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SÃO PAULO (era legal) – Vocês lembram disso? 1985, o Brasil numa pindaíba desgraçada, Nordeste tórrido, transição da ditadura para o primeiro governo civil desde 1964, a MPB inteira se reuniu para gravar esse clipe. É lindo de morrer. A maioria está aí, na estrada. Alguns já se foram, como Gonzaguinha, Tim Maia… Fico imaginando o que seria hoje, com as estrelas da música brasileira: Ivetinha, Claudinha, Luanzinho, essas merdas todas.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

94 Comentários

  • “Fico imaginando o que seria hoje, com as estrelas da música brasileira: Ivetinha, Claudinha, Luanzinho, essas merdas todas.”

    Paradoxalmente, FG, “essas merdas todas” de hoje surgiram de um longo processo de decadência da MPB iniciado na época desse clipe. 1985 pra mim é um marco, um divisor de águas na MPB. Reveja todos que aparecem no clipe e me diga: alguém dali gravou algo realmente relevante depois de 1985? A grande maioria da genial geração da MPB se fez nos anos 70 e comecinho dos 80, e eles foram lentamente se aposentando de gravações, só vivendo dos velhos sucessos do passado.

    Em 1985, um pouco antes, um pouco depois, surgiram dois nomes dominantes que ferraram a MPB: Michael Sullivan & Paulo Massadas. Todo mundo começou a gravar as musiquinhas romantico-bregas dessa dupla (Tim Maia e Fagner inclusos). Eram os reis do jabá nas rádios. Além da qualidade discutível da dupla, outro fator contribuiu demais para o empobrecimento musical: provavelmente para cortar custos, os artistas e as gravadoras deixaram de contratar outros músicos e de utilizar outros instrumentos, restringindo-se normalmente a um tecladinho furreca e a uma bateria eletrônica (nada mais datado dos 80 do que a bateria eletrônica). Já dá pra perceber a pobreza instrumental no clipe.

    O que salvava no final dos anos 80 era o rock que ainda estava em alta. Mas também saiu de moda, deixou de dar lucro para as gravadoras e já era. As novas gerações de músicos, cantores e compositores não conseguiram substituir à altura aquela dos 60/70/80. Tem gente boa hoje em dia, mas longe de ser genial como aquela geração. Não empolga. Em contrapartida, não tem divulgação nenhuma, assim fica difícil e vira um círculo vicioso.

    O empobrecimento melódico, instrumental e poético acabou decorrente do corte de custos, da simplificação, e também do empobrecimento intelectual da massa, visto que a educação neste país só retrocedeu. Neguinho grava umas frases pornográficas junto com umas batidas num programa no computador, não sabe tocar porra nenhuma e fala que é músico.

    O foda é que isso não é um fenômeno exclusivamente nacional, muito pelo contrário: a merda domina o mundo inteiro. Ou alguém acha que aquilo que a Beyoncé, a Rihanna ou as Britneys Spears da vida cantam são muito diferentes dos Tchu/Tcha, Dança da Bundinha e congêneres? Acho que o consumo de música via videoclipe gerou uma erotização que popularizou a imagem ao invés do som. Não importa quem está tocando: tem que ter gostosas rebolando. E assim caminha a humanidade…

    • allan, compartilho de sua opinião em todos os sentidos,
      tudo o que hoje temos em matéria de musica é movido a muito jabá, lembrem-se do caso do,pai daquela dupla sertanoja que pagava para os amigos pigarem para pedir a musica dos filhos.
      para ir a um programa de televisão expor seu trabalho; um artista tem que desembolsar muita grana em jabá, assim também como nas rádios, só toca quem paga, e não quem tem talento.
      o gosto,musical das pessoas hoje é horrivel, alienado a esses cantores e cantoras de botão de mesa de estudio, coloquem os mesmos para cantarem ao vivo paraver o desastre que são, (exemplo, luan santana cantando o hino nacional).
      não escuto rádio no carro, só toco meus cds dos anos60-70-80.

