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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018 - 20:04F-1

SOBRE AS GRID GIRLS

girlseuaaustin

RIO (queremos ouvi-las!) – A Fórmula 1 oficialmente acabou com as “grid girls”. As justificativas da Liberty estão aqui. Basicamente, “não ecoam nossos valores” e são uma instituição “antiquada”.

Não sei exatamente quais os valores da Liberty, mas a decisão abre espaço para uma boa discussão — aliás, diga-se, o WEC fez isso em 2015 e não teve a mesma repercussão; escrevi sobre o tema aqui, e tendo a repetir meus pensamentos agora, aproveitando para ampliar o debate.

A expressão “politicamente correto” será usada por muitos de vocês nos comentários, junto com a frase “o mundo está ficando chato”. É compreensível. Somos fruto de uma sociedade historicamente machista e patriarcal, e quando esse estado de coisas é ameaçado, gera alguma reação. O homem sempre se impôs às mulheres basicamente pela força, e só de uns tempos para cá, com pequenas vitórias e muita luta, elas estão começando a reverter esse quadro. É uma batalha longa e árdua. Mas necessária, imprescindível, fundamental.

Não há problema algum na beleza de corpos e rostos, sejam eles masculinos, femininos, trans, gays, brancos, negros, amarelos, gordos, magros, o que for. Admirá-los também não faz de ninguém um ser abjeto e desprezível. Aqui mesmo temos a seção “Cars & Girls” que explora a beleza feminina aliada à beleza dos carros que tanto gostamos. É sexista? É. Em minha defesa, poderia argumentar que também temos a seção “Cars & Boys”, mas seria hipócrita se dissesse que ela é abastecida com frequência por este que vos bloga. Defesa indeferida, pois. É sexista, ponto. E tenho evitado essas fotos ultimamente, como os mais assíduos já perceberam.

Faço isso porque virei um chato politicamente correto? Não. Porque não tem essa de “politicamente isso” ou “politicamente aquilo”. Tem o que é correto e o que não é correto. E tratar mulher como objeto não é correto. De novo, em minha defesa, posso argumentar que publico as fotos mais pelos carros do que pelas meninas, mas estaria sendo igualmente hipócrita. Gosto de mulheres bonitas e de carros bonitos, e por isso existe essa seção. Também gosto de ônibus antigos, postos de gasolina, carros clássicos. “Cars & Girls” atende a um gosto pessoal meu, entre tantos outros que tenho. Não preciso ser crucificado por isso, embora aceite a crítica, vinda de qualquer pessoa, de que alimentando essa seção estou estimulando e ajudando a perpetuar a percepção de que é aceitável que mulheres sejam vistas como objetos. Faço o mea culpa, ouço calado e, na medida do possível e daquilo que meus próprios critérios consideram algo “aceitável”, vou continuar postando essas fotos de vez em quando — simplesmente porque não trato mulheres bonitas como “objetos”, apenas as acho… bonitas! Mesmo assim, se alguém se sente ofendido ou ofendida, tem todo o direito de reclamar, esbravejar e me julgar.

A questão não é exatamente essa. A questão é a maneira como os homens olham para as mulheres. E como as tratam. Num grid de uma corrida de automóveis, esporte que tem um público eminentemente masculino, é inaceitável o que acontece na maioria dos autódromos. As ofensas sexuais, os gritos indecorosos, os gestos lascivos, o desrespeito às meninas, esse é o problema. Não há nada de essencialmente errado em colocar corpos bonitos, de homens ou mulheres em exibição pública  – no GP do Brasil de 2013, creio, havia “grid girls” e “grid boys”, o que achei muito legal, já que a intenção explícita era essa, expor gente bonita no ambiente festivo de uma corrida. Ninguém o faz com um punhal no pescoço, e essas mulheres e homens gostam de ser admirados, fazem de sua beleza uma profissão, têm todo o direito de viver disso como um feioso como eu tem o direito de viver de escrever, por exemplo. Ninguém tem nada com isso.

Mas muitos homens não são capazes de admirar um corpo feminino sem externar aquilo que consideram uma qualidade, a saber: a autoafirmação hormonal, a capacidade de se mostrar viril e libidinoso, a vocação para a cópula, a visão primitiva e medieval que, em suma, têm das mulheres. Nenhuma mulher deveria ser tratada como puta, vaca, vadia, vagabunda e todo o resto do vocabulário que os homens conhecem bem só por ser bonita e usar sua beleza para ganhar a vida, seja num grid de uma corrida, seja num salão do automóvel, seja como garçonete do Hooter’s, seja como atriz pornô, seja como prostituta, seja como modelo, seja como destaque de uma escola de samba.

