SUTIL, PELO JEITO

S

SÃO PAULO (anuncia logo e pronto) – Ao que tudo indica, é Sutil o escolhido pela Force India para correr em 2013. Nicolas Todt, empresário de Jules Bianchi, foi quem deu o recado. O “Bild” de hoje diz o mesmo. Não faz muito sentido adiar tanto assim o anúncio. Daqui a 16 dias a turma vai estar em Melbourne para os primeiros treinos livres da corrida de abertura da temporada.

Adrian ficou um ano parado, mas é talentoso, rápido e conhece o time. Bianchi seria bom por conta das negociações com a Ferrari para a Force India usar seus motores em 2014. Se confirmado Sutil, terei errado minhas duas únicas previsões do ano até agora: Bianchi na Force India e Senninha na Caterham. Mas ontem eu disse na TV que o Real Madrid ia ganhar do Barcelona por 2 x 0. Foi 3 x 1, o que é quase a mesma coisa.

suti2013barcelona

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

21 Comentários

  • Já está no site da equipe. Seria curioso a Force India tem um piloto por conta da Mercedes e outro pela Ferrari. Pode ser que o Bianchi entre no lugar do Sutil apenas ano que vem por conta do motor Ferrari para 2014.

  • Na temporada 2008, a “nanica” Spyker foi comprada pelo indiano Vijay Mallya e mais uma vez mudou de nome, passando a se chamar Force Índia. Sutil permaneceu na equipe, agora ao lado do italiano Giancarlo Fisichella. Durante a temporada o alemão não somou nenhum ponto, porém em Mônaco vinha fazendo uma grande corrida estando em 4°lugar. Mas Kimi Raikkonen perdeu o controle de seu carro na saída do túnel, encerrando as chances de Sutil pontuar. Bom lembrar, em 2008/09 o carro da Force Índia era uma tremenda “bosta”, pior que a Honda de Button e Barrichello de 07/08. Nem sei como Fisichella fez pole em SPA 2009, ainda chegou em segundo lugar na corrida, logo atrás do veloz Kimi, acho que conseguiu esse feito por causa do motor Mercedes.

    Se confirmado, Vijay Mallya vai cumprir o que disse em outubro/novembro de 2012, Vijay comentou que daria prioridade ao talento e não ao dinheiro do piloto, comentou ainda em um possível retorno de Sutil ao time.

    Dono da Force Índia afirma que Sutil é opção para lugar de Hulkenberg
    http://esporte.ig.com.br/automobilismo/f1/2012-10-29/possivel-retorno-adrian-sutil-f1.html

    Talento vai suplantar o dinheiro na escolha de pilotos na Force Índia:
    http://tazio.uol.com.br/f1/force-india-talento-vai-suplantar-o-dinheiro-na-escolha-de-pilotos

    Não tem como comparar o patrocínio de Sutil por melhor que seja, contra os motores Ferrari que Bianchi ia trazer.

    Bianchi ainda é novo, tem apoio da Ferrari e pelo que mostrou nas categorias de base parece ser muito bom. Ainda tem boas chances de entrar na Formula 1, basta esperar sua hora. Dos pilotos de base que tenho observado, Bianchi só perde para Hülkenberg e Bottas.

    Jules Bianchi
    http://en.wikipedia.org/wiki/Jules_Bianchi

    Nico Hülkenberg:
    2005-Campeão na Formula BMW ADAC
    2006-Campeão na A1 Grand Prix
    2007-Campeão na A1 Grand Prix
    2007-Vencedor do Masters of Formula 3
    2008-Campeão na Formula 3 Euro Series
    2009-Campeão na GP2 Series

    http://en.wikipedia.org/wiki/Nico_Hülkenberg

    Valteri Bottas:
    2008-Campeão da Formula Renault 2.0 Eurocup
    2008-Campeão da Formula Renault 2.0 NEC
    2009-Vencedor do Masters of Formula 3
    2010-Vencedor do Masters of Formula 3
    2011-Campeão da GP3 Series

    http://en.wikipedia.org/wiki/Valtteri_Bottas

    Ficaria surpreso se a Force Índia ficasse com Bruno Senna, grana o sobrinho tinha, mas talento…pouco mostrou com bons carros em 2011/12. Pecado mesmo é ver Kamikaze Kobayashi fora(kami significa “deus” e kaze, “vento”), quem perde é a Formula 1.

    Acho que Sutil com sua experiência ajudou muito a Force Índia quando ela estava numa merda desgraçada, Fisichella também não pode ser esquecido, ambos ajudaram o time a tomar um rumo! A partir de 2010 o time melhorou muito conseguindo o 7º lugar entre os construtores, já em 2011 conseguiu um belo 6º lugar, foram as duas últimas temporadas de Sutil na equipe.

    Essa experiência do alemão esta fazendo a diferença na disputa com Bianchi, Vijay Mallya sabe que o alemão trabalha bem pra melhorar o time. Quanto a Di Resta, é um ano decisivo, se não melhorar, de “promessa” vai virar fiasco…

    • Legal cara, bem lembrado, em 2008/09 a Force India andava lá atrás mesmo, fechava o pelotão. O Sutil sem dúvida contribuiu para esse salto de qualidade da equipe nos últimos anos..mas claro que só isso não basta, acredito que ele tenha talento suficiente pra se estabelecer de vez na categoria, vinha tendo também resultados bem consistentes antes de sair, principalmente em 2011, mas foi jogado pros leões no fim daquele ano. Beleza, tá de volta, merece, mas outro que eu acho que poderia voltar é o Alguersuari.

  • Sutil, Glock, Kovaleinen e Petrov: essa turminha podia aposentar precocemente… vieram, tiveram seus cinco minutos e agora, por favor, poderiam se retirar…
    Até eu, herdeiro de furtuna, teria lugar na formula um. Que o Chilton mostre serviço alem da carteira cheia…

  • Ouvi (li) uma estória em outro site (fui localizá-lo e acabei de ver que há mais alguns que citam isso) de que o Karthikeyan estaria “em campo” para comprar a vaga.
    Delírio ou não, era o que estava escrito lá, mas acho que deve acabar sendo o Sutil mesmo.

  • Vai ser bom pra Force Índia, pois acho que o Sutil é um piloto rápido e já tem experiência. Jules Bianchi é nome certo na F1 nos próximos anos, mas uma temporada completa antes da chegada dos motores turbo seria melhor, talvez as equipes necessitem da experiência dos seus pilotos para o desenvolvimento dos carros, pois serão muitas mudanças.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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