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quinta-feira, 13 de novembro de 2014 - 21:40Autódromos

AH, NÃO DIGA…

SÃO PAULO (jura?) – Notícia de terça-feira, mas só agora deu tempo de pingar aqui. O brother Rodrigo Mattar informa que os planos de construção de um autódromo em Deodoro, para substituir Jacarepaguá, estão suspensos por tempo indeterminado.

Puxa vida, que surpresa…

Há anos — anos — que digo aqui que o que fizeram com Jacarepaguá foi assassinato a sangue-frio, algo imperdoável. As autoridades da cidade do Rio de Janeiro não respeitaram o esporte, a história, a memória de milhares de pilotos que escreveram capítulos lindos do automobilismo brasileiro naquele asfalto sagrado.

Canalhas, sacripantas, pulhas, bastardos!, diria o Capitão Haddock.

O Rio nunca mais vai ter um autódromo, esqueçam. É preciso uma área muito grande, e só tem espaço na zona oeste, para lá da Barra, onde prédios e mais prédios são erguidos todos os dias, onde a especulação imobiliária é que manda. Falo disso no “Bom Dia, GP!”.

É triste demais. Não porque Deodoro não vai sair. Mas porque não dá para se conformar com o que fizeram com Jacarepaguá.

Cretinos.

28 comentários

  1. Nino Achcar disse:

    - Sou filho do antigo piloto e construtor carioca multi-campeão e a quem aponto como o mais importante automobilista e realizador de automobilismo carioca de todos os tempos ( é claro ! Não esqueço o Sr.Nelson Piquet, mas aponto que carioca ele é por nascimento pois foi “Candango” (Brasiliense) praticamente a vida toda.
    - Eu enxergo essa absurda extinção do Magnifico, diverso e pleno de potencial rentável, o Autódromo Carioca, como um desdobramento e consequência do descaminho permitido e iniciado pelo presidente da CBA em 1974, o Sr. Charles Nacache, que permitiu que a Tv Globo transmitisse para o seu imenso publico nacional, a F1 (um produto potencial devido à retumbante repercussão de Emerson Fittipaldi, Bi-Campeão Mundial na F1).
    - Nacache foi alertado por Achcar que a Globo deveria ser condicionada a dar visibilidade a pelo menos duas categorias nacionais, para familiarizar o grande publico nacional com o automobilismo praticado dentro de nosso país e consequentemente fomenta-lo, promove-lo e fortalece-lo. Naquele momento, tínhamos a efervescente e resplandescente Formula Super Vê ( equivalente a Formula 3 ) que tinha “grids” com até ou quase 40 monopostos, extremamente competitiva e veloz, grandes pilotos, toda “Made in Brazil”, geradora de centenas ou milhares de postos de trabalho diretos e periféricos, que veio a gerar um brilhante Tri-Campeão Mundial de F1, Campeão da F3 inglesa e antes de tudo, Campeão Brasileiro da própria Super Vê.
    - O momento era das construções dos primeiros chassis/carros monocoque no país ( o S.Vê Polar e o F1 Coopersucar Fittipaldi (monocoques só eram construídos em seis países naquela época) o Brasil se equiparava ao nível tecnológico de automobilismo de competição internacional, mas em pouco tempo os descaminhos administrativos esportivos e gerais, trataram de desperdiçar toda essa brilhante conquista e esta posição não foi recuperada nunca mais.
    - O imenso publico brasileiro televisivo ficou malíssimo mal acostumado, pois de 1970 (ingresso de Emerson na F1) até 1994 (morte do grande e excepcional Ayrton Senna) foram 8 títulos mundiais de F1 em 24 anos sem as inerentes : Tragedias e fatalidades (sem paralelo à época, comparando a outros países de demais pilotos ).
    - De quando se deu o incio do televisionamento, Fittipaldi já era Bi, O Piquet estava com seu Polar e suporte técnico de fabrica (Achcar), se lapidando em um automobilismo de nível internacional e o virtuoso e futuramente genial Senna contava com enorme suporte de recursos para determinado e focado se lapidar extremamente, em repetidas jornadas de incessantes treinos de pilotagem no molhado do Kartódromo paulistano, onde exauria até dois motores em um dia,
    quando andou em um carro de corrida pela primeira vez e isto na Inglaterra, começou a sua lista de realizações e feitos.
    - Tudo isto de fantástico teve origem no automobilismo dos anos 60 e o envolvimento das montadoras brasileiras, de 67/68 com a F.Vê 1200 que deu base em monopostos e destacou Achcar, Fittipaldi e Pace , a fantástica e completíssima pista do antigo Interlagos, a antiga pista do Rio (inaugurada em 1966) onde muita historia importante aconteceu e a ida de Achcar Campeão brasileiro da Vê à Inglaterra, conquistando a licença de Piloto Inglesa, vencendo brilhantemente na primeira prova disputada e dissolvendo o “imbróglio” politico/esportivo (uma estupidez ! ) criado pelo governo Jango Goulart .
    - Hoje 2015, não temos mais o antigo e fundamental Interlagos ( a maior bola fora do Grande Senna ), O magnifico Autódromo Carioca foi extinto e seu terreno entregue aos empresários imobiliários pelo prefeito megalomaníaco e provavelmente extremamente corrupto ( e logicamente, com a colaboração de mais um nefasto e maldito dirigente esportivo), Temos Dilma presidente ( uma ex resistente política que pegou em arma, mas que hoje é a comandante do trem da alegria dêles) e somos um Brasil do pt e do Lula.
    - O grande publico que nunca aprendeu, porque nunca foi ensinado a gostar na essência de automobilismo, deixou em boa parte de assistir a F1, desde que o Senna foi alcançado pelas ainda e sempre inerentes ao esporte/motor, possibilidades das: Tragedia e a fatalidade.
    - Mas acho que ainda somos a maior audiência do mundo em F1 e suponho que foi isso que garantiu ao Felipe Massa (via o interessado Bernie Eclestone) um assento em uma equipe algo competitiva.
    -O nosso automobilismo interno onde está ? Vai para onde ?
    -O “grande” locutor/animador de corridas de F1 da Globo, hoje mora em Mônaco (coisa para poucos) e ouvi dizer, que tem avião particular.
    - BRASILLL !!!

