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domingo, 20 de novembro de 2011 - 15:17#69, Automobilismo brasileiro

BYE, LONDRINA

LONDRINA (até o ano que vem) – E terminou o 5° GP do Café, nossa etapa londrinense da Classic Cup. Vimos aqui desde 2007 e é sempre muito gostoso. Risadas a granel e mentiras de pilotos a torto e direito. O único que conta a verdade dos fatos sou eu.

E a verdade dos fatos é esse belo troféu aí embaixo. Algo que nem o carcamano Marcelo Giordano, meu companheiro de equipe, nem o prolixo Rogério Tranjan, meu adversário, conseguiram. Para variar.

Aqui é importante que se diga. Na minha equipe, a LF, é cada vez mais clara minha posição de primeiro piloto. Afinal, sou eu quem traz resultados. OK, um de nossos novatos, o João Peixoto, venceu a prova hoje na geral. E levou o título na soma das duas baterias. Mas ele é novato, está chegando agora, deu sorte e recebe tratamento privilegiado, como isopor exclusivo para seus gatorades.

Decadente, Giordano sequer largou. Houve um problema na rosca, algo assim. “Giordano com problema na rosca” era o que dizia o press-release de nossa assessoria de imprensa. Procurei não entrar em detalhes. Soube que tudo estava funcionando perfeitamente em seu equipamento, como o rádio, o Turíbio (não sei o que faz esse dispositivo, mas ele tem esse negócio), o Red Hot Chilly Laps, a câmera Go, Speed, Go, as merdas todas que ele coloca no carro. Menos o carro, por causa dessa rosca. Problema dele. Um a menos para passar.

Tranjan, por sua vez, piloto da pequenina Rosinha-Gaydarji, uma espécie de Hispania de nossa categoria, estava radiante porque finalmente seu carro conseguiu se deslocar do box para o grid. O dono da equipe ajoelhou-se no pitlane e ergueu as mãos para o céu. A cena me comoveu, mas percebi pessoas em torno espantadas com o gesto messiânico.

Larguei em 15° na geral, pole na minha categoria, de “Carros do Leste com Estrela Vermelha”. Como de hábito, parti de forma extraordinária, deixando todos no autódromo boquiabertos. Ultrapassei uns quatro ou doze carros, por aí, chegando na primeira chicane em primeiro ou segundo, aparentemente. Tive de cortá-la, inclusive, porque Giordano me espremeu. Sim, eu sei que ele nem largou, mas pilotos como eu chamam todos os outros de “giordanos”, assim como Mané Garrincha chamava seus marcadores de “joões”.

Tive uma boa disputa com dois Passats, um chegou na minha frente, outro atrás, mas o momento mais surpreendente da prova para mim foi ser ultrapassado por Tranjan. Algo inesperado e suspeito. Depois descobri, pela telemetria, que naquele exato momento meu carro estava com apenas um cilindro funcionando. Os mafiosos da Brandini se mandaram lá na frente com métodos espúrios, como sempre. Seus carros, com pinturas novas, ficaram irreconhecíveis. Por isso preferi não ultrapassar nenhum deles, com medo de represálias.

A partir da 14ª volta tive um problema prosaico, cabo do acelerador enroscando, travava a bagaça, tive de controlar meus impulsos e meus tempos de volta, previstos para aquela altura para chegar à casa de 1min18s, caíram para 1min43s. Aí foi só esperar a bandeirada. Minha melhor volta foi registrada pelos satélites da KGB em 1min38s944. Ontem foi melhor no cronômetro, mas pior na posição final.

Terminamos, eu e Meianov, em 11° na geral, o que nos garantiu o troféu “Most Valuable Eleventh Place for Blond and Blue Eyed Drivers”. Tranjan, com atuação medíocre, foi o sexto na geral, uma vez que o nível dos cinco primeiros era muito baixo. Já falei, o Peixoto ganhou depois que o Chambel se enroscou com o enferrujado Fernando Mello quando ia dar uma uma volta nele. Mas como Fernando é irmão do presidente da nossa associação, Chambel nem reclamou e pediu desculpas, ainda.

