N’OVAL (3)

RIO (amamos tudo isso) – Sempre que um piloto ganha uma corrida pela primeira vez é um dia especial. E hoje foi um desses domingos inesquecíveis. Sergio Pérez levou 190 GPs para vencer o primeiro, na reta final de sua décima temporada na F-1. “Espero não estar sonhando”, disse “Checo” ao fim da penúltima etapa do Mundial, disputada no anel externo do circuito do Bahrein com o nome de GP de Sakhir.

Não estava.

A bandeira do México no pódio: segundo piloto do país a vencer na F-1

Foi a terceira vitória de um piloto mexicano na história da F-1. Antes dele, Pedro Rodríguez havia vencido os GPs da África do Sul, em 1967, e da Bélgica, em 1970. Pérez é 110º ganhador da categoria. A Racing Point, da mesma forma, chegou ao seu primeiro triunfo e se tornou a 36ª equipe a vencer na F-1, incluindo os times ganhadores das 500 Milhas de Indianápolis entre 1950 e 1960, quando a prova fazia parte do calendário — embora a turma da Europa não participasse.

A Jordan, sua antecessora, de cujas costelas nasceram MF1, Spyker, Force India e a atual equipe rosa que no ano que vem muda de nome de novo, para Aston Martin, venceu quatro vezes. A saber: Bélgica/1998 (com Damon Hill), França e Itália/1999 (com Heinz-Harald Frentzen) e Brasil/2003 (com Giancarlo Fisichella).

O resultado no Bahrein: vitória inédita de Pérez, primeiro pódio de Ocon

Foi uma corrida espetacular, cheia de dramas e ironias. Drama maior, o de George Russell. Por um erro bizarro da Mercedes numa troca de pneus, o inglês que fez sua primeira prova pelo time alemão, substituindo Lewis Hamilton, deixou de conquistar sua primeira vitória na primeira vez em que teve um carro decente para correr. Ironia: o erro aconteceu graças a uma batida besta de seu substituto na Williams, Jack Aitken, na 61ª volta da corrida. O safety-car foi acionado duas voltas depois e a Mercedes achou por bem trazer seus dois pilotos para os boxes, para colocar pneus novos.

Não havia necessidade. Tanto Russell, líder, quando Bottas, segundo colocado, tinham certa tranquilidade na frente. Ainda assim, uma troca não era totalmente sem sentido, e por isso a equipe chamou os dois. Mas um problema na comunicação de rádio com os mecânicos responsáveis pelos pit stops se transformou numa das maiores trapalhadas dos últimos tempos. George parou, e os mecânicos colocaram em seu carro pneus destinados a Bottas. Quando ele saiu, Valtteri estacionou. O erro foi percebido. Seus pneus foram retirados e colocados de novo, numa demora interminável. Bottas voltou à pista em quinto. O time chamou Russell imediatamente para tirar os pneus que deveriam ter sido colocados no outro carro. Aí foi o inglês que perdeu terreno, caindo ele para quinto, atrás de Bottas.

George, então, iniciou uma recuperação alucinante nas voltas seguintes a partir da relargada, na volta 68, passando Bottas, Stroll e Ocon para iniciar o ataque ao inesperado líder, Pérez. Foi quando, na volta 76, a 11 do final, o engenheiro de Russell entrou no rádio do piloto para avisar que um pequeno furo num pneu havia sido detectado, e ele teve de fazer seu quarto pit stop, caindo para 15º e perdendo qualquer chance de vitória.

Ouviu-se um lamento dolorido pelo rádio. Não havia mais o que fazer.

O choro de Russell: outras oportunidades virão

Jorginho ainda terminou a prova em nono, fez a melhor volta da corrida e marcou seus primeiros pontos na F-1. A Mercedes foi multada em 20 mil euros pelo erro na colocação dos pneus errados, mas o piloto se safou de qualquer punição.

Num primeiro momento, Russell não se conformou com o que aconteceu. “Estou arrasado, a vitória saiu das nossas mãos duas vezes, isso nunca tinha acontecido na minha vida.” Depois, o menino derramou-se em gentilezas a Pérez. “Ninguém mais do que ele merecia uma vitória. Mas não precisava ser hoje!”, brincou, mostrando maturidade e serenidade. “Estou orgulhoso do trabalho que fizemos. Não foi agora, espero ter outra chance no futuro”, falou.

