RESPEITO, RAPAZ!

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SÃO PAULO (desculpe, senhor!) – Essas imagens, que me parecem raras, são do penúltimo pódio que teve Senna e Piquet juntos, no GP dos EUA de 1991 em Phoenix. A vitória de Ayrton, com Nelson em terceiro. O último viria alguns meses depois em Spa. O barato desse vídeo, enviado pelo Pétricus Pórticus, é o comportamento de Piquet e Balestre. Além, claro, do detalhe das medalhinhas em vez de troféus.

Uma F-1 diferente, sem dúvida. Em termos de pilotos também. O segundo colocado foi Prost. Olhando para os três, pode-se dizer que do alto daquele pódio, hoje, 10 títulos mundiais nos contemplam.

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39 Comentários

  • Lembro desses últimos pódios do Piquet, inclusive com a dobradinha com o meu tio, Roberto Pupo Moreno (o 2º M é de sobrenome Moreno, logo ele é o meu parente) que estava mais feliz que pinto no lixo. Bom final de temporada essa de 91.

  • O Senna ficou tão empolgado com a medalha que a esqueceu no bolso do macacão que ficou no motor-home da McLaren nos EUA.Lembro que li isso na coluna que ele tinha na revista Quatro Rodas.Agora,Piquet sempre foi o diferencial na F1.Moleque como ele talvez não vá existir…o que é uma pena.Ele montou uma revenda Mercedes em Brasília e deu entrevista dizenda que as BMW eram os melhores carros do mundo…Já viram a confusão que arrumou,não é mesmo?

  • O Piquet só podia ser meio anormal (ou seja, um cara legal, diferente, espontâneo, etc, guardadas as devidas proporções, é o mesmo que acontece com o João Carlos Alburqueque na condução dos programas da ESPN, o cara é massa ) . Primerio ele limpa o nariz com a mão esquerda e tenta limpá-la no Balestre. Como não conseguiu, colocou um par de chifres no cara. Depois ainda importuna o presidente tentando arrumar a sua gravata e fala alguma coisa que certamente não foi nenhum elogio sincero (ao menos o Baelestre “chamou a atenção” do Piquet). O negócio é que naquela F-1 havia mais gênios e gênios são indomáveis, até porque a categoria necessitava deles. Depois que o Michel saiu, só existe um piloto dessa categoria na F-1 atual, o Fernando. Os demais são grandes ou bons pilotos, por isso precisam seguir, ainda, à risca, o protocolo da FIA.

  • Poxa, eu não deixo de concordar, de certa forma, com o Ceregatti. A família Rosberg é um exemplo disso. Lembro que uma vez (salvo melhor juízo) numa corrida o Reginaldo Leme dizia que o Rosberg pai ficou abismado ao ver o filho ser levado embora para o hotel por um motorista de tanto que estava exausto com os compromissos comerciais. Saudades de Piquet, James Hunt, Clay Regazzone, quando o assunto é a convivência entre pilotos e público.

    E muito legal essa filmagem. Naquela época, câmera de filmar era artigo de luxo. Hoje, qualquer celular de 1.3 megapixels filma.

  • Era mais talento e menos ego, eram homens que lutaram muito pelo que amavam, não garotos supervalorizados e endeusados por qualquer ultrapassagem, dá muita saudade mesmo, enfim, também não fabricam mais DKW’s…. a vida é assim mesmo… a fila anda…

  • Na época, pareciam humanos.
    Hoje vibram na mesma frequencia das máquinas que pilotam.
    Lembram das entrevistas escrachadas? Das fotos engraçadas? Das conversas entre os piotos? Dos motores emprestados? Dos mecas sem camisa? Dos boxes abertos? Dos carros que vibravam? Dos motores que quebravam? Das panes mecanicas e não hidráulicas? Das curvas de lado? Das pistas de verdade? Dos homens e não dos meninos? Dos mitos e não das celebridades? Dos macacões suados? Da corrida e não do marketing?
    Alguém aí lembra de corrida de Formula 1, e não de autoramas teleguiados?
    É nostalgia? Talvez.
    Mas isso aí não é corrida de carro – Só quando chove.
    Quando aos dirigentes, nada mudou. São sempre os mesmos.
    Se não é nazista, é tarado.
    Péssimos exemplos, velhas histórias.