Na soma das duas baterias, fiquei em quarto na categoria até 1.600 cc e em primeiro, absoluto, entre os “Sedãs de Quatro Portas com Faróis Redondos”, resultado que minha equipe considerou muito bom. Giordano, como já dito, mas nunca é demais lembrar, voltou para casa de mãos abanando, mas deixei ele carregar meu troféu até o táxi. Tranjan, igualmente, como também já dito, e da mesma forma nunca é demais lembrar, está na estrada agora com sua caminhonete C10 sem levar nada na bagagem além do capacete e do macacão puído. Ao chegar ao hotel, fiquei feliz por receber telegrama do camarada Putin e a comenda “Best Autovaz Driver in the Season” graças ao resultado de hoje. O Petrov ficou meio puto.

Por fim, algo que não pode deixar de ser dito. Fizemos parte do fim de semana da etapa londrinense do Brasileiro de Marcas, que tem carros legais e bons pilotos, como Thiago Camilo, Valdeno Brito, Ricardo Maurício, Daniel Serra e outros. Londrina não é exatamente um centro internacional de lazer e aventura. Pouca coisa acontece nestes preguiçosos domingos do interior, e portanto uma corridinha no autódromo da cidade deveria ser um bom programa.

Falei com muita gente. Alguns disseram que a divulgação nas rádios e jornais locais existiu. Outros, que não. Não importa. Importa é que na largada da primeira corrida da rodada dupla de Marcas, havia contadas 25 pessoas na arquibancadinha montada na reta oposta, por volta das 10h de um dia ensolarado e de temperatura agradável. A foto aí embaixo, do Luiz Salomão, é a prova inconteste do desinteresse geral. Não deve ter passado muito disso depois, na segunda bateria, logo depois do almoço. No paddock e nos HCs, algumas dezenas de convidados, e nada mais.

Não há esporte que resista a tamanha indiferença do público, ainda mais quando esse esporte é movido exclusivamente por patrocínios. Ou o automobilismo brasileiro se reinventa, ou é melhor parar com tudo de uma vez.

51 comentários

  1. MARCOS LIMA disse:

    F.Gomes, eu corri sete anos aqui em Londrina no campeonato metropolitano de speed..Com entrada franca o publico era pequeno….imagine pagar 15 reais…Os eventos F.Truck e Stock a maioria do publico é de fora….que vem pela 1 vez e nunca mais volta…

  2. A “temida” (pelos cagões) curva 1 de Tarumã está aguardando a presença de carros da Classic Cup, na Copa Classic RS preliminar das 12 Horas de Tarumã (a mais tradicional prova de longa duração ainda em atividade no país), dia 10 de dezembro.

    Mais em http://www.copaclassic.com.br

  3. Sergio Stanislauskas disse:

    Excelente texto. Infelizmente sou obrigado a concordar com o comentário que um camarada fez acima: como piloto você é um excelente escritor……. Desde que não sacaneie os lituanos…….

  4. Rodrigo disse:

    Além da divulgação necessária a qualquer evento, deveriam criar nos autódromos as facilidades e os confortos que o público merece.

    - criar áreas de estacionamento dentro do autódromo facilita muito, pois não ficamos sujeitos aos guardadores de carros e estacionamentos sem escrúpulos

    - oferecer lanchonetes e quiosques com comidas decentes e preços razoáveis e permitir entrada de alimentos e bebidas (em garrafa pet) para consumo próprio

    - dispor de banheiros limpos e em quantidade adequada, inclusive banheiros para levarmos crianças

    O automobilismo por si só faz o resto.

    O Paulista oferece uma grande gama de corridas, mas não oferece um mínimo de conforto. Outros, só com credenciais corporativas ou com preços fora de realidade e sem conforto.

