PARA O MUNDO

SÃO PAULO(pff) – Pelo que entendi, apesar da menção ao aeroporto de Abu Dhabi, essa animação aí embaixo da tal Park Plus não passa de um projeto, ou uma ideia para o futuro — em resumo, é mentira, não existe e não tem nada a ver com o bilionário emirado árabe, ao menos por enquanto. Mas não deixa de ser curioso notar como o ser humano caminha para uma jequice infinita. Faz algum sentido um sistema de estacionamento como esse, em que o cara larga o carro num box e sistemas computadorizados cheios de sensores tratam de levar o carro para não sei onde, lavá-lo, refrigerá-lo e devolvê-lo quando o cara volta de viagem? Há necessidade de tanta comodidade no mundo? De tanta frescura, em resumo? Imaginem quanto custaria (ou custará, porque não duvido que logo seja implantado em algum lugar) um treco desses… Não é melhor gastar o dinheiro com coisa mais útil?

Além do mais, se o gênio que acha isso bacana não sabe, carros podem ser dirigidos e levados aos seus lugares por seres humanos. Eles ainda são capazes de tal façanha.

Comentários

  • Relax galera. Trabalhador, análogo, manobrista, escravo. Avê maria.

    Por sinal nao entendi a relação trabalhador, máquina. Vcs contratam um escravo para parar o carro de vcs? O meu sou eu mesmo que paro.

  • Apoio a ideia, jà tentaram estacionar em Congonhas??Cumbica? alem disso aquele neandertal que *cola” no seu carro e bate na porta? e o que ocupa duas vagas? alem de nao perder tempo procurando lugar e tendo que andar 1 km com malas pra chegar no aeroporto,. vc que nao gosta vai a pè , ou melhor , nao viaje, fique na sua pedra.

  • Pro mundo de ostentação nos Emirados pode até parecer frescura, mas em outros países com problemas de espaço viria muito bem a calhar.
    Ou é isso, ou a turma do ecologicamente correto ganha na argumentação. Carros demais, espaços de menos.

    E automação… na verdade não é nem questão dos empregos diminuírem. É a sempre maior exigência de qualificação dos novos que são abertos.

  • Acho que nem é uma questão só de comodidade, mas sim de necessidade, pois não teremos mais tanto espaço (e nesse vídeo da pra perceber o quão apertadas são estas vagas) e porque será cada vez mais difícil encontrar pessoas que queiram ser “manobristas”. Nós seres humanos queremos fazer coisas mais “importantes”, estudando, nos especializando. Quem hoje QUER ser lavador de carro? A maioria dos que eu conheço é porque não teve outra opção de trabalho, seja por ser muito jovem e inexperiente ou por ser “muito velho” e não ter escolaridade suficiente para um emprego melhor.

  • Infelizmente como estamos vivendo cada vez mais cercados de seres preguiçosos em todos os sentidos, compartilho o comentário de um bom amigo que ao se deparar com um artigo sobre um determinado automóvel onde o autor não fala sobre a segurança ou a estabilidade dele, mas sim sobre a importância do automóvel possuir uma camera de ré e sensor para chuva pois deve ser atualmente muito difícil a um motorista descobrir se começou a chover e que, neste caso, é de bom alvitre acionar o limpador de parabrisas…

    O pior é que ouví dizer que a Land Rover estaria desenvolvendo um assistente automático para estacionamento – pasmem – em vagas a 45 graus!

    Um cidadão desses nem carta de motorista deveria ter e, enquanto isso, por favor me tirem o tubo!!!

    • Concordo, Minoru. Câmera de ré, sensor de estacionamento, sensor de chuva, park assist, acendimento automático dos faróis, etc. Empurram tudo num pacote quando você só quer ar-condicionado. E a tal da proibição de venda casada? Não existe para as concessionárias/fabricantes de automóveis?

