BONDE DO “LIMITE”

SÃO PAULO (se puder, vá) – Em duas partes, gravei na semana passada matéria no Museu dos Transportes Públicos de São Paulo, que fica pertinho do Canindé (estação Armênia do metrô, entrada franca). Muito legal o museu. Merece uma visita sem pressa.

Hoje, no “Limite”, vou falar dos bondes — que deixaram de circular em SP em 1968. Esse “camarão” da foto, aliás, estava numa exposição fora, no dia em que fui. Semana que vem falarei dos ônibus do acervo: dois tróleibus, um nacional e um americano, mais um Mônika de 1968 — era o nome da neta do prefeito Faria Lima…

Eu não cheguei a andar de bonde em SP. Se andei, não lembro. Tinha quatro anos quando a CMTC acabou com eles. Na Europa, várias cidades ainda usam esse transporte. Simples, silencioso, não poluente. Um charme. Alguém aqui se lembra deles? Não, garotada, bonde não tem nada a ver com tigrão, funk, essas coisas!

O museu tem ainda o Landau que serviu ao Jânio Quadros, mais um monte de material da CMTC em outras duas salas. Bárbaro. Quem puder ver, o programa vai ao ar hoje às 22h na ESPN Brasil.

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Marina Moreno Leite
7 anos atrás

Em 16.09.2009 meu irmão NOEL MORENO LEITE, um amante dos trens, fez a seguinte observação:

– Foi burrice deixarem São Paulo crescer sobre pneus. Isso são fatos, lideranças incompetentes.

Dia 02.02.2015 (3 dias atrás) ele foi MAIS UMA vítima do trânsito. Sua bicicleta foi tocada por um ônibus, faleceu no local. Mais uma vida que se perde no caos que é nossa cidade, sem ciclovias, sem segurança, etc.

Dia 08.02.2015 haverá um encontro na Av. Dona Belmira Marin, altura do nº 4.700, Grajaú (SAO PAULO-SP) onde aconteceu a tragédia. Ele e outras vítimas serão lembradas.

E agora? Quantos mais? Quando farão algo? A expansão imobiliária, interesses da indústria automobilística, a distração dos políticos nos levam a estas lamentáveis perdas.

Na Holanda, há muitos atrás, também havia este problema. Mas lá foram inteligentes, mudaram o conceito, valorizaram o ser humano, construíram ciclovias. Que tal fazer o mesmo no Brasil?

E agora? Oh dor.

Marina Moreno Leite (irmã de Noel Moreno Leite)

Alseberto Rocha Almeida
Alseberto Rocha Almeida
10 anos atrás

Do alto dos meus 74 anos de Santamarense,posso afirmar que a extinção dos bondes em
São Paulo,em especial a linha 101,Sto. Amaro,foi um grande desrespeito não sómente aos
usuários,mas também a aqueles que prezam pela história de suas cidades.Isso, para não
dizer que foi uma agressão,pois o povo,na época,não foi consultado.Parabens ao Luizguima
ao Claudio Aun e aos demais pelas boas lembranças.Que saudades!!! Do antigo Largo 13
Padaria Gôa, do Fecha Nunca, Bar 13,Cinemar etc. e dos amigos da época .
Em tempo: Igualmente lamentável a extinção do trem,Júlio Prestes-Peruíbe.

Abraços “Zero quatro”

Anônimo.
Anônimo.
10 anos atrás

Muiito Obrigada, essa imagem do “Bonde” me ajudou bastante em um meu trabalho de escola.

nathielly
nathielly
11 anos atrás

aff sai da bota

nathielly
nathielly
11 anos atrás

a não sei.

nathielly
nathielly
Reply to  nathielly
11 anos atrás

aff não sabe ooque ?

marina moreno leite
marina moreno leite
12 anos atrás

Entre outros, os bondes de Milao (Italia) continuam prestando servicos. Aqui no Brasil fomos induzidos a comprar carros por influencia da ind.automobilistica americana. Pensaram em resultados imediatistas…. somente pensaram nos lucros para a ind. automobilistica, nada mais…..

Saudades dos bondes paulistas…..

Ricardo Rehder
Ricardo Rehder
12 anos atrás

Lógico que eu andava de bonde. Ia e voltava do Mackenzie pela Rua da Consolação. Eram o Pinheiros, o Largo de Pinheiros e o Fradique Coutinho. E pagava com o passe (cor de rosa ) exclusivo de estudantes. Às vezes, na saída da escola usava o passe pra comprar doce no carrinho da Dona Maria ou sorvete na carrocinha (era uma carroça mesmo, puxada a cavalo) do surdinho. Aí tinha de subir toda a Consolação a pé. Ou então, oh ousadia, viajar no estribo e ir “toureando” o cobrador. Quando ele ia chegando perto, a gente tinha de descer rapidinho, ir pra outra ponta e subir de novo. Era uma aflição até chegar na Dr. Arnaldo ou na esquina da Paulista. Também passeei muito no Circular Avenida. Pegava o “camarão” na Angélica ou na Paulista e dava uma volta completa até voltar ao mesmo lugar. Era um turismo barato. Aliás um grande barato! Já o bonde Santo Amaro era fantástico, andava pelo meio do mato, parecia um trenzinho europeu passando no meio das casas dos alemães da zona sul. Deveriam ter preservado pelo menos este. Que pena.

marco antonio de Y. do Carmo
marco antonio de Y. do Carmo
12 anos atrás

Muito bom Flávio,não sabia do seu interesse por bondes,seria bom que você planeje junto a Light no Rio,ima reportagem sobre os bondes sda cidade.Previno que é muito dificil a Litgh abrir seus arquivos.Naõ sei qual a razão.já estive lá na Marechal Floriano e não me deixaram ver as fotos.Abraço Marco Antonio.

noel moreno leite
12 anos atrás

foi burrice mesmo deixarem sao paulo crescer sobre pneus.isso sao fatos.lideranças incopetentes

Luizguima
Luizguima
12 anos atrás

Claudio Aun, não faltou não. Está lá , entre Rodrigues Alves e Frei Gaspar.
E mais um detalhe:: se não me engano (a memória não é tao boa assim, afinal de contas, lá se vão 55 anos!) a denominação da parada Moema originou-se no Largo e na Avenida do mesmo nome. O bairro chamava-se, à época, Indianópolis. Uberabinha era o nome de um córrego que passava na altura da parada Libanesa. Um abraço p/ vc tambem!

Claudio aun
Claudio aun
12 anos atrás

Luiz Guima parabens ,só faltoua a parada Piraquara,abração Claudio Aun

Claudio aun
Claudio aun
12 anos atrás

So´ para matar a saudades algumas PARADAS (estações) do largo Ana Rosa até o ponto final.: Rodrigues Alves ,Ipê,Pedro de Toledo,Indianopolis,Moema (que originou o nome do bairro que até então era Vila Uberabinha),Balão do bonde , Vila Helena, Parada da força, Piraguára,Prudente de Morais,Frei Gaspar,Joaquim Nabuco,Alto da Boa vista,Santo Amaro