  5. Ricardo disse:

    Excelente. Escreve bem esse FG

  6. Mario Ruiz Manrique disse:

    Primeiro que nada, gostaria de te dar os parabéns por esse ótimo resultado obtido na competição que imagino divertida deve ser e muito, depois gostaria de obter alguma ou algumas respostas tua ou dos caros leitores do teu blog sobre o porque os carros são tão caros no Brasil quando comparados com os de outras economias? vou te dar os exemplos dos quais eu tenho uma pouca mais de informação. Um carrinho que eu gosto muito é o Fiat 500, me parece um pouco mais apegado a realidade do original do que a interpretação que aconteceu com o Beetle o primeiro pois no final das contas o último exercício do beetle ficou mais perto das suas origens também (com exceção do preço em ambos casos), em fim voltemos ao 500, no México mercado do qual sempre estou pendente e informado o 500 custa nada mais e nada menos (já convertido em reais obviamente) que a alarmante quantidade de R$38.797 siiiiiim, assim como foi lido, mas o pior não é isso o pior é que estou te falando da versão 500cc a top de linha, aquela que no brasil só pode ser pedida por uma importadora, aquela bonitinha com o teto de lona, se eu for para qualquer loja de Fiat e levar o dinheirinho fisicamente para pegar o carro na hora devo pagar a quantia de R$39.990 pelo basicão, não vou chamar ele de peladão pois também não vem totalmente desprovido de gadgets que fazem o carrinho mais atrativo, agora e para minha maior revolta vou te passar a historia que me parece ainda mais bizarra troquemos de lado da rua e caminhemos pela outra calçada para entrarmos na loja da VW (de fato devo dizer que gosto muito dessas duas marcas) e então peguemos um modelo de entrada para a VW o Voyage, se eu comprar ele no Brasil ele custa R$32.570 e no México R$15.471 (remarcando que no Brasil falo da versão 1.0 e no México a versão 1.6 (pois por questão de altura da maioria das cidades no México os carros com motor menor lá parecem carroças devido ao motor não ter poder suficiente para empurrar nas subidas) agora o pior é que o carro é fabricado no Brasil e que segundo os tratados econômicos existe um acordo para a redução ou isenção de impostos não estou seguro no caso de importação de carros entre ambas nações, então minha cabeça não compreende porque essa diferença de preços, obrigado por escutar meu desabafo e pergunto, alguém poderia me ajudar com meu dilema?

    • Didiê Sardi disse:

      Meu caro mexicano te deixei em recado no seu comentario sobre a corrida nas Arabias.Como lhe disse sou um frances Brasileiro e tb não compreendo muito
      estas disparidades,

      Vivo em Brasilia ,uma cidade impessoal ,mas que amo muito ,
      Tb gosto muito deste Brasilsão.
      Seja bem vindo aqui,

  7. aldo gomes disse:

    Rí muito, parece até história de pescador.

  8. Luiz Straforini disse:

    Com certeza teve mais pessoas do que em Interlagos.

  9. Wilson disse:

    Flavio, fiquei sabendo das corridas aqui em Londrina pelo seu blog, a divulgação foi muito pequena. Tentei ‘comprar” ingressos nas revendas das marcas envolvidas e ninguem sabia da corrida…..
    Falando em reiventar o automobilismo, você viu onde montaram as arquibancadas? A pessoa que vai pela primeira vez vai achar muito chato ver os carros passando numa reta a 200 kh (os Classic um pouco mais) Porque não montar as arquibancadas proximo do final da reta oposta e na caixa d’agua? Assisti as corridas em pé, pois para ver os carros passando em alta velocidade na reta é só ficar em qualquer avenida !!!!!

  10. João Alves Ribeiro disse:

    O povo brasileiro como eu adora automobilismo. o problema é esta imprensa corporativista e mercenária. Tv, Jornais, Rádios. não divulgam só se pagar e caro. ué imprensa acho que tudo que acontece de na cidade de eventos tem que ser divulgado. êta pais de 4º mundo.