  • O clipe como musica foi legal, porem o objetivo da coisa não vingou , até hoje apenas a utópica transposiçaõ do rio São Francisco, que servirá para alguns fazendeiros e não
    para os coitados que precisam de agua. Resumindo a sêca do nordeste continua como
    uma miserável industria do voto e do dinheiro publico.

    • Estava a Baby Consuelo ..O Pepeu Gomes…..Amelinha…..Bebeto….Marlene e Emilinha Borba…..e outros……..O povão estava lá com seus cantores ……Quem organizou foi o sindicato dos músicos do RJ……..Acho que não barraram a música brega……Era um evento da MPB….Tanto que muita gente do rock não compareceu…………E nunca se juntou mais um elenco tão cheio de estrelas da MPB em nenhum outro evento

  • Até hoje o Nordeste sofre com o descaso dos políticos, se não bastasse a desvantagem climática e de recursos hídricos, se comparado á outras regiões. Existe uma obra chamada Adutora do Sertão, ou canal do sertão, que tem mais de uma década que começou a ser construída e até hoje não foi finalizada. O detalhe é que a verba total liberada pelo governo federal dava pra construir umas tres obras iguais…

  • FG e colegas, esses sentimentos são muito estranhos mesmo. A gravação teve um timaço, com Elizete e tudo. Dos grandes, só faltaria a Elis, grande perda. Há poucos dias, ouvi a trilha da novela Vamp e, putz, tinha Leila Pinheiro! Em Top Model, Led Zeppelin e Djavan, com solo de violão do Paco de Lucia. É curioso como o tempo passa, a música continua boa, mas a seleção envereda pelo lixo. Em um país com Renato Braz, Mônica Salmaso e Kleber Albuquerque, a gente é obrigado a ouvir “goela abaixo” tchus e tchas, mas já foi tchans e congêneres.

    • E, volta e meia, os temas principais das novelas de hoje são músicas antigas. Como não há qualidade, tem que se apelar para temas usados em novelas de 20, 30 anos atrás. Repetição na cara dura, mas fazer o quê?

    • Imagino que a maioria dos leitores deste blog sejam paulistas, mas acho que a solução, apesar de utópica, passa por descentralizar o país.
      Refiltam como seria Sampa se conseguíssemos transferir 15% ou 20% da poupulação para regiões menos povoadas do país desde que, lógico, com a infra-estrutura básica.
      Seria bom para São Paulo e seria bom para o país.
      Mas como falei, é utópica a minha idéia… Afinal a corrupção imperante impede o sucesso de uma iniciativa dessas.

      • Merda é passar 50-60 minutos todo dia prá percorrer 9km entre minha casa e o trabalho em Recife.
        No domingo, consigo fazer o mesmo percurso em menos de 15 minutos, sem pressa.

        Expressei-me mal. A transferência não seria forçada. Seria incentivar o inverso do êxodo rural do passado, mas através de condições de trabalho, qualidade de vida e infra-estrutura. Iria quem quisesse, mas se isso permitisse reduzir a população das grandes cidades (DE FORMA ESPONTÂNEA), seria bom para todos.

        Mas, como disse é utópico…

  • Bela lembrança, Fla.
    Demais!
    Água, dona da vida
    Ouve essa prece tão comovida
    Chega, brinca na fonte
    Desce do monte, vem como amiga

    O nome disso? Poesia.
    Os que defendem a geração (?) atual, podem defender. É direito deles.
    Mas isso eles jamais vão conseguir fazer: poesia.

    Querido amigo Fla você pode até não acreditar, mas eu, vira e mexe, cantarolo essa música. Como você bem frisou foi um período especial do nosso país. O primeiro verso da música usa uma frase do ex-presidente Tancredo Neves (não podemos nos dispersar).
    Momento único da história brasileira.
    Só lamento em constatar que toda aquela luta que lutamos foi pra resultar nisso que hoje vivenciamos.
    Bola pra frente, Nick. Sem lamentos.
    Quer linkinhos? Pois não, eu dou:
    http://www.youtube.com/watch?v=-YmuHTOUYB4
    http://www.youtube.com/watch?v=keiHSKWi8HU&feature=fvwrel

    Nick B.