Pode ser que tenha. A presença de Hamilton em Abu Dhabi, domingo que vem, ainda não está garantida — ele ainda se recupera da Covid-19 e talvez não possa entrar nos Emirados Árabes se não testar negativo nos próximos dias.

Bottas, o grande perdedor do dia: atuação ruim desde a largada

O grande derrotado da noite amena no Bahrein, 21°C e um ventinho gelado de outono, foi Bottas. Depois de fazer a pole ontem, tinha uma quase obrigação de vencer a corrida tendo como companheiro um garoto que sentara no carro da Mercedes pela primeira vez dois dias antes. Mas as coisas começaram a dar errado para ele na largada. Porque largou mal. Perdeu a ponta antes da primeira curva e, aí, viu Russell começar a se distanciar, mantendo um absoluto controle sobre a corrida.

Com sua frieza habitual, Bottas reconheceu que largou mal, mas disse que antes do safety-car seu ritmo permitia imaginar que brigaria pela vitória com Russell no final. E não é mentira, ele estava se aproximando do inglês. Depois da confusão no pit stop, porém, despencou no pelotão e, com pneus duros usados, foi presa fácil para vários adversários. Terminou em oitavo. Mas evitou criticar o time. “Normalmente a gente acerta tudo. Erramos desta vez, e quando erramos erramos como equipe. Não faz sentido criticar ninguém agora. George fez um grande trabalho e provavelmente venceria hoje. Deu azar”, resumiu, com elegância.

Depois da corrida, Leclerc se desculpa com Pérez: mesmo caindo para último, mexicano venceu

A prova teve seu primeiro safety-car logo na primeira volta, quando Leclerc mergulhou por dentro na curva 4 para tentar passar Pérez e Verstappen, e acabou batendo no mexicano. O holandês da Red Bull conseguiu desviar do carro rosa, mas acabou se chocando contra a barreira de pneus. Resultado: Leclerc e Verstappen fora, Pérez caindo para a última colocação e um pedido de desculpas ao final da corrida. Na confusão geral, Sainz apareceu em terceiro, com Ricciardo em quarto e Kvyat em quinto.

A relargada aconteceu na sétima volta e o espanhol da McLaren partiu para cima de Bottas. Passou e levou o troco. Russell se mandou. Ninguém mais se lembrava de Pérez. Mas o mexicano foi à luta. Na 11ª volta, já estava em 11º prestes a entrar na zona de pontos de novo. Jorginho se estabilizava na ponta mantendo Bottas a dois, três segundos de distância. Os pit stops da Mercedes iriam demorar. Largando com médios, os dois relatavam aos boxes que a condição da borracha era boa, e seguiam com segurança em primeiro e segundo, a léguas do terceiro colocado.

Primeira parada de Russell: nessa, tudo bem; na seguinte, trapalhada da Mercedes

Foi só na volta 46 que Russell parou, para colocar um jogo de pneus duros e ir até o fim da prova. Voltou em segundo, 20s6 atrás de Bottas. mas começou a descontar. Quando Valtteri parou, na volta 50, perdeu a ponta e voltou mais de 8s atrás do jovem inglês. A vitória estava nas mãos de Russell, se nada de excepcional acontecesse.

E não aconteceu durante algum tempo, embora Bottas esboçasse uma reação. Depois de todos os pit stops, as cinco primeiras posições na volta 52 eram: Russell, Bottas, Sainz, Kvyat e Ricciardo. Pérez era o nono. Veio então um safety-car virtual por conta da quebra de Latifi, e alguns carros foram para os boxes para colocar pneus novos. Foi quando o mexicano renasceu na corrida. Ganhou as posições dos que pararam e apareceu em quarto. Na relargada, passou Ocon numa bela manobra e assumiu o terceiro lugar. Russell e Bottas estavam longe demais, mas de novo o acaso entrou em campo. Ou na pista, sendo mais preciso.

A asa de Aitken: safety-car e início das trapalhadas da Mercedes

Era a volta 61 das 87 previstas para o GP de Sakhir. Jack Aitken, substituto de Russell na Williams, roda bisonhamente na entrada da reta dos boxes e bate o bico, deixando sua asa dianteira no meio da pista. Primeiro, um safety-car virtual. Duas voltas depois, o carro de segurança entra na pista. E a Mercedes chama seus pilotos para levar a cabo a presepada do ano, já descrita lá em cima.

