DESAFIO DO DIA

Uma única dica: Espanha.

Comentários

  • Quando vi o desenho do capacete (ah, bons tempos em que identificávamos o piloto pelo capacete), pensei logo “Stefan Bellof ou Thierry Boutsen”. Mas tinha algo errado. Parecia, mas não era nenhum dos dois. E o carro parece uma tábua de passar com rodas. Treco medonho. Não lembro de nenhum dos dois ter pilotado um carro tão feio.
    Como sempre, eu não fazia a mínima ideia de quem fosse. E nem consigo inventar uma zoeira pra fazer um comentário engraçadinho.
    Felizmente aqui tem gente que manja muito mais de automobilismo do que eu conseguirei aprender em quinze encarnações. E realmente a filha do homem da foto morreu de um jeito esquisitíssimo depois de sobreviver a um acidente tão esquisito quanto e, infelizmente, ser obrigada a adotar um modelito estilo Elle Driver do Kiil Bill. Piadinhas de gosto duvidoso à parte, lamentei muito a morte dela. Certamente foram sequelas do acidente, que eu esperava sinceramente que tivessem sido menores.
    Tinha uma remota esperança que ela fosse a primeira mulher desde a obscura Giovanna Amati a pilotar oficialmente um F-1. Ainda que fosse um quase F-1 como a Marussia. Equipe que teve como único ponto positivo os dois pontos arrancados na base do ódio, do fórceps e da macumba pelo Jules Bianchi, e ficou marcada por ser um carro que era uma cadeira elétrica e por dois acidentes gravíssimos. Num não teve culpa, o caso do Bianchi. No da De Villota, tenho minhas dúvidas.

  • O GP da Espanha de 1980 não valeu pontos para o mundial em decorrência dos conflitos entre a Fisa e a Foca. Em 1981 os organizadores do GP lutavam para dar maior visibilidade local à corrida e apostaram em inscrever o piloto local Emilio de Villota em uma Williams particular. O primeiro pacto de concórdia havia sido assinado poucos meses antes e proibia a inscrição de carros particulares. Alertados pelas Fisa, ainda assim os promotores espanhóis insistiram e encontraram uma brecha no atraso da ATS em chegar ao circuito de Jarama. Emilio De Villota foi inscrito na corrida no lugar vago deixado pelo atrasado Slim Borgudd. Quando Borgudd finalmente se apresentou no circuito, requisitou sua inscrição. Com receio de ter seu GP rebaixado a não válido pelo campeonato pelo segundo ano consecutivo, os promotores devolveram a inscrição de Borgudd e sua ATS, removendo De Villota e sua Williams particular da lista de participantes do GP. Borgudd, porém, não conseguiu tempo suficiente para participar do GP, obtendo a 27ª posição nos treinos que classificaram 24 pilotos para a largada. (texto escrito com informações do site f1.fandom.com)

  • O ano é 1981.
    A pista é Jarama, do Grande Prêmio da Espanha daquele ano.
    O piloto é o ‘local’ Emilio de Villota, a bordo de uma Williams FW07, com motor Ford Cosworth DFV e calçada com pneus Michelin.
    O ‘piloto + carro’ eram da “cliente” Equipe Banco Ocidental.

    Os organizadores do GP espanhol permitiram que De Villota se inscrevesse e tomasse parte com seu Williams FW07 – com o qual disputava a F1 Britânica (Fórmula Aurora) – e tentaram se livrar da única ATS inscrita (para Slim Borgudd), mas um aviso ‘curto e grosso’ da FISA interrompeu tudo isso. Assim, o piloto espanhol teve a permissão para competir cassada pela FISA.

    Todo essa confusão quanto a permissão a um piloto implicar na eliminação de outro, ocorreu pela limitação de apenas 30 pilotos nos treinos oficiais. Assim a foto do post é de, provavelmente, um treino particular ou do ‘shakedown’ para o fim de semana (se é que houve algum).