  2. O Rio de Janeiro só vai sentir o Prejuízo na Pele depois da Olimpíada.

  3. nelson weiss disse:

    Apoiado em todos os adjetivos!!!

  4. Marcelo disse:

    Nunca acreditei que Deodoro fosse sair do papel, até mesmo pela localização e acesso, por isso não é surpresa. De fato o que fizeram com o Autódromo de Jacarepaguá foi um crime. Ao invés de tentar incentivar o uso, fomentar o esporte, não. Foi mais fácil matá-lo. E isso com muita área disponível ao redor para construir. Sou carioca, vi essa destruição aos poucos. Lamento.

  5. jorge machado disse:

    Ainda bem que não vão construir em Deodoro, a localização seria péssima. O ideal seria na região do arco rodoviário, ele sai da região da baia de Sepetiba cruza a Rio-Santos ,Dutra ,BR 040, até a BR 101, indo para região dos lagos, tem áreas imensas, facilidade de acesso e possibilidade de se explorar topografias e reflorestamento com espécies nativas , ficaria maravilhoso.

  6. adilson disse:

    mesmo q construam um autodromo em deodoro vai ser um problema, la, não tem nada por perto e é cercado de favelas e a poucos km de uma das favelas mais braba do rio o morro do chapadão…vai ser uma festa pra bandido tanto de dia como a noite… la eu so passo por obrigação mesmo assim evito a qualquer hora…mas acho q autodromo no rio nunca mais.

  7. Farid Salim Junior disse:

    Se há um culpádo pelo assassinato do Autódromo do Rio, foi o governo medíocre do César Maia e a corja do Sérgio Cabral a tiracolo! Mas, a FAERJ é uma múmia e, sem dirigentes competentes e comprometidos com o esporte motor, deu no que deu…
    Esse papo de Deodoro é conversa fiada. O parque de Gericinó é hoje um campo minado pelo Exército – que utilizou o local por anos como campo de treino e testes bélicos – sem qualquer condições de receber uma obra deste porte, sem apelo turístico que valha o investimento. houve quem falasse de Guapimirim, onde há uma pequena pista particular que poderia servir. Mas, cá entre nós: Quem investiria tanta grana para construir um complexo tão caro longe do Rio? Pelo custo dos projetos feitos pelo Tilk, é grana pesada! Sendo assim, resta aos cariocas se programarem para visitar Sampa uma vez por ano e, aproveitar para umas compras na 25 de Março…
    Em tempo: a falta de conservação e manutenção do extinto autódromo do Rio foi planejada passo a passo pela quadrilha governista de então, já pensando no valor do imóvel e seu potencial. E agora, com quem vai ficar a grana dos imóveis que serão vendidos após as olimpíadas????… Lembro que na década de 70 – quando a pista foi inaugurada – nem asfalto havia nos arredores. Sequer um boteco havia por lá! E, durante todo o tempo, nada relacionado a automobilismo foi criado nas redondezas, nem uma oficina de preparação de motores, loja de autopeças, enfim… P…. nenhuma! Os preços dos terrenos por lá sempre foi caro pacas!!!

