RÁDIO BLOG

SÃO PAULO (o tempo não para) – Ser jovem nos anos 80 não era muito fácil. A primeira metade foi vivida ainda sob uma ditadura militar já agonizante e caduca, tipo leão do Simba Safári, daqueles que não mordem mais ninguém, ridicularizada pelo andar da carruagem mundial. Apesar disso, da iminência daquilo tudo de cair de podre, a gente não falava o que pensava — porque ou não pensava, ou não sabia se podia falar. Era bem esquisito. A ditadura nos deixou ir às ruas pelas Diretas, mas no dia da votação um general fechou Brasília e saiu cavalgando pela Esplanada dos Ministérios até a porta do Congresso dizendo que quem mandava lá era ele. Do alazão para um tanque era um passo. Afinal, três anos antes eles tentaram explodir o Riocentro inteiro com milhares de pessoas dentro num show de 1° de maio. Quando parecia que os milicos preparavam a saída da tropa, pintava uma recaída como aquela — dois oficiais num Puma dispostos a mandar tudo pelos ares para que um novo golpe pudesse ser levado a cabo.

Era bem esquisito. Bem esquisito.

Já na segunda metade, mesmo com a derrota da emenda Dante de Oliveira, a sensação era de que alguma coisa iria mudar, finalmente. O presidente que preferia o cheiro de equinos ao do povo saiu bufando, deixou a faixa para ser entregue a Tancredo, mas Tancredo não apareceu, e no lugar dele veio Sarney, que era amigo dos militares, mas percebia que os ventos sopravam noutra direção, e de novo a gente não sabia direito o que ia acontecer naquela salada geral, presidente eleito morto, coronel do Maranhão no Planalto, inflação a mil, miséria por todos os lados, economia estagnada, dívida externa explodindo, desesperança por todos os lados.

Aí aparece um bardo muito louco, magrinho e desbocado, enchendo a cara todas as noites e mergulhando em todo tipo de experiência química, sensorial, sexual e literária, cantando que suas piscinas estavam cheias de ratos, que nenhuma ideia correspondia aos fatos, que seu cartão de crédito era uma navalha, e como ninguém mais conseguia calar voz alguma, a sede de liberdade era muita, saía gritando em praça pública as barbaridades que falávamos — e fazíamos — escondidos, e então estava dada a senha, nossa “Grândola, Vila Morena” coletiva.

Cazuza não se quis agente de revolução nenhuma, não pretendeu derrubar governos, nem doutrinar multidões. Mas foi quem melhor expressou aquilo que estava represado no peito de uma juventude castrada por seus pais, avós e professores. Seus versos despretensiosos eram o que queríamos dizer, só que não tínhamos talento algum para traduzir medos, angústias, incertezas. Ele tinha. Mentiras sinceras me interessam. Eu tô pedindo a tua mão, e um pouquinho do braço. Só um pouquinho de proteção ao maior abandonado. Nossas armas estão nas ruas, elas não matam ninguém. As crianças brincam com a violência nesse cinema sem tela que passa na cidade. Eu tenho tudo que você precisa e mais um pouco.

Eu ouvia essas coisas no meio de 300 mil pessoas numa noite quente e úmida nos confins da Barra em 1985, quando o Barão tocou no Rock in Rio, vindas daquela figura agitada e colorida, e tentava entender o que estava acontecendo com a gente, para onde estávamos indo, exatamente. Mamãe tá certa, eu me dei mal na escola, foda-se! Porra, o cara falava foda-se em público, para 300 mil pessoas. Isso tinha um significado, claro. Eu jamais diria foda-se na frente dos meus pais, embora tivesse vontade, muitas vezes. Mas aquele cara lá em cima falava, e até onde se sabia, estava passando na TV, meu pai e minha mãe ouviram aquele foda-se, outros pais e mães, também.

Já podia falar foda-se?

Isso, sim, era uma revolução.

