NAS ASAS

PEQUIM (um pulinho) – Vir à China hoje em dia é uma coisa simples. Pequim não é mais sinônimo de lonjura. “Nem aqui, nem na China” é expressão que logo cairá em desuso. Do Brasil, tem um monte de vôos diários para cá. É só pingar na Europa, ou no Canadá, e seguir viagem. Não há companhia aérea no mundo que se dê o luxo de não voar para Pequim ou Xangai.

Eu curto aviação, como vocês sabem, e caiu na minha mão um texto sobre a história recente das rotas aéreas entre o Ocidente e a China. E descobri que a primeira companhia a estabelecer uma rota regular para estes lados foi a Air France, em setembro de 1966. Ótimo pretexto para fazer um “Nas asas” direto de Pequim, com aviãozinho bacana na foto!

A França foi a primeira grande potência ocidental a estabelecer relações diplomáticas com a China maoísta, em 1964. Dois anos depois decolava de Orly o Boeing 707 que, quase 23 horas depois, pousaria em Xangai após escalas em Atenas, Cairo, Karachi (Paquistão) e Phnom Pehn (Camboja). Era o vôo 180, semanal. Em 1973, o presidente George Pompidou estava em outro 707 que inaugurava a linha Paris-Pequim (que foi nome, também, de famosa corrida no início do século passado).

Um vôo político, por assim dizer, em meio à Guerra Fria e ao clima de hostilidade franca entre os EUA e todos os países comunistas do mundo — embora a China, por adotar uma linha anti-soviética, fosse olhada pelos americanos como potencial aliada no futuro, o que acabaria acontecendo, mas por razões meramente econômicas.

Hoje, a Air France e sua subsidiária KLM fazem 77 vôos semanais para cinco destinos chineses diferentes. Some a eles todos os vôos das outras companhias e se compreende por que os caras têm um aeroporto que só dá para percorrer de ponta a ponta de trem. O país de Mao, que começou a se abrir para o mundo nas reformas de 1978, é hoje o quarto destino mais procurado por turistas no planeta. Em 2014, segundo a Organização Mundial do Turismo, deve passar a França e assumir o primeiro lugar no ranking. Os chineses já são os asiáticos que mais viajam (acabaram de passar o Japão) e, em 2020, ocuparão o quarto lugar entre os países que mais enviam turistas para fora de suas fronteiras.

Os caras estão ocupando o mundo.

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Anarquista
Anarquista
13 anos atrás

FG, acho que a KLM não é subsidiária da Air France não. São sócios equalitários no grupo.
Quanto aos vôos regulares, ô povo que gosta de apagar a história hein? Desde a década de 20 a Lufthansa voa para a China. Mesmo nas épocas mais fechadas do regime os vôos de carga não foram suspensos. Tudo bem que você ressalvou “história recente”, mas mesmo assim. Fica parecendo que Confúcio morreu outro dia.

rique
rique
13 anos atrás

O futuro “sucatão”,ficava bem nas fotos promocionais.
Até que combinava com o FHC…

Rodolpho
Rodolpho
13 anos atrás

Se alguém duvida que eles estão ocupando o mundo é só vir a Curitiba, 10 em cada 10 lanchonetes/pastelarias do centro , e são dezenas, pertencem a chineses.

Petrolhead
Petrolhead
13 anos atrás

O Rally Peking to Paris ainda existe, com carros históricos.
Para quem gosta, vale a pena dar uma olhada.
Quem sabe não se anima a participar com um certo DKW?

Alvaro
Alvaro
13 anos atrás

Eu vi umas Kombis ali do lado do avião, só pra registrar

Eric
Eric
13 anos atrás

Esse avião é bonito hein….FG tem certeza que foi por causa do avião ou as Kombis na pista???

A Azulzinha comporta o china de 2.28 mts em pé!!!!!

Harerton Douado
Harerton Douado
13 anos atrás

O B707 é o boieng mais elegante de todos os tempos!

Sou fã desse avião!

Mudando de assunto, FG, o que vc acha de se incluir automobilismo nas olimpíadas???

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