Mesmo assim, Russell ainda teve a chance de vencer, quando se livrou de três carros em cinco voltas depois da relargada, na volta 68. Quando o time alertou para o furo no pneu traseiro esquerdo, estava 2s2 atrás de Pérez, com dez voltas para chegar e passar — o que fatalmente aconteceria. Bottas, por sua vez, se arrastava com pneus duros usados, os mesmos que tinha quando parou pela segunda vez e foram recolocados em seu carro porque os originais estavam no de Russell. “Fizemos uma merda monumental”, definiu o chefe Toto Wolff.

Pérez: liderança graças à trapalhada da Mercedes e primeira vitória mexicana em 50 anos

Com a nova parada de George, Pérez respirou aliviado e se viu diante da possibilidade de ganhar pela primeira vez na F-1. Atrás dele estava Ocon, da Renault, que não tinha carro para chegar. Em terceiro vinha o companheiro do mexicano, Lance Stroll. E o pódio ficou assim. Ocon conseguiu seu melhor resultado na F-1 e, como Pérez, cruzou a linha de chegada chorando. Levou seu primeiro troféu para casa. Com o terceiro lugar de Lance, a Racing Point conseguiu o melhor resultado de sua história e firmou-se em terceiro no Mundial de Construtores com 194 pontos, abrindo dez de vantagem sobre a McLaren.

Sainz, Ricciardo, Albon, Kvyat, Bottas, Russell e Norris fecharam a zona de pontos. A festa da turma da Racing Point (todo respeito agora, é time que ganha corrida!) foi linda, com abraços, beijos, sorrisos e lágrimas. “Sonhei com este momento por dez anos. Achei que na primeira volta tudo estava perdido, mas nunca desisti. Sobre o futuro, estou em paz comigo. Não está mais nas minhas mãos. Se não estiver aqui no ano que vem, volto em 2022”, disse o mexicano.

Sergio no pódio: “Espero que isso não seja um sonho”

Pérez está fora da futura Aston Martin, sucessora da Racing Point, porque Vettel foi contratado pelo novo time para parear Stroll. Outra ironia: foi Sergio quem, em 2018, salvou a equipe de fechar as portas entrando com uma ação na Justiça que permitiu que a então Force India caísse num regime de recuperação judicial, em vez de falir de vez. Pagou salários de funcionários. E dois anos depois acabou demitido.

Sua chance de continuar correndo reside numa única possibilidade: a Red Bull, que ainda hesita para dispensar Albon e mudar sua política de só usar pilotos formados em suas fileiras. O tailandês fez mais uma prova discreta e chegou em sexto. Semana passada, mais uma ironia, conseguiu seu segundo pódio no ano graças à quebra do mesmo Pérez nas voltas finais do GP do Bahrein.

Pietro, 17º: cumpriu o que a equipe pediu e chegou ao final de seu primeiro GP

A corrida também marcou a estreia do brasileiro Pietro Fittipaldi, que chegou em 17º — o último entre os que terminaram a prova. Não cometeu erros, trouxe o carro intacto para casa, como se diz, e andou num ritmo parecido com o de seu companheiro na Haas, Kevin Magnussen.

Pietro terá a chance de fazer seu segundo GP domingo que vem em Abu Dhabi, já que Grosjean não tem condições de correr. “Foi uma loucura, difícil de andar no tráfego, frear atrás de outros carros, mas aprendi muito. Meu objetivo era terminar meu primeiro GP, e terminei”, falou, com humildade e sinceridade. Fez sua parte.

Russell na frente de Bottas: finlandês colocado em xeque

O GP de Sakhir deixou algumas lições, duas delas bem claras. Bottas vive um momento delicado, e se andar atrás de Russell de novo na prova que encerra o campeonato pode entrar numa espiral depressiva difícil de reverter. A outra foi a confirmação do talento de Russell, que na primeira chance que teve com um carro bom nas mãos mostrou que pode ganhar corridas, confirmando o acerto da Mercedes em apostar nele para o futuro. “Ah, e mostrou também que Hamilton não é tudo isso, qualquer um ganha com esse carro”, vão dizer os que insistem em não reconhecer o talento de Lewis, heptacampeão mundial.