  11. Dado Miler disse:

    Ridiculo, essa é a palavra pra definir a divulgação e o publico do evento que simplesmente não existiu…As 10:00 h contei 23 pessoas na arquibancada e 12 penduradas na tela, um publico de dar inveja a corridas de carrinho de rolimã na ladeira da rua onde moro…Falei com um camarada da VICAR(pelo menos estava com a camisa da VICAR), e perguntei se era sempre assim de publico, e a resposta foi a seguinte: ” Pra que vamos nos preocupar com público se a patrocinadora(Petrobras) banca tudo, inclusive nosso lucro, montamos arquibancada somente pras moscas”…A Vicar não promove o evento em nome do automobilismo, e sim pra encher o bolso de dinheiro, unica e simplesmente…E é esse promotor que detem o direito da “suposta” maior categoria do automobilismo Brasileiro…
    E a Petrobras com seus funcionarios em GREVE NACIONAL distribuindo dinheiro a rodo pra essa categoria que já nasceu decadente…O que valeu a pena mesmo nesse evento foi assistir a CLASSIC, com carros de verdade…mesmo tendo que ler os “delirios literarios” do FG…Valeu FG, pela corrida e pelo texto…Abs

  12. Bira Martins disse:

    Eu não acredito que brasileiro seja apaixonado por automobilismo de competição. Penso que alguns poucos (considerando toda a população) é que realmente são. O que me parece é que a F1 foi muito bem “vendida” aqui no brasil por um certo narrador e na época que tinha um grande piloto. Aí todo mundo entendia de F1, Indy, Rally, Kart, e o escambau motorizado.
    Na minha cidade é realizada a abertura do nacional de Rally Cross Country, a divulgação e público é zero!!! Já tentei argumentar com os organizadores e mesmo assim, nada! Eles são detentores da sabedoria e alegam que é um esporte onde os participantes são milionários, geralmente bancam suas despesas e assim, o público não faz muita diferença. Essa é a opinião dos organizadores e que não refletem a opinião dos pilotos, pelo menos é o que eles (competidores) dizem.

  13. Primeira vez participando do GP do Café.. curti muito a viagem e a corrida.. tivemos alguns problemas inesperados como uma quebra de rolamento no sábado,pela manhã, depois a quebra da 5ª marcha na corrida (por isso o carrinho soviético conseguiu chegar perto do meu no finalzinho da corrida) e ainda um quase capotão na corrida de domingo.. mas tudo valeu muito à pena.. (Textos hilários mas não tão divertidos quanto às refeições em conjunto).. e que o piloto do Lada queimou a largada de sábado, queimou!

  14. Rudimar Nunes disse:

    Boa Noite,

    Sou apaixonado por automobilismo,assisto todas provas que acontecem aqui em Londrina.
    A divulgação foi precaria,nos jornais da cidade(dois) teve uma pequena nota na sexta,uma no sabado e uma no domingo.A midia por aqui gosta de babar para Stock e Truck.
    Estive no autodromo,foi muito legal.
    Dei duas voltas na pista(promoção da Vicar).A categoria CLASSIC é nota DEZ.
    Parabens.
    Rudimar

  15. Marcelo disse:

    Flávio, o evento não foi divulgado aqui em londrina. fiquei sabendo via site do grande premio sábado porque estava fora da cidade na sexta e não vi o site. Mas quando cheguei no domingo para comprar os ingressos para assistir achei meio caro para uma categoria sem muita divulgação na mídia aberta. Digo isso porque 60% do publico de londrina é de baixa renda e não esta muito disposto a pagar 15 reais por uma evento que muito pouca gente conhece por aqui. acredito que 10 reais com o estacionamento livre teria um publico considerável para assistir uma vez que o pessoal aqui adora automobilismo. Deixo ai a minha crítica ao preço dos ingressos, acho mais inteligente ganhar 10 de umas 500 do que 15 de 25 ;) abraço

