MENU

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013 - 19:57Automobilismo brasileiro

AINDA OS MINIS

SÃO PAULO (entrando no fuso) – A destruição dos Mini importados temporariamente deixou todo mundo arrepiado. Inclusive Zeca Giaffone, da JL, empresa responsável por sua manutenção e importação. A Juliana Tesser, do Grande Prêmio, conversou com ele. As explicações para o destino triste dos carros já foram dadas. Para ser salvos, eles teriam de ser reexportados, se alguém quisesse comprar. Caso contrário, o regime de importação temporária exige que os bens sejam destruídos, ou entregues à Fazenda, se ela tiver interesse. Como, compreensivelmente, a Fazenda não teria o que fazer com carros de corrida, o fim deles foi esse que todos conhecemos.

Bem, o fato de tudo ter sido feito nos conformes, dentro das regras, não significa que se tenha de achar as regras lindas de morrer. Mas são as regras.

De qualquer maneira, me parece claro que essa legislação tem de ser revista. Talvez com algum mecanismo diferente para bens cujo fim é a prática esportiva. Ou médica. Ou cultural. Sei lá.

Está cheio de gente em Brasília que recebe salário para pensar nessas coisas, incluindo aí o Congresso Nacional, o Ministério do Esporte e o próprio Ministério da Fazenda. E há a CBA, que se tivesse alguma utilidade poderia fazer gestões nesse sentido, para defender o esporte que, supõe-se, cabe a ela fomentar.

54 comentários

  1. Alex disse:

    Apenas mais uma expressão do absurdo protecionismo alfandegário vigente no Brasil há muitas décadas. Essa política beneficia um pequeno grupo de empresários e ferra pesadamente o consumidor brasileiro.
    Por causa dela, o Brasil é um dos países com maior custo de vida no mundo hoje em dia e o brasileiro nem se toca. Continua se endividando e fazendo financiamentos…

  2. Ricardo Kakazu disse:

    moral da historia, não existe automobilsmo no Brasil…….

  3. marcão disse:

    Houve sim o “”maior” interesse em ver esses carros destruidos..
    Apenas isso!

  4. Wallace disse:

    Flavio,

    Lei é lei, mas bom senso e inteligência não burla as leis. Nesse caso me parece muito simples de resolver, a receita recebe os carros, nomeia um fiel depositário por 30 dias e
    publica o edital do leilão. Feito o leilão, os arrematadores quitam as contas com o fisco e todo mundo fica feliz. É isso. Mas aqui é querer demais que isso aconteça né?

  5. Cleber disse:

    alguem viu todos os carros destruídos? por favor, coloquem uma foto aqui, vai que daqui alguns anos aparece um carro desse do nada abandonado em algum galpão.

  6. Sergio disse:

    O caso dos F-1 deve ser distinto, pois, diferentemente do que ocorre com os minis, ficam pouco tempo e permanecem nas mãos dos mesmos proprietários. Em suma, os F-1 não importados do exterior mediante uma compra e venda.

  7. Ulisses disse:

    Você se lembrou e disse:
    Congresso Nacional, Ministério do Esporte, Ministério da Fazenda e a CBA.
    É bom procurarmos outras alternativas, esses aí além de não resolverem nada, criam mais problemas para o contribuinte …

  8. Eduardo disse:

    Bom pessoal, a regra de importação por admissão temporária é igual para qualquer bem. Se foi feito assim, logicamente foi para reduzir custos.
    Se quisessem mante-los no país, deveriam ter pago todos os custos de importação, como ocorre com qualquer outro Mini que é importado.
    Não tem nada de absurdo; da forma como foi feito, provavelmente eles custaram quase metade de um Mini normal. É triste, mas não absurdo…

    Abraços.

    • Ulisses disse:

      Sem dúvida. Afinal, se pagamos esses impostos, por que diferencia-los quando se trata de uma montadora e/ou uma confereração.
      Uma boa solução seria, ao invés da destruição, incorpora-los (doa-los mesmo) às Polícias (Rodoviária talvez), para algum departamento de operações especiais, com direito à pinturas específicas (caso contrário, é óbvio que poderiam ir para algumas garagens particulares).

