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quarta-feira, 13 de maio de 2015 - 19:59F-1

NO FÍGADO

SÃO PAULO (como negar?) – Vivo falando aqui, vocês também, que não tem cabimento os carros de F-1 de 2015 serem cinco, seis, dez segundos mais lentos que os de 2005, 2010. Por isso, é muito bem-vinda a coluna de David Coulthard sobre o que chama de “infelicidade geral” de pilotos na F-1 — e, creio, de outros agentes da categoria.

Legal quando alguém do peso dele coloca o dedo na ferida, dá um murro no fígado de quem manda nessa bagaça. Coulthard chama a atenção especificamente para o tipo de pneu que a Pirelli vem fazendo para a F-1. Diz que poderiam ser mais “agressivos”. Não é só isso, evidente. Um pneu não faz um carro ser cinco segundos mais rápido por volta. Tem muito mais caroço nesse angu.

De qualquer maneira, dado o alerta. Não bastasse a insatisfação do público em geral, lá dentro ninguém está muito feliz e o mau humor impera — Mercedes à parte.

É mais uma para pensar.

24 comentários

  1. Mauricio disse:

    A Michelin já tocou na questão, realmente falta agressividade a Pirelli, mas não é o principal fator que está limitando, e muito, a performance dos carros hoje.
    Tanto o ruido como o desempenho dos motores híbridos hoje estão limitados por uma simples regra: O limite de consumo imposto.
    Se houvesse a possibilidade de reabastecimento, a velocidade final desses carros aumentaria em no minimo 50 km/h já no primeiro ano. Em 2017 a potência chegaria fácil a 1000 HP.
    Outro ponto, com o reabastecimento, os tanques de combustível seriam menores, os carros mais estreitos e leves. Resultado, melhor aerodinâmica e mais velocidade ainda.
    O grupo de estratégia está no caminho, mas tenho comigo que mais da metade das soluções sugeridas por eles serão vetadas.
    Ah! Antes que me esqueça, outro entrave sério à popularidade da F1 passa pela antiquada cabeça de alguns de seus dirigentes, inclusive aquele inglesinho baixinho e com penteado esquisito… Preciso dizer quem?

  2. Valdez Vagaronso disse:

    Estão comparando com as McLatas em 2015, seu bobinho…

  3. Fontana o poderoso disse:

    E o reabastecimento tem que voltar. As estratégias voltariam a ser bem mais complexas, uns usando pouco combustível para voar no começo da corrida, outros usando mais combustível para fazer um stint maior, teria gente indo para uma parada só, outros indo pra 4 paradas, tudo isso para a Fórmula 1 ficar mais divertida. Aliais, me lembrei da corrida de Mônaco em 1997, uma corrida com uma chuva pra ninguém botar defeito, atuação sensacional de Rubinho ao levar a Stewart-Ford ao segundo lugar, e atuação sensacional também de Mika Salo, ao cruzar a linha de chegada em quinto lugar, com a decadente Tyrrell, e sem fazer sequer uma parada nos boxes.

  4. Rodrigo disse:

    Flavio, sua premissa – Um pneu não faz um carro ser cinco segundos mais rápido por volta. – está completamente equivocada. Pneu não só pode fazer um carro ser cinco segundos mais rápido como faz, de fato, é só dar uma volta com esses pirellis super macio e comparar com o pirelli duro. Tudo depende do composto, da construção, da largura. Mas comparar com carros de 2005 é sacanagem, porque em 2005 os carros eram até rápidos mas ninguém conseguia ultrapassar ninguém, por isso em 2009 tentaram retirar o peso da aerodinâmica dos carros e recolocar os slicks, pra ter mais aderência mecânica. Ou seja, é comparar laranja com maçã.

    A mudança não foi suficiente, mas é por isso que ainda precisamos de melhores e mais largos pneus, pra tirar ainda mais o peso da aerodinâmica e termos corridas melhores com carros mais rápidos.

  5. lluminado disse:

    Só um piloto entre os grandes se beneficiou dos carros mais lento, logo o que mais errava, quem? Depois nunca mais errou, adivinha?

  6. Clenio Azevedo Vilela disse:

    É evidente que um carro está apoiado sobre 4 pneus e então, são a base.
    Mas tem mais elementos mecânicos e aerodinâmicos que influenciam o desempenho. Quando vamos assistir à uma corrida, o que queremos vêr é: velocidade, disputas por posições, capacidades dos pilotos e ouvir os roncos dos motores…muito… Depois da introdução dos motores atuais, assisti a uma só.
    Vou às corridas de F1, desde 1.973. Saudade dos motores V12, V10 e V8, dos pneus extra largos… A F1 atual tem que mudar e muito!

