É TETRA

SÃO PAULO (olá) – Helinho, Carrpenter, Newgarden e, hoje, Hinchcliffe. Quatro acidentes pavorosos nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis. Eu tinha dito que ninguém tinha se machucado “ainda”. Hinchcliffe se machucou.

Tem coisa errada.

Comentários

  • Essa pancada seca do Hinchcliffe, em alta velocidade e de lado, lembrou a do Scott Brayton em 1996, com a diferença que o Scott conseguiu completar o giro quando perdeu a traseira e bateu com o lado esquerdo do carro. Fratura de base de crânio e morte instantânea. Creio que, sem as proteções de cabeça e pescoço que os pilotos usam atualmente, hoje o automobilismo e seus fãs chorariam a morte do Hinch.

  • Bater dessas formas já é perigoso. Na corrida, além da batida em si, outros podem acertar os carros acidentados que por ventura estiverem no caminho. A desaceleração nesse caso é um agravante. O Paul Dana morreu assim em 2006, e o Wheldon morreu em um acidente em que vários carros se chocaram. A corrida não vai ser cancelada, como San Marino 94 não foi, e o que resta é esperar que a lista não aumente.

  • Duas coisas me chamaram a atenção.
    Neste acidente, a causa foi uma quebra de suspensão no meio da curva. O que diabos faz uma suspensão quebrar assim ?!
    A segunda coisa, que notei em todos os acidentes, é o quanto os carros estão ariscos. Assim que saem do trilho, não tem como recuperar.
    Então estou com aqueles que estão dizendo “vai dar merda”, porque está realmente preocupante isso.

  • De acordo com as ultimas informações daqui mesmo, do GP, o piloto teve ferimentos muito graves, chegando até a risco de morte. Não vai acontecer mas bem que deveriam cancelar essa prova já que não dá para substituir os carros.

  • O problema é que estão negligenciando a segurança dos pilotos em pro da quebra do recorde de velocidade! Não foi por falta de avisos (os acidentes) e mesmo assim apostam que nada vai acontecer e quando ocorrer (a tragédia) alguém pagará muito caro por isso (com sempre os pilotos).

      • O que não foi o caso nessa batida. O choque no muro foi fortíssimo. Ele foi esmagado contra a parede. E também contrariando o comentário de alguém de que o carro é “seguro”, o fato do braço da suspensão ter perfurado a célula de segurança e o piloto, quase matando-o por hemorragia, prova que não é. Que essa prova não vire um novo Ímola 94. Aviso de vai-dar-merda já foi dado.

  • Corridas sao perigosas. Se nao me engano esses sao os carros mais rapidos da historia em uma Indy 500.

    Vai dar pau na corrida. Espero que ninguem morra. Quanto aos acidentes no mes de preparacao chega ser normal. Podem ir para o You Tube e procurar crashs na Indy 500. Serao dezenas de filmes.

    • Os recordes de velocidade em Indianapolis datam de meados dos anos 90 (Arie Luyendyk é recordista, em 1996). Mas os atuais são os mais rápidos nos últimos anos, isso com certeza.

  • Posso estar parecendo chato, mas acho que está na hora de cancelar essa corrida e ver o que está acontecendo.
    Qualquer uma dessas pancadas numa corrida de verdade teriam causado uma situação muito pior.
    Não tem ninguém se quer cogitando não correr, Flávio?

    • SE acontecer alguma coisa na corrida, depois vão aparecer 300 mil matérias dizendo que queriam cancelar, que como aconteceu isso deveria cancelar aquilo, e todas aquelas coisas que já sabemos. mas ninguém é macho de ir lá e mandar parar.

      • Quer segurança? Vai praticar xadrez.
        Corrida de carro é para cabra macho. Ou louco!

        Não vi nenhum chefe de equipe de revólver na mão, empurrando piloto para dentro do carro. Se os pilotos estão avaliando os riscos e os aceitando, quem somos nós para dizer que não pode ter corrida?

        Um bom exemplo é Johhny Servoz-Gavin.
        Bateu em Mônaco, deu frio na espinha e o cara pediu penico. Desistiu ali mesmo.
        Foi honestíssimo consigo mesmo e com sua equipe.
        Acho que todo piloto está nesse direito. E se não o estão usando…

      • Muito facil escrever isso quando não é o seu rabinho que tá preso a uma máquina voadora desgovernada a centenas de quilometros por hora.

        Tem uma frase do Niki Lauda em Rush que acho que serve bem para essa situação: existe uma probabilidade de X% de o piloto morrer que é a média considerada normal e aceitável para a sua atividade, porém qualquer valor acima disso não deve ser aceitado ou tolerado.

