TÁ RUSSO (1)

Verstappen: motor novo, larga no fundão

SÃO PAULO(que porre) – A única notícia realmente relevante de hoje, depois dos primeiros treinos para o GP da Rússia, é essa aí em cima. A Red Bull acabou trocando mesmo o motor de Max Verstappen, e como ele extrapolou o número permitido de trocas para a temporada terá de largar no fundo do grid.

Era esperado que isso acontecesse em Sóchi, onde o holandês teria poucas chances de vitória mesmo largando mais para a frente. O retrospecto da Mercedes na chatíssima pista russa — que nem fotos boas proporciona — aponta para uma nova vitória do time sem grandes dificuldades. Desde que esse GP começou a ser disputado, em 2014, os alemães venceram todos: em 2014, 2015, 2018 e 2019 com Lewis Hamilton, em 2016 com Nico Rosberg e em 2017 e 2020 com Valtteri Bottas.

Com a troca, Verstappen vai para a reta final do campeonato com um motor fresquinho, sem ter de se preocupar, a priori, com eventuais punições nas últimas provas do Mundial.

Bottas: P1 nas duas sessões de hoje

Bottas foi o mais rápido nos dois treinos livres desta sexta, realizados com sol e temperaturas amenas em Sóchi. É a mesma previsão da meteorologia para domingo, mas as coisas devem ser diferentes amanhã. Bem diferentes. Espera-se uma chuvarada de proporções bíblicas, que alterou até a programação do fim de semana, com corridas das categorias menores sendo previamente canceladas e transferidas para hoje à tarde.

A F-1 trabalha até com a possibilidade de não haver atividade nenhuma de pista no sábado, deixando a definição do grid para domingo de manhã. As chuvas fortes do início da semana assustaram o pessoal. Os boxes ficaram alagados.

Resultado do segundo treino: Mercedes na frente

A surpresa do dia hoje foi Pierre Gasly em terceiro, à frente de McLaren, Ferrari e Red Bull. Max ficou em sexto, mais de um segundo atrás de Bottas. Está se preparando para uma corrida trabalhosa, vindo lá de trás. Terá a companhia de outro que trocou o motor, Charles Leclerc. A Ferrari colocou em seu carro uma versão atualizada que, segundo as informações preliminares, pode render uma miséria de 8 HP a mais em relação à unidade que vinha sendo utilizada. Não vai mudar a cotação do rublo. O time italiano, na verdade, já está pensando em 2022.

Pouca coisa importante aconteceu nas duas sessões de hoje. Antonio Giovinazzi bateu. Oh! De manhã, Lando Norris também deu uma lambida no muro. Oh! O circuito montado em volta do Parque Olímpico de Sóchi, usado nas Olimpíadas de Inverno de 2014, tem generosas áreas de escape, zero relevo, curvas desinteressantes e algumas zebras em forma de salsicha para atrapalhar. Que não se espere nada de muito emocionante domingo.

Com apenas cinco pontos de vantagem sobre Hamilton na classificação, é muito provável que Verstappen saia da Rússia atrás do inglês. “Redução de danos” é o mote nos boxes da equipe rubro-taurina. Ainda que Bottas venha andando bem, num circuito onde costuma dar trabalho, as ordens na Mercedes são claras e cristalinas: Lewis chega na frente. E Valtteri não se opõe. Mesmo de saída — vai correr na Alfa Romeo em 2022 –, o pacato finlandês deu entrevistas nesta semana garantindo a fidelidade ao time que o emprega desde 2017. Não vai criar problemas. “Quero ajudar a equipe a ser campeã”, falou.

Hoje à noite, a partir das 19h, tem “Fórmula Gomes” no meu canal no YouTube para falar das coisas da Rússia. Se faltar assunto, conto a história da Lada.

Red Bull em Sóchi: redução de danos

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