  16. Pedro disse:

    Que o brasileiro e apaxonada por automobilismo toso mundo sabe o problema e que esta no comando não entendi nada do assunto , bons pilotos nós temos , autodromos razoaveis , o probelam e saber conciliar esportividade com marketing na minha opnião . Acho bem legar o que a truck faz soube conciliar o apelo das montadoras com o apoio do publico . Em relação ao turismo acho que deveria seguir o memso caminho , esse campeonato de marcas é um bom exemplo , tem tudo pra dar certo , só que ai inventaram de padronizar quase tudo , não tem envolvimento das montadoras , esses honda civic so tem a carenagem honda , o motor ficou na fabrica , memso caso pro astra , gocus , corollha , o publico não cira simpatia com o carro . Pra flr a verdade o povo que e show , e pega e disputa na pista , ou seja emoçao. Porem tem quer ter participação das montadoras , regula mento descente , e bom marketing . Em relação á base a situação e complicada correr de kart ta carissimo , a formula futuro e uma boa opção , ja a formula 3 ta capegando

  17. Rogério Tranjan disse:

    Amigo e anão Flávio Gomes,

    você como piloto é um grande escriba. Não seja ridículo, se continuarmos com essas ofensas gratuitas vou te processar. Meu advogado Paulo Tohmé só espera o sinal verde.

    Att.,
    Rogério Tranjan
    Passat #44, o Trovão Azul
    Rosito Gaidarji Motorsports

  18. fabio gp5 disse:

    Uma pena essa falta de publico. Assisti a segunda corrida do Brasileiro de Marcas e achei muito legal, bem disputadas as posições, carros bacanas, pilotos de primeira linha, ou seja, ingredientes para um bom dia de corridas. Uma pena a falta de publico pois já morei naquela região do Paraná e apesar das cidades serem grandes os finais de semanas são estremamentes tediosos,tipicos interioranos. A população não poderia faltar a esse evento tão bacana por lá.

  19. Davi disse:

    Vocês deveriam fazer uma corrida aqui no CAB em Salvador! Iria lotar arquibancadas! Rsrsrs

  20. Se todos os textos sobre automobilismo fossem bacanas e legais de serem lidos, as outras categorias seriam muito mais interessantes aos fãs do automobilismo.

    O relato do “Estrela vermelha”, KGB, “joãos” (sic) versus “giordanos” foi muito legal de se ler… acho é que falta aos outros cronistas de outras categorias, que parecem entender de tudo, relatam SEMPRE as mesmas coisas e, de forma senil, patética, “xerocopiada” uns dos outros.

    Depois conta como fazer o “S” de alta…

    Parabéns!

  21. tuta disse:

    Este é o Flavio de extremo bom humor, I doubt this mood can be improved.

  22. Roger V disse:

    A pintura para 2012 vai ser comemorativa a Portuguesa?
    -Soca um concurso praos rapazis!!!

    Estive pensando em um Lada esquife (BMW das antigas)…

    • Burn Baby Burn.. disse:

      Não pode não, o Meianov tem que ser todo vermelho.. bom talvez o Flavio coloque uma fina faixa verde nas laterais… afinal ele tem medo se ser enviado para a frente russa pelos comunas de lá..rsrs

  23. Pedro Gouveia disse:

    Normalmente, os eventos aqui no autódromo costumam contar com uma audiência maior. Contudo, neste fim de semana houve também o vestibular da UEL. Talvez, por isso apareceram só uns gatos pingados. Divulgação, se houve, eu também não vi.

    • Cristiano disse:

      A minha justificativa foi justamente essa, fiquei o final de semana por conta de transportar vestibulanda paulistana amiga da minha esposa. Divulgação (pouca) houve em jornal, e em postos BR que vendiam, mas nada muito efusivo, como Truck e Stock fazem. Custava 15 reais a entrada inteira, e ganhava um boné.

  24. Luciano disse:

    Olá Flávio , acompanho com alguma regularidade o teu blog e gosto demais do teu texto, algumas vezes concordo com as tuas opiniões e outras discordo totalmente, mas acho que as coisas devam ser assim mesmo, por isso te indico este vídeo (se é que tu ainda não viu) que achei muito bacana e gostaria de compartilhar , aí vai o link: http://youtu.be/bz-nO6WvOYw , ele relata o reencontro de um pai com o carro da sua vida, tomara que consiga assistir pois não sou muito bom com a internet. Valeu!