E as coisas começaram a acontecer rápido a partir daquele foda-se. Desliga a razão da tomada, cantava Cazuza. Não se pode dizer que ele não fez isso. Namorou meninos e meninas, bebeu em quantidades industriais, o banheiro é a igreja de todos os bêbados, cantava, enlouqueceu no pó e no ácido, viveu como achava que tinha de viver, e morreu aos 32 anos num 7 de julho, em 1990, 25 anos atrás.

Daquele Rock in Rio até o dia de sua morte, Cazuza apresentou a Aids ao Brasil, encarou o capeta, espancou preconceitos, escancarou nossa hipocrisia. Do garoto que entendeu que podia falar foda-se no meio da multidão na Cidade do Rock, me transformei muito rapidamente num protótipo de adulto cinco anos depois, incapaz sequer de compreender na hora o que significava o fim da agonia daquele cara porque em 7 de julho de 1990 Argentina e Alemanha decidiam a Copa na Itália, eu era editor de Esportes do maior jornal do país e uma semana depois me casaria sem um tostão no bolso — meu patrimônio se resumia a um DKW e todo dinheiro que guardei preso no banco pelo presidente doido que ganhou a primeira eleição direta da minha geração. Como se vê, geração que teve de crescer rápido, sem tempo de ligar para as caras tristes que fingiam que a gente não existia.

A gente existia, e existe até hoje. Ainda assim, nosso futuro continua duvidoso.

O vídeo que acompanha esta breve lembrança dos 25 anos da morte de Cazuza foi gravado no Aeroanta em 1988, um show que hoje percebo ter sido histórico porque foi um dos seus últimos em São Paulo, fragilizado pela Aids, mas ainda em condições de cantar divinamente. Fui a esse show e é estranha a sensação de saber que entre aqueles braços que se levantam e as palmas que se ouvem estão os meus e as minhas. Cazuza soube que tinha Aids em 1987, e só foi assumir a doença em público em 1989, numa entrevista ao Zeca Camargo em Nova York. A gente trabalhava junto na “Folha”. Mas todos sabiam do que estava acontecendo. Cazuza não se escondeu, e não se escondendo não escondeu a doença. “A Aids é um complô contra a sacanagem e eu não admito acabar com a sacanagem em hipótese alguma”, disse ele em setembro de 1985. Cazuza não se rendeu ao complô, ainda que o preço tenha sido a morte. Que é bem menos perigosa que a vida.

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Paulo Franco
Paulo Franco
6 anos atrás

Lindo texto, caríssimo!!
Descrição precisa do foi viver e ser jovem nos anos 80.
Cazuza foi o melhor poeta/tradutor dessa época, sem dúvida alguma.
Um dos pouquíssimos nomes que estavam na mídia na época, que tinha a atitude rock’n’roll de verdade e que sabia escrever com uma lâmina.
E a triste constatação de que ainda não conhecemos exatamente qual é o negócio do Brasil ou o nome do seu sócio….

Sérgio Troncoso
Sérgio Troncoso
6 anos atrás

Belo texto como de hábito!
E sim, tempos loucos, tempos duros, tempos de músicos diferentes, tempos onde éramos jovens… Porém como vaticinou Cazuza, “o tempo não para”!
Um abraço.

Jefferson
Jefferson
6 anos atrás

Já faz algum tempo que acompanho o seu blog, e a leitura é um deleite um grande prazer. Parabéns pela repercussão deste texto, que deixou ou saiu da esfera do esporte ou apaixonados pelo automobilismo para um contexto ainda maior. Acho que temos a mesma idade, mesma geração. E identifico com a escrita e a linguagem, vejo também o ensaio de um futuro e promissor escritor. Aproveita e manda um cutoco pro Benja. Abs.

Lago
Lago
6 anos atrás

grande cara o cazuza. bons tempos aqueles em que vivemos o vigor da juventude em confronto direto aos pudores arcaicos da hipocrisia geral. fazíamos as coisas todas em experimentos e movimentos impensados capotando carros fugindo da vascaína que insistia dobrar as esquinas nas madrugadas insólitas. eramos selvagens cara, selvagens!!!!! também estava na fábrica de areia, puta show cara.. puta gata que conheci e de quem até hoje associo a alva pele aquela loucura toda dos incríveis 80. saudades.