  7. Cristiano disse:

    Como disse a Pirelli certa ocasião, fizeram os pneus que foram pedidos, que durassem 20 voltas. A regra toda de pneu não ajuda, só dois tipos de slicks por corrida, ter que usar os dois para obrigar a ter pit stop, ter que largar com pneu usado no treino para o TOP10. O cara anda melhor e é punido por isso… outra coisa que me parece atrapalhar bastante o desempenho foi a limitação de combustível, virou endurance… até o fluxo de combustível tem limitação. Não adianta falarem em motor de 1000cv se mantiver o mesmo limite. Já se fala que os carros teriam 900cv, mas como que vão usar a potência a pleno se não pode forçar o motor ao limite para não quebrar e não ser punido, se não pode gastar gasolina, se o pneu não dura nada… e todas as traquitanas elétricas também fizeram os carros serem mais pesados. Tem regra até pra dimensão do cilindro do carro, por isso o ronco mixuruca é quase igual para todos.

  8. Martinho disse:

    Daí vem a Michellin, diz que quer voltar, propõe mudanças interessantes, e o cabeça branca não gosta. Só tem uma saída para a F1: Torcer pela rápida aposentadoria do tio Bernie.

  9. Rodrigo disse:

    Em uma categoria em que se priva o piloto da pilotagem, onde carros de menor expressão são mais lentos que carros da categoria de acesso, onde carros ganham corridas (carros, não pilotos) em fila indiana, onde pneus são feitos para durar 10/15 voltas para que se tenham ultrapassagens em trocas nos boxes (como se isso fosse emocionante). Li a matéria do Grande Prêmio onde apontam que a F-E está se tornando mais emocionante que a F-1 e sou obrigado a concordar, e digo mais uma corrida de Indy é bem mais bacana de se assistir com 30 carros no mesmo segundo. Assisto F-1 mais por pura nostalgia mesmo, mas não perco mais meu sono para assistir durante a madrugada como fazia a uns anos atrás, é só ver quem conseguir a pole que você já pode quase cravar quem vai vencer!

  10. Gastão disse:

    Eu acho que tudo se resume a um parágrafo dessa matéria abaixo:

    “Os pneus devem fornecer níveis de desempenho e aderência estáveis. Não é normal que, depois de algumas voltas, um piloto diga: ‘Preciso maneirar, do contrário os pneus não vão durar’. Isso não deveria acontecer. Os pilotos da F1 atual não podem mostrar seu talento porque os pneus não lhe permitem. Isso acontece quando você está sob regime de fornecedor único e não há motivação alguma para melhorar. Isso é mediocridade, não tecnologia. Se você tiver um regulamento tecnologicamente interessante, ainda que você seja um único fornecedor, então você fica forçado a oferecer um produto do mais alto nível”, finalizou Pascal.

    http://grandepremio.uol.com.br/f1/noticias/michelin-se-diz-totalmente-aberta-para-voltar-a-f1-mas-condiciona-regresso-a-mudancas-no-regulamento

  11. Winston disse:

    Essa F1 2014/2015 é uma M…. total!
    Um saco, uma porcaria!
    Parece que não tem desafio nenhum Vestapem esta ai pra provar isso como um menino sem experiência nenhuma chega e anda o que anda? sera que ele é melhor que Senna, Prost, Lauda, Stuart e tantos outros ou essas porcarias qualquer um que joque F1 no PS3 chega lá e pilota? Acho que sim!

  12. Jonas Martins disse:

    Flavio, eu vejo sempre essa reclamação sobre carros lentos, comparação com o campeonato de 2004, falta de barulho, mas esse não é o problema. Primeiro porque a memória é curta – em 2004 as corridas eram entediantes porque as ultrapassagens eram simplesmente impossíveis, dada a grande potência do motor e aerodinâmica exagerada, além de estratégias de paradas idênticas para todos. Outra coisa – as retas dos circuitos utilizados na época, em sua maior parte na Europa, os saudosos “circuitos tradicionais”, ficaram pequenas, e passaram a construir pistas com retas de quilômetros em lugares inóspitos pra ver se a bagaça funcionava. Na minha opinião, os carros de 2004, juntamente com uma era Schumacher, que ganhou as corridas de maneira soberba e não tem culpa nisso, culminaram no início do fim. A Fórmula 1 de 30, 40 anos atrás, era mais lenta que a de 2004, era mais lenta que a de 2015 – mas por que sentimos saudades daquela época? Sentimos saudades porque os pilotos tinham personalidade, falavam o que bem entendiam, levavam vidas que todos queriam ter. Os pilotos não eram atletas, eram heróis, e o que todos querem ver são heróis dentro de um carro de corrida, e não maratonistas chatos que sequer comem um chocolate. Ninguém é legal sem comer um chocolate. Sei que a comparação pode ser injusta, mas veja a Nascar – aquilo é competição pura, os pilotos são heróis, são parecidos com quem assiste, eles se batem na pista, se batem fora da pista, criam histórias que fazem com que todo mundo queira assistir a próxima corrida, que prenda a respiração quando adversários se encontram na curva 4 da última volta. Isso acontecia na F-1, mas não acontece mais. Cadê as cores dos carros? O patrocínios dos cigarros, das bebidas? Eu bebo, você fuma, nos identificamos com os carros que mostram isso. Poxa, um Lorde playboy era dono de uma equipe patrocinada pela Penthouse! É isso que queremos ver na F-1, e não essa porcaria bundinha que a categoria se transformou. Comecei a acompanhar a F-1 nos anos 1980, e sinceramente, torço para que a categoria acabe, alguém pegue estes times, este dinheiro, e se inspire nas competições do passado, se inspire no ronco do motor, no cheiro de gasolina, e faça uma categoria de verdade. A Fórmula 1 atual não merece o nome que tem – e não é pelo motivo que o Coulthard falou, é simplesmente por ter esquecido o que foi um dia.

