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segunda-feira, 14 de setembro de 2015 - 18:00F-1

O MECENAS

SÃO PAULO (como pode?) – Vocês já ouviram falar de Stephen Fitzpatrick? Pois é esse empresário norte-irlandês, dono de uma empresa de energia, a Ovo, que garante a sobrevida da Manor Marussia (o nome Marussia, inclusive, deve sumir no ano que vem; coisas de regulamento de nomenclatura, que até nisso a F-1 se mete) na F-1 — além, claro, da grana que o time recebeu pelos dois pontos marcados por Jules Bianchi no ano passado.

Não sei bem qual o interesse de Fitzpatrick na categoria, mas o fato é que, sem ele, o grid teria minguadas nove equipes e ridículos 18 carros largando para os GPs. Se é verdade que a Manor não faz grandes coisas, não é menos verdade que merece todo o respeito por ter sobrevivido à era de incentivo às nanicas inaugurada por Max Mosley em passado que parece muito remoto, mas é recente — Caterham e HRT já foram para o saco, como se sabe.

Ano que vem entra a norte-americana Haas na brincadeira. Com sorte, teremos 22 carros correndo. Mas se o mecenas da Manor fechar a torneira, serão 20, mesmo. O que pode salvar a nanica remanescente é um acordo com a Mercedes, para usar os motores alemães e ajudar a formar pilotos. Mas isso depende de várias coisas. Inclusive de a Lotus ser vendida para a Renault — deixando, portanto, de usar motores mercêdicos.

Por enquanto, agradeçamos ao homem da grana por um grid minimamente aceitável.

sfmanor

6 comentários

  1. Ney Alencar disse:

    Caro Emerson,

    Não sei exatamente em qual GP ocorreu o recorde de inscrições na F1, mas você pode pesquisar no ótimo site statsf1.com. Vai ver lá que no GP do México de 1990, por exemplo, havia nada menos de 35 inscritos! Eram tempos duros para as nanicas, pois o grid era limitado a 26 carros e as equipes novatas ou menos bem sucedidas no ano anterior tinham que disputar uma pré-qualificação, que ocorria no sábado bem cedo, antes do 3º treino livre. Era a “madrugada dos desesperados”. Os 4 melhores da pré iam para a definição do grid com os outros 26. Desses 30, os 26 melhores iam para a corrida. Na hora da largada, o 27º e o 28º colocados ficavam nos boxes, carros ligados, prontos para substituir algum dos 26 que tivesse problemas (entrando, é claro, no fim do pelotão). Dada a partida, e não havendo nenhuma desistência, era desligar o motor, encaixotar tudo e esperar melhor sorte na próxima corrida. Vida dura…
    Veja a lista dos inscritos naquele GP em: http://www.statsf1.com/en/1990/mexique/engages.aspx.
    Um abraço,

    Ney

    • Emerson Carneiro disse:

      Valeu Ney ! Muito obrigado ! Eu me lembrava disso e achava interessante. Era o qualify. Em jogos antigos de f1 tinha esse negócio também. rsrsrsrs. Vou pesquisar o link que você passou ! Abraços !

  2. Sergio Andrade disse:

    Caro Flávio,

    Muito interessante a matéria que, tomo a liberdade, de completar com o artigo a seguir, pois a Mercedes deve estar negociando com a Manor visando implantar o que a Ferrari já faz este ano devido ao acordo com a Haas.

    http://www.racedepartment.com/threads/has-ferrari-found-a-wind-tunnel-testing-loophole.110933/

    Boa leitura a todos

    Abraços

  3. Farid Salim Junior disse:

    Sempre haverá um mecenas, para a sorte do esporte, apesar dos custos e das frescuras impostas pelos dirigentes…
    Lembro de Lord Heskett, de Walter Wolf (algum parentesco com o Toto Wolf?), do Hector Rebaque – que também pilotou – e de outros que deixaram seus nomes na história da categoria, com ou sem o sucesso pretendido.
    Mas, é imperativo que as coisas mudem, principalmente em relação aos custos e ao intercâmbio de tecnologia entre as equipes.
    Outra coisa que me causa desgosto é essa artificialidade criada para driblar os avanços aerodinâmicos, que evoluiram tanto, que não permitem ultrapassagens, guerra de vácuo. Atualmente, se não houver a tal asa móvel, as corridas acontecem como uma procissão. Enfim, uma chatice só! Pena não haver outra categoria com tanto apelo popular. Hoje, o WTCC oferece grandes espetáculos, mesmo tendo a Citroën fazendo o mesmo que a Mercedes-Benz, ou seja, dominando tudo. Mas oferece um campeonato mais emocionante e equilibrado.

  4. Cláudio F1 disse:

    Eu Ovo Jovem Pan!

  5. Emerson Carneiro disse:

    Qual foi o número máximo de carros que já enfileiraram numa corrida de formula 1 dos anos 70 e 80 pra cá ? Li essa matéria falando sobre o doador e a quantidade de carros limitados que temos hoje. Eu creio ter visto um grid de 26 carros e algumas corridas tinham equipes que sobravam por não conseguirem tempo para largar. Creio que vi isso nos anos 80. Alguém poderia passar essa informação. Valeu !

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