TERCEIRA VIA

SÃO PAULO(é o caminho) – A ideia de um terceiro carro por equipe, ao menos nas grandes, começa a ganhar corpo. Bernie Ecclestone fala disso dia sim, dia não. Ainda não se estudou um formato para a novidade, mas parece que tudo aponta para essa solução se as equipes pequenas abrirem o bico, mesmo. Um grid com pelo menos 20 carros é a meta.

Hoje, quem poderia alinhar um terceiro carro? Ferrari, Mercedes, Red Bull e McLaren, certamente. A Williams, não sei. Esses times esboçam um pedido de grana extra para ajudar a engordar o grid: 30 milhões de euros a mais para cada na divisão do bolo.

Se Sauber, Lotus, Toro Rosso e Force India tiverem dois carros cada e as outras cinco, três, chegaríamos a 23. Ou 22, caso a Williams, sempre austera, não tope a parada.

Acho interessante e trato disso também no “Bom Dia, GP!” de hoje. Apenas dois carros por equipe marcariam pontos para o Mundial de Construtores e as grandes teriam a chance de colocar sangue novo na pista. O terceiro carro também poderia ter outro patrocinador, para ajudar no caixa.

É para se pensar com carinho.

 

Comentários

  • Prefiro algo ainda melhor do que isso. 4 carros. Simplesmente a Ferrari compraria a Marussia e a Williams compraria a Caterham e colocariam pilotos jovens nos carros, ou até mesmo convidados ou veteranos. Povoaria o grid, e ainda diminuiria a cachorrada de darem vagas pra pilotos pagantes no naipe do Gutierrez, enquanto isso jovens ficando de fora do grid. Só pra citar esse exemplo, a Ferrari Marussia poderia dar uma chance ao Rafaelle Marciello e ainda chamar a Simona de Silvestro pro segundo carro. E a Williams Caterham poderia ter como dupla Jolyon Palmer e Suzie Wolff. Lembrem que se não fosse o grupo Red Bull, que comprou a Jaguar e a Minardi, que estavam falidas na época, as coisas estariam bem piores. E também permitir que equipes alinhem somente um carro, acabar com essa palhaçada de obrigar a todas as equipes terem dois carros. Seria bem mais fácil pra uma equipe pequena manter apenas um carro no grid. E não para por aí, democratizar o dinheiro distribuído é algo que também deve ser feito, pois senão Force India, Sauber e Lotus iriam quebrar. Peguem os 30milhões do terceiro carro, e ao invés de dar pras grandonas, dá eles para Sauber, para a Force India e para a Lotus.

  • Olha, realmente a F1 precisa ser ressucitada, é um defunto respirando por aparelhos, com câncer e terminal, e a família, ou no caso Bernie, julga que está saudável. Tenho 32 anos: minha geração era doida, primeiro por Senna. Mas mesmo depois dele: Schumacher, para odiar ou respeitar. Agora, pegue um cara normal de 20 anos, e veja se ele liga.
    A F1 está morrendo quando três equipes importantes, como Sauber, Lotus e Force India, podem não alinhar porque falta grana. Some-se a isso uma quarta, e uma quinta: assim que a empresa de energéticos cansar, BUM, Toro Rosso e Red Bull….tchau.
    A F1 está morrendo porque tem corridas chatas, em lugares chatos, o FG já disse: num tem som de motor também. Aí você fica sem a Peraltada, as vezes sem a Belgica, para ter Abu Dahbi.
    Se os caras acordassem. Acabavam com isso já. Com essa babaquice de sustentabilidade, que nada tem a ver com corrida de carro. Com esse monte de kers, ers, as caixinhas do Rubinho, com asa móvel, botão disso e daquilo. E traziam de volta: os v8, três ou quatro fornecedores de pneus. Limitavam desenvolvimento aerodinâmico a três upgrades por ano, reduziam updates de motor e aumentavam a durabilidade de motor e câmbio. Limitavam salários em todos os níveis, limitavam o roubo de pessoal- tipo trabalhou em uma equipe precisa ficar um ano de fora ( que inflaciona os salários e acentua o peso do poder econômico não só com pilotos, staff). , e tudo mais: e com menos custos, podiam fazer corridas em autódromos de verdade. Então, traziam todas as grandes de outras categorias: quer ter um carro Penske? Vem, seja uma cliente da Mclaren. Quer ter um carro Andreti? Vem, seja cliente da Force India. Quer ter um carro Carlin, DAMS? Então vem…e assim, teriamos, como bem disse o Alonso, ” corrida de verdade”.Hoje, a escalada irreal dos custos leva a essas distorções idiotas atrás do dinheiro: o problema é que isso está matando a F1. Devia-se criar condições de uma F1 barata, que trouxesse mais equipes realmente de corrida. Ao invés disso, a F1 cada vez mais cara cria um ciclo atras de dinheiro: pilotos pagantes, pistas chatas, regulamentos que interessem a montadoras ( só que esquecem que , as montadoras ficam enquanto o marketing valer a pena, são empresas de carros não de competição), custos ainda maiores, e isso vai matando a competição.