  • O Piquet fez tudo maravilhosamente bem no “automobilismo”, foi quase perfeito, trazia vida (um algo a mais) à coisa.
    Só não acertou em fazer filho (tem defeito de fabricação, falta alguma coisa, ou será que ‘sobra’ alguma coisa, sei lá), só sei que pro automobilismo neste ‘quesito’ ele errou a mão ( a mão?????????????? ).

    Que maldade!!!!!!!!!!

    abraços……………

  • Bons tempos aqueles. Não sei se vocês notaram, mas os três nem se cumprimentaram. O Piquet era mesmo um cara totalmente irreverente, muito gozador. Está faltando gente como ele na atual F1. Em termos de pilotos, poucos podem, mesmo de longe, ser considerados como ótimos pilotos. Excepcionais como esses 3 acho que não teremos tão cedo. Abrãços

  • Muito engraçado o vídeo! Pelo troféu esquisito que o Ron recebeu, eu acho que preferiria as medalhinhas mesmo.

    Eu sou contra esse tipo de pensamento: a F1 era melhor antigamente. Não acho que foi pior também. Mas isso tira a possibilidade de aproveitar o momento atual, de ver as coisas sob um novo ângulo, de seguir em frente. Não se deve ficar preso ao passado fazendo comparações constantemente, mas respeitá-lo e bola pra frente.

  • O Piquet foi o cara mais bacana que a F1 já teve, o cara além de ser um piloto de 1° qualidade, tinha um humor que muitos não entendiam, algo que o Senna não tinha, ah mas ele era bonzinho, e perto do Piquet ele sempre ficava patético…

  • Muito legal, nem o filho vai fazer igual, nem por culpa dele, mas dos tempos (que mundo careta!).

    Flávio vai ai um pedido/sugestão: que tal uma coluna anual com os feras que este pais já teve? Vou listar alguns, Piquet, Emerson, Wilsinho, Alex, Moreno (na ativa ainda), Alex Barros (tomara que volte), Tucano (mais uma das motos), e vocês vão lembrar de muitos ainda. Se cada um escrever um artigo por ano, deve dar para colocar 2 por mês no GP.

  • Dois ícones brasileiros no alto de suas singularidades, dapenas dois pequenos gênios e suas respectivas formas únicas de ser. Essa harmonia das diferenças são instantes preciosos e raros que exige do observador, sensibilidade e atenção. Ladeados por outro grande nome do automobilismo mundial, Prost parecia sempre se sentir menor e não muito a vontade diante do domínio verde amarelo. Tempos que não voltam com certeza…mas que é o melhor símbolo de uma época e de valores que há muito, já não vemos mais.

  • muito legal!o piquet era escroto por natureza e um baita piloto!vendo essas imagens não tem como comparar com a turma atual,naquela época não viamos esse festival de rodadas no molhado,ah eles não tem track control,poxa eles precisam disso,é mesmo.dessa turma eu só salvo o alonso,kimi,hamilton,kubica e vettel,o resto pode jogar no lixi incluinda ai o Felipe Amassa,que corridinha patetica ele fez!!te cuida massa fernandito vem aí!!

  • Cara, muito engraçado, não é à toa que o Piquet é o meu ídolo… faz um chifre no Balestre na hora em que vai bater a foto, como se não bastasse, arruma a gravata pra dentro do palitó dele como se ela já não estivesse no lugar, hahahahaha…

    Os pilotos na época tirarem onda com a cara uns dos outros era uma coisa comum, mas pra ter colhão de zoar o Balestre só o Piquet mesmo… eu tô rachando de rir..

  • Comparado aos troféus do ultimo Gp da Inglaterra, as medalhas são menos vistosas, mas mais justas, pois aparentemente são semelhantes entre os 3 no pódio.
    Quanbdo será que veremos 2 bandeiras do brasil no mesmo pódio novamente?? bons tempos…

Por

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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