  • Muto bom mesmo, mas o avanço tecnologico que tivemos nos faz a bosta de um imediatista internauta de hoje.
    nao existe mais paixao por criar e sim por vender, esses merdinhas de hoje é somente fruto daquilo que vivemos…

  • Pior do que os Luanzinhos, michelzinhos, etc, é saber que os políticos continuam a tratar os nordestinos como massa de manobra. não há um só politico empenhado em resolver os problemas do nordeste como um todo. As ações são apenas puntuais e de cunho eleitoreiro.

  • Esse eu não conhecia, foi feito no ano em que morei na Itália. Porém, lembro-me muito bem do clima da época: a “pindaíba” de nosso país, “We are the world”, transição com Sarney goela abaixo, não dá para sentir saudade não…

  • Não sei porque essa fixação no que não gosta, Flávio.

    Se não gostam dos artistas citados, porque não imaginar um clip com Marisa Monte, Céu, Maria Rita, Seu Jorge, Luisa Maita e outros?

    No mais, para mim, uma música boa é aquela que tem público que a aprecie. Afinal de contas, existe fórmula para isso?

    • música boa é aquela que tem público que a aprecie?

      Tem gente que aprecia pedofilia e pornografia infantil. Isso é bom?

      Drogas possuem um público que as aprecia. Isso é bom?

      Não é porque tem uma multidão que corre atrás desse ou daquele cantor que a música dele é boa.

      • Comparação descabida.
        O pedófilo gosta de pedofilia, mas é um crime previsto em lei. Você não vai para a cadeia ou afeta a vida de alguém se curtir um determinado estilo musical.

      • quem deveria ir para a cadeia é o cantor de certas aberrações chamadas de musica.
        nos tempos de hoje faltariam presídios.
        hoje botões de uma mesa de som, baterias eletrônica, teclado xumbrega faz qualquer zé mané ser cantor.
        existe até um aparelho que conserta todas as kgadas que o pseudo cantor faz durante a apresntação, (esqueci o n ome, mas vou consultar e posto,aqui).

      • Sabia e sei. Estava falando de música, caramba.

        Foi você quem teve a capacidade de comparar gosto musical com atitudes criminosas. Se você realmente acha que são coisas equivalentes, não sou eu quem vai mudar sua cabeça.

      • Duvido muito que saiba de alguma coisa.

        Então vamos lá, você disse que toda música, pelo fato de ter público é boa. Aquela música de não sei quem, que a mulher só fala “você, você quer” tem muita gente que gosta. por acaso é boa?

        Aquela outra que até um tempo desse tocava em todo lugar, que dizia uma frase sensata e com muito conteúdo: você não vale nada mais eu gosto de você…, também é boa?

        Amigo, pense direitinho no que você está falando. Não é porque uma porçãod e gente gosta de alguma coisa que ela é boa. Ainda que só você acredite em algo, você pode estar certo.

      • Respondendo às suas perguntas: Não! EU não acho boas nenhuma das músicas que você citou. Mas tem quem goste. Fazer o quê?

        Olha só: eu não vou me prolongar mais ainda nessa dicussão.
        Mesmo que você não concorde, PARA MIM, gosto é relativo.

        Abraços cordiais,

    • Uma coisa é gostar de música ruim,de mau gosto,porque te diverte de alguma forma. Outra é não admitir que existem porcarias com esse discurso de “gosto cada um tem o seu”,ou “se faz sucesso,é porque é bom”,digno de gente fraca,tapada e sem personalidade.

      Embora eu não considere que a nossa sociedade era melhor porque ouvia musica boa. O sistema,as pessoas,eram as mesmas bostas.

      • Por mais que esteja acostumado, às vezes fico admirado com as agressões gratuitas que temos na Internet.

        Você diz que meu pensamento é digno de “gente fraca, tapada e sem personalidade”. Pelo contexto, prefiro ser chamado de tolerante.

        Agora, se você quer comparar músicas com parâmetros mais refinados, aceite que os grandes artistas contemporâneos são lixo, quando comparados à Mozart, Vivaldi, etc.

  • É por isso que não enjôo de visitar seu blog todo santo dia… He he he, hoje vc foi bem no fundo do baú, nossa, nem lembrava mais desse “we are the world nordestino by Globo”. E, quem diria, até o Robertão participou… Uma brasa, mora?