As mulheres — e os homens; mas, convenhamos, os homens bonitos que vivem de sua beleza não são tratados pelas mulheres com a selvageria explícita que o público masculino faz questão de demonstrar — têm todo o direito de exibir seus corpos como quiserem. E homem nenhum tem o direito de desrespeitá-las porque fazem isso. Só que essa fórmula é fadada ao fracasso, porque os homens em geral não são capazes de ver uma mulher bonita se exibindo com uma placa e um número no grid, ou nua desfilando na avenida, ou de biquíni numa praia, sem dirigir a ela olhares, palavras e sinais ofensivos e obscenos.

Ainda há ambientes em que elas resistem, e tem de ser assim. Citei as praias e os carnavais, são apenas exemplos. Resistam, não capitulem, reajam. Poderiam usar os grids da Fórmula 1 para resistir também? Poderiam. Desde que, como escrevi em 2015, com um bastão de beisebol nas mãos para esmagar o cérebro daqueles que não sabem e/ou não conseguem se comportar de maneira civilizada. Só que isso jamais será permitido num evento como um GP, então que não se ofereça à malta pervertida mais um motivo para exercitar sua natureza degenerada.

Ponto para a Fórmula 1, pois. Farão falta porque são belas e sempre é bom ver gente bonita? Sim. Mas, muito mais importante que embelezar um ambiente é deixar de alimentar os espíritos depravados que o habitam. Que esses caras fiquem com suas taras bem guardadinhas. As mulheres não têm nenhum interesse nelas. Não sei se é esse o recado que o Liberty quis transmitir ao mundo, mas tenho certeza que é o que as meninas gostariam de dar.

113 comentários

  1. Banderita disse:

    Eu acho que é todo parte da mesma estratégia, muito lógica: ANTES, Bernie era o dono da f1 e era misógino -> AGORA já não mais Bernie nem tudo o que possa lembrar ele.
    Mudaram o logo, mudaram o website, mudaram os direitos de televisão, gente, eles estão mudando a imagem da F1 e estão tirando tudo o antigo que puderem, pronto…. por que não iriam mudar as garotas?
    Agora o que mais devem mudar é incluir mais mulheres PILOTANDO e então vão eliminar toda a misoginia Ecclestone da F1 do século atual.

  2. Léo Simas disse:

    Sempre acharei errado quando os bons pagam pelos maus.

  3. Edilson disse:

    Toda a retórica nos remete a uma única conclusão.

    Precisamos urgente de educação.

    Não importa se é em um escritório, no set de filmagem, tirando fotos para revistas de carros ou no grid, a mulher precisa ser respeitada, e não será eliminando-a do ambiente que resolveremos esse problema.

    Então tranquemos as mulheres bonitas em suas casas?!…. Lógico que não.

    Daqui a pouco elegeremos os bonitos (meninos e meninas) os vilões da sociedade. Eles não podem existir?!

    Parem tudo.
    O que precisamos é de educação, e muita.

  4. Talles Almeida disse:

    Sua linha de raciocínio é lógica, e não me atrevo a dizer se está certa ou errada. Eu tento apenas raciocinar logicamente num outro sentido:

    Num ambiente como o da Formula 1, extremamente sexista, tirar de cena as únicas formas femininas que ali estão não é um erro? Vamos considerar o fato de que estão ali segurando placas ou guarda-chuvas, mas estão trabalhando!

    Quantas mecânicas, engenheiras, pilot(a)s, diretoras de prova, comissárias de pista, existem na F1? Perto de zero deve ser a contagem.

    Mulheres embelezam o mundo, no seu olhar e no meu também. Gostamos de Cars&Girls. E imbecis também gostam (ou não, vai saber).

    A questão que levanto é se para a Liberty Media é mais importante manter empregos, tradições, flores belas no jardim de asfalto, afastando quem não se comporta bem do espaço (em boas palavras expulsando o cara que não se comporta adequadamente em um espaço familiar), ou se eles preferem manter seus consumidores que deterioram o espetáculo. Qual a deles?