Vinicius
Vinicius
6 anos atrás

Flávio, se o Cazuza te mostrou que se podia falar foda-se na frente de todo mundo, me permita repetí-lo. Foda o texto. E o Cazuza!

Luiz (o outro)
Luiz (o outro)
Reply to  Vinicius
6 anos atrás

Texto fodástico!!!

Marollaa
Marollaa
6 anos atrás

Flavio já esta há uma semana inspirado. Que essa sua vibe continue assim, são meus votos.

TSC
TSC
6 anos atrás

Saudades da CB400! Rolés nas madrugas sem medo de assalto!

Cláudio F1
Cláudio F1
6 anos atrás

Grande texto Flavio, tanto em qualidade quanto em extensão. Mas, falando sério, vendo esse show percebi que quanto mais o tempo passa, melhor o Cazuza canta. O cara era realmente foda!!!

Nilton Camargo
Nilton Camargo
6 anos atrás

Flavio, alguns não entenderam que se tratava do momento pelo qual o Brasil passava, pode-se gostar ou não com a musica do Cazuza, mas o cara era um poeta Duca…….
Só quem viveu aquilo tudo pode falar com propriedade.
PARABÉNS, SIMPLESMENTE MARAVILHOSO O SEU TEXTO.

Silvana Castro
6 anos atrás

“Meus herois morreram de overdose, meus inimigos estão no poder” Ideologia eu quero uma pra viver” Valeu pelo texto impecável FG porque eu já trabalhava em rádio e fui nesse show do Aeroanta e ainda fui num show no Guarujá do Paralamas e Barão Vermelho ao ar livre e os playbas jogaram areia neles e o Cazuza xingou todos “seus surfistas de merrrrrrda”

guilherme
guilherme
6 anos atrás

Puta merda, como você escreve bem quando quer! E às vezes até quando não quer também.

Clayton Araujo
Clayton Araujo
6 anos atrás

Grande Cazuza! Grande poeta. Um cara que não serviu como exemplo a ser seguido. Mas escrevia bem pra caralho. As músicas dele têm palavras fortíssimas que doem, encantam e nos encorajam até hoje. Nosso futuro?………Há o nosso futuro….Duvidoso? Nosso futuro está fodido!

char
char
6 anos atrás

Hoje eu sintonizei uma rádio qualquer no trânsito (congestionado), e me deparei com seguinte música (se é que dá pra chamar aquilo de música): “Contando os plaquê de 100, dentro de um Citroën, Ai nois convida, porque sabe que elas vêm”.
Como cantava Raulzito: “Parem o mundo que eu quero descer…”

Victor
Victor
6 anos atrás

Como as coisas mudam, em pensar que o coronel do Maranhão e o presidente doido que ganhou a primeira eleição direta da sua geração foram elevados a amigos de situação, sua biografias foram lavadas e hoje repousam em paz ao lado de quem você sempre acreditou que jamais faria isso, é Flavio, o tempo não para…

jung
jung
6 anos atrás

Estive nos dois show q vc mencionou Flavio, Gostava dele também.

Fernando Kolinsky
Fernando Kolinsky
6 anos atrás

Cada um escolhe os heróis com os quais se identifica. Os meus não morreram de overdose.

Atenágoras Souza Silva
Atenágoras Souza Silva
6 anos atrás

Você consegue dar sentido e emoção para tudo em seus textos, parabéns!

Um grande abraço do fundo do meu coração vermelho de outubro de 1917,
Atenágoras Souza Silva.

LucPeq
LucPeq
6 anos atrás

Ótimo texto (tá ficando chato isso), o Aeroanta era ótimo fui em muitos shows lá, lembro da primeira vez que o Live veio para o Brasil e o show foi lá.

