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domingo, 20 de janeiro de 2013 - 21:14Arquitetura & urbanismo, Comes & bebes, Cultura

VEM, RIVIERA

SÃO PAULO (tá melhorando) – Melhor notícia do ano até agora, sem dúvida, é a reabertura do Bar Riviera, que fechou em 2006 depois de 56 anos de vida e glória. O Riviera, na esquina da Paulista com a Consolação, no térreo do lindíssimo Edifício Anchieta (um dos belos exemplos da arquitetura modernista em SP), foi uma espécie de ponto de encontro de todos que importavam durante a ditadura e a redemocratização. Atrás de sua parede de tijolos de vidro, os destinos do Brasil foram decididos milhões de vezes. Foi cenário de filme, também. Aí em cima, “Besame Mucho”, de 1987.

A promessa é para o meio do ano. Se a nova Prefeitura conseguir tombar (e tomar) o Belas Artes do cretino que não quis renovar o aluguel dos cinemas (que já tinham patrocínio garantido e tudo) e montar lá um centro cultural, ou até mesmo um novo cinema, aquele ponto tão querido da cidade volta a ser o que sempre foi: um charme.

E o bacana é que o dono do negócio, Facundo Guerra, promete que o Riviera vai ser como era. Com o enorme balcão, o mezanino para a boa música, preços de gente decente, para todos, nada desse negócio de boteco-com-cara-de-simples-feito-para-coxinhas, modalidade que infestou a metrópole nos últimos anos. Bares “fake”, coisa de Disneylândia.

Aos poucos, vamos retomando nossa cidade. Vem logo, Riviera!

20 comentários

  1. Flavio,

    Desculpe mas desta vez vou discordar de você.
    Aquele cinema não é patrimônio da cidade, era apenas mais uma sala de exibição que vivia as moscas.

    Eu era frequentador assíduo da sala, e nos últimos anos andava sempre vazio. Na estreia da “Rede Social” o filme do Facebook, no principal horário haviam 10 pessoas na sala. Onde estava os “defensores do cinema” ? Provavelmente nos Cinemarks da vida.

    Todo esse povo que demagogicamente esteve na porta do Belas Artes depois que fechou, raros frequentavam a sala, são “hypsters” que acham bonito protestar sem se preocupar se o dono tem outros rendimentos. Fácil assim…

    O que está sendo feito é uma chantagem covarde com o dono do prédio. Parece que ser dono de um bem valioso em São Paulo é feio, é errado. Vejo o mesmo que se alguém achasse que subitamente seus carros antigos (ou os meus) tivessem que se desapropriados. É o mesmo princípio.

    Por fim, conheço o dono do prédio e discordo totalmente de chama-lo de cretino. Ninguém parou pra pensar se ele tem outras rendas ? Se está falido ? Se está gastando em um tratamento de doença rara ? Pois é.

    A grande verdade é que o cinema faliu porque ninguém ia lá assistir filme. Se tivesse bilheteria cheia e boa frequência ele estaria lá até hoje e nós não estaríamos tendo esta discussão.

    Neste caso, e é raro eu discordar de ti, discordo 200%

    Abs!

  2. MAuricio disse:

    Que boa notícia!
    Finalmente teremos em SP algo de bom.
    Já no RJ a coisa é um pouco diferente. Existem algum pontos que estão na cena a mais de um século e não fecham. Para ir ao trabalho passo na porta de um que ostenta com orgulho os dizeres “Fundado em 1912″. Detalhe, o lugar é bom e me disseram que tem alguns mais antigos por aqui.
    Pena que em SP não se preservam as coisas assim.

  3. borduna disse:

    Juvenal era o nome do simpático garçom, o mais ‘famoso’ do Riviera.
    e depois creio foi ‘imortalizado’ nas tiras do Angeli, não? ou estou misturando nomes e personagens e falando bobagem?

  4. Ricardo Otto disse:

    Perto do antigo Mappin tinha um restaurante antigo que servia o mais delicioso filé que já provei. Ainda existe?

  5. Jáder, O Pitoresco disse:

    Mania que os saudosistas tem de dizer “Ah, tal bar era o ponto de encontro dos ‘intelectuais/artistas/boêmios/diplomatas/[INSIRA QUALQUER MERDA AQUI]‘ da época”. Querendo fazer da espelunca que frequentava um local histórico (quase comparando-o ao Palácio do Catete) só pra poder dizer que fez parte da história.

    Desculpe, FG, mas é que eu canso de ver isso. Até aqui no Ceará tem dessas patacoadas. Uma vez fui entrevistar um fotógrafo, já de certa idade. Daí o diretor do programa que eu apresentava (também um senhor já de meia idade) me mandou que eu perguntasse sobre as reuniões deste fotógrafo com outras “figuras” da cena cultural cearense no restaurante Estoril. Como se os happy hours que ali rolavam a 30 anos atrás tivessem alguma “relevância histórica” para alguém mais além dos bodes-velhos que frequentavam o local.

    Me poupe.

  6. adriano disse:

    O cretino é o Flavio Maluf

  7. Valente disse:

    Nota no site do Estado de São Paulo:http:
    //www.estadao.com.br/noticias/impresso,relevancia-do-bar-riviera-e-discutida-,780913,0.htm

  8. Fernando Rodrigues disse:

    A placa do Bar ainda está lá!! No Google Maps dá pra ve-la bem na esquina.

  9. Alexandre - BH disse:

    Legal! Lembra a nossa cinquentona Cantina do Lucas, no térreo do Edifício Maletta. Uma das atrações da casa era o Sr. Olímpio, um garçom comunista roxo que trabalhou até as vésperas de sua morte, aos 84 anos.

    http://www.cantinadolucas.com.br/p/quem-somos.html

  10. Ronald Wolff disse:

    Bares que usam alguns tipos de nomenclaturas, como Bar São Manoel, Boteco São Bento, Boteco Dona Flor, Bar do Seo Inácio, Bar do Seo Nono, e por aí afora…

  11. Ronald Wolff disse:

    Esse tipo de “boteco-com-cara-de-simples-feito-para-coxinhas”, que muita gente acha lindo mas é uma verdadeira falcatrua para jovens incautos que acham que são “cools”, já chegou nessa cidade em que resido, Campinas!

  12. Rafinha Dias disse:

    Na música do Sá, Rodrix e Guarabira, do tempo da lambreta sem saia. :)

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