  25. Paulo Artur disse:

    Flávio, um dia escreverei como você, se você deixar. Ri de chorar ou chorei de rir, até pelas 25 almas solitárias da platéia. Abraços, Paulo.

  26. Paulo Moreno disse:

    Risadas a granel e mentiras de pilotos a torto> isso é que é bom.

    Presado Gomes

    Aconteceu hoje (20/11) no Autódromo do Eusébio em Fortaleza, um fato que deixa claro da incompetência da CBA e suas Federações de administrar e fazer corrida, não punindo quem tem atitudes antiesportivas e coloca em risco a segurança da competição.
    O fato citado refere-se à disputa dentre dois pilotos, tendo um deles rodado na pista. em atitude totalmente descabia, este piloto diminuiu bruscamente de velocidade e esperou ate o seu oponente chegar novamente para jogar seu carro em cima do mesmo trazendo risco de vida para o piloto e para os demais que estavam na pista. O oponente, ao descer de seu carro foi agredido verbalmente por esse piloto. Como consequência, o agredido resolveu não mais participar da 2a. bateria, tendo o agressor participado normalmente.
    Gostaria de ouvir a sua opinião de quem conhece bem o automobilismo brasileiro.

  27. Paulo Moreno disse:

    Risadas a granel e mentiras de pilotos a torto> isso é que é bom.

    Prezado Gomes

    Aconteceu hoje (20/11/2011) no Autódromo do Eusébio em Fortaleza, um fato que deixa claro da incompetência da CBA e suas Federações de administrar e fazer corrida, não punindo quem tem atitudes antiesportivas e coloca em risco a segurança da competição.
    O fato citado refere-se à disputa dentre dois pilotos, tendo um deles rodado na pista. Em atitude totalmente descabida, este piloto diminuiu bruscamente de velocidade e esperou até o seu oponente chegar novamente para jogar seu carro em cima dos mesmos trazendo risco de vida para o piloto e para os demais que estavam na pista. O oponente, ao descer de seu carro quase foi agredido verbalmente por esse piloto. Como conseqüência, o agredido resolveu não mais participar da 2ª bateria, tendo o agressor participado normalmente.
    Gostaria de ouvir a sua opinião de quem conhece bem o automobilismo brasileiro.

  28. Flávio, parabéns pelo blog. Descobri teu espaço na internet recentemente, e, desde então, sempre acesso o blog. Gostei muito.

    Sobre as arquibancadas vazias: meu pai está em Londrina nestes ultimos dias. Ele curte corridas e tals. No sábado liguei para ele, avisando sobre a ‘Classic Cup’ e a ‘Copa Petrobras’.
    No que ele me respondeu que “não tinha escutado ou visto nada a respeito dessas corridas em lugar algum da cidade ou região”.

    Tenho uma leve tendência a desconfiar que as arquibancadas vazias se deram pela falta (ou total ausência) de divulgação do evento.
    Como é que a organização espera trazer espectadores à pista, se a maioria das pessoas sequer sabe que o autódromo da cidade está sendo usado?
    Não são todos os que acessam a internet para saber dessas coisas. Os 25 sujeitos das arquibancadas não me deixam mentir.

    TV, rádio, outdoor, anúncio em jornais… poxa, tem espaço para anunciar as corridas!

    • Leandro Giannetti disse:

      Realmente Broetto, se não fosse aqui pelo blog não ficaria sabendodo Brasileiro de Marcas nem da Classic. A divulgação foi ruim sim. Passo pelas principais ruas da cidade para ir ao trabalho e a faculdade, não vi nada a respeito das corridas, uma pena. E este é o terceiro ou quarto ano que perco de ir já… perdi o Racing Festival também… que por sinal não vi divulgação alguma também. Acho um erro grande dos promotores do evento.

      • Indeed.