Celio Ferreira
Celio Ferreira
6 anos atrás

Pessoal com 63 anos me dou conta após ler o que FG escreveu , que
apesar de todas as dificuldades da época , somos previlegiados de ter
crescido nos anos 60, 70,80 e porque não 90 . As maiores bandas , que
fazem sucesso até hoje, as grandes seleções brasileiras , os três maiores
pilotos brasileiros , grandes musicos etc…etc…etc..
Hoje vejo a geração , computador, smartfones , e fone nos ouvidos,
a curtir Mc’s , , chorar com o nosso futebol , e torcer pelo imporvável na F1 .
Pra encerrar , FG , grande homenagem ao Cazuza.

Darcio Michele
Darcio Michele
6 anos atrás

Coxinha anos 80!

Celio Ferreira
Celio Ferreira
Reply to  Darcio Michele
6 anos atrás

Com muita honra , mano.

ricardo soeiro
ricardo soeiro
6 anos atrás

Excelente texto FG!
Completo dizendo que o Cazuza segue super atual.
Tenho orgulho de dizer que meus 3 filhos de 5 a 11 anos adoram o Cazuza, catam comigo, e dizem: “uma pena ele não estar mais por aqui”.

Leandro Batista
Leandro Batista
6 anos atrás

Outros tempos. Hoje fico pensando nesta nova geração que vem vindo com seus MCs bostas e o tal funk ostentação.

Bruno Cardoso
Bruno Cardoso
6 anos atrás

Texto incrível!
Tenho um primo que era cantor e amigo próximo de Cazuza. Quando ele se afastou do Barão Vermelho, o meu primo foi indicado por ele para ocupar o seu lugar na banda.
Mas o projeto não seguiu por algum problema com a gravadora.
Cazuza não vivia apenas nos bares e festas da zona sul.. Varias vezes esteve presente em festas e reuniões entre amigos em Nova Iguaçu, na baixada fluminense, onde eu moro. Eu era apenas uma criança na época, mas cresci ouvindo várias histórias familiares sobre ele. Ele também era um cara simples e engraçado.

Jean
Jean
6 anos atrás

Compartilho então minha opinião sobre Cazuza: um péssimo exemplo de pessoa para a juventude, elevado à condição de “o poeta semi deus” depois de diagnosticado com AIDS. Era um bom letrista. Ponto.

André Fonseca
André Fonseca
Reply to  Jean
6 anos atrás

Se tivéssemos mais Cazuzas no Brasil, a juventude atual seria melhor, não essa “massa de manobra inútil” escutando funk, pagode e sertanejo “de sucessos” de uma música só.

JP
JP
Reply to  Jean
6 anos atrás

Ele não viveu pra ser exemplo. Pra isso existem os jesuses da vida.

Igor Freire
Igor Freire
6 anos atrás

Flavio Gomes escreve bem demais, impressionante.

robson
robson
Reply to  Igor Freire
6 anos atrás

Fato !!

Mario Mesquita
Mario Mesquita
6 anos atrás

Como disseram aqui, 25 passaram muito rápido.

Fui a sete dias do Rock n Rio I. Tinha um passaporte de cinco dias comprado de um segurança do Olaria, onde ia toda semana na patinação. Dois dias consegui pular o muro da cidade do Rock, e quase entrei no backstage, não fosse um segurança que sacou a gente na maciota lá… Mesmo assim, deu pra sair por uma porta para a pista, então valeu.