    Acho que a atitude tomada é tão burra como as decisões aqui no Brasil. Temos 10% fazendo algo errado? Punimos os outros 90% com restrições arbitrárias, medidas exacerbadas, inconsequentes, que prejudicam ou empobrecem o produto final.

    Se entre 10 espectadores que entrarem de kilt num autódromo, um invadir a pista e quase provocar a sua própria morte, proibir-se-á a vestimenta ou a entrada de pastores irlandeses?

    Obrigado!

  5. Fred disse:

    Concordo com todo o cenário, toda a situação, todo o perfil masculino descrito, Flávio. Mas não concordo com a medida em si.

    E as moças? O que querem? O que acham? Essa deveria ser uma questão central. A QUESTÃO CENTRAL. Deveria ser o ponto da partida, não uma preocupação paralela, que vem depois da decisão tomada.

    A beleza pode ser entendida como uma “competência”, um “diferencial técnico”. Um diploma em Stanford, quiçá. Eles atividades remuneradas nas quais ela é um atributo. Desmerecer ou demonizar isso é descabido.

    Nesse ritmo, em breve teremos que viver separados, mulheres e homens. Sem interação. A reprodução humana se dará em laboratórios.

    Afinal, como boa parte dos homens é mesmo de boçais e tende ao animalesco, tirar as mulheres da exposição a esses seres bestiais é necessário em todas as camadas da sociedade. Na F1, no estádio, no metrô, nas ruas, nas empresas…

    A solução não é um grupo de homens (deduzo que a Liberty deve ser gerida por homens brancos) decidir o que é melhor para a mulher é “protegê-la” das maldades do mundo, extinguindo papéis que ela poderia desempenhar.

    A solução é estimular o confronto, o combate, a reação. Das mulheres. Fazendo o que quiserem, onde quiserem. E amplificar a punição e vigilância para os babacas. Foi babaca com uma grid girl? Tchau, está expulso do autódromo e banido. Fodas se pagou milhares de reais, entra no Jaguar e vai pra puta que pariu.

    É pra erradicar todos os manés? Talvez não. Uma brincadeira leve (leve na opinião da mulher, não nossa) pode até ser aceita, claro.

  6. Eduardo Britto disse:

    Olho para o céu, coço o queixo, e tento encadear um pensamento a respeito dessa decisão. E aí o raciocínio é o mesmo que tenho com relação a jogos de futebol com torcida única: É legal torcida única? Não! É necessário? Sim! Morreram muitas pessoas, e isso é o mais importante. Tirar as belas moças do grid, é legal? Não!
    É necessário? Acho que sim, nesse momento em que estamos aprendendo a viver em uma nova sociedade, com mais respeito e aceitação. Quem sabe, com a evolução das coisas, elas voltem ao grid, assim como talvez duas torcidas voltem a frequentar um estádio… Quem sabe um dia…

  7. Daniel disse:

    Estou decepcionado com as posições assumidas aqui. E o texto é mais uma demonstração de machismo do que uma defesa contra a objetificação da mulher. Ninguém aqui está interessado no que as grid girls querem. São só um bando de gente que quer uma intervenção na vida dessas PROFISSIONAIS que tem orgulho do que fazem. Muito idiota a postura sa Liberty e quem acha que foi uma boa ideia, converse com uma grid girl como eu fiz e tente ver a situação pela ótica delas.

  8. CRSJ disse:

    Tirando as Grid Girls a F-1 acaba perdendo uma parte do seu encanto.

  9. Alexandra disse:

    Obrigada por esse texto.
    Parece-me que a grande maioria do público feminino apoiou a decisão, mas poucos homens estão conseguindo entender ou sequer assumir uma linha de argumentação não hipócrita sobre o assunto.
    E quando nós, mulheres, tentamos debater, somos logo chamadas pelos mais diversos adjetivos machistas.
    Obrigada por nos trazer uma visão masculina sem machismo e hipocrisia. Uma visão onde são muito perceptíveis o bom senso e a empatia.

  10. Carla disse:

    Em primeiro lugar antes que venham ofender, não sou feminista, nem feia, ou sei la quais outras ofensas os homens possam proferir kkk, nosso país e o mundo é extremamente machista e aos poucos as mulheres estão deixando de ser submissas e assumindo outros papéis na sociedade que não ser apenas coadjuvantes e submissas aos homens e sirvam apenas para satisfazer seus desejos, por isso que concordo com a retirada, claro que a maioria dos homens uns 99% não irá concordar, é o lado selvagem que sempre vai falar mais alto neles, mas essa atitude é um tapa na cara do machismo, portanto parabéns Flavinho!