        Por falarr nisso, a única vez em que fui a um autódromo foi há dois anos atrás….e foi em Londrina! Estava de férias numa cidade ali perto, e fiquei sabendo do Racing Festival.
        Chamei minha família, peguei o carro e viajei até o autódromo, para assistir aos treinos. A corrida eu não pude assistir.

        Li nos outros comentários um item que me chamou a atenção, há dois anos atrás, no dia em que estive no autódromo. A localização das escassas arquibancadas. Apenas na reta dos boxes…

  29. Saloma disse:

    O automobilismo precisa ser reinventado, mas não só aqui…no mundo inteiro!

  30. Alfredo Junior disse:

    Gostei do seu comentário sobre o publico nos autódromos Gomes. ainda assim acredito que muito se deve a falta de divulgação. Um exemplo que tive foi a uns 4 ou 5 anos atrás quando tinha o trofeo maserati, eles anunciaram na tv , com o ingresso a um 1 kl de alimento, e fui , la estava cheio, encontrei até conhecidos meus que nem automobilismo curtem. O campeonato paulista de automobilismo , é tão vazio que fui uma vez esse ano e nas fotos so via o laranja da blusa que eu estava (era domingo)., mas alem de ser feito um dia depois do “RACHA EM INTERLAGOS” que lota, ainda tem datas iguais a F1. Grids pequenos (exceto o paulista de marcas ), como não entendo duas categorias de “clássicos ” em vez de uma com mais carros. A interatividade também fica a desejar, pq não boxes livres para visitação nos regionais, e visitação dos boxes mais baratas nas categorias grandes (como no Itaipava GT, do qual realizei o sonho de ir visitar os boxes de uma corrida).

  31. Henry disse:

    Flávio,
    O automobilismo brasileiro, antes de se reinventar (urgente) precisa respeitar o pequeno público que ainda tem saco para ir aos autódromos, passar fome, sede e raiva, tomar chuva ou insolação, passar frio, não ter como estacionar decentemente e sofrer mais um monte de agruras.
    Prabéns pelo texto; como sempre ótimo.

  32. Ronald Wolff disse:

    Esse público a que você se referiu é digno de um Duque de CaxiasXSalgueiro!!!
    Pelo que você se autointitulou, és um novo Fodón De Lo Barrio Peixoto, pero no és? Un Nuevo Alonsito!

  33. Marcelo Giordano disse:

    Lendo esse texto ridículo me pergunto agora: -Por que não deixei essa bosta de troféu cair no chão “sem querer” enquanto íamos pro táxi?

  34. Carlos Manoel disse:

    Flávio,

    Só uma curiosidade: Nessas corridas como você vai à cidade da prova? Vai de avião e deixa o carro ser transportado ou não resiste e pega uma estrada com o carrinho? Aliás, ele conseguiria pegar estrada?

    Abraço

  35. Paulo Vilani disse:

    Flavio, sou muito fã dos seus textos e comentários e tb era do Limite, aliás, o Indiana Gomes era uma das melhores coisas da TV, mas esse seu texto sobre a sua performance em Londrina se superou. Divertido e informativo. Valeu.

  36. Carlão disse:

    Vendo bobagens como a Escroque car, a CBA, regras estupidas, autódromos largados, resultados indo pelo tapetão etc, e a Globo fazendo com que só o Senna era bom, e mais ninguém, não me admira que ninguém se interesse. Triste. Muito triste.

  37. Manoel disse:

    Pois é. Vem correr aqui no CAB – Salvador – e presenciará o oposto. Arquibancadas lotadas para um público carente de modalidades esportivas a motor. Ou sem motor. Tanto faz.

  38. DURVAL PEREIRA disse:

    http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5786129
    agente sempre acredita que só acontece com os outros…eu o admirava mas, algo aconteceu…ultimamente o automobilismo mundial está numa média de uma morte por mês…

  39. Maia disse:

    como sempre, Gomes nos traz uma matéria que é um exemplo de jornalismo isento, imparcial e objetivo.
    Parabéns pelo resultado na prova

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