  9. EduardoRS disse:

    Viva o protecionismo brasileiro. Rola um lobby pesadíssimo da indústria nacional contra as importações, para evitar a competição externa. As indústrias do Brasil tem condições de competir SIM, mas os empresários preferem ganhar dinheiro fácil, barrando tudo o que vem de fora. Aí temos essas leis alfandegárias absolutamente estúpidas, ridículas. E depois nossos políticos dão piti quando outros países barram os produtos daqui.

    Idiotices à parte, poderia haver uma exceção à essa regra se os dirigentes esportivos se mexessem. Mas aí a CBA teria que fazer alguma coisa, e sabemos que isso não é do feitio dela.

  10. Calixto Vargas disse:

    era só o que faltava… ficar pensando em um duzia de minis…. O Brasil tem sérios problemas na educação, infraestrutura, saúde, a “epidemia de crack”… Brasilia tem que pensar nisso!
    Olha as enchentes no RJ mostrado no blog…
    Vamos perguntar para quem está na fila do SUS ou em abrigos o que acham da destruição dos mini!

    • Marcelo disse:

      Falou agora o revolucionário! Calixto “Che Guevara” Vargas!
      Amigo, o ambiente aqui é de automobilismo, não venha com seu modismo de que “o mundo precisa de solução” que aqui não cola…
      Entre nos fóruns sobre ações do governo, vote melhor, cobre de quem você votou…
      Desculpe brother, não é aqui no Blog do Flavinho que sua revolução dará certo…

      • Carlos Salgado disse:

        Boa Marcelo!!! o pessoal sofre por cada bobagem… onde já se viu comparar a nossa preocupação com a morte do automobilismo brasileiro com outros problemas que ninguém vai resolver… O pessoal de Brasilia, como disse o FG, tem que olhar mais para o esporte a motor!

      • Marcos Santos disse:

        só estou esperando o “Flavinho” se digninar a responder… kkkkkkkk

  11. Fábio Eduardo disse:

    Lamentável!

  12. Em se tratando de Brasil, nao fico surpreso. O chato é ver bons carros, melhores que 95% das carroças de 20 anos que se ve por ai, sendo destruida por leis sem pé nem cabeça.

    Enfim, é Brasil e seu pensamento provinciano.

  13. André Almeida disse:

    Qualquer explicação fiscal aí nesse caso não justifica nada. Só explica.

    Afinal, vamos colocar o seguinte exemplo: no lugar de “minis”, que diga-se de passagem, já não são baratos, fossem carros de Fórmula 1.

    Será que alguém iria destruir?

    Eu não sei “lhufas” de regras alfandegárias, mas lembra FG daquele carro do Rubinho, de 92 ou 93 que o Piquet comprou pra dar pro filho treinar? Aquele que vc achou numa garagem no Rio de Janeiro?

    Seguindo a lógica dos minis, se o carro nao fosse “reexportado”, ou tivesse os impostos não pagos, ou o cacete que o seja, o destino de um carro HISTÓRICO da elite do automobilismo mundial teria o mesmo destino.

    De doer o saco um filme desses… Não consegui assistir até o final.

    Essa é a marca da gestão Pinteiro nessa CBA de araque: a permissão da destruição de carros e autódromos.

    Parem o Brasil que eu quero mudar de mundo.

    • Eduardo disse:

      Entendo que, caso um F1 seja importado com a finalidade de permanecer no país, deverão serão pagos todos os impostos sim. Caso contrário, não será liberado pela Aduana.

      No caso em questão (temmporária), entendo que um valioso carro de F1 não seria destruído: seria ou reexportado, ou cobrados/pagos todos os impostos, o que ocorreria caso os Minis são tivessem sido destruídos.

      Abraço.

