O SUCESSOR

SÃO PAULO(só o tempo) – De Felipe para Felipe. Num horizonte próximo, é o que o Brasil terá na F-1. Felipe Massa, em entrevista ao Grande Prêmio e a outros veículos de imprensa do país, elegeu Nasr como seu sucessor na categoria.

[bannergoogle] É o que temos, eu diria. Mas Massa deve seguir ainda por mais uns dois ou três anos, eu arriscaria dizer. Acho que fica na Williams pelo menos até o fim de 2017, temporada em que a experiência será importante para qualquer equipe. Felipe II não estará sozinho.

A pergunta é: não vem mais ninguém?

Vem, mas não como fruto de um projeto de automobilismo que o Brasil eventualmente venha a ter. Não há nada por aqui que prepare pilotos para correr na Europa e, de alguma forma, chegar à F-1. Quem parece mais encaminhado é Pedro Piquet. Mas seu caso é bem particular — igual ao de Nelsinho, alguns anos atrás. Trata-se, sim, de um projeto familiar capitaneado por Piquet-pai. Assim como Nasr é projeto de uma família com tradição em corridas e bons contatos com patrocinadores. Projeto que deu certo, diga-se. Afinal, o menino está lá, é titular, tem como mostrar serviço mesmo num time frágil como a Sauber.

Sem categorias de base, que ao menos preparem a molecada para cruzar o oceano, nada vai acontecer por aqui. Se acontecer, será um acaso. Como foi Guga no tênis. Como é Zanetti na ginástica.

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