Bom, uma afirmação dessas é uma bobagem tão grande que dá até preguiça de argumentar com quem pensa assim. Em vez de perder tempo discutindo teses rasas baseadas em uma única corrida, prefiro celebrar a emocionante vitória de Pérez, o inédito pódio de Ocon, a beleza do GP de hoje. Como digo sempre, provas como essa servem para nos lembrar que a F-1 respira, sim, e que o papo de que está chata e previsível é conversa de quem não sabe apreciar um lindo espetáculo.

Comentários

  • Para quem não entende o quanto é difícil pilotar um carro na fórmula 1 sugiro ouvir a entrevista do Pietro depois da corrida. Cada volta é um mistério para quem não domina o carro. Só com a experiência é possível entender e desvendar todas as variáveis. Fazer o básico todos fazem, o resto é falácia.

  • “Max foi ao pódio com o sorriso dos vencedores, daqueles que estão acostumados com a vitória, daqueles que buscam que elas sejam regra, não exceção. Sempre reparo nessas coisas. Atleta que chora demais quando vence é porque sabe que vai vencer pouco. Não, não é nenhuma indireta a Barrichello. O caso dele se encaixa nesse perfil, claro, mas estou falando genericamente, e de todos os esportes.”
    https://flaviogomes.grandepremio.com.br/2016/05/mont-melhores-3/

    Quando vi o pódio ontem imediatamente lembrei desse post.

    Concordo plenamente com o citado a cima. Checo, assim como Barrichello, sabe que o que aconteceu ontem foi exceção. Talvez a única vitória.

    Bom piloto, mas nada indica que estará entre os campeões.

  • Me peguei pensando numa coisa…
    E se fosse o Hulkemberg que tivesse substituído o Hamilton, tivesse feito uma corrida tão pica das galáxias quanto a do Russell (poderia perfeitamente, é bom piloto, azarado mas é bom, garantiu uns bons pontinhos pra Racing India que podem definir o terceiro lugar pra eles!), liderado mais da metade da corrida, e ficado fora do pódio na melhor chance de finalmente espantar a urucubaca e fazer seu primeiro pódio na carreira?
    Russell pelo menos espantou a uruca da falta de pontos. Já saiu do zero, coisa que parecia que o incomodava muito.
    Hulk aparentemente terá sua zica eternizada nos anais da história. A menos que Latifi tenha uma vida longa na F-1…

  • Muito bom ver Checo ganhar. Ficar com Stroll é coisa de papai mesmo. Mas fazer o que.. Como Checo mesmo disse, na Formula 1, nem sempre os bons ficam.
    Russel foi sensacional, na minha humilde opinião. Bottas devia estar pensado que deram o golpe nele e colocaram o Hamilton no carro…kkkkk
    Bottas realmente não faz jus à uma Mercedes. Podia ir para a Willians numa troca por Russel…..

  • Rapaz, essa prova foi muito boa. Eu não assisti porque a TV aberta não mostrou e minha operadora de TV a cabo inexplicavelmente tirou, dentre outros, o canal que passou essa corrida.
    Apesar da bondade da corrida, do espetáculo, a Mercedes foi sinistra. Difícil, senão impossível acreditar que ela cometeu um erro tão (o que é mais do que estúpido? não sei) mais do que estúpido. E se ela quer manter o George Russel sob promessas vagas enqto premia o medíocre Bottas ela já o perdeu para a Red Bull que tem muito dinheiro e não tem nada de boba. Decida-se, Wolf. Comprometa-se formalmente com o garoto ou se dê por vencido porque é o que vai acontecer.
    Pietro Fittipaldi… Ah Pietro. Ninguém esperava milagre, mas chegar atrás da única Williams é ser o primeiro depois do último. Nome não pilota carros. Nem bicicleta. Nem patinete.
    Abs.

