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quarta-feira, 14 de outubro de 2015 - 0:34Automobilismo internacional

É DÚVIDA

SÃO PAULO (procura que acha) – O Team Brazil de Antonio Hermann pode ficar fora do Mundial de GT do ano que vem. Problema: falta de patrocínio. O contrato com o Banco do Brasil terminou e não será renovado. Américo Teixeira Jr. conta tudo aqui.

De minha parte, devo dizer que jamais compreendi esse apoio do BB. Entendo que o banco, assim como a Caixa, a Petrobras e outras estatais que competem nos respectivos mercados, devem investir em publicidade. Afinal, a briga é com Itaú, Bradesco, Santander, Shell & companhia bela. Gente que anuncia forte. É assim que funciona, precisa buscar clientes, aumentar as vendas, está tudo certo.

Mas enfiar grana num campeonato de pouca divulgação e apelo popular como esse, corrido em terras distantes e mostrado pela TV graças a acordos comerciais, me parece um equívoco que não se deve levar adiante com dinheiro que, no fim das contas, é público. Agora acabou, antes tarde do que nunca, e seria interessante se os dirigentes do BB prestassem contas do valor investido – vão alegar que a ideia era divulgar o banco internacionalmente, seremos obrigados a engolir, mas não necessariamente a aceitar.

Quanto a Hermann, é empresário, banqueiro e bem rico. Um entusiasta do automobilismo, sujeito por quem tenho muito apreço. E guia bem, além de tudo. Mas sugiro que vá buscar com seus amigos da afamada e inefável iniciativa privada o dinheiro que precisa para colocar seus Lambos (a ideia é abandonar os BMW) na pista. Procure aqueles caras que acham que o Estado tem de ser mínimo, porque o mercado tudo sabe e tudo resolve. Estado mínimo não patrocina carros de corrida. O mercado, talvez.

Ou não?

65 comentários

  1. vitor disse:

    Ha uma pressão muito forte do Sr Ecclestone e da Globo para que o BB assine o patrocinio. Não é a primeira vez que isto acontece. Patrocinar uma equipe e um piloto de pouquissima ou quase nula visibilidade, com dinheiro publico, é um absurdo. Espero que o Flavio levante esta bandeira, inclusive para questionar o patrocinio de outras intituicoes publicas de forma arbitraria e não democratica. É o caso por exemplo dos times de futebol. Se não é possivel patrocinar a todos então o mais justo seria não haver patrocinio algum no caso do clubes profissionais.

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