    PS: aquele que aparece aos 2:32 do vídeo é o Lenine?

  • Que saudade dessa época meu Deus! Hoje com a poluição sonora causada por sertanejos e sertanejos universitários, pagode, axé, forró e funk e agora recordando desses anos dourados que tanto sinto falta. É brabo viu. Graças a essa geração porcaria que invade nossa música que eu ouço cada dia menos música brasileira e mais música internacional. Não que lá fora seja uma maravilha, mas pelo menos estão livres da música feita em nosso pobre país. Quanta decadência.

    • lucio, na boa; o ruim de tudo é voce ter que ouvir esses ritmos que voce citou no rádio do carro de um imbecil que enche o veiculo de auto-falantes e cornetas, mil wats amplificados, e que para na porta do buteco em frente à sua casa, abre a tampa,do porta malas, liga o volume no máximo e fda-se para quem quer dormir ou assistir televisão.
      a poilicia passa e nadam faz contra esses idiotas pertubadores do sossego alheio.
      esse é o estilo de vida que temoms hoje, é o que os outros te impõem a ouvir.

      • Bem fez você FMG que não viu…

        Como já tinha ouvido falar no negócio resolvi clicar:
        Mas na lista tem nomes tais quais:
        Anderson Silva, Tiririca, Gugu, Missionário RR Soares, Rogério Ceni, Roberto Justus, Joelma, Datena, Ivete Sangalo, Luan Santana…

        Apaputaqueopariu!!!!!!!! Raiva de mim mesmo de ter clicado.

      • SISTEMA BESTEIROL, DE TELEVISÃO.
        impressionante a lista, alguns brasileiros lá citados merecem o destaque pelo que fizeram pelo país, mas 90%, nem mereciam ser citados.
        o sr silvio santos, até quando o sr vai nos brindar com tanta bobagem?
        faça uma televisão séria, quem sabe o sr tenha alguma audiência.

    • Já era sabido que ia dar merda, né? O que é que o povão, que votou na pesquisa, conhece? A gente que aparece na tv, oras! Nem vi, mas dou de lambuja que o Silvio Santos fica entre os 3 primeiros. E também um dos favoritos a ganhar é o Ayrton Senna.

      E o povo conhece alguém que realmente tenha tido importância para melhorar sua vida, direta ou indiretamente? O povo não conhece a própria história, tão fraca é a educação. Ciência não é prioridade para os governos daqui, e os poucos cientistas que sobressaem não são divulgados. E por isso os maiores de todos os tempos são os da última semana…

      • allan, sem ser viuva, mas o ayrton fez infinitamente muito mais em obras assistenciais que muitos do que lá aparecem, ivete, tiririca, lampião, luan datena e muitos outros
        qium conhece a guerra do,paraguai, sabe bem quem foi o duque de caxias e o genocídio que ele junto com o conde d!eu fizeram com aquele povo.

  • Realmente o clipe é do cacete. Muita qualidade dos nossos virtuoses musicais. Como você citou, imaginar algo semelhante hoje é uma piada. Onde foram parar nossos novos gênios? Sumiram na mediocridade que campeia?

  • Independente do que motivou o clip, o resultado final é duca… Emocionante ver Elisete Cardoso, com aquela classe toda dando uma canja para a galera, e tantos outros no mesmo clip.
    Isso sim se pode dizer que é a nossa gente fazendo aquilo em que somos realmente bons: fazendo boa música. Puta saudade!

