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quinta-feira, 7 de agosto de 2008 - 1:08Pequim 2008

“O MELHOR DA VOLTA É VOLTAR”

PEQUIM (daqui a pouco) – A seleção olímpica dúnguica estréia hoje contra a Bélgica em Shenyang às 17h daqui, 6h da madruga aí no Brasil. Não há olhos para mais nada nesse time, só para Ronaldinho Gaúcho. Que ninguém se iluda: mais importante do que a inédita medalha de ouro é a recuperação do rapaz dentuço que há dois anos era um novo Pelé e hoje não passa de um futuro Garrincha em fim de carreira.

Não haverá comoção nenhuma se o Brasil sair daqui sem medalha. Olimpicamente falando, já estamos acostumados aos fracassos. Já aconteceu antes, e ninguém chorou por isso. Seleção olímpica nunca foi levada muito a sério pelos dirigentes brasileiros, nem pelos jogadores, nem pelos torcedores, e essa não é muito diferente. A preparação, como sempre, foi ridícula, embora haja uma razoável chance de vitória porque o time não é ruim.

Mas Ronaldinho é tudo que importa a partir de hoje, porque ninguém consegue compreender por quê, de um dia para o outro, ele parou de jogar. Não de jogar bem; de jogar, mesmo. Contusões mal-explicadas, boatos sobre problemas médicos graves, saída pelos fundos do Barcelona, que só não pode reclamar de prejuízo porque nos anos em que ele esteve lá o clube ganhou títulos e muito dinheiro… Tudo é um enigma na vida recente desse rapaz que mantém a timidez e o olhar perdido no chão quando conversa com a imprensa e quando fala com os outros.

Ontem, na última entrevista antes do jogo, Ronaldinho disse que “o melhor da volta é voltar”. Verdade. Voltar a jogar bola, com alegria e picardia, como sempre fez. No último amistoso, contra o Vietnã (teste duríssimo), em dois lances com Alexandre Pato Ronaldinho deu a impressão de que não esqueceu como se faz. A torcida do Milan gostou.

A recuperação do astro, pois, é tudo que importa a partir de hoje. O ouro, se vier, será o ouro de Ronaldinho. Uma eventual vitória brasileira será tratada como a redenção do dentuço. Uma eventual derrota não será tragédia nenhuma, mas se ele não jogar nada, será. O Milan vai se arrepender. O Brasil não vai mais acreditar na sua volta.

Em resumo, o torneio olímpico, para quem ninguém dá muita bola (sejamos honestos: o são-paulino hoje está muito mais preocupado com a derrota para o Fluminense e eu, com a Portuguesa que só perde), vai servir para recolocar Ronaldinho no futebol.

Ou acabar com ele de vez.

13 comentários

  1. Nick B. disse:

    Conde, meu grande amigo, (Amei o enviado!)
    Já estou de malas prontas, se o COB quiser…
    O único problema é que na Vila Olímpica, poderei ser objeto de “torcidinhas de narizes” por parte de Diego Hipólyto e do André Domingos (veterano velocista, medalhista junto com Claudinei Quirino e cia. bela. Será que ele está na equipe?).
    Vão achar que Nick é concorrência!
    Nãnanina não!
    Nick, usando jargão futebolístico, chega para somar!

    Abraços e bitocas nas fofurinhas!

    Nick B.

  2. Thiago Azevedo disse:

    Teve uma olimpíada que o Brasil perdeu a final pra Rússia… aquela foi foda!

  3. Conde disse:

    Acho que o Nick deveria ser enviado ( sorry ) para Pequim .
    Sempre elegante e afiado e direto ao ponto . Uma verdadeira Faca Guinzo (rsssss)

    O Marcelim falou tudo . Falta estrutura emocional nesse processo todo . Tudo muito fácil , rápido …
    Abraços

  4. Alexandre Rodrigues Alves disse:

    SUB-17 na próxima Olimpíada ou nem futebol teremos…Ainda acho que a Copa do Mundo será preservada, mesmo tb com sua queda de qualidade técnica, mas se bobear, podemos ter algum caso de pedido de exclusão de algum jogador por algum clube, pois o precedente foi aberto…No entanto está claro que tem de haver um calendário mundial, para ao menos minimizar esses problemas, pois achar que os clubes são os “bonzinhos” da história é ingenuidade…

  5. Bugre disse:

    Se ganhar o ouro significa tudo para o Ronaldinho as coisas não começaram bem. Pelo desempenho do time contra a Bélgica (apesar da magra vitória) não se pode esperar muito além de chegar às quartas de final. O time não é objetivo. Troca dezenas de passes até conseguir chegar ao gol. E quando chega só quer marcar gol de placa, quando poderia dar de bico mesmo. O que vale é gol, não o efeito artístico na jogada.