  • Hoje a Mercedes correu pra afirmar que Russel não pode substituir Bostas. Que é impossível, etc. Claro, se possível, a Mercedes substituiria o Bostas pelo Stroll. A montadora alemã não gosta de concorrência, se possível se chamaria torta de tão asséptica e conservadora. Assim Amilton vai ganhando tudo até alguém encontrar um motor melhor, talvez outro alemão. Essa F1 de um único piloto é um saco. Bostas não deveria nem ter ganho um assento na Williams, imaginem na marca da estrela.

  • De acordo com o Business Book GP, Hamilton receberá um salário de € 47 milhões em 2020 e Russel com um salário de 750 000 euros. Toto Wolff nesse momento deve estar sorrindo de orelha a orelha, enquanto protela a assinatura do contrato do Hamilton as vagas nas melhores equipes vão se fechando, e no momento apenas a RBR poderia atrair um pouco o Hamilton. Enquanto a equipe quer contar com sua experiência em 2022, onde tudo pode mudar, o inglês em vez de retribuir tudo o que a Mercedes lhe proporcionou e assinar por mais de dois anos, quer apenas o garantido 2021, e Russell mostrou que pode andar rápido e vencer também e ainda dar uma boa economia para os cofres da Mercedes.

  • MERCEDES NÃO IA DEIXAR. Eu falei antes da corrida. Agora dá o carro do HAmilton pro BOTTAS correr na proxima. FAz uma troca de carros. A máscara vai cair. LEgal que Toto venceu mesmo assim, a final a Aston MArtin é o futuro dele. E ironicamente o carro do VEttel venceu nas mãos do Perez. Fim de ano bastante revelador.

  • Aimmm, se não achar Amilton o melhor de todos os tempos, é porque não entende nada de F1. Basta lembrar daquela atuação memorável no GP de……….. vixi, não existe. Ah mais teve o campeonato que ele não teve o melhor carro, que foi em ……… vixi, sempre teve o melhor carro.

  • Bicho, me impressiona aqui a quantidade de papagaios, que não param de repetir a mesma besteira (“melhor carro, melhor carro, melhor carro) e, o que é pior, na qual ainda acreditam ser a verdade absoluta… Outra coisa, só como observação e para pensar, Bottas continuou com os mesmos pneus, duros, usados, após a lambança da Mercedes. Ora, uma coisa é você andar na frente assim, outra é estar no meio do pelotão, com todo mundo abrindo asa. Notem que após a relargada, somente Russell, de pneus novos, conseguiu efetuar ultrapassagens.

  • Flavio, Ok que na regra diz que os pilotos devem ter seus pneus, mas pergunto: o que indica essa regra ? pra que uma regra dessa se os carros são iguais e de uma mesma equipe e com mesma borracha, mesma calibragem ?

  • ~Só tô achando estranho esse pneu furado! Corrida perto do fim, não dava pra deixar e ver até onde dava pra chegar? Perdido por perdido, era tentar e ver no que dava. Quiseram justificar renovar com o finlandês não deixando o Russel chegar na frente!?
    E quase que nem com essa ajuda o Bottas chega na frente do Russel

  • Saudações Flavinho Gomes…

    Só preciso lembrar : Lewis Carl Davidson Hamilton (Stevenage, 7 de janeiro de 1985) é um automobilista britânico. Sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, nos anos de 2008, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020, Hamilton é considerado um dos maiores pilotos de todos os tempos, e um dos desportistas mais bem sucedidos da história.

    Atualmente na equipe Mercedes, Hamilton tem o maior número de vitórias em Grandes Prémios de F1, com 94 triunfos (ele ultrapassou Michael Schumacher após vencer o Grande Prêmio de Portugal de 2020 em 25 de outubro de 2020)[2] e também é o primeiro em número de títulos mundiais de F1, juntamente com Schumacher (7). Detém ainda outros recordes absolutos, como o de maior número de pontos na carreira (3713), o maior número de pole positions (97), o maior número de pódios (162), o maior número de Grand Chelem em uma temporada (3) e o maior número de pontos em uma temporada (413).

    Além de ser comparado com os grandes pilotos de Fórmula 1, tem como ídolo o ex-piloto Ayrton Senna. Isso ficou ainda mais evidente quando Lewis Hamilton se igualou em números de pole position a Ayrton Senna no Grande Prêmio do Canadá de 2017, no qual ganhou da família de Ayrton, ainda na pista, um capacete usado por Senna na corrida, não conseguindo conter as lágrimas. No mesmo ano no Grande Prêmio da Itália, Lewis marcou sua pole de número 69 superando àquela altura a marca de Michael Schumacher de 68 poles, se tornando assim o recordista de pole positions.