    • O que me deixa mais assustado é a quantidade de acidentes semelhantes (algumas com decolagem de brinde!), Papai do Céu queira que eu esteja enganado, mas estou com aquele sentimento de quando eu estava assistindo a corrida de Las Vegas (foi lá não foi?) em que o Dan Weldon sofreu o acidente. Quando vi aquela quantidade de carros todos embolados e espremidos naquele oval que parecia minúsculo eu pensei “Vai dar m…”. Indianápolis já tem um histórico de acidentes “espetaculares” com os carros atuais desse ano aparentemente “colaborando” estou com o mesmo sentimento “Vai dar m…” . De novo, Deus queira que eu esteja errado!
      Marcio Alves, Rio de janeiro

  • Na minha humilde opinião, esses carros estão com um comportamento muito parecido com aqueles carros da March de Adrian Newey. Tem um efeito solo muito forte e um curtíssimo curso de suspensão e assim não funcionam quando pegam ondulações e do nada perdem todo efeito solo e saem retos em curvas. Olhando esses acidentes, me parece que os carros quando trepidam ou pegam alguma pequena ondulação em curva, simplesmente vão em linha reta ou perdem a traseira, me parece que pegam os pilotos de surpresa, até pelas características do circuito de Indianápolis em que a velocidade é tão alta que uma ondulação, por menor que seja, faz o carro ficar sem efeito solo do nada…

    • Que é o que vai acontecer a corrida inteira. Imagine 30 carros correndo em um bloco só, vai ser um festival de carro decolando e voando na arquibancada. Tá na cara que a aerodinâmica destes carros favorece decolagens, vamos ver quem vai precisar morrer para perceberem.

  • Espero estar enganado, mas estas 500 Milhas, estão com cara de “San Marino 1994” heim! Os sinais e avisos estão aí! Batidas como essas com mais 30 carros na pista, é evidente que a coisa ficará muito mais séria.

  • O carro virando lateralmente após a pancada e já em desaceleração parece uma folha de papel. Além do perigo já iminente nesse tipo de corrida, os pilotos ainda são forçados a conviver com os riscos decorrentes de carros mal nascidos no quesito aerodinamico.

    O jeito é torcer muito para que nada de grave aconteça até e no Domingo.

  • Boa noite. Nos carros da NASCAR ha duas aletas que se abrem quando o carro começa a andar em qualquer outro sentido do que o que deveria. Muito eficiente, o ar chega a condensar na hora. Fica no teto, muy loco. Talves fosse a alternativa mais rápida para o problema. Mas estranho mesmo são os acidentes. O Helio tava sem nenhuma turbulência de outro carro e esse no tráfego. Eh GM ou honda o kit dele? GM já voou.

    Mas que isso sim e motor eh neh. Abraxxx
    # gocastroneves

    • É, Paulo. Na hora que vi o acidente do Hélio, lembrei-me desses flaps.

      Não seria tão difícil aplicá-los debaixo do assoalho, lá na saída dele, naquela parte que levanta para criar downforce.
      Quando o carro virasse de ré, eles abririam e empurrariam a traseira para baixo. Exatamente o contrário do que está acontecendo hoje.
      Solução simples e barata, bem à la NASCAR!

  • 1998 – Montegi.

    https://www.youtube.com/watch?v=vzh9n-j2Foc&feature=youtu.be&t=2m40s

    2013 – Indianápolis.

    https://www.youtube.com/watch?v=nzpUCTZlfl0

    1992 – Indianápolis.

    https://www.youtube.com/watch?v=cmvvkqTd_2k

    1990 – Indianápolis.

    https://www.youtube.com/watch?v=9RbDa39VPEM

    2007 – Indianápolis.

    https://www.youtube.com/watch?v=UYH1yinoRZE

    2007 – Kentucky – Isto é perigoso, isto é decolagem.

    https://www.youtube.com/watch?v=eiXixsvMwOk

    Os outros 300 vocês procurem. Tem de todo tipo.

  • FLÁVIO hoje ficou pasmado no FSR com as barraquettes do BENJA, não sabia se elas eram gostosas, travestís ou propaganda das casas da banha. só temos uma certeza, piloto que entra em indianpólis e mete 350 num bólido é macho demais.

  • Eu acho que vc tem razão quando diz que há algo errado, e na minha inútil opinião o que está errado são os ovais. Quando a merda acontece (e sempre acontece) o endereço é o muro, quando não o alambrado, piorando ainda mais uma situação já bem ruim. E o resultado é o carro voltando pra pista em frangalhos dando a chance de ouro para os “Big Ones” da vida. Mas quem pode tirar os tradicionalíssimos ovais do histórico automobilismo norte americano? Situação foda né?

      • Foda mesmo é a incapacidade de interpretar um texto que não precisa de interpretação por não poder ser mais claro do que é. Quem falou em Fórmula 1 ô retardado?

