PRA DESCONTRAIR

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SÃO PAULO (dia fraco) – O Renan do Couto achou este vídeo divertido com o Hé Liocas Troneves chegando a Indianápolis em 2003, já como bicampeão da prova. O guardinha para o piloto e vai lhe tacar uma multa por excesso de velocidade. Gil de Ferran está com ele. Pegadinha do malandro. Mas o mais engraçado é quando Helinho oferece um capacete para o policial relaxar e deixá-lo passar. “Você está tentando me subornar?”, pergunta o homem da lei. Dá para dar umas risadas, nesta terça-feira mais do que morna.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

13 Comentários

  • É incrível o % de falsos moralistas… papinho piegas de preto, pobre, carteirada, suborno… ponha-se no lugar do cara que foi preso injustamente no EUA e o trauma que isso lhe causou. Na hora do nervosismo, surge o que for para se livrar de outra merda grande. É instintivo. O resto é blá blá blá pseudo-moralista de quem faz o mesmo.

    • E assim vamos…

      …se achamos errado o suborno, se achamos que o “sabe quem eu sou” é errado, se consideramos o jeitinho brasileiro a merda que fode o Brasil, somos hipócritas.

      Pseudo-moralistas. Que nojo em ler isto.

  • Ha ha ha, como é divertido ver o piloto brasileiro usando de sua esperteza e malandragem… é por isso que ele é o campeão que é! Agora, se ele fosse pobre e negro… teria que apodrecer na cadeia!

    O Brasil jamais será um país decente porque o branco rico jamais aceitará o negro pobre como um igual.

  • “Helinho oferece um capacete para o policial relaxar e deixá-lo passar.”

    Brasileiro não nega a raça… Não importa se é um Zé das Couves ou um tricampeão de Indianápolis.

    Ele só se esqueceu que não estava no Brasil.

  • Pode ser meio ranzinza da minha parte, mas é pra lá de feio a atitude do Hélio de fazer o jogo do “você sabe com quem está falando?” e tentar usar da fama e conquistas para escapar da multa. Claro, todo mundo que vai levar uma multa pergunta se o policial não pode quebrar o galho e deixar passar, mas argumentar que é bicampeão da Indy 500 para tentar escapar — oferecendo um agradinho em forma de boné ou capacete, o que seria, de fato, um suborno — é tão probo e moral quanto um político desfrutando da frota da FAB pra levar a família pra passear ou descolando notas frias para justificar o uso de verbas de gabinete. No fundo, estão ambos usando da posição para subverter o sistema e obter vantagem pessoal.

    Vá lá que a pegadinha é engraçada, mas perde muito da graça quando mostra que o Helinho julgava merecer tratamento especial da lei por ser um bom piloto.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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