  14. Luiz Lourenço Dos Santos disse:

    As imagens chocantes da destruição dos mini challenge são o resultado e a conclusão de que o nosso automobilismo em geral virou um exemplo de desorganização por parte da cba que não se pronunciou sobre o caso e nem se quer publicou uma nota falando sobre o acontecido,para ser mais claro e direto ao ponto de vista do que eu vejo,o automobilismo brasileiro se tornou um lixo com essa administração que se diz e se chama cba e que tem um presidente que é manipulado como se fosse um boneco de ventriluco que não sabe de nada do que está acontecendo diante dos olhos dele sem se importar com nada ao redor dele,este homem chamado cleyton pinteiro vai ser reeleito novamente no dia 18/01/2013,para mim,este boneco de fantoche que está ai,vai mais uma vez assumir a presidencia da cba e ninguém vai se candidatar ao cargo da cba porque o orgão da cba virou uma banana de dinamite que está prestes a explodir e quem vai se o primeiro a abandonar o barco quando explodir é o sr. cleyton pinteiro e sua corja de quadrilha incluindo sr.nestor valduga que pegou dinheiro de meio mundo e sumiu do mapa e que no meio da comunidade automobilistica ninguem quer ver o valduga nem pintado de ouro e algumas pessoas gostariam de reencontrar o sr.nestor valduga para cobrar o que ele deve para meio mundo do automobilismo,o nosso querido automobilismo virou para se dizer a verdade “um lixo que ninguem gostaria de assumir diante de muitos escandalos,falcatruas,desvio de dinheiro,lavagem de dinheiro e não os esclarecimentos de prestações de contas e fatos que deveriam ser esclarecidos sobre o caso dos mini challenge”.

  15. Flavio disse:

    E o mundo que já está cheio de lixo, mais cheio de lixo se faz.

  16. A lei precisa ser revista. E claro que passa por imposto de importacao ridiculomde alto pq nao temos uma industria em nivel de competicao ainda. Eu acho que temos. O que rola e lobby de protecao.

  17. Marcelo disse:

    Amigo Flavio,
    Totalmente hipócrita a análise do Sr. Zeca Giaffone, sempre se faz de “desentendido” e é o responsável pela importação e pelo “GANHO” ($$$) sobre a utilização destes carros.
    Cada carro gerou pelo menos R$ 200 mil por ano (custo anual de um campeonato que um piloto pagava) e nos 3 anos pelo menos R$ 600 mil, e não tem dinheiro para manter os carros no Brasil?
    Isso que não vamos falar sobre as “cadeiras elétricas” da Estoque que ele também fez…
    Só quer saber de grana, além de abrir e fechar campeonatos…
    Este é um dos coronéis do automobilismo brasileiro…
    Abraços,
    Marcelo

    • Marcos Ferreira disse:

      Marcelo,

      você precisa analisar melhor seus dados. Não se esqueça que em cima dos R$200 mil existem despesas com a manutenção dos carros, então não é bem assim que as coisas acontecem. E outra, com a categoria fora do evento da Vicar, o que sobraria para ela? Virar um regional? Quem iria pagar para correr num Mini por R$100 mil se as categorias regionais quem corre é só amador.

      Além do mais, a JL não é uma empresa de caridade, se não dá lucro, tem mais é que fechar a categoria.

      • Marcelo disse:

        Grande Marcos,
        Estou falando genericamente, pois os custos são mais altos…
        Mas a questão é exatamente essa – será que é tão caro nacionalizar um carro desses?
        Um piloto pagava pelo menos R$ 200 mil de “aluguel” por temporada, devendo devolver o carro no final do ano.
        Acredito que você deve saber – quando o piloto fazia uma m… na pista, o custo do conserto é por conta dele (daí os patrocinadores etc.) e além disso a JL ou a Vicar (quem tinha a “posse” dos carros ou do campeonato) tinha um seguro em caso de PT.
        Duvido, volto a dizer, duvido, que um carro deste custou R$ 100 mil para a JL, pelo lote inicial que veio (acho que 30 carros), houve um abatimento com certeza…
        Confesso que não sei quanto de imposto ficaria retido etc, mas tenho certeza que tem muita gente que compraria esses carros, tem muito piloto não profissional que compraria para correr em campeonatos estaduais etc.. veja os carros que correm em Interlagos no Paulista e vejam as categorias…
        Enfim, é o que mencionei no outro post do Flavinho, isto tinha que ter sido negociado na partida, o fato de virar sucata, esportivamente falando, não foi a melhor solução.
        Abraços,
        Marcelo

      • Marcelo disse:

        Marcos, concordo que a JL não é empresa de caridade mas é muito cômodo para uma empresa destuir algo que gerou uma grande receita para eles.
        Neste mundo de “coronéis”, Zeca jamais iria entrar para perder…

      • Marcos Ferreira disse:

        Marcelo,

        o grande problema nisso tudo é que a BMW não tinha mais interesse no campeonato. Ela não tendo mais interesse, nacionalizar os carros para virar regional não valeria a pena, pois sem a ajuda da BMW, teriam que correr atrás de patrocínio para bancar o campeonato nacional, e sendo um campeonato sem TV, quem teria coragem de patrociná-lo? Ou seja, um campeonato com destino certo, destruição total dos carros.