  13. Marcelo disse:

    A maioria das Lap Record são de 2004, com Schumacher, Montoya, Kimi, Rubinho, Alonso, Um rolê em interlagos com Montoya durava 1:11.473, nada mal. Insuperável até hoje, Schumacher pulveriza na Austrália, Bahrein, China, Monaco, Áustria(2003), Hungria… Rubinho passeou no Canadá com 1:13.622 e na Itália com 1:21.046,
    Algumas são atuais: Bottas 1:40.896 no tradicional circuito da Russia, e Vettel fazendo uma volta vodora de 1:48.574 em Singapura….. 1:48 é uma boa volta?

  14. Chupez Alonso disse:

    Discordo peremptoriamente.

    A F1 vive um de seus momentos mais limpos e justos.

    Os melhores, em todos os sentidos, estão lá na frente. Os piores lá atrás.

    E que assim o seja. Para todo o sempre.

    Amém.

  15. Arlei disse:

    Flávio, qual a semelhança entre cor íntimas e o carro de segurança?
    Ambos só ficam na frente quando não vale nada

  16. André Bueno de Moraes disse:

    Todos reclamam, mas cadê alguém agir? Esses motores já deveriam ter sido banidos já nesse ano e aposto que ano que vem, vai continuar sendo a mesma coisa, para só em 2017 talvez, resolverem mudar algo. Se tiver que mexer uns pauzinhos, tem que fazer logo, senão como você mesmo vive dizendo, a F1 morre. Vergonha total para uma categoria top, ser tão escrota assim. Mas ainda penso que, nada como uma queda, para serem revistos alguns conceitos e se levantar mais forte, mas quando isso vai acontecer, é difícil de saber…

  17. disse:

    Enquanto isso na MotoGP os pneus deram um equilíbrio este ano, e todos times participam do desenvolvimento dos Michelin que vão equipar a categoria em 2016.

  18. Giovanni disse:

    Com certeza a Pirelli tem condição de fazer um pneu pelo menos 4 segundos mais rápido. Se houvesse uma segunda fornecedora de pneus, faria. Como não tem, não há necessidade, afinal isso custa grana. Porém, se houvesse uma segunda fornecedora, a diferença de carros e motores, não faria cócegas perto da discrepância que duas fornecedoras de pneus podem ter, podendo tornar a F1 uma categoria de pneus, e não mais de construtores. E isso seria ainda pior, podem acreditar.

    Porém, carros mais rápidos sofrem com mais turbulência nas curvas e assim tem ainda mais dificuldade em contornar as curvas próximo o suficiente do carro à frente, para realizar uma ultrapassagem. Basicamente esse deve ser o argumento para a Pirelli fazer pneus mais lentos. Porém, o detalhe é que os carros da Indy por exemplo que já estão até mais rápidos que os F1, não sofrem com turbulência tanto quanto os F1.

    O que indica que o problema da turbulência deve estar muito mais ligado à aerodinâmica projetada pelas equipes, para causar essa turbulência de forma proposital ao carro que vem atrás, como uma espécie de defesa de posição.

    Agora, pra descobrir, ou sei lá, proibir esse tipo de projeto aerodinâmico, é outra história.

  19. Allez Alonso! disse:

    Concordo plenamente sobre os pneus, deveriam ser os melhores pneus possíveis, pneu é a coisa que mais influencia em carro de corrida.
    Mas quando se reclama que os f1 estão lentos, estão comparando com o que e em que ano mais especificamente??

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