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Friday, 23 de June de 2017 - 17:49F-1

NO BAKU DOS OUTROS (1)

azerb171

RIO (péssima) – Pérez e Palmer bateram, em momentos distintos, na viela que chamam de curva 8 no circuito de Baku. Carros mais largos, zebras altas, panca certa. No ano passado, primeira corrida da história no Azerbaijão, tudo correu incrivelmente bem naque trecho — e em todos os outros. Menos para Hamilton, se não me equivoco. Ele não se achou na pista, deixando para Rosberg uma pole e uma vitória fáceis. Lewis bateu na classificação, largou lá atrás e terminou em quinto. Rosberguinho, depois de três provas ruins, venceu pela quinta vez no ano e não permitiu que o companheiro protagonizasse ali uma virada que seria desastrosa para ele.

Foi uma corrida ruim, batizada como GP da Europa em 2016 — sua estreia no calendário. Agora, é GP do Azerbaijão, mesmo. Acho bom tirar Europa do nome até porque, com todo respeito aos geógrafos, cartógrafos, comissários da ONU, professores, diplomatas e seres humanos em geral, não consigo conceber Azerbaijão, Geórgia, Armênia e Cazaquistão como países europeus, pela distância do resto do continente. Pombas, a Turquia é dividida em dois pedaços pelo Estreito de Bósforo, que separa Europa da Ásia. A porção asiática se estende para leste, encontra Síria, Iraque e Irã, e o Azerbaijão fica para lá da extremidade oriental turca. Que história é essa? A Europa deveria terminar no Estreito de Bósforo e, vá lá, um pouco mais ao norte, nos limites da Ucrânia, de Belarus e das repúblicas bálticas. Eu, por mim, enfiava até a Rússia na Ásia. Tem de ver isso aí, tá muito zoado.

Feito o protesto geopolítico, vamos aos treinos de hoje.

A Red Bull foi a surpresa, com Verstappinho em primeiro e Ricardão em terceiro. Surpresa mesmo, porque o motor não é essas coisas, e na maior reta da F-1 esperava-se que os Mercedes e Ferrari dessem as cartas. Não foi o que se viu. Dizem que Adrian Newey enfiou a mão nos carros rubro-taurinos para dar uma refinada. Aparentemente, deu certo. Mas é de bom tom esperar pela classificação, amanhã.

A amostragem não é grande coisa, porque só tivemos uma corrida lá até agora, e a Mercedes era dominante demais no ano passado — algo que não acontece neste. Mas, pelo que se viu em 2016, a classificação é muito importante. Rosberg ganhou com facilidade largando da pole, mas atrás dele também não houve muitas ultrapassagens.

Por isso, é melhor Comandante Amilton se preparar melhor, porque hoje andou mal. A Ferrari não foi espetacular, mas esteve mais para a frente do que para trás. E com a Red Bull podendo se colocar entre eles, é capaz de o inglês se dar mal em solo azeri. Acho chique, azeri.

Ah, Alonso quebrou o câmbio. Mas já vai perder um milhão de posições, mesmo, por troca de motor. Não sei como aguenta. Pelo menos o carro sai bem na foto.

alonsobaku

11 comentários

  1. RecrutaZero says:

    Só sei que no baku dos outros é refresco, mas o do alonso deve estar ardendo.

  2. José Brabham says:

    Também achava o fim da picada esse negócio do Azerbaidjão europeu. O argumento da porção asiática da Turquia enterra essa tese.

  3. Dimaz says:

    alguma relacao da RB/Renault na frente com a proibicao e investigacao sobre lubrificantes/oleos q ajudassem a dar uns cavalos extras?

  4. Richard says:

    Flavio contudo que tem sido ventilado e pelo minimo de brio que a historia da maclaren tem o q fazer nessa situação ? Dar o pe na honda e a primeira opção , mas uma equipe sem patriocinio com o historico recente e acima de tudo um campeonato caro e cheio de restrições nao e nenhum mar de rosas para marinheiros de primeira viagem ou revival vide a honda o que fazer oras?

  5. Gabriel says:

    Aguardando o comentário amanhã depois da classificação: El Fódon e Não dorme vão largar do Canadá e, se conseguirem atravessar o Estreito de Behring, conquistar Vladivostok, Dudinka e mais três territórios a sua escolha vão andar até a volta 34, se o motor Honda não abrir o bico.

  6. Saima says:

    FG, dá gosto de te ver falando da Rússia ou de coisas russas. A questão Europa x Ásia (oficialmente, o marco de fronteira fica em Chelyabinsk, nos Urais) vem do século XVI, quando Ivan, o Terrível começou a expandir o então império moscovita rumo à Sibéria derrotando os khanatos. E depois veio Pedro, o Grande no século XVIII que achou que a modernização do já Império Russo viria com a sua europeização (os especialistas navais, os artistas etc que vieram da França, Holanda, Itália, Inglaterra). Legal que o próprio Gorbachev uma vez foi questionado sobre isso e respondeu que a Rússia é sim um país também europeu em essência, por tudo o que fez na Europa desde esse período do Império Russo. Grande abraço.

  7. Carlos Pereira says:

    Já deram mesmo “um zilhões” de posições como penalidade pro Alonso, ele deveria largar lá da Áustria. Como é a próxima corrida, já fica por lá e economiza um motor.
    Como a F1 tá idiota com essas punições…

  8. Pangaré 14 says:

    Câmbio sacana! Poderia ter se aguentado até domingo…

  9. Amaral says:

    Não é que o Alonso aguenta. Ele já apertou o botão do f#da-se no volante. Já deve ter mandado um “zap” pro Michael Andretti dizendo que a minuta do contrato está ok.
    De resto, era mais fácil terem feito uma ponte do que aquela escrotice daquela curva minúscula. A hora que alguém quebrar as pernas naquela merda tomam jeito.
    Acho que os pontos fizeram bem ao Strollpício. Não foi ele o primeiro a bater naquela escrotice. Apesar de que mantenho minha opinião. Pra lá de mais ou menos. Mas talvez seja melhor que o Palmolive.

  10. Alexandre says:

    A corrida do Hamilton do ano passado foi aquela que ele ficou perguntando à equipe quais os botões apertar para fazer o carro andar. Enquanto isso, Rosberg fazia o Grand Chelem (“Cabra Heroico e Espetacular que Lidera Essa Merda”, Gomes, Flavio).

  11. Toni Righi says:

    Eu vi o Alonso com a mão no carburador. Afinou bem a mistura para quebrar. Ele quer mais é que todos os motores Honda explodam.

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