      • Marcelo disse:

        Grande Marcos,
        Concordo contigo, a BMW não teve interesse nenhum, tanto é que a importação foi feita através da JL.
        A BMW queria saber era dos camarotes e convites VIPS em cada corrida…
        Conforme mencionei, isso tinha que ser negociado no início, pois a destruição foi muito banal…
        Abraços,

  18. MT disse:

    Desta geração de políticos não se pode esperar nada de produtivo, daqui 30 ou 40 anos quando as atuais crianças estiverem governando talvez venhamos a ter propostas úteis…

  19. Antonio disse:

    O problema é que, como eles devem ter sido importados em regime de admissão temporária, vieram sem custo de venda e pagaram impostos proporcionais ao período em que ficaram no País.

    Existe o recurso de você realizar uma nacionalização de admissão temporária, mas teria-se que realizar a aquisição “de facto” do bem junto ao exportador e o pagamento integral do imposto devido.

    Se o custo para tanto fica proibitivo, então não há muito o que fazer.

  20. Flávio disse:

    E eu andando de ônibus. Como diria o narrador: É, amigo…

  21. Roberto Fróes disse:

    E o governo – em qualquer nível – faz algo que preste?
    Seus funcionários – principalmente os de nível decisório – se dão ao trabalho de pensar?
    E quando pensam – saia de perto, o fedor é grande – só sai m…
    É muito fácil botar qualquer porcaria no papel, escrever “Cumpra-se” e assinar!
    Dá nisso…
    Em outra época, eu teria sido anarquista.

  22. Henrique Ferreira disse:

    Desperdício lamentável. Se houvesse vontade por parte dos órgãos governamentais responsáveis, os veículos poderiam ser leiloados. Se vendessem, mesmo que barato, uma meia dúzia destes Minis, poderia financiar uma ambulância, quem sabe.

  23. Imagine se, em vez de carros de corrida, fosse um quadro do Van Gogh que tivesse sido importado temporariamente para um evento cultural??? Seria rasgado se não conseguido vender no exterior?????? LEI ABSURDA…

    • Nicolas disse:

      Essa lei ridicula é o que te permite ver a F1 todos os anos em interlagos (ou você acha que a FOM e DHL não usufruem dos beneficios fiscais?), seja pela tv ou ao vivo. Assim como em outros paises.

      O que tem que se discutido aqui, e não só aqui, são as tributações e taxas envolvidas na operacionalização do comercio internacional no Brasil. Mas, dito isso, a JL sabia onde estava se metendo e mesmo assim trouxe os carros, todavia, infelizmente, não tiveram balha na agulha para manter os equipamentos no mercado.

  24. Paulo Penna disse:

    O maior problema é o custo louco de se importar o que quer que seja.
    Fica inviável.
    Se o custo fosse aceitável, te garanto que eles teriam sido comprados.

  25. Mateus Longo disse:

    Leis, mais uma vez leis questionáveis nesse país.
    E mais uma vez me pergunto: por que diabos essa CBA, ou melhor, alguém com bagos não cria uma lei (ou inicia um movimento, sei lá) pra conseguir criar uma lei que isente de impostos (como você mesmo falou, Flavio) esses veículos utilizados em competições???
    Ou então dar incentivos a montadoras que entram oficialmente em competições automobilísticas?

    Uns anos atrás ouvi que na Argentina existia uma lei semelhante a isso. E era graças a ela que existiam dezenas de Subaru Impreza e Mitsubishi Lancer competindo pelos Rallys sulamericanos pilotados por argentinos.

    Sei lá. Quem quer, faz. Mas aqui no brazil, poucos querem. ao que parece.

    Abraços!!!

  26. Zaca disse:

    Em Brasilia tem sim muita gente pra pensar…e pensam, muito…..NELES!

  27. Rafael disse:

    Deveriamos fazer a mesma coisa com os politicos desse país! Acabou o mandato, distrói!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>