  6. Nick B. disse:

    Fla,

    Nick também bate a sua bolinha. (Mas que multiesportista estou me revelando, hein?!. Já falei aqui de meu passado boxer?)

    Mas, paradoxo dos paradoxo, ao invés de agarrar as bolas como goleiro, jogo no ataque. E o número de minha jaqueta (homenagem os velhos locutores esportivos) é 7. Senão nem entro em campo (quadra).

    Tenho anotado num caderninho todos os meus gols. Mas não vou revelar o número aqui, para não ser alcunhado de Quase-Romário ou coisa que o valha.

    Em que pese tudo isso, quero registrar que, como dizia aquela música de refrão colante, tô nem aí para o futebol olímpico.

    Sinceramente, não vejo o futebol e outras modalidades – o tênis, por exemplo – como esportes que merecem estar insertos nos jogos olímpicos.
    Acho que não têm nada a ver, sabe.

    Futebol é Copa do Mundo, não acham?
    Evento tão grandioso como as Olímpiadas.

    Tênis é Winbledon, Roland Garros, Australian Open, US Open (já contei aqui das minhas raquetadas e do meu love por Federer? Inclusive, quando vou na 25 comprar meus badulaques, obrigatoriamente dou (eba!) uma passadinha no AF para ser atendido por um funcionário que é a cara do tenista suíço!)

    Sobre o Ronaldinho:
    Teve uma ótima fase como jogador.
    Hoje está em baixa. O motivo? Sei lá. Por que uma banda faz um discaço de rock e depois lança uma mierda que dá vontade de chamar o hugo?

    Gaúcho jogou maravilhosamente bem o jogo contra a Inglaterra na Copa de 2002 (partida essencial para o penta).
    Sempre foi melhor nos clubes do que na seleção.
    Sofreu e sofre uma cobrança exagerada.
    Sofreu e sofre críticas exacerbadas.
    O que eu acho?
    Que seja feliz, ué!
    Jogando bola, levando um pagodinho, pegando uma maria-chuteira (tem hífen?)
    Que se aqueça no inverno e que tudo mais….

    Bitocas.

    Nick B.

  7. Eric disse:

    Poberza é phoda….

    Pobreza!!!!!!!!!!!

  8. Eric disse:

    O Marcelim falou tudo…..os caras saem da poberza um dia,mas o espirito fica lá atrás…..
    É uma pena….

  9. vivi disse:

    o Brasil, no futebol MASCULINO, não dá valor algum para medalha olímpica…

    não subir ao pódio em 96 demonstrou isso

    então que perca….e que o espaço na imprensa fique para aqueles que dão a vida por uma….

  10. Sou escrivão da Policia Civil e as 5:30, trabalhando no plantão da DP atendendo dois cunhados bêbados e ainda com a cabeça inchada pela derrota tricolor, só vc mesmo para me fazer rir.

  11. Edison disse:

    Pequim é onde veremos ou não a recuperação de Ronaldinho. Pelos amistosos deu para perceber que ele não esqueceu o futebol, mas ainda tem alguma coisa estranha.
    Pode ser algum problema físico, mas pode também ter sido algum problema psicológico, da alma.
    Más companhias, falta de orientação adequada e até um pouco de depressão pode ter ocorrido.
    Se não for nada disso, é falta de alegria, pois é na presença dela que fazemos qualquer coisa melhor.

  12. Marcelim disse:

    Vida de atleta é dura, cheia de restrições e sacrifícios, mesmo no futebol.
    Daí chega uma hora em que o cara se pergunta qual o sentido da vida ganhar uma fortuna e não poder usufrui-la, ter carrões e não ter para quem mostrar, perceber que todas as mulheres se aproximam por interesse, que muitos amigos são aproveitadores e parasitas, fora os amigos profissionais, esses surgiram depois da moda da “entourage” que todo famoso tem.

    Aí o cara já está de saco cheio daquela vida regrada, cai na balada, enche a cara, engorda, perde desempenho e acaba saindo com travestis ou se metendo em escândalos com garotas de programa.

    Estive lendo algo que dizia mais ou menos isso ai tudo, só que não se restringia aos jogadores de futebol: abrangia jogadores das ligas profissionais americanas e seus envolvimentos com drogas, jogos, alcoolismo ou mesmo coisas piores, como um Mike Tyson, acusado de estupro.

    Pobres meninos pobres que viraram ricos. A base que lhes falta pesa a certa altura da carreira.

  13. marcel disse:

    hahahahaha….

    to rindo pacas aqui…

    se superou nessa, FLavio…

    seu blog ta (sempre esteve) show de bola!

    continue com as noticias ai de Pequim!

    abraços

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