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quinta-feira, 18 de novembro de 2010 - 20:31Sem categoria

AGORA É TARDE

SÃO PAULO (leite derramado) – E Jean Todt, mais de oito anos depois, se diz arrependido da ordem de equipe em Zeltweg, para Barrichello entregar a vitória a Schumacher. “Era cedo demais”, falou. Ah, não diga.

Foi das bobagens mais desnecessárias da história do automobilismo universal. E não se enganem. Foi por essa, e só essa, que a Ferrari ganhou a fama irreversível de equipe antipática e armadora de trambiques. Talvez injusta, porque quem gostava mesmo dessas coisas era Todt.

Enfim, fez a fama, deita na cama, como diz o ditado. Tem um ditado que diz isso, não?

90 comentários

  1. Marco Aurélio disse:

    Resumindo Schumacher é um bosta, que quase mandou Barrichello pro andar de cima por não suportar ser ultrapassado por um motor Cosworth tendo um carro campeão

  2. Paulo Coimbra- Coimbra Motorsport disse:

    Todt, o mesmo “pagé” no episódio da Peugeot do Paris-Dakar lá pelos idos de 80/90 envolvendo Jackie Icks e Ari Vatanen…
    eis que a poucos quilometros da chegada…na praia… lá estava a voz de Todt ao rádio…
    A m…. é a mesma… os mosquitos às vezes voltam ou deixam herdeiros do seu reino PODRE!

  3. Manuel disse:

    Cara de Pau esse Todt! Tava em boa companhia (Brawn e Schumacher) – Todos cara de paus! O Todt dá uma declaração oito anos depois do ocorrido em 2002 e se considera com a razão. A declaração dele deixa claro que a Ferrari só tinha olhos para o alemão. O Rubens quando chegou a Ferrari com certeza realizou um sonho de pilotar para a Rossa e se permitiu considerar a hipótese de ter pelo menos os mesmos direitos do alemão para disputar corridas e vencer. Mas a Ferrari só tinha olhos para o Rubens quando lhe interessava. Lembro-me de ter lido que em 2002 e 2003 existiam pessoas dentro da Ferrari que defendiam a igualdade de condições entre os dois pilotos (mas foram votos vencidos). Fez muito bem o Rubens de ter permitido a ultrapassagem do alemão somente na última curva da última volta. Mostrou ao mundo a jogatina da Ferrari. Em 2003 o Rubens liderava o GP Brasil e deixaram-no literalmente sem gasolina. Mas no final do campeonato o Schummy quase perdeu o campeonato para o Raikkonen (McLaren), mas aí precisavam do Rubens e talvez tenha sido a única vez que ele (Rubens) teve o tratamento VIP do alemao – resultado – Rubens fez barba, cabelo e bigode (pole, melhor volta e vitória). Essa performance garantiu o título para o alemão. O alemão quando pilotou para a Benetton, tinha como chefe o sacana do Briatore (que acabou com a carreira do Piquet Jr na F1). Schummy venceu o campeonato de 94 jogando o carro em cima do carro de Hill. Tentou fazer o mesmo em cima do Villeneuve Jr em 96. Em 2010 com o seu retorno à F1 tomou pau do alemãozinho Rosberg e de outros pilotos que cansaram de ultrapassá-lo. Também efetuou manobras muito perigosas e suicidas (sujas) contra Massa e Barrichello. Schummy é um grande talento, mas joga sujo. Lembro-me também de uma corrida na F3 em Macau que o alemão jogou o Mika Hakkinen no guard-rail (isso na F3 – vasculhem o Youtube). Teve a sorte de não ter muitos adversários a altura (exceção para o Mika Hakkinen – que ganhou dois títulos em cima do alemão). Aí vem aquela conversinha (desculpas) quanto aos pneus utilizados nesta temporada (dificuldade de aqueciemento). Sabemos que os pneus são os mesmos para todas as equipes e pilotos (também não cola a justificativa da adapta’vão dos pneus aos carros – basta comparar as performances de Rosberg (Mercedes) e Alonso (Ferrari) – tiveram desempenho muito superior aos seus companheiros. O Shummy dependia mito das orientações de Brawn nos tempos da Ferrari (havia reabasteciemento e trocas de pneus). Os 7 títulos conquistados devem-se a esses fatores acima citados (falta de adversários, táticas de equipe e some-se a tudo isso, que entre 2000 e 2004 a Ferrari construiu carros fantásticos muito superiores a concorrëncia). Em condições normais penso que no máximo o alemão teria conquistado 3 ou 4 títulos mundiais. Gênio é o Valentino Rossi (Moto GP). Outra se o Rubens tvesse tido chances talvez tivesse ganho pelo menos um tíyulo mundial (2003 ou 2004). O grande erro do Rubens foi ter permanecido na Ferrari após o episódio da Austria 2002. Deveria ter ido para a Williams-BMW. Hoje ele está lá e recebe elogios de todos na equipe. Quando o Brawn ficou com o espólio da Honda, Rubens foi o escolhido para desenvolver o carro e o próprio Button (gente boa) reconheceu as virtudes de Rubens. Se Barrichello não fosse um excelente piloto não partindo para a 19a. temporada na F1. Infelizmente, muitos Brasileiros, acharam que Rubens seria o substituto de Ayrton Senna. Mas Senna é Senna e Barrichello é Barrichello. Infelizmente a maioria dos brasileiros não tem memória esportiva.

  4. Alguém imagina fatos assim no tênis, por exemplo? Imaginem dois jogadores numa semifinal, um entregar o jogo para o outro por serem da mesma equipe?
    Todo tenista sempre joga pra ganhar, mesmo no último ponto do último set, é quest~]ao de honra. E se descobrem gente entregando jogo, a turma toda é expulsa do esporte…
    A F1 precisa ser moralizada para deixar de considerar essas atitudes históricas, que fazem parte de muitos times, como algo normal, ou que faça parte do jogo. O jogo é ganhar, correr o mais rápido possível para ganhar, qualquer coisa diferente não faz parte do jogo não, é imoral e freustrante para aqueles que sustentam o esporte, os torcedores.

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