Lembro muto bem do show do Barão no último dia do festival. Tocaram depois do Erasmo, se me lembro bem. Confesso que não me empolgava muito. Na verdade eu não gostava muito do Cazuza, pra mim o burguês-playboy de Ipanema metido a contestador do sistema. Morando de frente pro mar com a grana do papai pra gastar era mole “cuspir na estrutura” como dizia Raul. Queria ver andando de trem e morando lá em Inhaúma. Na época consegui comprar meu primeiro veículo, uma moto FBM 1981 que adorava queimar aquela porra de “bobina de alta”, da ignição eletrônica. Devo ter queimado umas três e aquilo era caro pra cacete. Tinha uma autorizada em Vicente de Carvalho e acho que comprei algumas recondicionadas pelo mecânico deles. Naquele dia eu fui pra ver o Yes e foi um dos shows dos mais fodas que vi na vida. Sobre o Barão, eu realmente curti e virei fã mesmo quando o Cazuza saiu e Frejat assumiu os vocais e a linha mais rock e blues, menos pop que adotava até então. Vi muitos shows deles no Circo Voador, tanto do Barão como da Midnight Blues Band que era metade do Barão, Jorge Israel do Kid Abelha mais convidados. Foi a primeira vez que vi Cássia Eller, cantando “Vodoo Child” do Jimi.

Aliás, o Chris Squire morreu há uma semana. Bem que o Radio Blog podia fazer uma homenagem. Só o Régis Tadeu repercutiu a passagem desse monstro do Rock…

Elmo
Elmo
6 anos atrás

Arrebentou no texto – pela enésima vez.

Jonivan
Jonivan
6 anos atrás

Flávio, bela crônica daqueles anos loucos que só quem viveu tem a dimensão do que eram. Gostaria que registrasse no blog, se possível, que hoje também é aniversário de Ringo Starr (75 anos), o mais subestimado dos “4 cabeludos de Liverpool”, talvez pelo enorme talento de John & Paul, e em menor escala também pelo talento do George, além do famoso “estigma de baterista”, bem parecido com goleiro, é o “diferente” da turma.

Douglas
Douglas
6 anos atrás

Bom… que era bom músico e compositor sem dúvida, mas até hoje tento entender o que tinha de bom no estilo de vida deste. Só vejo um escravo de futilidades que destruiu sua vida e comprometeu sua longevidade por causa de escolhas malucas e irresponsáveis, Existem maneiras mais saudáveis e responsáveis para se protestar contras as mazelas de uma sociedade. Mas que bom que muitos jovens fizeram o bem por este país sem se auto destruir em escolhas e caminhos destrutivos.

JP
JP
Reply to  Douglas
6 anos atrás

O cara não viveu pra ser exemplo. Simples assim. Quem muito questiona, muito sente necessidade de ter ídolos. Essas sim, são pessoas escravizadas.

PAULO F1
6 anos atrás

Flavio, que texto!!! Este é para guardar…assim como guardamos em nossa mente Cazuza cantando, ou melhor bradando…” Brasil! Mostra tua cara. Quero ver quem paga. Pra gente ficar assim. Brasil! Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio?”..e por aí vai..a gente sabe a letra e cantamos isto..ou melhor…bradamos também. Texto de arrepiar, escrito com doçura mesclada com fúria. Valeu Flavio Gomes…Parabéns.

Edson Luis de Paula
Edson Luis de Paula
6 anos atrás

Ah se as “mentes” que escrevem musicas hoje em dia tivessem 10% dessa genialidade.
Sinto muito não ter feito nenhuma pergunta pra vc Flavio mas essa minha vida de caixeiro viajante………
Um abraço.

André Fonseca
André Fonseca
Reply to  Edson Luis de Paula
6 anos atrás

Edson,

Com 10% as músicas seriam infinitamente melhores!!!

Com apenas 0,5%, o nível artístico do Brasil já seria bem superior ao que temos hj.

Jader
Jader
6 anos atrás

Parabéns, ótimo texto.

Jefferson Souza
Jefferson Souza
6 anos atrás

RIP Cazuza!
Belo texto FG!
Abs….

Marcio Rezende
Marcio Rezende
6 anos atrás

Lindo texto Flávio! Me fez voltar no tempo, trinta anos atrás… Me emocionei de verdade. E ver que hoje a juventude nem sabe mais o que quer. Manifestação na rua virou acontecimento social, só para dar um exemplo. Deveria ter um Cazuza para cada geração, para mostrar que a sociedade só cresce quando é contestada, sai do lugar comum.
Eu fui a um show do Barão vermelho, aqui em Ponta Grossa e também fiquei impressionado com um cantor, em público, mandar o cara da mesa de som tomar no c* por não dar o retorno para ele, entre outras coisas. Foi em 1986.
Saudades destes tempos. Cresci muito rápido também. Ouvindo Barão Vermelho/Cazuza e Legião Urbana/Renato Russo.