  • Esse foi o “We are the world” que a Globo fez para “salvar” o Nordeste.
    Disseram que foi um fracasso. Sinceramente, fico feliz que teha sido, porque tenho certeza que o que foi arrecadado foi parar no bolso dos Sarneys, ACMs e Collors da vida.

    ps: o AaAAHHH!!! da Fafá da Belém me fez pular da cadeira…

      • Rogério Lessa,

        Primeiro: Babaca é você.
        Segundo: Se você é trouxa o suficiente pra acreditar que nesses shows que vão salvar o mundo o dinheiro vai pro lugar pretensamente destinado, dê uma olhada nessa entrevista do John Lennon à Playboy:
        Playboy: E se vocês se reunissem num concerto-gigante de caridade?
        Lennon: Eu não gosto de caridade.
        Playboy: Como?
        Lennon: Por que é sempre roubalheira. Eu não me apresento para ganho pessoal desde 66, a última apresentação dos Beatles. Desde então, cada concerto que Yoko e eu fizemos foi para obras de caridade específicas. Cada concerto que a gente fez foi uma massada ou uma roubalheira. Hoje, a gente prefere dar dinheiro a quem a gente quer. Sabe o que é dízimo?Playboy: É dar uma percentagem fixa da sua renda.
        Lennon: Perfeito. Eu vou fazer isso, de maneira privada. Não quero ficar aprisionado nesse negócio de salvar o mundo no palco.
        Playboy: E o concerto por Bangladesh com George e outros caras como Dylan?
        Lennon: Bangladesh foi uma merda. É tudo rouballheira. Melhor esquecer. Vocês aí que estão me lendo, não se abalem em me mandar todo esse lixo:”Venha salvar os índios, venha salvar os negros, os veteranos de guerra!” Todo aquele que ‘eu’ quiser salvar, será salvo pelo dízimo, exatamente dez por cento de tudo o que nós ganhamos.
        Playboy: Mas isso não é nada diante do que Sid Bernstein, empresário, disse que vocês podem levantar, através de um concerto televisado para todo o mundo. Ele calcula uns 200 milhões de dólares numa única noite
        Lennon: Isso é uma espécie de comercial para Sid Bernstein, que eu não compro
        Playboy: Mas 200 milhões de dólares para um país miserável da América Latina…
        Lennon: De onde as pessoas tiram essa idéia de que os Beatles deviam dar 200 milhões de dólares para a América Latina? Olha, os EUA já despejaram bilhões em lugares como esse. Não significou nada. Depois que os 200 milhões se forem, o que acontecerá? É um circulo vicioso. Pode-se despejar dinheiro infinitamente. Depois do Peru, o Harlem; depois, a Inglaterra. Não haverá um concerto. Teríamos de dedicar o resto da vida a uma excursão mundial, e eu não estou preparado para isso. Não nesta vida pelo menos.

        http://obauentrevistajlplayboy-edu.blogspot.com.br/
        IDOLO MÁXIMO!!

        Terceiro: Se você é tonto e acha que a Globo, aliada por cordão umbilical ao Sarney, Acm e Collor, adora pobre, e quer salvar o nordeste, veja que belo artigo escrito pelo diretor de jornalismo da Globo, criticando os pobres por comprar fogão e geladeira com o dinheiro do bolsa família.

        http://arquivoetc.blogspot.com.br/2008/03/ali-kamel-bolsa-famlia-agora-compra.html

        Quarto: o único “We are the word” que eu gosto é esse aqui: Ramones Aid
        http://youtu.be/5ze2nqRYkPY

      • não tinha lido esse artigo do li kamel, mas concordo com tudo o que ele disse, o dia em que a bolsa familia acabar; como ficará esse povo que dela depende?
        em vez de dar o peixe diariamente, não era melhor ensinar a pescar?
        john lennon estava certíssimo nesta entrevista,,por aqui temos um tal de teleton e criança esperança, até hoje não vi nada que fizeram com o dinheiro arrecadado.

  • Em termos de cachê, não haveria dinheiro no mundo para pagar essa miríade de astros e estrelas brasileiros. Mas fica a pergunta (tardia, é claro!): será que o dinheiro obtido com essa campanha realmente chegou aos que dele necessitavam?

  • Flavinho, na biografia do Tim Maia (o ídolo) detalhe muito bem esse período e os momentos dessa gravação. Aliás, na gravação, existia um cartaz na entrada do estúdio com algo parecido com isso..”deixe aqui sua vaidade”, espetacular!

    • Alan,
      Isso sim foi uma cópia do ‘We are the world’, porque esse cartaz foi colocado lá na gravação deles pelo produtor musical Quincy Jones. Não existe ego no mundo igual ao de um artista estadunidense…

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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