um fim de semana agradável na costa atlântica paraense, passamos por Nova Timboteua e lá registramos o posto Galego (ou Galegão). Espero que esteja no padrão de qualidade do blog.

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