    Se ao menos a Indy não tivesse feito tanta merda nos últimos 20 anos, se tivesse conseguido se perpetuar como um pouco disso e ter dado sequencia a trajetória de crescimento dos anos 90, ela mesma poderia apontar para a F1 um caminho a seguir. Era um pouco disso afinal: chassis lola, reinard, swift, motores honda, mercedez, toyota, corridas legais. Uma pena que ela tb degringolou!

    Hoje conseguimos enxergar: Max Mosley estava certo, e não Bernie. Se providência para reduzir custos, redistribuir dinheiro, e repensar o esporte, devolvendo as corridas aos garagistas de verdade, a F1 não estaria tão perto do fim.

  • Acho que a saída seria a equipes grandes ter a equipe satélite , como a Red Bull
    e Toro Rosso, com patrocinadores diferentes , outro nome , mas com aporte
    tecnico da Matriz. Só as quatro grandes daria 16 carros, mais Williams, Lotus,
    Force India, Sauber , total daria 22 carros. Para minimizar custos, uma equipe tecnica
    só , para quatro carros , assim como 2 empresas que se fundem

  • Galera na realidade a Red Bull jah tem nao soh 3 mas 4 carros porque a Toro Rosso pertence a Red Bull, assim nao vejo porque a Red Bull aceitar isso. E vejam que a Red Bull usa muito bem a Toro Rosso afinal o Vetter, o Ricciardo e agora o russo vieram de lah. A Ferrari e a McLaren sim poderiam ter equipes satelites, assim como a Mercedez, mas lembro que McLaren nao esta com o bolso assim cheio entao sobrariam as duas que sao realmente montadoras, a Ferrari e a Mercedez, ou seja 2 carros a mais, resolve o problema? nao mas porque nao tentar? se fosse esse ano a Mercedez faria trifeta o que seria um vexame historico para as outras.

  • Dando uma passada rápida por aqui. Não consegui ler todos os comentários, mas se alguém já perguntou isso, me desculpem: porque essa ajuda não pode ir para as nanicas?? Se o problema é grana, vai mais verdinhas para as gigantes colocarem mais um carro no grid? Estamos falando de 120 ou 150 milhões de euros a mais, coisa que seria bem útil para equipes pequenas.

  • Nem a pau juvenal!
    3 carros por equipe não vão resolver o problema de verdade. Se forem dar 30 MI a mais para uma das grandes botar um 3º carro , talvez fosse melhor distribuir essa grana extra para as equipes menores, segundo o disse o Horner. Afinal de contas, se tivéssemos 3 carros esse ano, será que a Red Bull teria tido condições de ganhar alguma corrida com 3 Mercedes, mesmo que uma fosse para um novato?

    E no futuro, pensando daqui a 5 anos, será que se alguma das grandes começasse a ficar para trás, teria bala na agulha para continuar assim, ou talvez entrasse em colapso também?

    A grana da FOM deveria ser distribuída igualmente, desde que todos apresentassem as condições mínimas pré estabelecidas para isso, já que todos são personagens do processo, e sem eles não tem grana paga por organizadores, talvez com um prêmio extra para o campeão e pronto. As equipes que fizerem um melhor trabalho vão angariar mais patrocínios, e com isso mais grana, podendo continuar a andar na frente. Mas como disse a Monisha, se forem mal em um ano, podem se ajustar e ir bem no seguinte, assim como foi a Williams esse ano, como foi com a Honda que virou Brawn, com a Lotus ano passado, para ficarmos somente nos últimos anos.

