NOVA ERA

[bannergoogle]RIO (mundo louco) – A Suíça proibiu corridas em seu território em 1955, depois do mais grave acidente da história do automobilismo, nas 24 Horas de Le Mans — na França, ali perto. O horror foi tão grande que os suíços decidiram que em seu território aquilo nunca iria acontecer.

A lei foi revogada em 2015. E, no ano que vem, carros voltarão a correr entre os helvéticos. Zurique foi incluída no calendário da quarta temporada da Fórmula E, que começa no final do ano em Hong Kong e se estende por 2018. Outras novidades no campeonato: Roma, Santiago e São Paulo — sobre a corrida no Sambódromo, os leitores do Grande Prêmio foram os primeiros a saber dela no ano passado, lembram?

É algo histórico. E o fato de serem elétricos os carros que correrão nas tranquilas ruas de Zurique é mais um sinal de como está mudando rápido a visão que o mundo tem dos automóveis.

Adeus, fumacinha. Adeus, barulho.

suicanae

Comentários

  • Eu tenho uma visão um pouco diferente da sua nesse aspecto, caro Flavio Gomes. Não acho que o automobilismo “raiz” e o carro estão com os dias contados. Ontem estava a conversar com meu irmão que trabalha com produção multimídia e que entende bastante do universo de games, e ele me disse que um dos jogos que mais vendem pra console os de carros. É um dos poucos gêneros que você tem uma série de títulos concorrendo. Pra se ter uma idéia, o futebol, muito mais popular, só têm dois títulos atualmente: FIFA e PES. De carro tem bem mais porque o interesse é muito grande.

    Você não precisa ter um carro na garagem pra gostar da sensação de pilotar um num autódromo e curtir corridas. E quem curte corrida gosta de barulho, cheiro de borracha e fumaça. Elétrico nas ruas, gasolina nos circuitos. Esse é o futuro.

    • helvético
      adjetivo
      1.
      relativo ou pertencente à antiga Helvécia, que ficava na região da atual Suíça, ou ao povo que a habitava.
      2.
      p.ext. relativo ou pertencente à Suíça (Confederação Helvética); suíço.

  • Em complemento as suas sábias palavras…….
    “Adeus, fumacinha. Adeus, barulho.”, Adeus corridas de verdade, ainda bem que vivi numa época de corridas de carros de verdade,

    Isto mudou pois as pessoas mudaram por causa do “Hipocritamente Correto” que tomou conta do mundo.

    Mas “Ce la vi”……………..
    abraços a todos………….

  • Lembro que teve um GP da Suiça na década de 80.
    Segundo o Google teve edições de 1934 a 1939, de 1947 a 1954 (todas em Bremgarten) e depois mais duas edições disputadas em Dijon-Prenois: 1975 e 1982.

    • O Google não conta tudo, meu filho, nem é um oráculo infalível. Ainda existem o cérebro, as memórias e a história. Dijon é na França. Aliás, isso o Google deve informar. O nome do GP apenas era “da Suíça”. Juro que eu queria ver algumas gerações se virarem sem o Google, que virou um deus.

      • A) O Google diz que Dijon é na França.
        B) O Google diz que só o de 1982 é do campeonato.
        C) O GP de San Marino era em Imola (provincia de Bolonha, Itália) mas nem por isso deixava de ter público.
        D) Tem razão, não existe só o Google. Existe Flávio Gomes, Edgar de Mello Filho, Rodrigo Mattar, e outras pessoas com MUITAS histórias para contar.
        E) Último título dos aspirados por um bom tempo (até a proibição dos turbos para a temporada 1989).

  • assisti uma corrida de formula e ate hoje a do titulo do di grassi comentarios do edgar mello filho esse é demais a corrida é boa so achei muito estranho o pit stot o cara sai correndo do carro entra no outro e fica la parado espera ndo sei la oque

  • Não vai acabar a fumacinha. Não pode. Assistindo a Formula E esses tempos, algo me perturbava. Levou um tempo, mas percebi que era a impressão de estar assistindo carrinhos de brinquedo. A minha referencia com esses sons ainda são do autorama, dos carrinhos de controle remoto. É interessante mas nunca ter o mesmo carisma que a fumaça e o barulho tem.

  • Motores elétricos, é uma vasta área, porque se pode gerar energia elétrica de várias formas.
    Gerador termoelétrico de radioisótopos, são motores de sondas-orbitais tecnologia relativamente antiga.
    Eu na faculdade sonhava em ligar aparelhos elétricos diretamente nos jardins.(Plantas geram eletricidade).
    Eu não tenho medo dos carros elétricos. Mas o que pode vir depois. Robôs aos montes, prevejo robôs de defesa pessoal interagindo com os carros. Acompanho algumas empresas é bem paranoico pensar nas relações (carro-robô-humano-dinheiro). Quer uma palhinha do que vem por ai.
    http://www.hansonrobotics.com/ (Nós trazemos robôs a vida) é o slogan. Soa apocalíptico.

  • “Adeus, fumacinha. Adeus, barulho.”, que droga…..carro ou moto de corrida sem barulho é uma droga….sem barulho não aparenta ter potência, e corrida sem potência não é corrida, até corrida de carrinho de rolemâ é mais legal e mais divertido…Vejam a Moto GP, quando aquelas motos passam na reta o coração bate mais forte com o barulho, até a F1 nos anos 90 se escutava a quilómetros do autódromo, hoje está uma droga…..até a Stock é melhor que a Formula E, emoção ainda temos porque gostamos de automobilismo, mas sem barulho onde o coração quer pular fora do peito é muito sem graça….Meus carros de autorama (Slot) são mais barulhentos que a Formula E.

  • Flávio, se puder, coloque aqui depois os números de audiência da FE o mundo para entendermos a percepção do público. Penso que carros elétricos não representam o futuro do automobilismo, mas o fim dele. Em um mundo ideal teríamos carros eletricos nas ruas, e motor nas pistas.