    Agora, pode escrever tudo, Mulambada que não conhece nada de F1…

    Abs

  • Que corrida, QUE CORRIDA! Concordo plenamente com Russell, ninguém merecia mais do que Checo, o midfield king à uma década. Já disse e repito, o futuro da categoria parece muito bom, com carros mais palatáveis, uma distribuição mais justa e sustentável do dinheiro e três grandes talentos que tem tudo pra disputarem palmo a palmo por anos a fio: Russell, Leclerc e Verstappen.

  • Dica pra fãs de Schumacher:

    Quem for fã de Schumacher – 5 vezes campeão com o Rubinho de fiel escudeiro – não tem moral nenhuma pra falar de Hamilton/Bottas.

    HOJE NÃO, HOJE NÃO! HOJE SIM!?!?!?!?

    Fiquem quietinhos.

    • Deixa de ser tendencioso, cara!

      A vitória do “Hoje não, Hoje sim” foi devolvida no mesmo ano.
      E a vitória roubada do Bottas na Rússia nunca foi devolvida.

      É melhor ficar quieto do que falar bobagens.

      • A ‘vitória devolvida’ é o de menos. Só pra ilustrar.

        Estou falando dos 6 anos que o Schumi teve o Rubens como companheiro de equipe.

        Hamilton e Bottas 4 anos com esse 2020. E aí?

        Fico imaginando o Mika ao lado do Schumacher. Ou talvez o Montoya. Alonso nos últimos 2 anos…

        Putz, o Hakkinen com aquelas Ferraris…

      • A velha “armadilha de viúva”. E vocês continuam caindo nela!

        Meu caro xará se utilizando de mais um nick fake para desmerecer o primeiro Hepta da categoria. Preste atenção, Segafredo, ou seria melhor chamá-lo de Paulo Vargas? Eu compreendo o teu ódio aos alemães. O primeiro derrotou o teu ídolo maior, o segundo derrotou o teu ídolo menor e o terceiro derrotou o teu ídolo de última hora em 2016.

        Faça como o seu amiguinho fez. Recolha-se ao Mausoléu da Matrix e pare de encher o saco dos outros com acusações raivosas e recalcadas.

  • O Hamilton questionaria na hora, a chamada para a troca de pneus. Foi sem necessidade.
    A Red Bull é tapada demais. Vai colocar mais um novato no lugar do Albon. O Marko e o Horner precisam mudar um pouco a visão que têm das coisas. Contudo, o mimado Verstappen não aceitará um piloto como o Pérez. O neném não pode ser contrariado com a possibilidade de perder espaço para um piloto experiente. Piloto que escolhe companheiro de equipe é um cagão.

    • Pois é.
      Albon era pra estar em quarto no campeonato, no que se refere a puro desempenho do carro.
      E no máximo em sexto, se considerarmos também experiência, talento e sorte ou azar seu e dos adversários, e oscilações de desempenho do piloto ou do carro em uma pista ou outra, até porque a Red Bull não é um carro tão perfeito assim. Se fosse por puro desempenho Verstappen já deveria ter sido vice-campeão fácil, e deve ficar em terceiro mesmo. Até sexto lugar seria uma posição possível e aceitável.
      Claro que Albon é mais inexperiente que um Pérez, um Leclerc ou mesmo Verstappen. E talvez menos talentoso. Não é um piloto ruim.
      O grande problema da Red Bull é que ela na verdade quer dois Verstappens na equipe. A única possibilidade disso é tirar Jos da aposentadoria e fazer ele caber no carro. Porque não conseguirá juntar dois pilotos do mesmo nível. Um sempre será um patamar abaixo. O problema, concordo, é quando um fica abaixo da crítica, como Albon está esse ano.
      E se a Red Bull for promover o Tsunoda direto pra matriz, que é o que se desenha (Kvyat não tem mais chances e Gasly foi promovido a líder da Alfa Tauri, ou seja, também não tem chances de voltar pra matriz), será outro tiro no pé. Vai moer o japonês, como moeu tantos outros.
      Só vejo duas soluções plausíveis. Trazer o Pérez e aproveitar seu patrocínio e experiência, ou manter o Albon por mais um ano. Mas não adianta manter o Albon e fazer o carro 100% pro Verstappen. Aliás, fazendo isso não adianta nem trazer o Pérez. Nem ninguém.