  11. Andre Silva disse:

    Galera, só uma dica: voce pode ser “didireita” ou “diexquerda” sem abraçar todas as causas tá? Voce pode apoiar as que voce concorda e discordar das outras. Não é um pacotão não.

  12. Fernando disse:

    O ambiente que mais vi gente machista é a F1. Os homens não respeitam ninguém e principalmente as mulheres. Não tem nada demais querer colocar gente bonita em um evento. Sou contra a retirada das grid girls mas ao mesmo tempo, concordo com a retirada pois existe uma galera que não respeita as mulheres como elas merecem. Por causa destes machistas que os outros são todos prejudicados. Achei interessante a sua posição com relação a seção cars & girls. Cabe crítica, cabe mas ao mesmo tempo nunca vi você desrespeitar nenhuma delas em nenhum comentário machista. Eu continuo a gostar de carros e mulheres bonitas e vou continuar a falar bem deles.

  13. Lucas disse:

    O mundo tá ficando chato, SIM! O Politicamente correto está mudando o mundo e pra muito pior.

  14. Jean Rul disse:

    Concordo.

    Gostaria de saber se as meninas que são contratadas, pelos mesmos motivos das grid girls – “emprestar sua beleza”, mas ficam no paddock servindo canapés e champagne, ou vão para as festinhas após os GPs, também serão dispensadas…

    Se dispensar só aquelas que ficam na frente das câmeras fica meio hipócrita, não?

  15. Celso disse:

    Cara! Expulsaram o povão do futebol e tu bem com esse papo de expulsar a beleza da formula Um. Bicho! Chega desse papo de politicamente correto. E Viva a Beleza Feminina na Fórmula Um e o Povão no futebol.

    • Celso disse:

      Corrigindo o texto: Cara! Expulsaram o povão do Futebol e tu VEM com esse papo de expulsar a Beleza da Formula UM? Bicho! Chega desse papo de politicamente correto. E Viva a Beleza Feminina na Formula UM e Viva o Povão no Futebol. Sem isso! A graça não existe.

  16. Bola da Vez disse:

    A manada é incontrolável. Não tem jeito.

  17. Leandro Batista disse:

    O mesmo acontece na tal Salão de Automovel que acontece aqui em SP. Muitos que vão ali não tem o menor interesse em ver os carros, mas sim as modelos que ficam nos stands das montadoras. Ainda se ouvissem apenas gracejos, vá lá, mas alguns tem a audacia de perguntar quanto custa o programa, como se todas que ali estão são prostitutas.

  18. Leandro Batista disse:

    É uma pena porque é um nicho de trabalho que se fecha para elas. Não sei como é em outros circuitos, mas estive em Interlagos no setor G e o que se ve é uma selvageria e exemplo de pessima educacao e falta de respeito. É de se pensar mil vezes pra levar a mulher num lugar como esse e ouvir os outros te chamando de socio e sua esposa ou namorada de piranha. É pior que estádio de futebol. Muito pior.

  19. Luke disse:

    Sempre achei aquelas “grid girls” uma coisa meio cafona, resquício de um tempo que já passou. Os grid boys não ajudaram muito nesse aspecto.
    Talvez se usassem homens e mulheres com roupas típicas do país do GP tivesse algum sentido, sei lá. Mas também não teria muito a ver com automobilismo, né?
    Enfim, acho que não farão muita falta.

  20. Irapuam disse:

    Se “A questão é a maneira como os homens olham para as mulheres. E como as tratam”, como diz o texto, aí então estamos perdidos.
    Se uma repórter, usando a roupa que ela quiser, passar em frente da torcida e o bando de trogloditas se manifestar do modo citado, irão excluir repórteres femininas da F1 também? Ou uma engenheira, mecânica de box, piloto ou qualquer outra profissão, farão o mesmo?
    Seguindo esse raciocínio, a F1 então só teria espaço para mulheres feias e/ou mal vestidas. Ou não terá mulher nenhuma.
    Deveriam banir os mal-educados da F1 e não as mulheres que trabalham. Sim, as GridGirls eram modelos, que ganham (ou ganhavam) dinheiro desfilando. Assim como fazem as modelos em todo o mundo. Inclusive na maior parte de mundo isso se chama trabalho.

