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Tuesday, 28 de April de 2009 - 20:52Automobilismo brasileiro

OUTRO LADO

SÃO PAULO (portas abertas) – O pessoal ficou mal impressionado pela foto de ontem, das arquibancadas vazias de Interlagos no fim de semana, durante as provas da GT3, da Copa Clio e do Trofeo Maserati. Ainda mais quando comparadas (ok, a comparação é injusta, mas eu sou meio injusto de vez em quando, mesmo) às da Nascar em Talladega.

Por isso o assessor de imprensa da categoria, Rodolpho Siqueira, me mandou algumas fotos mostrando mais gente nas arquibancadas, nos hospitality centers e, principalmente, na pista durante um passeio de motos que fez parte da programação (a foto mostra que tinha bastante gente, mesmo, e publiquei só essa porque é a mais impressionante).

Segundo o Rodolpho, a organização calculou o público em oito mil pessoas no autódromo, contando todos os setores (arquibancadas, HCs, paddock, motoqueiros, donos de carros antigos que desfilaram etc).

Está feito o registro. Mas acrescento, para esclarecer alguns pontos… Não faço essas coisas para esculhambar categoria nenhuma de graça. Não tenho nada contra, pessoalmente, campeonato algum. A Classic Cup, da qual participo, é outra que não tem ninguém assistindo. Não fico aqui inventando que é a melhor do Brasil e o escambau a quatro. Longe disso. É a melhor, para mim, porque é aquela em que eu corro e na qual me divirto. Mas não uso isso para detonar as outras e elogiar a de carros antigos. Ao contrário, vivo às turras com todo mundo porque acho tudo uma droga do ponto de vista de organização, custos, regulamento, divulgação. Esse é o ponto: o automobilismo brasileiro é uma droga. E sempre que puder chamar a atenção para essa penúria de dar dó, chamarei.

Só isso.

Aproveitando, bem legal o passeio de motos. Teve mais motoqueiro na pista nesse evento da GT3 do que tivemos de gente nas arquibancadas nas últimas dez etapas acumuladas do Paulista, da qual a Classic Cup faz parte. Como se vê, a “minha” categoria é outro desastre de público.

20 comentários

  1. CorredorX says:

    E tem uma CB 400 ou 450 vermelha entre as motos. Tá bom…

  2. Eu fui, expus meu Maverick, e dei a volta na pista.

    Só isso que foi de graça, e o acesso às arquibancadas.
    O espaço família, junto da exposição dos antigos, tudo era cobrado a parte, churrasquinho de cat, refri, pastel, autorama, simulador……

    Pra entrar no paddock, ou visitação dos boxes custava 40 reais.

    E olha que levamos 8 Mavericks, e pedimos pra organização liberar uma credencialzinha pra gente passear livremente.

    Nada feito, tinha que pagar como qualquer pessoa.

    Fora isso, se vc ganha 4 ingressos, e não vai, pelo menos dá pra alguém que queira.

    Temos que mudar essa história de que só é bom se passa na televisão.

    Viu o que aconteceu com as meninas do FINASA?

    Então, tinha Globo direto e outras frescuras……..veio a “crise”, e, OH,o que podemos fazer para evitar perder dinheiro? Oh vamos parar de gastar com esporte e formação de nossas crianças.

    Agora o saque fica só no Bradescão mesmo. Pra quem puder.

  3. says:

    Ceréga, para efeito de largada, e homologação da prova, não são necessários 6 veículos?

  4. Edilson Vieira says:

    Sim, concordo que o automobilismo brasileiro é uma droga. E na minha opinião é assim porque tudo é feito de maneira fechada. Quem aprticipa é um sleeto grupo de amigos. Os dirigentes (Confederações e Federações) só querem prestígio e grana e não há investimento em renovação, em atrair a garotada e injetar gasolina no sangue deles. Comecei a gostar de automobilismo aos 17 anso quando pude botar um carro prá correr (ficar vendo pela tv só é muito pouco prá mim). E comecei pelo rali de regularidade, a forma mais barata de automobilismo que conheço. Nunca mais larguei (faz 20 anos!). Defendo o bareatamento de categorias de base, organização de torneios universitários, enfim, botar a molecada para experimentar. Só asim surgirão clubes, campeonatos e… público. Repito, automobilismo no Brasil é coisa de meia dúzia. Não é Formual 1 na tv que vai formar publico. É o cara sentir o gostinho de acelerar e de ter um troféu nas mãos que vai fazer a diferença. Tenho dito.

  5. Edu Pereira says:

    Pois é.. concordo com o Marcelo.
    Eu não conheço ninguém que tenha conseguido ingressos “gratuitos” com essa facilidade toda. E vou mais longe pois paguei $20,00 pra assistir as corridas porém as “atrações” destinadas às famílias (espaço criança, salões de beleza e cositas mais) estavam disponíveis somente aos “VIPS”, gente que fica frequentando padock sabe-se lá como se conseguiu esses ingressos como o “cavalheiro sortudo”.
    Quem paga mesmo, é aquela velha estória, é confinado em lugares determinados justamente para dar a impressão de “grande publico”.
    Lamentável.