    • Concordo com sua opinião e a complemento. Qual a vantagem para as equipes grandes em colocar um 3o carro, sem que ele conte pontos para os construtores? E qual seria a vantagem para as equipes médias, cujos pilotos já pontuam com dificuldades atualmente, como iriam pontuar concorrendo contra tres Ferrari, tres Red Bull, tres McLaren e tres Mercedes ??? Só se passassem a pontuar os 20 primeiros colocados, o que seria ridiculo. Essa é mais uma ideia absurda e idiota de Bernie Ecclestone, o sujeito que está matando a Formula 1.

  • Acho interessante a ideia.

    Só acho que o campeonato de construtores deveria contemplar a média de pontos de cada equipe por carro, por exemplo, Mercedes fez 600 pontos com 3 carros, tem média de 200 pontos, se a Force Índia fez 300 pontos com 2 carros, tem média de 150 pontos.

    Deixar dois carros marcando pontos, apenas, prejudica quem vai fazer o aporte da grana para por o terceiro carro.

  • a ideia é muito interessante. acho que resolveria parte dos problemas que vem tornando a F1 cada ano mais chata! Equipes grandes geralmente buscam pilotos bons, e nao pilotos pagantes.. o grid fica cheio.. só resta uma dúvida: e os campeonato de construtores? só dois carros pontuam? acaba os construtores?!

  • Aceitar um monte de nanicas com um carro só como era na década de 1960/70.
    Corriam com carro até com 4 anos de defasagem. (mas para isso o regulamento tem que ser fixo por longo tempo).
    E tinha um lance de “ceder” um lugar para pilotos locais . como o Peroba no Brasil e o Rahal no Canadá..

    • Também gosto dessa ideia.
      Liberar nanicas com 1 carro é ótimo, e treino de sexta passa a ser pre-classificação ,como era em 89. Quem não tem condições fica pelo caminho.

      Mas o regulamento tem que ser revisto, tá travado demais ,vc só pode correr se comprar todo pacote técnico , não pode usar nada alternativo ou com “simplicidade brilhante ” , é dai que aparecem os grandes projetistas.

  • Acho a ideia péssima e preguiçosa. É muito cômodo para os chefões da F1, é uma solução muito fácil pra eles. Enquanto isso o verdadeiro problema não será resolvido e continuará sendo empurrado pra debaixo do tapete.

  • quanto ao terceiro carro
    me lembro de algumas equipes
    na decada de 70 , que alinhavam
    um terceiro carro , mas como outra
    equipe e patrocinio.
    se nao me engano, foram
    lotus em 72
    mc laren 74
    a tyrrel 70….
    a march por varias ocasioes
    a lotus ja em 78 com rebaque
    a brabham.
    ou seja nao é nada complicado
    mas nao acredito que esta seja a
    “soluçao” , o custo alto ainda permanece.
    como dito em outros post , a indy tem
    uma boa receita ,por que nao ter como
    meta?

  • Bernie deu uma entrevista dizendo que as pequenas administram mal a grana que recebem e por isso estao falindo e etc. Enfim, se elas esperam receber mais, esqueçam.

    Três carros… sei lá… é preciso tentar algo.

  • Enquanto aquele cidadão, como ele próprio se definiu, ditador estiver à frente da categoria, veremos muitas idéias mais como essa que só enche de competitividade e atrativos para a categoria que já foi a melhor em tudo. Deve ser por isso que arrebanha cada vez mais público, seja na tv, seja nos autódromos. Um tiro no pé atrás do outro. Triste fim terá a F1 desse jeito.

  • Acho que isso seria tapar o sol com uma peneira. As equipes pequenas acabariam, as médias se tornariam pequenas e sem patrocínios (roubados pelo terceiro carro das grandes) acabariam por sucumbir à crescente falta de grana. E em no máximo dois anos teríamos um grid com cinco, talvez seis equipes de três carros. O que dá 18 carros novamente. E tudo por culpa da maldita ganância do Zé das Medalhas e da CVC. É simples: redistribui a grana igualmente entre todas as equipes do grid com uma premiação dobrada para a campeã e todo mundo vai ficar feliz. O Bernie já nem sabe mais o que vai fazer com todo dinheiro que tem. Então chega! Cede um pouquinho. Como disse a Monisha: visão empresarial míope.