Wallace Silva
Wallace Silva
6 anos atrás

Subproduto de Rock do disco Plunct Plact Zum II ( eu tinha uns 12 ou 13 anos e minha mãe comprou o LP ,é uma música sensacional. Tinha 14 anos em 86, mas sonhava em ir ao Rock in Rio. E é impossível ouvir “Pro dia nascer feliz” e não se lembrar do Rock in rio 86.
Imagina hoje uma criança de 7 ou 8 anos ouvindo “Subproduto de rock” a Supernani pira….hauhahuahuahuahua…vou comprar para meus filhos. Deve ter no itunes ( o mundo está mais merda, desculpem o palavrão ).

Gus
Gus
6 anos atrás

Ótima radiografia de uma época, parabéns pelo texto!

Thiago Azevedo
Thiago Azevedo
6 anos atrás

Algo que prezo muito nos indivíduos é quando há coerência naquilo que eles falam e fazem. Isso é raro, e quando é encontrado, acaba sendo parcial (o que já pode ser grande coisa).
O Cazuza era um cara que tinha coerência total. Outro que tinha era o Raul Seixas.
Dois doidos, dos melhores compositores que já passaram por esse planeta, sensacionais. Pena que foram cedo demais.

Carlos Lima
Carlos Lima
6 anos atrás

Estimado escriba Flavio Gomes, bela homenagem! O que dizer depois de ler seu texto? O leitor somente agradece e emocionado grita: Bravo!

Mauricio Camargo
Mauricio Camargo
6 anos atrás

Perfeito! Só quem foi jovem naquela época, como eu, entende bem o que você escreveu. Fui a um show do Barão Vermelho em Campinas na danceteria Fábrica de Areia. O show começou muito atrasado devido a um problema no aeroporto do galeão que acabou por atrasar o voo da banda para Campinas. Ninguém conhecia o Barão e muita gente foi embora, bom para mim que conhecia e gostava. Fiquei bem embaixo do palco na frente do Cazuza. Mal sabia eu o que viria a se tornar o Barão e o Cazuza. Puxa já faz 25 anos de sua morte? O tempo não para mesmo.

Mauricio Camargo
Mauricio Camargo
Reply to  Mauricio Camargo
6 anos atrás

Completando…o show foi em 1984.

Vicaria
Vicaria
Reply to  Flavio Gomes
6 anos atrás

Isso sim é legal.

Fernando
Fernando
6 anos atrás

Não me representa.

Francisco
Francisco
Reply to  Fernando
6 anos atrás

Quem te representa é o general em cima do cavalo ou o cavalo embaixo do general….

Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
6 anos atrás

Belo texto. Acho o Cazuza “menor” musicalmente em relação ao Renato Russo, mas consideravelmente maior em relação à mudança de comportamento dos jovens daquela geração. Ainda bem que naquela época não havia a preocupação de promover pequenas rivalidades estilo Marlene x Emilinha.

JP
JP
Reply to  Carlos Oliveira
6 anos atrás

Renato Russo é genial, mas o escopo de suas letras é a adolescência. Cazuza era pros jovens “mai vividos”,principalmente nos últimos anos.

Leandro
Leandro
Reply to  Carlos Oliveira
6 anos atrás

Renato era mais introspectivo que o Cazuza mas, tão gênio quanto ele.

James
James
Reply to  Leandro
6 anos atrás

Concordo.
E Renato Russo teve uma amplitude maior. Com várias nuances musicais ao longo da carreira.

Clayton Araujo
Clayton Araujo
Reply to  Carlos Oliveira
6 anos atrás

Cazuza escrevia para “doer” na alma. Era um putão, um fodão!