      • Não ELTONTOPTEC, não é questão de interpretação, é que o fato nunca é comentado, ao contrário do eterno “ódio” aos “perigosíssimos” superspeedways americanos. Apenas coloquei uma informação negligenciada. Outras categorias e outros tipos de autódromos matam mais e ninguém faz todo esse alarde por causa de 4 acidentes normais par uma Indy500, só isso.

        Meu comentário foi apenas muito mal redigido, e mal educado, para mim a palavra “mané” não é ofensiva, por isso foi usada, e por isso me desculpo. É tanta gente aqui escrevendo bobagens que a gente perde o ponto mesmo. Abraços “retardados”.

  • Então tem coisa errada em todas as Indy500 pois 4 acidentes são a coisa mais normal do mundo por lá no mês de Maio, e alguém se machucar também, lembra? São corridas! Este foi o primeiro realmente forte, porque quebrou algo no carro, e foi na curva mais rápida.

    Muito alarmismo para um cara informado como você. Não há nada errado, errado estão este bando de palpiteiros que não conhecem a história de Indianápolis e estão entrando na sua vibe meio sensacionalista.

    Não vou perder mais tempo com números, estatísticas, links com acidentes IGUAIS aos que estão acontecendo e edições da Indy500 muito mais perigosas do que esta. Como você diz? Procurem! Cordialmente.

  • Flavio,

    Estes carros da Indy estão com caracteristicas dos antigos F1 com efeito solo, uma parte do carro que levanta é suficiente para causar um acidente sério, como estes 4. Na corrida vai ficar preocupante.

  • Esses carros da Indy, com esse pacote aerodinamico ficaram parecendo uns foguetes . Domingo, pode contar que vai dar “merda”. Algo tem que ser feito em relaçao, para que depois nao fiquem chorando por desgraça.

  • Em que pese a decolagem já sintomática, a lesão do Hinchcliffe parece ter sido causada pela panca inicial e não pela capotada. De qualquer maneia, tem algo de muito errado nesse pacote aerodinâmico, não me lembro de ter visto carros virando cambalhota depois de rodarem de costas em todos esse anos de Indianápolis.

    A Nascar consegui para o perigoso festival de veículos voadores quando instalou aquele flap no teto dos carros, mas a solução não parece tão simples em monopostos. Vamos ver como resolvem esse perrengue agora e esperar que ninguém sofra alguma lesão mais grave ao virar de cabeça pra baixo.

    • Nenhum carro “virou cambalhota” apenas por rodar, coisa que já aconteceu antes inúmeras de vezes, décadas atrás, e nesta edição ainda não. Todos apenas capotaram – apenas o Hélio decolou de fato – e depois de bater, como todos. “Todos estes anos de Indianápolis”, perdão, você deve ter dormido nas corridas e treinos, rsrs. A lesão foi certamente pela batida, claro, fortíssima. Abraços.

  • A Indy está esperando alguém morrer para tomar uma atitude?
    Está se desenhando uma grande cagada no domingo, um adiamento seria a atitude mais responsável da categoria. Fico Na torcida para não haver mais nenhuma pancada grave.

  • Flavio, acho que o carro encostou o assoalho na pista e por consequência os pneus perderam o contato com o asfalto e ele saiu reto em direção ao muro. No video da pra ver certinho que saiu uma poeira debaixo do carro e em seguida ele perde o controle. Naquele ponto da curva tem duas manchas que denunciam que muitos carros raspam seus assoalhos naquele ponto.

    • Caro José Marinho se você se der ao trabalho de pesquisar um pouco verá que a maioria dos grandes pilotos americanos especializados neste tipo de provas que infelizmente vieram a morrer ,em sua grande maioria foi justamente em Indianapolis e isto desde as primeiras provas no inicio do século passado. Más com todo aprimoramento que os carros tiveram nestes últimos anos este tipo de acidente (perda de aderência )não deveria estar acontecendo ,principalmente num circuito onde as curvas são sempre do mesmo lado e sem grandes variações de raio e que praticamente não sofreu alteração no seu traçado desde sua primeira pavimentação, más é bom lembrar que por causa de quererem fazer um automobilismo mais voltado para o Show biz que para a evolução e criação de novas tecnologias aplicáveis a automóveis (que foram o estopim das competições automobilísticas) optaram por usar esse chassis Dallara (que pode-se ler também Hispânia ) que foi o pior F 1 dos anos em que tentou ser uma equipe de F1 ,uma hora teria que aparecer suas limitações técnicas,e não deveria ser de assustar isto acontecer em Indianapolis onde as velocidades são absurdamente altas. E como será quando tiverem 33 carros causando um grande arrasto aerodinâmico que gera muita turbulência e desestabilização vetorial .