  • Não gosto muito da ideia de três carros (preferiria que as equipes menores pudessem ter apenas um), mas se é a solução imediata, que pelo menos o terceiro carro tenha algum diferencial (pilotos novatos, pilotos veteranos etc).

    Espero que, caso haja mesmo o terceiro carro, que o pódio não seja aumentado para cinco lugares.

  • Tipo anos 70/80 onde equipes independentes (aí a diferença) faziam……
    Só pondero que , em se retirando o aspecto “lavanderias ” e/ou ” amadoras/lúdicas ” de algumas , as ditas nanicas deveriam sim ter todo o direito de participar…
    Esta mal gerida naquilo do ” olhar ” do público (consumidor ) à muito tempo;;; e , no meu ver, com orçamentos estratosféricos que vendem tecnologias “nem sempre ditas de ponta ” o produto F1 voltará a se “vender” ao olhar dos espectadores…….

  • Terceiro carro só não piorar a F1 se adotarem a organização dos boxes da Fórmula Indy.
    A equipe do box, para trocar os pneus e regular o carro tem que ser totalmente independente do outro carro, sem um chefe em comum.
    Ter patrocinadores diferentes também ajudaria a mais equipes terem um terceiro carro, mesmo que as cores dos carros continuem iguais, como exemplo, todas as Mercedes continuariam prateadas com detalhes verdes, mas com patrocinadores diferentes.

  • Meu maior medo é criarem uma “segunda equipe” dentro de uma equipe de ponta, botar o 3º carro pra algum garoto sem muito talento, mas com um bom patrocinador endinheirado. Mais ou menos o que já acontece hoje com a Toro Rosso, porém nesse caso, a equipe é realmente uma incubadora levada a sério.

  • Concordo com sua afirmação FG, seria interessante sim, só acho que as pequenas e médias chiariam, pois seriam mais carros para brigar com elas pelas posições intermediárias.

    Na indy tem equipe com 4 carros e não há chiadeira das pequenas. E com patrocinadores diferentes.

    Se não me engano, a ferrari andou com 3 carros em 1970 e 71. A McLaren quando o Emerson foi campeão em 74 tinha ele e o Hulme com patrocínio da Texaco, e o Mike Hailwood com o patrocinio da Yardley.

    • Mas na Indy os carros e motores são iguais. Dependendo apenas do trabalho dos engenheiros, mecânicos e pilotos. Por isso ninguém chia. Uma equipe pequena, mas com boa estrutura, pode conseguir boas colocações, vencer corridas e angariar patrocinadores.
      Fala pra eles que agora cada um vai construir seu carro, e veja se a categoria não implode? ;-)

  • A categoria está cara e a solução é elevar ainda mais os custos? A solução todo mundo sabe que envolve uma completa, complicada e necessária reestruturação. Tudo o que for feito pra evitar ou adiar isso provavelmente vai ser só perda de tempo.

    • Exatamente, Vandelay.
      As pequenas e médias precisam de mais dinheiro para manter seus carros, e aí a solução é dar MAIS dinheiro pras grandes ter 3 carros?
      E como fica a parte esportiva? É mais dificuldade ainda pras médias e pequenas chegarem na zona dos pontos, porque vão ter que brigar com 3 carros de cada equipe forte, e não mais 2.
      E então, esses 3ºs carros não marcam pontos, mas aí automaticamente o que chega atrás sobe uma posição nos pontos?
      Desse jeito o público novo vai entender menos ainda: um carro chega em 2º, ou 4º, mas não marca ponto.
      Pensando bem, essa idéia estúpida tem relação com o que o Ecclestone disse, sobre pouco se lixar com a renovação do público da F1, porque gente nova não consome Rolex.
      Na boa, acho que vou parar de me preocupar com a F1. Que se exploda esse pessoal.

    • É igual a nossa reforma política, onde quem comanda a caneta é quem faz as regras. Assim não vão encontrar solução nunca, já que as grandes não aceitam repartir o bolo de maneira mais igualitária, o véio gagá não vai soltar mais dinheiro para torna-lo maior, e as pequenas não tem direito a voto para decidir qual vai ser o bolo e que tamanho ele terá.