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quarta-feira, 27 de junho de 2012 - 14:01Legião urbana

LEGIÃO URBANA

Meio gasto, coitado, mas como foi o único carro decente exportado pelo Brasil para o Iraque, está valendo.

39 comentários

  1. Quando tinha 8 anos meu pai vendeu o nosso Fusca branco e comprou um desses, branco também. Saímos para dar uma volta inaugural e a roda caiu. Ele saiu correndo atrás atrás da roda e eu fiquei sentado no banco de trás. As pessoas se aglomerarm em volta do carro e eu passei a odiá-lo, o carro, não meu pai. Uma ano depois ele vendeu aquela merda e comprou um Voyage. Adivinhem a cor?

  2. Pewee disse:

    Vejo esse carro todo dia… qqdia eu paro lá pra saber “qual é”…

  3. Nelson disse:

    Flavio: os iraquianos foram 86 e 87.Tive um 86 azul,infelizmente com interior tambem azul,mas o carro era excelente.O ar condicionado foi o melhor dos carros brasileiros,o ar quente tambem.Tinha todo o sistema eletrico como bateria,alternador,regulador e fiação reforçado,assim como o radiador.O carro era ótimo apesar de só ter 4 marchas.

  4. Ullisses disse:

    Não sou catedrático em Passats, mas esse deve ser um “Iraque”.
    Modelo muito exportado para aquele país no começo dos anos 80 (acho). Me parece que houve uma quebra de contrato do Sadam com a VW Brasil, muitos modelos Iraque acabaram sendo vendidos por aqui mesmo.

    Flávio deve conhecer bem essa história. Esse modelo (Iraque) continha uma série de melhorias em relação aos modelos comercializados aqui. Injeção Direta, radiador de cobre, um melhor tratamento ante-ferrigem na “lataria” …..

    Um amigo meu de Jaú tinha um (ná época), era um “baita” automóvel!

    Prestem atenção quando colocam alguma reportagem de tv nas ruas do Iraque. Você vai ver vários Passat desses na telinha.

    • Ullisses disse:

      Depois de uma Googada:

      Quatro Rodas

      “Para 1986, o Passat nacional adotou o motor AP600 de biela longa e 85 cv, baseado no do Santana. O “Passat Iraque” manteve o MD 270 de 72 cv para simplifi car o envio de peças de reposição. O câmbio do modelo de exportação tinha só quatro marchas, uma a menos que o Passat local. Outras alterações eram o radiador de cobre, pneus radiais têxteis (de aço daqui), ventilador de 250 W (contra 180 W), chapa de proteção do motor de série, párabarro, quatro ganchos de reboque (dois a mais) e carpete de 10 mm (ou 4 mm extras). Ele vinha nas cores branca, azul ou vermelha, esta com três opções de tom. Fora o azul, que tinha estofamento cinza, as demais cores traziam bancos vinho, exigência local à qual nem os Mercedes escapavam”.

  5. anthero disse:

    Tive um 86 vinho, estofamento vinho, rodas de liga leve do Santana CD, lindo! Andava bem, era completo, silencioso e econômico. Passat atravessa o tempo sendo um carro inigualável até hoje!

  6. Christian disse:

    Flávio, eu encontrei uma Brasília bem legal, como faço para enviar fotos dela pra você? Como se sabe, a Brasília foi o único hatchback compacto que realmente prestou no Brasil, né mesmo? Um abraço!

  7. Théo do Palavrão disse:

    Lembro de um LS 1978 que meu pai tinha, YS 5214 – RJ! Eu era criança e lembro quando ele trocou a cor de branco (que sujava pacas) pra cinza, e as lanternas, de retangulares para redondas… mas fora o fundo que apodrecia fácil mesmo, e problemas de acabamento… era um puta carrão! Saudade!

  8. Ricardo disse:

    Já ouvi dizer que o ar-condicionado do Passat Iraque gela tanto, que dá pra fazer picolé dentro dele, em dia frio.

  9. Rodrigo Abreu disse:

    Um final de semana na minha garagem, polimento, colorgin e bom bril, essa joinha vira capa de revista!

    É um LSE 83-84, ainda não o exportado…

  10. Marcelim disse:

    No dia que eu for presidente, essas bombas irão todas para a prensa hidraulica, compulsoriamente. Quem quiser mantê-los só poderá circular uns 150kms por mês, nos fins de semana apenas.