    Abs.

  6. marcelo says:

    Rodrigo

    Vc foi na corrida? Ganhou 4 ingressos? Eu queria ter ganho. Espero que vc tenha ido, pois depois de ganhar 4 ingressos, perder tempo escrevendo posts, não tem desculpa nenhuma pra não ir. Ou seu negócio é só ficar metendo o pau via web com outro nome que não seja o seu?

  7. Márcio Heide says:

    Caro Sr. Flávio Gomes,

    Admita: colocou a foto da arquibancada vazia para criar a sensação que a coisa estava às moscas, não foi?

    Veja, nada de errado! Por vezes, queremos é criar polêmica mesmo, pq com a polêmica nõs discutimos e aprendemos… mas… por mais uma vez, o Sr. acabou sendo maldoso!

    Fique tranquilo pq eu o critico, mas sou seu fã!

    Sds

  8. Ricardo Gualda says:

    Ué!? Não entendo! Não é vc que diz que tudo americano é porcaria??? Como é que é a stock da russia, camarada Gomes?

    Abraço!

  9. Luiz TTaquara says:

    Realmente não tinha tanta gente assim, mas também não estava às “moscas”.
    Poderia ter sim uma entrada bem, bem, mais barata, e uma divulgação maior, assim talvez tivessemos mais pessoas nas arquibancadas.
    E ainda atraz das motos vinha uma turma com vários carros antigos bem interessantes, inclusive dois DKW bem conhecidos (rsrsrsrsr)
    Abraços FG

  10. Eric says:

    Ao Rodrigo:

    Acho que não justifica esse seu argumento que é “de graça”.

    O campeonato paulista também é e ninguém vai!!!!!

    Só os apaixonados vão,como eu que não perco “quase” nada que acontece em Interlagos.

  11. Claudio Ceregatti says:

    Ouvi falar muito bem do evento.
    Só não fui por ter um outro compromisso, inadiável. Perder os carrões da GT3 é um crime, e com outras provas de poio então…
    Se tinha 8 mil, estão todos de parabéns.
    Pela foto das motos, então… Aplaudo de pé até doer a palma da mão. Perguntinha aos chatos de plantão, os boçais que inventaram que o povo não pode andar na pista: Morreu alguém? Só se for de alegria por andar no asfalto sagrado do Templo.
    Foram criativos e obtiveram resultado.
    Ótimo mil vezes. Um milhão de vezes. Lição aos incompetentes e aproveitadores de sempre.
    Enquanto isso, nosso campeonato paulista… É uma lástima.
    Tambem, faturando perto de 100 mil reais por fim de semana só de inscrições, acreditam?
    Se não acreditam vejam o faturamento da terceira etapa, com 108 pilotos inscritos:

    Fórmula 2000 – 3 Inscritos – R$ 2.490,00
    Copa Fusca – 4 Inscritos – R$ 3.160,00
    Históricos V8 – 5 Inscritos – R$ 4.150,00
    Fórmula São Paulo – 6 Inscritos – R$ 4.740,00
    Stock Paulista – 12 Inscritos – R$ 9.960,00
    Força Livre – 16 Inscritos – R$ 13.280,00
    Spyder Race – 18 Inscritos – R$ 20.340,00
    Marcas e Pilotos – 20 Inscritos – R$ 15.800,00
    Classic Cup – 24 Inscritos – R$ 18.960,00

    Total – 108 Inscritos – R$ 92.880,00

    Dinheirinho bom, né?
    E a segunda etapa, então deu um “troquinho” a mais:

    Fórmula 2000 – 5 inscritos – R$ 4.150,00
    Históricos V8 – 5 inscritos – R$ 4.150,00
    Fórmula São Paulo – 10 inscritos – R$ 7.900,00
    Stock Paulista – 14 inscritos – R$ 11.620,00
    Marcas e Pilotos – 16 inscritos – R$ 12.640,00
    Track Day – 19 inscritos – R$ 8.360,00
    Força Livre – 19 inscritos – R$ 15.770,00
    Spyder Race – 19 inscritos – R$ 21.470,00
    Classic Cup – 28 inscritos – R$ 22.120,00

    Total – 135 inscritos – R$ 108.180,00

    Precisa dizer mais?
    Ahhhh… As despesas.
    Pois afirmo: Se não desse um lucro obsceno, estavam fazendo o que a turma fez em Interlagos, buscando público e receita.
    Como não precisam… Não fazem nada e mamam nas tetas da pilotaiada.
    Há mais de 40 anos, bem entendido…

  12. Rodrigo says:

    8 mil pessoas? pode ser. mas distribuindo a torto e a direito ingressos fica mais fácil lotar o autódromo. apenas eu ganhei 4 ingressos, de fontes diferentes, para ver a corrida.

