DESAFIO DO DIA

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Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

13 Comentários

  • Quando vi o desenho do capacete (ah, bons tempos em que identificávamos o piloto pelo capacete), pensei logo “Stefan Bellof ou Thierry Boutsen”. Mas tinha algo errado. Parecia, mas não era nenhum dos dois. E o carro parece uma tábua de passar com rodas. Treco medonho. Não lembro de nenhum dos dois ter pilotado um carro tão feio.
    Como sempre, eu não fazia a mínima ideia de quem fosse. E nem consigo inventar uma zoeira pra fazer um comentário engraçadinho.
    Felizmente aqui tem gente que manja muito mais de automobilismo do que eu conseguirei aprender em quinze encarnações. E realmente a filha do homem da foto morreu de um jeito esquisitíssimo depois de sobreviver a um acidente tão esquisito quanto e, infelizmente, ser obrigada a adotar um modelito estilo Elle Driver do Kiil Bill. Piadinhas de gosto duvidoso à parte, lamentei muito a morte dela. Certamente foram sequelas do acidente, que eu esperava sinceramente que tivessem sido menores.
    Tinha uma remota esperança que ela fosse a primeira mulher desde a obscura Giovanna Amati a pilotar oficialmente um F-1. Ainda que fosse um quase F-1 como a Marussia. Equipe que teve como único ponto positivo os dois pontos arrancados na base do ódio, do fórceps e da macumba pelo Jules Bianchi, e ficou marcada por ser um carro que era uma cadeira elétrica e por dois acidentes gravíssimos. Num não teve culpa, o caso do Bianchi. No da De Villota, tenho minhas dúvidas.

  • O GP da Espanha de 1980 não valeu pontos para o mundial em decorrência dos conflitos entre a Fisa e a Foca. Em 1981 os organizadores do GP lutavam para dar maior visibilidade local à corrida e apostaram em inscrever o piloto local Emilio de Villota em uma Williams particular. O primeiro pacto de concórdia havia sido assinado poucos meses antes e proibia a inscrição de carros particulares. Alertados pelas Fisa, ainda assim os promotores espanhóis insistiram e encontraram uma brecha no atraso da ATS em chegar ao circuito de Jarama. Emilio De Villota foi inscrito na corrida no lugar vago deixado pelo atrasado Slim Borgudd. Quando Borgudd finalmente se apresentou no circuito, requisitou sua inscrição. Com receio de ter seu GP rebaixado a não válido pelo campeonato pelo segundo ano consecutivo, os promotores devolveram a inscrição de Borgudd e sua ATS, removendo De Villota e sua Williams particular da lista de participantes do GP. Borgudd, porém, não conseguiu tempo suficiente para participar do GP, obtendo a 27ª posição nos treinos que classificaram 24 pilotos para a largada. (texto escrito com informações do site f1.fandom.com)

  • O ano é 1981.
    A pista é Jarama, do Grande Prêmio da Espanha daquele ano.
    O piloto é o ‘local’ Emilio de Villota, a bordo de uma Williams FW07, com motor Ford Cosworth DFV e calçada com pneus Michelin.
    O ‘piloto + carro’ eram da “cliente” Equipe Banco Ocidental.

    Os organizadores do GP espanhol permitiram que De Villota se inscrevesse e tomasse parte com seu Williams FW07 – com o qual disputava a F1 Britânica (Fórmula Aurora) – e tentaram se livrar da única ATS inscrita (para Slim Borgudd), mas um aviso ‘curto e grosso’ da FISA interrompeu tudo isso. Assim, o piloto espanhol teve a permissão para competir cassada pela FISA.

    Todo essa confusão quanto a permissão a um piloto implicar na eliminação de outro, ocorreu pela limitação de apenas 30 pilotos nos treinos oficiais. Assim a foto do post é de, provavelmente, um treino particular ou do ‘shakedown’ para o fim de semana (se é que houve algum).

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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