  11. Marcelim disse:

    Bons tempos, esses… os mecânicos passavam bem, os funileiros idem, os agentes funerários também.

    Época das ximbicas com defeitos congênitos resultante de erros no projeto, verdadeiras máquinas mortíferas, sem estabilidade, sem confiabilidade mecânica, segurança zero. Os corollas acabaram com a vida boa desse povo todo.

    Peraí, será que o Flavio Gomes é sócio de funerárias e oficinas, por isso ele maldiz tanto dos modernos e seguros Corollas?

  12. Mauricio disse:

    Neste caso, se o motor for o 1.8 e o modelo o TS, era carro pra ninguém botar defeito.
    O melhor VW já produzido.

    Ah! Mas é claro, o projeto era AUDI… Só assim mesmo, né?

  13. Fabio disse:

    Flavio, seus leitores falarão melhor, mas acho que este da foto é da leva exportada para países aqui da América do Sul.

  14. Guilherme disse:

    Saudades do Village 86 preto que o meu pai tratava a pão-de-ló.

  15. ENIO JR disse:

    Este da foto não é o modelo exportado. O Passat Iraquiano, como chamávamos, já tinha o para-choque envolvente e havia também o encosto nos bancos traseiros. Tenho 1 branco que foi meu primeiro carro guardado, com 60.000 km originais. Sem dúvida um baita carro…. abs

  16. Marcus disse:

    É um LSE Paddock, de 1983 ou 1984. É anterior aos que foram exportados, que já tinham o para choque em plástico e o painel remodelado.

  17. Arlindo Ponciano disse:

    Salvo engano este carro tinha encostos de cabeça no banco traseiro (raro na época para carros desse porte) e o único que não tinha bancos vermelhos era o de cor azul que tinha interior cinza e ficava bem mais bonito (para nós) que o gosto dos iraquianos pelo vermelho.

  18. Edson - Cambuquira/MG disse:

    Sei de um prata em Campanha MG em estado de zero. O cara queria uns 15 paus.

  19. Batista Lara disse:

    Tenho até hoje umas “manias” que trago desde a juventude, que é conversar comigo mesmo através das iniciais das palavras. E quando vejo um carro desses, dependendo do estado, são duas as siglas: DDR e DDT, que significam respectivamente Digno De Restauração e Digno De Trato…. Esse , é DDT, ou seja, um “tratinho” bem dado, como um polimento e pintura dos frisos e rodas, o deixariam perfeito.

  20. Meu pai tem um 1987 azul… por onde passa, é muito assediado.

    Só tem um probleminha de carburador que o pai não consegue arrumar. Quando está muito frio, ele engasga um pouco na partida, deve ser a gasolina batizada com álcoo…, quer dizer, etanol.

    De resto, uma beleza!

  21. Cláudio disse:

    Já vi esse carro em São Paulo. Adoro Passat (tenho um). Apesar da aparência gasta o carro está muito inteiro e original. Um verdadeiro sobrevivente. Na verdade não é um LSE “Iraque”, mas sim um GLS.

    • Cláudio disse:

      Flávio, comentei ser um GLS porque ele tem esse emblema na tampa traseira, mas por alguns aspectos que me lembrei ao ver a foto, pode ser um LS Village 84, pois há detalhes como o borrachão preto na tampa traseira e caixas de ar na cor do carro, que são características de 84, porém a sigla “GLS” só existiu em 83. Pode estar com o emblema trocado.

  22. Renan Nery disse:

    Tive um destes em 1987 também vermelho, outras cores eram apenas branca ou azul porém todos com o interior em vermelho, todos óbvio a gasolina e o único defeito era ser produzido apenas com 04 marchas á frente, porém seu acabamento é infinitamente melhor que o produzido para ser vendido no Brasil. Deixou saudades.
    Renan.

  23. Danilo Cândido disse:

    Você e essa história do “único carro decente…”, kkk…
    Mas não teria sido este Passat o único carro exportado pelo Brasil para o Iraque ? Lembro-me de que envolvia uma “negociata” entre os governos em troca de petróleo. Trocaram Passats por combustível…acho que alguém saiu perdendo nessa.

    • Marcelim disse:

      Negociatas da ditadura militar… graças aos árabes, o Brasil mantinha arapucas como a Engesa também. Produziam um monte de porcaria e empurravam para os “brimos”, naquela época em que o Saddam Hussein ainda era amigão dos Estados Unidos e os seus puxa-sacos.

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