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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 - 1:40Indústria automobilística, Kombi & cia.

TCHAU, KOMBI (4)

SÃO PAULO (meu amor) – Não se sabe se a VW vai voltar atrás na decisão de descontinuar a Kombi, agora que o governo vai dar mais um prazo para que todos os carros do país tenham ABS e airbag. Aliás, falando nisso, estou bobo de ver a reação agressiva, odiosa, hostil, de tanta gente que comenta aqui, por conta dessa decisão do governo. Falam merda a não poder mais. Claro, porque o governo não é o que eles gostariam que fosse. Fariam um grande favor a este blogueiro se sumissem daqui com seus preconceitos, seu desrespeito, seu discursinho reaça, intolerante e inconformado com os rumos que o país está tomando desde 2002. Poderiam, estes, recorrer a uma das bíblias atuais desse pensamento escroto para ler isso aqui, coluna do Vinicius Torres Freire remando contra a maré dentro de casa. Para entender o que se passa no Brasil. Mas é inútil.

Voltemos à Kombi. Continuando ou não, ela é um símbolo do Brasil, mais do que em qualquer outro país. Merece todas as homenagens, como esta dos quatro vídeos do Webmotors que se encerra com o filmete acima, de belo texto, lindas imagens e narração cheia de emoção e ternura.

Pode ir, mocinha. Mas se resolver ficar, estamos por aqui.

105 comentários

  1. Luciano disse:

    Em Cingapura, todo carro com 10 anos de fabricação necessita ser descartado. Todos os carros necessitam ter o ABS e o air bag, é uma questão de segurança. Não é uma questão econômica ou social. O custo do ABS e do air bag com a utilização em larga escala já não é um fator de aumento de preço. Uno tem, então já é popular.

    • Nikolas Spagnol disse:

      Odiaria viver em um país onde o governo me obriga a me desfazer de um carro para comprar outro. E se a decisão de exigir o ABS e airbag exigir o fechamento de uma linha de produção e, por consequência, a demissão de centenas ou milhares de chefes de família, então é claro que esta decisão tem um componente social e econômico, sim. Talvez os carros não precisassem tanto assim de airbag e ABS, se os limites de velocidade fossem respeitados.

  2. Bart disse:

    Flavio, talvez você ja tenha lido, mas para quem ainda não viu. A obrigatoriedade do ABS e Airbag pode ser mantinda para 2014.
    http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/18635/obrigatoriedade-de-abs-e-airbags-em-100-dos-veiculos-pode-ser-mantida-para-1o-de-janeiro

  3. richar piva disse:

    fg. que que tu esperas dessa gente da direita que são contra até que venham médicos atender os pobres??

  4. JOSE LUIS disse:

    Eu acho que um governo que precisa recorrer a este tipo de medida cuja aplicação envolve a redução de feridos graves e mortes no trânsito com a desculpa de preservar empregos e controlar a inflação como medida de política econômica, se é isso que resta, passa a impressão que alguém está completamente perdido: o governo ou todos nós.
    Como já disseram aqui, a segurança no trânsito depende principalmente da postura responsável dos motoristas. Pode ser, mas carros e etc são essencialmente perigosos, e todo tipo de equipamento que melhorarem a segurança deles deve necessáriamente ser obrigatório, e não uma “opção” para quem pode pagar mais. O sangue de quem não pode é igual aos outros.

    • Fábio Aguilera disse:

      Eu acho que este assunto poderia ser tratado de uma forma mais técnica e menos política, exatamente como fez o José Luís. Pouco importa quem mandou pôr ou quem mandou tirar o airbag dos carros. Airbags salvam vidas. Ponto final.

      Ultimamente tenho pensado também que uma das causas da estagnação do país – em todos os sentidos – se dá pelo fato de nos perdermos – mea culpa! – em discussões sobre quem foi melhor Lula ou FHC, atacando uma ou outra medida tomada tão somente pela origem que ela teve. Fosse a Dlima, o Lula, o Papa ou o Tiririca quem determinasse essa “mamata” para as montadoras mereceria crítica severa do cidadão consciente.

      É bom lembrar que a obrigatoriedade do airbag em todos os carros a partir de 2014 já é de conhecimento geral há vários anos e, ao que me consta, foi decidida em acordo feito com as próprias montadoras. Não cola a desculpinha de que o valor dos carros vai subir por isso. E se subir, que diferença faz? Tem tanta gente que paga mais de 50 mil reais num carro popular, financiado ao longo de 5 anos… você nem sente estes 1.500 adicionais diluídos nas parcelas.

      O que mais me estranha é o fato de que o governo está nas mãos de um partido que nasceu do embate e da luta contra os abusos das montadoras contra seus trabalhadores e agora se põe numa posição de submissão em relação a elas.

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