  8. A. Vandelay disse:

    Não esqueça de filisteus, também.

  9. ALEX B. disse:

    Esse tal de Deodoro, subiu no telhado e caiu, e só ele não sabe que morreu: É um Zumbi!

  10. Fábio m disse:

    Se querem fazer uma pista, por que não unem a iniciativa privada e vão para o interior do Rio, em uma distância de 80 a 100 km, montar uma? Ficar esperando governo, CBA, não adianta. Me parece lógico que deve ter várias prefeituras no interior fluminense interessadas, há espaços sobrando, donos de terra com regiões ociosas. Até soube outro dia, de um desses aficcionados no automobilismo do Rio, que teve um sujeito com um espaço assim que montou um circuito com pista de terra no terreno dele em Seropédica. Por que não tomam a iniciativa de transformar aquilo em um autódromo de verdade? Em Pernambuco, desativaram o antigo autódromo em Recife, e construíram outro em Caruaru. Vamos ser francos: é triste, não foi legal o que fizeram, as cenas do GP Brasil, da Rio Indy 400, dos GPs de Motovelocidade, F-3, Truck, brasileiro de marcas, Stock Car, tudo isso vai deixar saudades, mas Jacarepaguá agora é passado. O automobilismo do Rio tem que se reinventar.

  11. gustavo maia disse:

    Quanto ao assassinato, era certo e foi premeditado.
    Vale a pergunta: O Rio precisa de um autódromo?
    A pergunta vale para qualquer cidade que mantenha ou pretenda construir um autodromo no meio da cidade.
    Se for construir, constroi numa cidade próxima e chama de GP do Rio.
    Acontece toda hora em qualquer categoria.
    Parece não ter sentido é ocupar uma area que teria destinação melhor, que tem IPTU nas alturas, e que faz parar uma parte da cidade para ter uma prova no fim de semana..

  12. José Brabham disse:

    Enquanto isso, em Sochi, a pista foi construída em volta do Parque Olímpico…

  13. Gustavo disse:

    Flávio,
    Essa estória da demolição do autódromo de Jacarepaguá sempre foi inconcebível, não há meios de se engolir!
    Construção de Deodoro? Conversa, bazófia, papo-furado. Ia ficar pronto antes da demolição de Jacarepagua! Cadê?
    Daí questiono: se havia tamanha necessidade de se construir um “parque olímpico”, por que então não se fez com Jacarepaguá a mesma coisa que em Sochi, só que de maneira inversa?
    Ou seja, constrói um parque olímpico dentro da área do autódromo, oras! Modifica-se alguma coisa, uma curva ou outra mas se mantém o autódromo ali, pronto!
    Ficaria um parque esportivo totalmente moderno, atualizado.
    Mas acho que é melhor destruir uma tradição, extirpar uma história e botar em cima um monte de prédios ditos “esportivos” que não terão nenhuma serventia no futuro.
    E ainda gostam de utilizar a expressão “legado olímpico”.
    Belo legado…

  14. Paulo disse:

    E os paulistanos que não abram o olho para ver o que acontece com Interlagos!
    Vai virar Meu Espaço Gourmet Minha Vida rapidão!

  15. MiltonJr disse:

    Com a F1 estruturada em São Paulo e a Indy encaminhada para Brasília, não vejo o interesse realmente de um novo autódromo de porte no Rio, realmente uma pena!! Queria saber qual foi a opinião da Federação de Automobilismo do Brasil a respeito do fim de jacarepaguá e se foi feito algum movimento contrário condizente??

    Flávio, por favor não deixe de comentar o prêmio que Nico Rosberg recebeu, que de certo ponto de vista para nós brasileiros é bastante hilário, que foi o “Prêmio Bambi” dado as celebridades da Alemanha indicado pela imprensa. Não é que caiu bem!!