    PS: Lembram da vez em que Hamilton acabou jogando champange (ou espumante) em uma modelo na festa do pódio? Não deve fazer mais de 2 anos. Deu muito falatório sobre o “abuso” do rapaz, que teria constrangido e sido machista com a moça e tal…
    Depois encontrarm a modelo e perguntaram a ela sobre o ocorrido. Veio uma resposta bem curiosa: “Não me importei, não”.

  21. lucas disse:

    Achei maneira a beça o comentário, a reflexão e a auto-crítica, Flavio (nunca comento em coisas da intwerweb, não entendo a cabeça de alguém que pensa que o autor do conteúdo que for precisa imperativamente saber o que diabos essa mesma achou do que viu; mas ler uma galera dizendo bobagem na linha do “mundo chato” e meu tédio me fazem fazer umas doideras dessas).

    Não te julgando, até porque eu também sou homem branco hétero e entendo bem como se carece de uma auto-análise e constante policiamento pra continuarmos evoluindo – processo em eterno andamento que tem seus lapsos porque todo mundo é humano, por melhor ou pior que isso seja -, mas queria saber o que pensa sobre uma possível retirada do ar, eventualmente, da sessão Cars & Girls?
    Pergunto numa boa, de novo reafirmando que ainda tenho meus momentos sexistas, infelizmente, mas mais pela curiosidade em saber se você não se sente as vezes contribuindo de forma indireta – mesmo acreditando que tuas ideias não são essas – pra uma meia duzia de boçal que escreve essas bobagens aqui, como o primeiro comentário do post. Enfim, como você colocou tão bem acima “muito mais importante que embelezar um ambiente é deixar de alimentar os espíritos depravados que o habitam”.

    Valeu a beça, de novo, pelo post!

  22. Luciano disse:

    Diferentemente do amigo que disse suas posições politicas são “complicadas” eu concordo com quase tudo, mas nessa questão ouso discordar.
    Não entendo que apenas pelo fato de estar mostrando sua beleza, isso vulgarize ou estigmatize as mulheres. Já pararam para pensar que, via de regra, as mulheres gostam de serem vistas e estarem belas, o que elas não gostam e é inaceitável é a violência, o assédio e as imbecilidades.

    Já que estou falando, acho o Halo uma coisa horrorosa uma verdadeira porcaria.

    Abraços.

  23. Klaus von Mittelstädt disse:

    Interessante é que muitos como eu, na faixa dos 50 anos, lembram das corridas dos anos 70 e 80 como anos de ouro da F1. Lindas mulheres desfilavam entre os carros, nos boxes, segurando guarda-sóis. James Hunt era tido como um mito da categoria, tanto por seu talento nas pistas quanto na alcova. Muitas se casaram com pilotos. Mas a hipocrisia de hoje exige concordância com medidas desse tipo, em nome de pautas que não são de interesse dessas beldades, mas sim de feministas feias, que não gostam de homens e querem pautar a vida das demais mulheres com base em seus preconceitos e gostos duvidosos. Nenhuma mulher participava das provas obrigadas. Todas sabiam que ali era um meio estritamente masculino e onde o consumo de álcool predominava. Mas, gostem ou não as feias e frustradas feministas (assim como seus apoiadores “homens sensíveis e progressistas”) era um meio de ganhar algum dinheiro honesto. Essas mesmas feministas e esses mesmos homens sensíveis e progressistas gostam de enaltecer e defender a prostituição como ma forma de trabalho digna. Vai entender…

  24. Mario disse:

    Faltou interpretação de texto, hein!

  25. rodrigo disse:

    Ah,

    Vai malandra não é machismo.
    Mulheres elegantes, bem vestidas representando é ofensivo e machista.

    Vai entender……..

  26. rodrigo disse:

    Cara,

    Eu acompanho vc desde quanto tinha uns anos.
    Colecionava suas reportagens sobre F1 que publicava no Jornal “Comercio de Jaú”.
    Vc é um dos melhores jornalistas para automobilismo mas quando dá para falar de política. ou ideologia ou ainda qualquer coisa que passe perto disso….. é complicadíssimo.

  27. Bruno disse:

    Tá certo….então o raciocinio é esse: Como existem tarados no mundo, vamos esconder todas as mulheres.

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