      • Sensor de chuva e acendimento automático dos faróis, concordo, são ridículos (park-assist p/ 45° também). Mas sensores de estacionamento na traseira e câmera de ré deveriam vir de série em todos os modelos, são muito úteis (principalmente porque os vidros traseiros e os espelhos retrovisores de hoje em dia são minúsculos…). Assim como ar condicionado, vidros e espelhos elétricos, que ainda temos que mendigar na hora de comprar um carro…

  • Os magnatas Árabes são gente da pior espécie do mundo. Sobre todos os cafajestes e mau caráteres do mundo (e de outros também).
    Não dá para conceber que gente com tanta riqueza, “cague e ande” para os menos favorecidos.
    Eles tem grana suficiente para, do próprio bolso, acabarem com a miséria em seu país (que não é tão populoso assim).
    Mas, um sistema mega power moderno para estacionamento, vale o investimento.
    Vai entender…

  • Flavio, pode não ter relação alguma com o aeroporto, mas a empresa americana que o desenvolveu construiu uma ideia que faz sentido, sim, naquele contexto. Eu morei por 3 anos em Abu Dhabi e posso explicar as razões pelas quais existe uma lógica nesta engenhoca toda.

    O que vou dizer não significa que eu necessariamente concorde com o que acontece. Apenas relato como as coisas são e como isso se adequaria à sociedade de lá.

    1. O estacionamento de estadia estendida do aeroporto de Abu Dhabi está(va?) sempre cheio. Criar mais um local nunca é demais, quando se tem muita demanda e pouca oferta;

    2. Nos Emirados a ostentação é norma. É o lugar onde não basta ser VIP, é preciso ser VVIP (sim, duplo “very”). Digamos que este estacionamento “agrega ao camarote”;

    3. O resfriamento do veículo é muito interessante, sim. Nos meses mais quentes, quando faz 44° à noite – todas as noites, ressalto -, basta abrir a porta do carro para que óculos fiquem instantaneamente embaçados. O carro vira uma fornalha quando desligado e exposto ao sol. “Ah, mas está dentro de uma garagem coberta”. Sim, está. Mas, nos Emirados, colocam o exaustor dos aparelhos de ar-condicionados DENTRO DA GARAGEM. Ou seja, o que já é uma sauna, vira uma prévia do inferno.

    4. Não quero soar preconceituoso, apenas relato as coisas como são. A imensa maioria dos funcionários de baixa qualificação não tem a higiene a que estamos acostumados. Em suma e em português claro, eles fedem (para nós. Para eles é perfeitamente normal e natural exalar odores – tem até orgulho disso, pois é prova de masculinidade…). Fedem ao ponto de eu ter, em mais de um punhado de ocasiões, precisado sair do taxi no meio da corrida para poder respirar. No caso dos taxis, que são Camrys ou Altimas, deixam o recirculador de ar ligado sem parar, com o ar-condicionado. Os odores não tem para onde sair. De qualquer forma, ao entregarem o carro, mesmo nos hotéis de luxo, que é onde se pode tomar uma, os manobristas te deixam um presente lá dentro que não te deixa esquecer por uma boa parte do caminho para casa. Fora o naipe dos carros dessa galera…

    Em suma, podia ser menos? Sim. Os carros de lá não dão conta do calor? Se forem Gulf-Spec, com sobras. Em segundos o carro já está refrescante… Dá pra chamar um taxi de luxo? Sim, mandam um Audi A6/BMW série 5/Lexus te buscar e saía mais em conta que o taxi comum de/para onde eu morava. Mas e os excessos e a ostentação, onde ficam?? Desde quando o útil é valor hoje em dia?

    Enfim, pra mim já fazia pouco sentido estando lá… Quem vê de fora, então….

    • Eu moro em Dubai há quase três anos e reconheço muito do que foi comentado pelo Marcus. Mas isso não é importante.
      Se vai custar caro não é o problema. O problema é se vai vender depois. Se vende, então que se faça. Não seria um privilégio de pais A ou B, nem de classe A ou E. Só a comodidade ou necessidade. O Japão conta com estacionamentos verticais há tempos por falta de espaço. Eu gostaria que, somado a isto. A comodidade de estacionar e não ter que retirar as coisas DO SEU PRÓPRIO CARRO seria demais. Quantas vezes eu tive que literalmente “descarregar” o carro nesses estacionamentos caros de SP, como orientando pelo próprio estabelecimento que não se responsabiliza pelos pertences. Ao voltar, conferir se o estepe ainda está lá etc. Como tudo, a conveniência de uns é emprego e renda pra outros. A roda não para, por isso não me parece fazer sentido condenar tal ideia. O mundo está muito longe de não depender do ser humano.