  • Eu comentei aqui que Russel ganharia fácil, porque Verstapen é doido e porque Bottas é ruim de largada. Bem, sobre Verstapen a culpa não foi dele, logo acertei quanto a Bottas. Quanto a Russel, ele não ganhou porque tiraram a corrida dele. Botou Bottas no chinelo (trocadilho infame). Em resumo: tecnicamente acertei todas as minhas previsões. Russel 2021 já.

      • Verdade. Ah, e tem uma das pistola dos pneus do carro do Vettel que parece ser recondicionada, quiçá usada de alguma oficina de esquina. Acho que Binotto é quem traz a dita cuja.

  • Não consegui suportar nem dez comentários. Dá preguiça mesmo, não compreendo porque pessoas que não gostam e nada entendem de automobilismo aparecem aqui apenas para poluir o ambiente. A F1 respira! Esta é a verdade, os comentaristas apenas peidam…

  • Pelo jeito a Mercedes só funciona a contento quando Hamilton está presente, quando ausente, a bagunça se instala. E provavelmente não iria trocar os pneus desnecessariamente e sem motivos.
    Pelo jeito Verstapen não aprende, é afoito demais e esqueceu que os carros tem freios, que fritasse os pneus mas continuasse na pista, mas não, bateu sozinho e de susto, não satisfeito ainda foi brigar com Lecrerc que nem encostou nele.
    Pelo jeito, parabéns ao Perez e é uma pena não ter carro para 2021 e já era para ter tido pódio semana passada.
    Pelo jeito faltou sorte a Russel.
    Pelo jeito Bottas não tem jeito, se fosse a Mercedes substituiria ele pelo Perez.
    Quanto ao Russel ? A Red Bull deveria contratar para o lugar do Albon.

    • E tem esse papo rolando na miúda de que o véio caolho das latinhas já tava de olho no Russell pra matriz, no lugar do Albon.
      Não é uma possibilidade totalmente sem sentido. Apesar de eu achar um tanto improvável.

  • Que bosttas!

    Hamilton corre sozinho…
    Queria ver alguém dividindo curvas com ele… Seus títulos são apenas números, nada além disso, não tem mérito algum… ganhar títulos em cima do bosttas até a minha vó vence…

    É uma pena! Gostaria de ver uma disputa de verdade. Mas o Hamilton é muito esperto, ele foge do enfretamento. Todo inicio de ano, Hamilton deixa o bosttas fazer uma pole, vencer uma corrida, deixa o bosttas se “destacar”, o bosttas renova o contrato e depois não vence mais nenhuma… coincidência?

    • Cara, seria muito legal se tivesse alguém para disputar com o Hamilton na Mercedes, mas isso não vai rolar, simplesmente porque o clima na equipe fica insuportável. Veja o que aconteceu com a Ferrari promovendo o Leclerc.
      A história da F1 mostra isso, Prost x Senna na McLaren em 88/89 foi a exceção, a regra é um primeiro piloto e um capacho.
      Quem era a companheiro do Alonso na Renault em 2005 e 2006? Bottas é do nível de Webber, Barrichello, Patrese, Berger, etc.
      Um segundão clássico.

  • Esse traçado é sensacional, precisa continuar, que corridaça! Uma pena que os craques Hamilton e Verstappen não participaram da prova. E que vergonha esse motor Ferrari…

    Hoje foi a prova de 3 teorias: que Pérez merece a RedBull; que Russell merece a Mercedes; e que Bottas é um Rubinho nórdico: anda rápido em alguns circuitos, agrega ao time, mas não tem mentalidade de campeão. Frio e passivo, não parece capaz de liderar uma equipe.

    Sobre Hamilton, ele é um craque, mas tá claro o quão superior é o carro, e o quanto seu companheiro não serve de parâmetro. Qdo teve um piloto melhorzinho ao lado, perdeu um título pra ele. Então é um dos grandes, mas melhor da história é difícil. Russell com 3 dias fez bem parecido (fora a pole).