  16. Helder Sá disse:

    O mais interessante é que na Rússia, mostraram que é possível um parque olímpico e um autódromo no mesmo espaço. Mas como já vimos, os interesses aqui foram outro$. É uma pena, pois o automobilismo, ao contrário do que se prega, não é um “esporte de rico”, pois existem outras pessoas que vivem ou viviam disso, como mecânicos, por exemplo. Lamentável.

  17. healica disse:

    Até agora não entendi porque não foram contruir a vila olimpica em outro lugar. Quantas corridas assisti naquele autodromo desde F-1, formula Indy Stock e motos.. É por enquanto só sobreu Interlagos….Isso é a maior prova que o automobilismo brasileiro acabou, está agonizando..

  18. Paulo F. disse:

    Já era.
    Pior que nem o circuito provisório da Formula E vingou.
    Para os cariocas a solução, neste caso, é a Ponte Aérea.

  19. Carlos Pereira disse:

    e a dona CBA trabalhando muito né ????

  20. Carlos Munhoz disse:

    Deve ser culpa do FHC e seu aliados!!! ou não?

  21. yerosha disse:

    Nesse quesito,Parabéns São Paulo.

  22. Alexandre disse:

    Logo na época que apareceu a informação que seria em Deodoro (acho que até comentei aqui) eu sabia que não tinha como. A região não tem infraestrutura, cercada por algumas comunidades, sem qualquer hotel, a beira de uma das avenidas mais complicadas do Rio. Por acaso ontem passei onde era o autódromo. É absurdo o que fizeram. Poderiam ter construído os equipamentos sem acabar com a pista. Como o FG falou o único local para onde a cidade cresce é a zona oeste, e realmente esta uma zona a ocupação dos espaços ali…. lamentável.

  23. Eduardo Canalonga disse:

    Não creio que pistas de corridas e campos de futebol são templos ou sagrados. São lugares onde corridas e jogos acontecem de vez em quando. Mas como cidadão acho que existem lugares que deveriam ser preservados e tratados com o respeito que merecem.
    Infelizmente o povo brasileiro não dá valor à isso. Nem aos lugares, nem ao respeito.
    O Brasil precisa da educação, de berço e da escola. Senão vai continuar não dando certo…

  24. Sou carioca, mas morando em São Paulo, e há anos venho dizendo a mesma coisa: o Rio nunca mais vai ter um autódromo. Chega a ser patético ainda ver um grupo de indivíduos fazendo manifestação, querendo gritar, espernear etc. para que seja construída uma nova pista na cidade.

    Confesso que chegava a ter pena desse mesmo pessoal quando organizavam uma manifestação qualquer, do tipo “Salvem a pista de Jacarepaguá”, como se o resto da população fosse se importar com isso e fazer mais pressão em quem realmente manda em tudo: o governo.

    É lamentável demais o que fizeram com Jacarepaguá, mas acho que já está na hora de a turma lá se conformar. Como eu disse uma vez, o automobilismo no Brasil está morto, mas no Rio já está enterrado faz tempo.

  25. Robertom disse:

    Foi uma operação de roubo explícito, a mais cara de pau que já vi em toda minha vida, mesmo considerando os escândalos de corrupção comuns no Brasil nos últimos 514 anos.
    Os vigaristas safados (políticos, dirigentes esportivos e empresários da construção civil) armaram uma arapuca, um conluio e simplesmente roubaram o Autódromo de Jacarepaguá, tomaram um espaço público com a desculpa de realização da Olímpíada, mas não existirá parque olímpico público, depois do evento toda aquela área será transformada em condomínios residenciais.

    • Roberto Fróes disse:

      Eu participei de uma das reuniões onde isso foi tramado pela quadrilha. Trabalhava para o governo – com g minúsculo – exatamente nessa área e reclamei muito, mas minha posição nada decidia. Até riram.
      Eu era um simples técnico que apontava nos mapas os limites dos lotes que formam o terreno do extinto autódromo. Numa reunião, justamente, com políticos e empresários. Cretinos!
      O máximo que consegui foi incluir mais um “poder” na panelinha, o estadual.
      Até então se acreditava que o terreno era municipal, e eu provei que era estadual, mas cedido ao município.
      Foi conluio de dona rosinha garotinho com seu cesar mala, e a gafisa adorando…
      Pilantras!

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