  13. Rafael Ramos says:

    Muito bom também foi o desfile de carros antigos. Espetacular!

    Também acho que os R$ 20,00 do ingresso tenham espantado alguns. Lógico que o espetáculo todo, corridas com carros de verdade e etc valem os R$ 20,00.
    Mas tem gente que vë o preço, se assusta e fica em casa.

  14. says:

    E olha que os caras agitaram para ir público.
    Não entendo isso, sei que a cidade hj. possui centenas de opções, mas a população mais que dobrou em relação a década de 70, onde o autódromo lotava.

  15. Rick Berlitz says:

    Nem deveria….
    Mas vamos lá: não coloque na divulgação (também) a carga da falta de público.
    A cultura esportiva brasileira é muito estranha. E hoje já é bem melhor do que foi no passado.
    Esporte no Brasil sempre foi sinônimo de Futebol. Alguns anos atrás os caderno de esporte dos jornais brasileiros deveriam ter outro nome: “Caderno de Futebol”, pois era só o que se lia. Raras exceções. JT, Dipo, O Globo e mais meia dúzia.
    Hoje a garotada que está por aí na imprensa – online, sobretudo – tem contribuído bastante para que outros esportes tenham destaque – automobilismo entre eles. Embora o automobilismo e o vôlei, com altos e baixos, sempre tiveram mais destaque do que o Xadrez, por exemplo, e pra citar um “esporte” bem incomum entre nós – muito popular entre os russos.
    Esforços mil foram feitos ao longo dos anos em benefício do esporte a motor neste país.
    Com custos altos de TV, fica impossível chamar a grande massa. A Globo faz isto com a Stock. Se a categoria em que você corre tivesse 1 (uma) chamada no intervalo do JN já teria quatro ou cinco vezes mais espectadores nas arquibancadas…
    Exceto Fórmula 1, que cotidianamente é presença na grade da grande Rede e em quase todos os demais veículos de comunicação brasileiros, as demais categorias, de base – quando houveram – e outras internacionais só foram parar nas manchetes dos jornais e emissoras de TVs quando: o piloto é acusado de sonegação de impostos ou um acidente espetacular faz chamar atenção.
    Mais estranho ainda é isto acontecer em um país pobre como o nosso mas que conseguiu ver três grandes nomes campeões mundiais de Fórmula 1, sabemos quem são. Sobre Ayrton Senna, qualquer pesquisa irá citá-lo com um dos grandes esportistas e ídolos do esporte mundial. Pode pesquisar aqui e lá fora.
    É um sistema que se compreende pouco, mas o automobilismo não vinga na imprensa – com todo o esforço de divulgação, organização, promoção etc que se faça – nem nas arquibancadas, no gosto popular de ir aos autódromos.
    Não é o caso de procurar culpados (nem desgraçados).
    Embora algumas coisas sejam perfeitamente compreensíveis de críticas, como as precárias arenas esportivas. Mas aí vamos ser sinceros : estádios de futebol têm boas organizações, acomodações, banheiros limpos, etc. Não! (E pense que você está em um país continental, não apenas em São Paulo).
    A divulgação sempre foi boa, sobretudo por parte dos vários assessores de pilotos e categorias, sim. Como existem outros tantos assessores de clubes e jogadores em todos os demais esportes. Creio que a tarefa de divulgação do automobilismo brasileiro é muito bem feita. E sempre foi, do kart à Fórmula 1. O espaço é que é (estranhamente) reduzido na maioria das vezes.

    Portanto, não creio em fórmula mágica para preencher os espaços vazios das arquibancadas – TV é apenas uma que funciona e ainda assim…

    Talvez muito mais trabalho e, mais do que isto, cultura esportiva além dos gramados.

  16. ALEX B. says:

    É o LISARB, tovarich, é o LISARB!!!

  17. Clezio Soares da Fonseca says:

    Com relação aos rachas de interlagos, tô com o Sergio.
    É nitro na veia! A orquestra sinfônica dos metais é maravilhosa e
    a ovação do público sem igual, melhor que estádio . Este é um
    filão que poderia gerar muitos empregos indiretos, através de
    escolas profissionalizantes da area, oficinas mecânicas, lojas
    de equipamentos e modas relacionadas,etc. Como por exemplo,
    acontece nos EUA numa prova, digamos , de base como o LUGE. Veja as revistas especializadas no assunto.

  18. JOSÉ CARLOS says:

    FG , fica frio…

    estamos com você,,,,,

  19. Clezio Soares da Fonseca says:

    Se pudesse fotografar o público blogado, acho que os motoqueiros seriam uns gatos pingados.

  20. sergio says:

    Fg sei que vc não gosta dos rachas de interlagos,mas se vc ainda não viu,vá e leve seus garotos,é um ambiente familiar,brincalhão,gente fazendo pic nic na arquibancada as 2 da manhã,vaiando os potentes quando perdem para um fusquinha ,pulando de alegria quando um gordini estranho bate um opalão,vá sem preconceito e curta,abraços

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